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ATE QUANDO NOS IREMOS PERMANECER CALADOS!

Posted in HISTORIA com as tags on Março 24, 2009 by dell22
E ISSO QUE NOS CHAMAMOS DE FUTURO?

E ISSO QUE NOS CHAMAMOS DE FUTURO?

Como eu posso ficar calado, vendo sena como esta. Ate quando o egoismo humano ira estabelecer barreiras entre as pessoas, colocando o material na frente do humano. E tempo deisso acabar, nos temos o dever de tirar-mos criancas vira-latas, e torna-los cidadoes. Nao existe um pais com futuro, sem que as criancas sejam respeitadas na mesma propocao do futuro. O que me preocupa mais e a arrogancia, a intolerancia, o orgulho, a avareza, o individualismo com que essa sociedade trata nossas criancas. Depois vamos formar ongs para defender nossa sociedade, quando os bandidos sao a fotografia em preto e branco dessa sociedade desigual e individualista. acorda Brasil, lugar de crianca e na escola, e comendo trez vezes por dia.

                                    Marcio Porto

encontrado uma antiga versão da Bíblia escrita em siríaco

Posted in HISTORIA com as tags on Fevereiro 14, 2009 by dell22
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 Autoridades do norte de Chipre acreditam ter encontrado uma antiga versão da Bíblia escrita em siríaco, um dialeto da língua nativa de Jesus.

O manuscrito foi encontrado durante uma batida policial contra supostos contrabandistas de antiguidades. A polícia turco-cipriota afirmou acreditar que o manuscrito possa ter dois mil anos de idade.

O objeto contém trechos da Bíblia escritos em letras douradas sobre velinos atados precariamente, segundo as fotos fornecidas à Reuters. Uma página traz o desenho de uma árvore, e outra oito linhas de escrita em siríaco.

Entretanto, especialistas estão divididos quanto à proveniência do manuscrito e sobre este ser autêntico, o que o tornaria inestimável, ou uma fraude.

Eles dizem que o uso de letras douradas no manuscrito torna provável que tenha menos de dois mil anos.

“Creio ser mais provável que tenha menos de mil anos”, disse à Reuters Peter Williams, da Universidade de Cambridge e grande perito no assunto.

Autoridades turco-cipriotas se apossaram da relíquia na semana passada e nove indivíduos estão sob custódia, aguardando maiores investigações. Mais pessoas ligadas ao achado estão sendo procuradas.

As investigações ainda descobriram uma estátua de orações e um entalhe em madeira de Jesus que se acredita pertencer a uma igreja no norte, de domínio turco, assim com dinamite.

A polícia acusou os detidos por contrabando de antiguidades, escavação ilegal e posse de explosivos.

O siríaco é um dialeto do aramaico, a língua nativa de Jesus, outrora falado em boa parte do Oriente Médio e da Ásia Central. Ele é usado por cristãos sírios e continua em uso na Igreja Ortodoxa Síria de Chipre, enquanto o aramaico ainda é utilizado em rituais religiosos de cristão maronitas no Chipre.

“Uma fonte muito provável do manuscrito pode ser a área de Tur-Abdin, na Turquia, onde ainda existe uma comunidade que fala o siríaco”, disse à Reuters Charlotte Roueche, professora de Antigos Estudos Latinos e Bizantinos no King’s College, de Londres.

Após uma análise mais aprofundada de fotos do manuscrito, JF Coakley, especialista em manuscritos da Universidade de Cambridge e membro do Wolfson College, insinuou que o livro pode ter sido escrito bem mais tarde.

“O texto em siríaco parece estar em linguagem siríaca oriental, com pontos nas vogais, e não se encontram manuscritos assim antes do século 15 aproximadamente.”

“Baseado em uma única foto, algumas palavras pelo menos parecem estar em siríaco moderno, uma língua que não foi posta no papel até a metade do século 19″, disse ele à Reuters.

Conheca a historia do maior Incêndio na Austrália

Posted in HISTORIA com as tags , on Fevereiro 9, 2009 by dell22

O número de mortos nos incêndios que devastam a região sul da Austrália já chega a 135 nesta segunda-feira. A agência de notícias Reuters fala em ao menos 171 mortos no pior incêndio da história australiana, que segundo as autoridades, ainda não foi contido.

As chamas deixaram 750 imóveis destruídos e 340 mil hectares de terrenos devastados nos Estados de Victoria e Nova Gales do Sul. Os maiores danos, contudo, estão concentrados em Victoria, onde foram registradas as 135 vítimas.

Veja galeria de imagens do incêndio

Simon Mossman/Efe
Igreja Anglicana de St. Peters foi reduzida a cinzas durante incêndio na Austrália
Igreja Anglicana de St. Peters foi reduzida a cinzas durante incêndio na Austrália

As autoridades temem que o número de mortos passe de 200, pois há cerca de 100 desaparecidos e focos de incêndio fora de controle. O alto número de vítimas pode ser resultado, segundo a polícia, do pânico gerado pelos incêndios e a rápida propagação das chamas em meio a ventos de 96 km/h e temperaturas de cerca de 47 graus Celsius.

Os bombeiros encontraram corpos em 21 localidades, algumas das quais ficaram devastadas, como Kinglake, com 33 mortos, e Marysville, com 12.

A polícia bloqueou a passagem dos veículos a Marysville, no nordeste de Victoria, e indicou que há muitos corpos espalhados pelas ruas, segundo a agência de notícias AAP. Em uma casa da cidade mais afetada pelo fogo, Kinglake, norte de Melbourne, foram encontrados corpos calcinados de quatro crianças junto ao de um adulto.

Muitas das vítimas morreram dentro de seus carros quando tentavam fugir do avanço das chamas e outros morreram porque tentavam salvar suas casas.

O Hospital Alfred, de Melbourne, a capital de Victoria, atendeu, até o momento, 20 pessoas com queimaduras graves, e outras dez foram internadas na unidade de terapia intensiva.

Pelo menos 28 focos continuam ativos em Victoria. Contudo, os bombeiros estão preocupados com três pontos que ameaçam várias áreas habitadas: o de Churchill (sudeste), o de Beechworth (nordeste) e o de Taggerty (nordeste).

O Departamento de Defesa australiano enviou uma equipe especial de 200 membros dos Exércitos para participar das tarefas de contenção, que já contam com três mil bombeiros e milhares de voluntários.

Os Estados vizinhos Austrália do Sul, Tasmânia, o Território da Capital, Austrália Ocidental e Nova Gales do Sul também forneceram reforços, e, da Nova Zelândia, uma equipe de cem especialistas chegará em 24 horas.

Assassinato

Rick Rycroft/AP
Ovelhas procuram por grama fresca depois de incêndio que devastou 340 mil hectares
Ovelhas procuram por grama fresca depois de incêndio que devastou 340 mil hectares

À tristeza causada pelo drama se somou a indignação quando a polícia revelou que alguns incêndios podem ser de origem criminosa. O premiê australiano, Kevin Rudd, acusou os autores de “assassinos em massa”.

“O que se pode dizer sobre alguém assim? Não há palavras para descrevê-lo, é um assassino em massa”, afirmou pela televisão, visivelmente emocionado. “Isto alcançou um nível de horror que poucos poderiam ter antecipado.”

O Parlamento suspendeu as atividades para marcar o que o premiê classificou de “um dos dias mais negros” da Austrália em tempos de paz.

O premiê anunciou que o Exército instalará 600 tendas de campanha para acomodar temporariamente as pessoas deslocadas, enquanto os serviços sociais começaram a distribuir ajuda humanitária aos desabrigados.

Várias redes de supermercados destinarão a receita obtida em um dia às vítimas, enquanto o Serviço dos Correios doou 1 milhão de dólares australianos (R$ 1,5 milhão).

Somaram-se à campanha de solidariedade todos os governos estaduais da Federação da Austrália, assim como o governo da Nova Zelândia. O Exército de Salvação, que criou uma divisão especial para as vítimas, recebeu doações no valor de 2 milhões de dólares australianos (R$ 3 milhões) em menos de 24 horas.

“Isto é só o começo. Eu digo ao povo de Victoria que a Austrália está com vocês e vamos reconstruir as comunidades [destruídas]“, prometeu Rudd.

Desabrigados

Até agora, 5.000 pessoas se registraram como desabrigados, enquanto centenas decidiram se refugiar em seus carros ou em estabelecimentos comunitários.

Começam a surgir também atritos entre os deslocados e os corpos de segurança, pois alguns cidadãos querem voltar para casa para saber o que aconteceu e o que conseguiu se salvar.

O subdiretor da Polícia de Melbourne, Kieran Walshe, explicou que os deslocados só poderiam começar a voltar às suas residências assim que se tiver certeza de que não há mais mortos nos locais e até que os peritos e investigadores tenham coletado todas as provas das quais necessitam.

A polícia de Victoria acredita que vários dos incêndios foram provocados, e tratará todos os lugares devastados pelas chamas como cenários de um crime, mesmo que não tenham sido registradas mortes no local.

Em Nova Gales do Sul, um homem de 31 anos e um jovem de 15 foram acusados de ter provocado dois focos de incêndio.

Inundações

Enquanto no sudeste as chamas são combatidas, o norte do país registra fortes inundações devido a dez dias de chuvas intensas. No Estado de Queensland, três pessoas foram dadas como desaparecidas, entre elas uma criança de cinco anos.

Aproximadamente 60% do território de Queensland foram declarados zona de catástrofe, e o prejuízo chega a 187 milhões de dólares australianos (R$ 285,5 milhões).

Nesta segunda-feira, as autoridades informaram que as enchentes começam a diminuir, mas os meteorologistas preveem que as chuvas devem continuar por pelo menos mais uma semana.

CONHECA OS MAIORES DITADORES DA HISTORIA

Posted in HISTORIA com as tags on Janeiro 6, 2009 by dell22

Em números absolutos, o maior matador foi o ditador chinês Mao Tsé-tung, que mandou nada menos que 77 milhões de compatriotas para o além.

Em percentual relativo, o líder mais sanguinário foi o general Pol Pot, que assassinou “apenas” 2 milhões de pessoas – um terço da população do Camboja, país em que ele foi primeiro-ministro entre 1976 e 1979.

A relação tem como critério básico o total de mortes causadas pela ação ou omissão de líderes com poderes ditatoriais. Isso inclui desde fuzilamentos no paredão até grandes fomes causadas por uma guerra civil, por exemplo.

Os números foram coletados pelo cientista político e historiador americano Rudolph J. Rummel, que escreveu quase duas dúzias de livros com informações sobre casos de “democídio” – o nome que Rummel dá ao assassinato de uma pessoa por um governo. Foram muitos, sobretudo nos últimos 100 anos. “Se enfileirarmos os cadáveres das vítimas de democídio no século 20, eles dariam 6 voltas em torno da Terra”, diz o historiador.

São eles:
1. Mao Tsé-tung: 77.000.000
2. Joseph Stalin: 43.000.000
3. Adolf Hitler: 21.000.000
4. Kublai Khan: 19.000.000
5. Imperatriz Cixi: 12.000.000
6. Leopoldo II: 10.000.000
7. Chiang Kai-shek: 10.000.000
8. Genghis Khan: 4.000.000
9. Hideki Tojo: 4.000.000
10. Pol Pot: 2.000.000

Veja abaixo os 10 governantes mais assassinos de todos os tempos.

1. Mao Tsé-tung (ou Mao Zedong) (1893-1976)
VÍTIMAS: 77.000.000
PAÍS: China
MODUS OPERANDI PRINCIPAL DAS MORTES: Execuções, assassinatos e políticas econômicas desastradas que mataram de fome parte da população

Líder do Partido Comunista Chinês desde 1931, Mao foi presidente da República Popular da China de 1949 a 1959 e presidente do Partido até sua morte. Neste período, implantou um regime de terror, com o assassinato de “contra-revolucionários”, proprietários rurais e inimigos políticos, sendo responsabilizado pela execução de vários ex-companheiros, militantes comunistas expurgados sob as mais variadas justificativas.

A partir de 1950, lançou um programa de reforma agrária e coletivização da agricultura que desorganizou a economia do país e provocou a maior onda de fome já registrada pela História. Pouco depois deste episódio, Mao e seus assessores mais próximos lançaram em meados da década de 1960 a Revolução Cultural, esforço justificado como uma tentativa de mudar a mentalidade da população chinesa e prepará-la para o socialismo. A campanha levou a prisões em massa, fechamento de escolas e perseguições que provavelmente causaram a morte de mais de 1 milhão e meio de pessoas.

2. Joseph Stalin (1879-1953)
VÍTIMAS: 43.000.000
PAÍS: União Soviética
MODUS OPERANDI PRINCIPAL DAS MORTES: Assassinatos, perseguições étnicas

Durante os 25 anos que governou ditatorialmente a antiga URSS, Stalin transformou o país em potência mundial, promovendo a industrialização. Isso envolveu, porém, entre outras coisas, a implantação de um programa forçado de coletivização da agricultura e abolição da propriedade privada, que só foi possível com o assassinato de agricultores e a criação de um estado de terror policial, através do qual promoveu o expurgo e a execução de adversários políticos.

Depois de ter papel fundamental na derrota dos nazistas na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), estendeu o controle soviético aos países das Europa Oriental, obrigando vários deles a manterem-se no bloco comunista, ao custo da repressão de opositores, da fome e do empobrecimento das suas populações. Stalin também foi responsabilizado pela existência de campos de trabalhos forçados para deter dissidentes e pela perseguição de minorias étnicas que viviam na União Soviética, realizando transferências compulsórias de populações que causaram número de mortes jamais calculado com precisão.

3. Adolf Hitler (1889-1945)
VÍTIMAS: 21.000.000
PAÍS: Alemanha
MODUS OPERANDI PRINCIPAL DAS MORTES: Guerra, campos de extermínio

Líder do Partido Nacional Socialista (nome oficial da organização nazista)* entre 1921 e 1923 e chefe do governo da Alemanha de janeiro de 1930 até a morte, Hitler chegou ao poder através de eleições livres, depois de tentar um golpe de estado que resultou em sua prisão. Transformou-se em ditador logo em seguida, com a eliminação de rivais e opositores.

Principal responsável individual pela Segunda Guerra Mundial, que deflagrou ao invadir a Polônia em 1939, ordenou que exércitos alemães atacassem e ocupassem vários países, assumindo a responsabilidade pelas atrocidades cometidas pelos nazistas em seu nome durante a primeira metade da década de 1940 na Europa e norte da África. Também permitiu e incentivou a realização organizada de genocídio que buscava exterminar judeus, ciganos, deficientes físicos e mentais, dissidentes políticos, homossexuais e outras minorias. Suicidou-se ao fim da guerra.

*O termo Nazi é uma contração da palavra alemã (NA)tionalso(ZI)alist (Nacional Socialista)

4. Kublai Khan (1215- 1294)
VÍTIMAS: 19.000.000
PAÍS: Mongólia
MODUS OPERANDI PRINCIPAL DAS MORTES: Guerra, assassinatos

Com nome também traduzido como Khubilai ou Kubla, o “khan” (“chefe”) era neto do conquistador Genghis Khan. Atacou a China, derrotou-a e em 1271 proclamou-se o primeiro imperador da dinastia mongol que governou o país. Além das mortes causadas pelas guerras que provocou em diversas partes da Ásia (incluindo Pérsia, Vietnã e sul da Rússia), os soldados sob seu comando tornaram-se conhecidos por atos de extrema crueldade contra populações civis, incluindo castração de prisioneiros, assassinatos em massa e estupros coletivos.

O único relato pessoal sobre ele foi feito por Marco Polo, que visitou sua corte. O viajante italiano apresenta Kublai Khan como um soberano ideal – durante o reinado, a China atravessou uma fase de grande prosperidade – mas reconhece que ele era incapaz de controlar os atos de subordinados e tinha propensão a sofrer ataques ocasionais de crueldade assassina.

5. Imperatriz Cixi (1835 – 1908)
VÍTIMAS: 12.000.000

PAÍS: China
MODUS OPERANDI PRINCIPAL DAS MORTES: Repressão a rebeliões da população

Também conhecida como Imperatriz Tz’u-hsi, era uma das concubinas de status inferior do Imperador Xianfeng quando, em 1856, deu à luz aquele que viria a ser seu único filho. Quando o garoto tinha seis anos de idade o pai morreu e ele tornou-se o Imperador Tongzhi, mas poucos meses depois um golpe de estado levou Cixi a assumir o poder de fato. Seu governo a princípio tentou combater a corrupção endêmica no país, mas foi marcado pela ocorrência de grandes levantes populares, que devastaram províncias tanto do norte como do sul e foram sufocados com grande brutalidade.

Porém o maior deles, a Rebelião dos Boxeadores (de 1900 a 1901) teve estímulo oficial da Imperatriz e de funcionários do governo, em apoio a uma sociedade secreta de praticantes de artes marciais, que lutavam para expulsar todos os estrangeiros do território chinês. O incidente culminou com a intervenção de uma força militar internacional que ocupou e saqueou Pequim, provocando enorme quantidade de baixas entre a população.

6. Leopoldo II (1835 – 1909)
VÍTIMAS: 10.000.000
PAÍS: Bélgica
MODUS OPERANDI PRINCIPAL DAS MORTES: Guerra, fome, assassinatos

O rei da Bélgica que ocupou o trono de 1865 até a morte acreditava que a obtenção de colônias em outros continentes era indispensável à prosperidade econômica de seu país, e devotou todos os esforços para alcançar esse objetivo. Entre os empreendimentos estava a criação do Estado Livre do Congo, território de sua propriedade particular localizado na África, de onde eram extraídos borracha e marfim com o uso de trabalho escravo, recrutado entre a população local.

Denúncias divulgadas na primeira década do século 20 revelaram também que assassinatos a sangue frio eram prática habitual no território. As primeiras estimativas da quantidade de vítimas só foram feitas em 1924, e ressaltaram a dificuldade de quantificar perdas populacionais ocorridas naquele período na região. Estudos posteriores indicaram que provavelmente nunca será conhecido o total exato de pessoas mortas pelas agressões militares indiscriminadas, fome e disseminação de doenças tropicais causadas no Congo pela ação dos belgas sob o Rei Leopoldo II.

7. Chiang Kai-shek (1887 – 1975)
VÍTIMAS: 10.000.000

PAÍS: República da China (Nacionalista) e Taiwan
MODUS OPERANDI PRINCIPAL DAS MORTES: Guerra, massacres

Chiang Chung-cheng era o nome oficial do general que liderou o governo nacionalista da China entre 1928 e 1949. Em 1927, ele chefiou um sangrento golpe de estado e massacrou milhares de militantes comunistas, contra quem travou uma guerra civil, encerrada em 1949 com a vitória de seus inimigos, as forças de Mao Zedong. Nesta época, foi acusado de ignorar as necessidades da população afetada pelo conflito, agravando seu sofrimento e contribuindo para aumentar o número de baixas.

Após a derrota, Chiang fugiu para a ilha de Taiwan, onde fundou um novo país depois de enviar soldados para exterminar cerca de 20 mil moradores locais. Governou Taiwan por quase 30 anos, recorrendo a métodos como torturas, prisões sem julgamento e assassinatos generalizados, além de usar corrupção, chantagem e censura à imprensa para reprimir seus opositores.

8. Genghis Khan (1162-1227)
VÍTIMAS: 4.000.000

PAÍS: Mongólia
MODUS OPERANDI PRINCIPAL DAS MORTES: Guerras, massacres

O guerreiro-governante mongol foi um dos maiores conquistadores da História, construindo império que se estendeu da Ásia ao Mar Adriático, na Europa. Começou subjugando as tribos nômade vizinhas à sua, que unificou sob um estado militar de rígida disciplina, passou a atacar vilarejos além das áreas sob o controle original de seu povo, e acabou por liderar exércitos em campanhas militares que causaram destruição, morte e caos econômico por todo o continente asiático.

Entre as táticas empregadas por ele e por seguidores sob seu comando estava o terror psicológico provocado pela aniquilação de populações inteiras que resistissem aos seus ultimatos. Historiadores modernos reconhecem a importância da liderança de Genghis Khan nas atrocidades cometidas por seus guerreiros, mas ressalvam que muitos dos abusos foram praticados por generais agindo por conta própria, sem sua supervisão direta.

9. Hideki Tojo (1884-1948)
VÍTIMAS: 4.000.000

PAÍS: Japão
MODUS OPERANDI PRINCIPAL DAS MORTES: Guerra, massacres, fome

Militar que foi primeiro-ministro do Japão durante a maior parte da Segunda Guerra Mundial (no período entre 1941 e 1944), Tojo participou de um motim em Tóquio em 1936, antes de ser nomeado no ano seguinte como comandante do exército japonês que ocupava a Manchúria, promovendo massacres contra a população local. De volta a Tóquio, tornou-se um dos principais defensores do acordo com a Alemanha nazista e a Itália fascista, que originou o Eixo. Tornou-se ministro da Guerra do gabinete japonês em 1940, assumindo a chefia do governo no ano seguinte.

Um dos militaristas mais agressivos entre o grupo que dirigia o país, coordenou o esforço de guerra e assumiu poderes ditatoriais durante o conflito. Quando a derrota final aproximava-se, em 1944, Tojo foi afastado do comando das forças armadas. Após a rendição tentou suicídio, mas sobreviveu. Julgado por crimes de guerra, foi condenado e enforcado.

10. Pol Pot (1925-1998)
VÍTIMAS: 2.000.000

PAÍS: Camboja
MODUS OPERANDI PRINCIPAL DAS MORTES: Massacres, fome

Saloth Sar era o verdadeiro nome do ditador cambojano conhecido pelo codinome Pol Pot, que entre 1975 e 1979 liderou um governo comunista radical, responsável pela retirada em massa da população das cidades, enviada à força para “campos de reeducação” no interior, com objetivo de criar uma nova sociedade sem classes. A operação envolveu o assassinato de milhões de pessoas e o desarranjo da economia, causador de uma onda de fome e doenças que, aliada à repressão política, provocou eventualmente o extermínio de quase a metade da população do país, segundo algumas estimativas.

O legado de brutalidade e caos social prossegue até hoje – o Camboja continua sendo um dos países mais pobres do mundo, mergulhado em turbulento impasse político e com umas das maiores taxas de incidência de AIDS do planeta. Afastado por uma invasão vietnamita em 1979, Pol Pot embrenhou-se na selva e continuou chefiando um governo assassino, agora em guerra civil, até ser afinal deposto em 1997. Foi então colocado em prisão domiciliar por seus ex-companheiros e morreu no ano seguinte de causas naturais.

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ENTENDA: a crise de 1929, e a Grande Depressão

Posted in HISTORIA com as tags on Outubro 10, 2008 by dell22

       A crise de 1929=A Grande Depressão, também chamada por vezes de Crise de 1929, foi uma grande recessão econômica que teve início em 1929, e que persistiu ao longo da década de 1930, terminando apenas com a Segunda Guerra Mundial. A Grande Depressão é considerada a pior e o mais longo período de recessão econômica do século XX. Este período de recessão econômica causou altas taxas de desemprego, quedas drásticas do produto interno bruto de diversos países, bem como quedas drásticas na produção industrial, preços de ações, e em praticamente todo medidor de atividade econômica, em diversos países no mundo.

O dia 29 de outubro de 1929 é considerado popularmente o início da Grande Depressão. Porém, as taxas na queda da produção industrial americana já haviam começado a cair a partir de julho do mesmo ano, causando um período de leve recessão econômica que estendeu-se até 29 de outubro, quando valores de ações na bolsa de valores de Nova Iorque, a New York Stock Exchange, caíram drasticamente, desencadeando a Quinta-Feira Negra. Assim, milhares de acionistas perderam, literalmente, da noite para o dia, grandes somas em dinheiro. Muitos perderam tudo o que tinham. Esta quebra na bolsa de valores de Nova Iorque piorou drasticamente os efeitos da recessão já existente, causando grande deflação e queda nas taxas de venda de produtos, que por sua vez obrigaram o fechamento de inúmeras empresas comerciais e industriais, elevando assim drasticamente as taxas de desemprego.

Os efeitos da Grande Depressão foram sentidos no mundo inteiro. Estes efeitos, bem como sua intensidade, variaram de país a país. Outros países, além dos Estados Unidos, que foram duramente atingidos pela Grande Depressão foram a Alemanha, Austrália, França, Itália, o Reino Unido e especialmente o Canadá. Porém, em certos países pouco industrializados à época, como a Argentina e o Brasil, a Grande Depressão acelerou o processo de industrialização.

Os efeitos negativos da Grande Depressão atingiram seu ápice nos Estados Unidos em 1933. Neste ano, o Presidente americano Franklin Delano Roosevelt aprovou uma série de medidas conhecidas como New Deal. O New Deal, juntamente com programas de ajuda social realizados por todos os estados americanos, ajudaram a minimizar os efeitos da Depressão a partir de 1933. A maioria dos países atingidos pela Grande Depressão passaram a recuperar-se economicamente a partir de então. Em alguns países, a Grande Depressão foi um dos fatores primários que levaram à ascensão de regimes de extrema-direita, como os nazistas comandados por Adolf Hitler na Alemanha. O início da Segunda Guerra Mundial terminou com qualquer efeito remanescente da Grande Depressão nos principais países atingidos.Causas da Grande Depressão=Economistas, historiadores e cientistas políticos têm criado diversas teorias para a causa, ou causas, da Grande Depressão, com supreendente pouco consenso. A Grande Depressão permanece como um dos eventos mais estudados da história da economia mundial. Teorias primárias incluem a quebra da bolsa de valores de 1929, a decisão de Winston Churchill em fazer com que o Reino Unido passasse a usar novamente o padrão-ouro em 1925, que causou massiva deflação ao longo do Império Britânico, o colapso do comércio internacional, a aprovação do Ato da Tarifa Smoot-Hawley, que aumentou os impostos de cerca de 20 mil produtos no país, a política da Reserva Federal dos Estados Unidos da América, e outras influências.

Segundo teorias baseadas na economia capitalista concentram-se no relacionamento entre produção, consumo e crédito, estudado pela macro-economia, e em incentivos e decisões pessoais, estudado pela micro-economia. Estas teorias são feitas para ordenar a sequência dos eventos que causaram eventualmente a implosão do sistema monetário do mundo industrializado e suas relações de comércio. Já teorias baseadas na economia marxistas concentram-se no relacionamento do controle da produção e da concentração de renda. Para os marxistas, a Grande Depressão é o tipo de crise a que o capitalismo é vulnerável, e ocorrências deste tipo não são surpreendentes.

Outras teorias heterodoxas sobre a Grande Depressão foram criadas, e gradualmente estas teorias passaram a ganhar credibilidade. Estas teorias incluem a teoria da atividade de longo ciclo e que a Grande Depressão foi um período na intersecção da crista de diversos longos e concorrentes ciclos.

Mais recentemente, a teoria mais prevalescente entre economistas é que a Grande Depressão não foi causada primariamente pela quebra das bolsas de valores de 1929, alegando que diversos sinais na economia americana, nos meses e mesmo anos que precederam à Grande Depressão, já indicavam que esta Depressão já estava a caminho nos Estados Unidos e na Europa. Atualmente, a teoria mais aceita entre os economistas é de Peter Temin. Segundo Temin, a Grande Depressão foi causada por política monetária catastroficamente mal-planejada pela Reserva Monetária dos Estados Unidos da América nos anos que precederam a Grande Depressão. A política de reduzir as reservas monetárias foi uma tentativa de reduzir uma suposta inflação, que de fato somente agravou o principal problema na economia americana à época, a deflação.
Quebra na Bolsa de Valores de Nova Iorque=Em 24 de outubro de 1929, os preços das ações na Bolsa de Valores de Nova Iorque caíram subitamente. Estes preços estabilizaram-se ao longo do final de semana, para caírem drasticamente novamente na segunda feira, 28 de outubro. Muitos acionistas passaram a entrar em pânico. Cerca de 16,4 milhões de ações subitamente entraram à venda na terça feira, 29 de outubro, dia atualmente conhecido como Quinta-Feira Negra. O excesso de ações à venda e a falta de compradores fizeram com que os preços destas ações caísse em cerca de 80%. Com isto, milhares de pessoas perderam grandes somas em dinheiro. Os preços destas ações continuaria a flutuar, caindo gradativamente nos próximos três anos. As milhares de pessoas que tinham todas as suas riquezas na forma de ações eventualmente perderiam tudo o que tinham.

A súbita quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque causou grande incerteza entre a população americana, quanto ao futuro do país. Muitos decidiram cortar gastos supérfluos. Outras pessoas, aquelas que haviam comprado produtos através de empréstimo e prestações, reduziram ainda mais seus gastos, e assim poder economizar dinheiro para efetuar seus pagamentos. A súbita queda nas vendas do setor comercial americano estendeu a recessão ao setor industrial e comercial dos Estados Unidos.

As altas taxas de juros dos Estados Unidos foram um dos fatores que estenderem a Grande Depressão à Europa. Os países europeus – especialmente aqueles que utilizavam-se do padrão-ouro, para manter um câmbio fixo com os Estados Unidos, foram obrigados a aumentarem drasticamente suas próprias taxas de juros, o que levou à redução de gastos por parte dos comerciantes e habitantes destes países, que levou à quedas na produção industrial destes países.

A economia dos Estados Unidos da América entrou em uma fase de grande recessão econômica que perduraria até 1933. Até este ano, a economia dos Estados Unidos somente colapsaria. Durante este período, milhares de estabelecimentos bancários, financeiros, comerciais e industriais foram fechados. Outros foram obrigados a demitirem parte de seus trabalhadores e/ou a reduzir salários em geral.A Grande Depressão nos Estados Unidos da América=Com a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque de 1929, bancos e investidores perderam grandes somas em dinheiro. A situação dos bancos era agravada pelo fato que muitos destes bancos haviam emprestado grandes somas de dinheiro a fazendeiros. Após o início da Grande Depressão, porém, estes fazendeiros tornaram-se incapazes de pagar suas dívidas. Isto, por sua vez, causou a queda dos lucros destas instituições financeiras. Pessoas que utilizavam-se de bancos, temendo uma possível falência destas, removeram seus fundos destes bancos. Assim, várias instituições bancárias foram fechadas. O total de instituições bancárias fechadas durante a década de 1920 e de 1930 foi de 14 mil.

Em 17 de maio de 1930, o governo dos Estados Unidos aprovou uma lei, o Ato Tarifário Smoot-Hawley, que aumentava as tarifas alfandegárias em cerca de 20 mil itens não-perecíveis estrangeiros. O Presidente americano Herbert Hoover pedira ao Congresso uma diminuição nos impostos, mas o Congresso, ao invés disto, votou a favor do aumento dos impostos. Um abaixo-assinado, assinado por mil economistas, pediu ao presidente americano rejeitar este aumento. Apesar disto, Hoover assinou o Ato em 17 de maio. O Congresso e o Presidente acreditavam que isto iria reduzir a competição de produtos estrangeiros no país. Porém, outros países reagiram através da aprovação de leis e atos semelhantes, assim causando uma queda súbita nas exportações americanas. As taxas de desemprego subiram de 9% em 1930 para 16% em 1931, e 25% em 1933. Durante a década de 1930, a taxa de desemprego nos Estados Unidos não retornaria mais às taxas de 9% de 1930, se mantendo em perto da casa dos 20%.

Com o crescente fechamento de instituições bancárias, menos fundos estavam disponíveis no mercado americano, fazendo com que a queda na produção industrial americana continuasse a cair. Em 1929, o valor total dos produtos industrializados fabricados nos Estados Unidos foi de 104 bilhões de dólares. Em 1933, este valor havia caído para 56 bilhões, uma queda de aproximadamente 45%. A produção de aço caiu em cerca de 61%, entre 1929 e 1933, e a produção de automoveís caiu em cerca de 70% no mesmo periodo.

1933 foi o ápice da Grande Depressão nos Estados Unidos da América. As taxas de desemprego eram de 25% (ou um quarto de toda a força de trabalho americana). Cerca de 30% dos trabalhadores que continuaram nos seus empregos foram obrigados a aceitarem reduções em seus salários, embora grande parte dos trabalhadores empregados tenham tido um aumento nos seus salários por hora. Outro problema enfrentado foi a grande deflação – queda do preço dos produtos e custo de vida em geral. Entre 1929 e 1933, os preços dos produtos industrializados não-pericíveis em geral nos Estados Unidos caíram em cerca de 25%. Já o preço de produtos agropecuários caiu em cerca de 50%, por causa do excedente da produção destes produtos – primariamente trigo. A quantidade destes produtos à venda excedia facilmente a demanda, o que causou uma queda dos preços destes dados produtos. Os baixos preços levaram ao endividamento de muitos destes fazendeiros.
Combate à Grande Depressão e o fim da recessão nos EUA=O Presidente americano Herbert Hoover acreditava que o comércio, se não supervisionado pelo governo, iria eventualmente minimizar os efeitos da recessão econômica. Eventualmente, Hoover acreditava, a economia dos Estados Unidos iria recuperar-se, sem que a interveção do governo americano na economia do país fosse necessária. Hoover rejeitou diversas leis aprovadas pelo Congresso, alegando que davam ao governo americano poderes demais.

Hoover também acreditava que os governos dos estados americanos deveriam ajudar os necessitados. Muitos destes estados, porém, não tinham fundos suficientes para tal. Assim sendo, Hoover propôs a criação de um órgão governamental, o Reconstruction Finance Corportation (Coorperação de Reconstrução Financeira), ou RFC, em 1932. Este órgão seria responsável por fornecer alguma ajuda financeira a empresas e instituições comerciais e industriais chave, como bancos, ferrovias e grandes empresas, acreditando que a falência destas instituições agravaria o efeito da Grande Depressão. No final de 1932, as eleições presidenciais americanas foram realizadas. Os dois principais candidatos foram Hoover e Franklin Delano Roosevelt. Muito da população americana acreditava que Hoover fora o principal causador da recessão, e/ou que pouco fizera para solucionar esta recessão. Roosevelt saiu-se vencedor da eleição, tornando-se Presidente dos Estados Unidos em 4 de março de 1933.

Roosevelt, ao contrário de Hoover, acreditava que o governo americano era a principal responsável para lutar contra os efeitos da Grande Depressão. Em uma sessão legislativa especial, sessão conhecida como Hundred Days (“Cem Dias”), Roosevelt, juntamente com o congresso americano, criaram e aprovaram uma série de leis que, por insistência do próprio Roosevelt, foram nomeadas de New Deal (“Novo Acordo”). Estas leis forneceriam ajuda social às famílias e pessoas que necessitassem, forneceriam empregos através de parcerias entre o governo, empresas e os consumidores, e reformou o sistema econômico e governamental americano, de modo a evitar que uma recessão deste gênero ocorresse futuramente.
Diversas agências governamentais foram criadas para administrar os programas de ajuda social. A mais importante delas foi a Federal Agency Relief Administration, criada em 1933, que seria responsável pelo fornecimento de fundos aos governos estatais, para que estes empregassem estes fundos em programas de ajuda social. Outros órgãos governamentais similares foram criados com o intuiro de fundear, administrar e/ou empregar trabalhadores na área de construção de aeroportos, escolas, hospitais, pontes e represas. Estes projetos federais forneceram milhões de empregos aos necessitados, embora as taxas de desemprego continuassem altas durante toda a década de 1930.

Outros órgãos foram criados com o intuito de admistrar programas de recuperação, como a Agricultural Adjustment Administration, criada em 1933 com o intuito de regular a produção de produtos agropecuários em uma dada fazenda. Outro órgão similar, o National Recovery Administration, criada em 1933, passou a enforçar leis anti-monopólio, estabeleceu salários mínimos e limites na carga horária de trabalho. Esta última agência, porém, foi fechada a mando do Congresso, em 1935, por pouco estimular o comércio americano.

Por fim, outros órgãos federais foram criados com o intuito de supervisionar reformas trabalhistas e financeiras. O Federal Deposit Insurance Corporation foi criado em 1933 com o intuito de promover transações e o comércio bancário. O Securities and Exchange Commission, criado em 1934, regulava o comércio de bolsa de valores e evitar com que acionistas comprassem ações que o órgão considerassem “perigosas”. O National Labor Relations Board foi criado em 1935, com o intuito de regular sindicatos, e de proteger os trabalhadores e seus direitos. Ainda em 1935, um ato do governo americano, o Ato da Segurança Civil passou a fornecer pensões mensais para aposentados, bem como ajuda financeira regular por um certo período de tempo, para pessoas desempregadas.

O New Deal ajudou a minimizar os efeitos da Grande Depressão nos Estados Unidos da América. A economia americana gradualmente, mas lentamente, passou a recuperar-se, desde 1933. O governo americano também diminiu as tarifas alfandegárias em certos produtos estrangeiros, assim estimulando o comércio doméstico. Ao longo da década de 1930, os Estados Unidos gradualmente abandonaram o uso do padrão-ouro, decidindo ao invés disso, fortalecer a moeda nacional, o dólar, o que também ajudou na recuperação da economia americana. A produção de comodidades tais como automóveis voltaria aos patamares de 1929, porém, somente após o fim da guerra, como a produção de automóveis, por exemplo 1949 – a maior parte da matéria-prima à época possuía prioridade pela indústria bélica nacional.

Porém, apesar dos programas governamentais criados com o intuito de reduzir o desemprego, cerca de 15% da força de trabalho americana continuava desempregado em 1940. Foi necessário a entrada do país na Segunda Guerra Mundial para que as taxas de desemprego caíssem aos níveis de 1930, de 9%. A entrada do país na guerra acabou com os efeitos negativos da Grande Depressão, e a produção industrial americana cresceu drasticamente, e as taxas de desemprego caíram. No final da guerra, apenas 1% da força de trabalho americana estava desempregado. Perto do final da guerra, os Estados Unidos e todos os outros 44 países Aliados assinaram o que é conhecido como os Acordos de Bretton Woods, com o intuito de evitar futuramente uma nova crise monetária e econômica da escala da Grande Depressão.A Grande Depressão em outros países=A Grande Depressão causou grande recessão econômica em diversos outros países que não os Estados Unidos da América. Em muito destes países, a recessão provocada pela Grande Depressão gerou efeitos similares na economia destes países, como o fechamento de milhares de estabelecimentos bancários, financeiros, comerciais e industriais, e a demissão de milhares de trabalhadores.

Os efeitos da Grande Depressão em vários países foram agravados pelo Ato Tarifário Smoot-Hawley, um ato americano introduzido em 1930, que aumentava impostos a cerca de 20 mil produtos não-pericíveis estrangeiros, que causou a aprovação de leis e atos semelhantes em outros países, reduzindo drasticamente exportações e o comércio internacional.

Em vários dos países afetados, partidos políticos extremistas, de caráter nacionalista, apareceram. Outros partidos políticos, de cunho comunista, também foram criados. No Reino Unido, por exemplo, tanto o Partido Comunista quanto o Partido Facista britânico receberam considerável suporte popular. O mesmo ocorreu com o Partido Comunista canadense.

Outros partidos políticos menos extremistas também surgiram. A grande maioria, se não todos, prometiam retirar o país (ou uma dada província/estado) da recessão. O Partido do Crédito Social do Canadá, de cunho conservador ganhou grande suporte popular em Alberta, província canadense severamente afetada pela Grande Depressão. Em alguns destes países, partidos extremistas foram proibidos, como no Canadá. Outros partidos políticos extremistas, porém, conseguiram chegar ao poder, notavelmente os nazistas na Alemanha e os facistas na Itália.
Canadá=Entre a década de 1900 e a década de 1920, o Canadá possuía a economia em mais rápido crescimento do mundo, tendo passado por apenas um período de recessão após a Primeira Guerra Mundial. Ao contrário dos Estados Unidos da América, onde o crescimento exuberante da economia americana era em grande parte apenas ilusório, a economia do Canadá prosperou verdadeiramente durante a década de 1920. Enquanto a indústria imobiliária dos Estados Unidos havia estagnado em volta de 1925, esta indústria continuou forte no Canadá até maio de 1929. O mesmo podia se dizer da indústria agropecuária, que ao longo da década de 1920 esteve em pleno crescimento no Canadá, enquanto nos Estados Unidos este setor entrara em recessão econômica.

O principal produto de exportação do Canadá, à época, era o trigo. Este produto era então um dos pilares da economia do país. Em 1922, o Canadá era o maior exportador de trigo do mundo, e Montréal era o maior centro portuário exportador de trigo do mundo. Entre 1922 e 1929, o Canadá foi responsável por 40% de todo o trigo comercializado no mundo. As exportações de trigo ajudaram a fazer do Canadá um dos líderes mundiais do comércio internacional, com mais de um terço de seu produto interno bruto tendo origem no comércio internacional.

O sucesso do trigo canadense era baseada, porém, em problemas que afligiam outros países no mundo. A Primeira Guerra Mundial devastou a produção agropecuária dos países europeus. Mais importante foi, porém, a Revolução Russa de 1917, que manteve o trigo russo fora do mercado mundial. Em torno de 1925, a gradual recuperação da economia e da agropecuária da Europa Ocidental, bem como uma nova política econômica na Rússia, fez com que a produção mundial de trigo aumentasse no mundo, assim diminuindo os preços do produto. Esperando por um rápido retorno aos altos preços, os fazendeiros e comerciantes canadenses estocaram muito de seu trigo, ao invés de reduzirem sua produção. A introdução de maquinário, especialmente o trator, levou ao crescimento da produção de trigo tanto no Canadá quanto nos Estados Unidos. Todos estes fatores em conjunto desencadearam um colapso dos preços do trigo em junho de 1929, destruído a economia de Alberta, Saskatchewan e Manitoba, e afetando severamente a economia de Ontário e Quebec.

A parte dos Estados Unidos da América, o Canadá foi o país mais duramente atingido pela Grande Depressão. O Canadá, ainda oficialmente parte do Império Britânico, usava ativamente o padrão-ouro. Isto, aliado com os estreitos laços econômicos existentes entre o Canadá e os Estados Unidos (muito dos produtos fabricados no Canadá eram exportados para os Estados Unidos, por exemplo), fez com que o colapso da economia americana após a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque rapidamente afetasse o Canadá. O colapso econômico canadense é considerado o segundo mais acentuado da Grande Depressão, atrás somente do colapso da economia do próprio Estados Unidos da América.

A economia do Canadá também dependia da exportação de certos produtos industrializados tais como automóveis. Com a Grande Depressão, as exportações canadenses aos Estados Unidos caíram drasticamente. O colapso dos preços do trigo fizeram com que muitos fazendeiros canadense endividassem-se pesadamente. Os fazendeiros no Alberta e no Saskatchewan sofreram, além disso, com grandes períodos de seca e de constante ataque de pragas tais como enxames de gafanhotos. A queda na produção industrial canadense, por sua vez, significou a demissão de grandes quantidades de trabalhadores.

A economia do Canadá tinha algumas vantagens sobre outros países, especialmente seu sistema bancário extremamente estável. Antes e ao longo da Grande Depressão, apenas um único estabelecimento bancário canadense faliu, em comparação aos nove mil que faliram somente ao longo da Grande Depressão. A economia do Canadá foi atingida duramente pela Grande Depressão primariamente por causa de sua dependência em relação ao trigo e produtos industrializados, mas também por causa da dependência da economia do canadense em relação às exportações de produtos canadenses para os Estados Unidos. A primeira reação de vários países, incluindo os Estados Unidos, quando a Grande Depressão teve início, foi de aumentar impostos. Isto causou mais danos à economia do Canadá do que para outros países no mundo.

Richard Bedford Bennett, que atuou como Primeiro-ministro do Canadá entre 1930 e 1935, tentou minimizar os efeitos da Grande Depressão no país, inclusive, através da introdução de uma New Deal semelhante aos dos Estados Unidos, implementado em 1934. Porém, a economia do país continuou somente passou a recuperar-se muito lentamente a partir de 1934.

Em 1933, 30% da força de trabalho canadense estava desempregado, deflação ocorreu, reduzindo salários e preços de produtos e reduziu investimentos. Em 1932, a produção industrial canadense havia caído para 58%, em relação à produção industrial em 1929. Enquanto isto, o PIB canadense havia caído em cerca de 42%, em relação ao PIB do país em 1929. Apesar de ter passado por um período de curto e pequeno crescimento econômico entre 1934 e 1937 – que de longe fora suficiente para atenuar os efeitos causados pela Depressão – a economia do Canadá entrou novamente em uma grande recessão em 1937. Foi somente com a entrada do país na Segunda Guerra Mundial, em 1939, que os efeitos da Grande Depressão teriam fim no país.

[editar] Reino Unido

O Reino Unido saiu-se vencedor na Primeira Guerra Mundial. Porém, a guerra e a destruição causada pela última destruíram a economia britânica. Desde 1921, a economia do Reino Unido lentamente recuperou-se da guerra, e da recessão causada por esta. Mas em abril de 1925, o chancellor britânico Winston Churchill, respondendo a um conselho do Banco da Inglaterra, fixou o valor da moeda nacional ao padrão-ouro, à taxa pré-guerra, de 4,86 dólares. Isto fez o valor da moeda britânica convertível ao seu valor em ouro, mas causou também o encarecimento dos produtos exportados pelo Reino Unido a outros países. A recuperação econômica do Reino Unido caiu drasticamente, o que causou redução de salários no país inteiro, debilitando a economia nacional.

Quando a Grande Depressão teve início nos Estados Unidos, em 1929, diversos países no mundo inteiro criaram ou aumentaram tarifas alfandegárias, o que causou uma grande diminuição nas exportações de produtos britânicos. A taxa de desemprego saltou de 8% para 20% no final de 1930. O Reino Unido cortou gastos públicos – que incluíram fundos dados para programas de ajuda social aos desempregados. Em 1931, mais cortes em salários e programas de ajuda social foram realizadas, e o imposto de renda nacional, foi aumentado. Estas medidas somente pioraram a situação socio-econômica do país, e em 1932, ápice da Grande Depressão no Reino Unido, as taxas de desemprego eram de 25%. Foi somente com o abandono do padrão-ouro e a instalação de tarifas alfandegárias para produtos importados de qualquer país que não fossem parte do Império Britânico, que a economia britânica passou a gradualmente recuperar-se.

[editar] Alemanha

Ver artigos principais: República de Weimar, Nazismo.

A Alemanha foi derrotada pela Tríplice Entente na Primeira Guerra Mundial. A Entente cobrou pesadas indenizações de guerra por parte dos alemães – que em dólares americanos atuais seriam da ordem dos trilhões de dólares – entre outras pesadas punições impostas pelo Tratado de Versalhes. Começa então o perído da história alemã chamado por historiadores como República de Weimar. Os anos da década de 1920 foram caracterizadas por massiva inflação em 1923 e o grande aumento da dívida externa do país entre 1925 e 1930.

Quando a Grande Depressão teve início em 1929, o governo alemão acreditou que cortes em gastos públicos iriam estimular o crescimento econômico do país, assim cortando drasticamente gastos estatais, incluindo no setor social. O governo alemão esperava e acreditava que a recessão, inicialmente, iria deteriorar a Alemanha socio-economicamente, esperando com o tempo, porém, a melhoria da estrutura socio-econômica do país, sem intervenção do governo. A República de Weimar cortou completamente todos os fundos públicos ao programa de ajuda social para desempregados – o que resultou em maiores contribuições pelos trabalhadores e menores benefícios aos desempregados – entre outros cortes no setor social. Quando a recessão chegou ao seu auge em 1932, a República de Weimar perdera toda sua credibilidade junto à população alemã, fator que facilitou a ascenção do nazista Adolf Hitler no governo do país, em 1933, marcando o fim da República de Weimar e o início de um breve e ilusório período de crescimento da economia alemã, conhecido como III Reich.

[editar] Outros países

Na França, a Grande Depressão atingiu o país um pouco mais tardiamente do que outros países, em torno de 1931. Como o Reino Unido, a França estava ainda recuperando-se da Primeira Guerra Mundial, tentando sem muito sucesso recuperar os pagamentos que possuía direito da Alemanha. Isto levou à ocupação do Ruhr por forças francesas no início da década de 1920. A ocupação francesa do Ruhr não fez com que a Alemanha retomasse os seus pagamentos, levando à implementação do Plano Dawes em 1924, e do Plano Young em 1929. Porém, a Grande Depressão teve drásticos efeitos na economia local, e explica em parte os motins de 6 de fevereiro de 1934 e a formação da Frente Popular, liderada pelo socialista Léon Blum, que venceu as eleições de 1936.

Por causa da Grande Depressão, o comércio internacional de produtos caiu drasticamente. A Austrália, que dependia da exportação de trigo e algodão, foi um dos países mais severamente atingidos pela Depressão no Mundo Ocidental. A taxa de desemprego alcançou um recorde de 29% em 1932, uma das mais altas do mundo até os dias atuais. As exportações de produtos agrários e minérios, tais como café, trigo e cobre, de países da América Latina, caiu de 1,2 bilhão de dólares em 1930 para 335 milhões de dólares em 1933, aumentando para 660 milhões de dólares em 1940. Os efeitos da crise fizeram com que em alguns destes países, muitos agricultores passassem a investir seu capital na manufatura, causando a industrialização destes países, em especial, a Argentina e o Brasil.

A Ásia também foi afetada negativamente com a Grande Depressão, por causa da dependência da economia de diversos países asiáticos em relação à exportação de produtos agrários à Europa e à América do Norte. O comércio internacional asiático caiu drasticamente, à medida em que os Estados Unidos e a Europa foram cercadas pela recessão. Instalações comerciais e industriais asiáticas responderam através de demissões e redução nos salários. O PIB do Japão, com uma base industrial em crescimento, sofreu uma queda de 8% entre 1929 e 1930. As taxas de desemprego e de pobreza cresceram drasticamente, afetando desproporcionalmente as classes inferiores. Esta foi uma das causas da ascenção do nacionalismo japonês. O Japão recuperou-se da crise em 1932.
A vida durante a Grande Depressão=A maior parte da população dos países mais afetados pela Grande Depressão cortaram todo e qualquer tipo de gasto considerado supérfluo, agravando os efeitos da recessão na economia destes países.

Por causa da Grande Depressão, milhões de pessoas nas cidades perderam seus empregos, nos países mais atingidos pela recessão. Sem fonte de renda, estas pessoas não tinham mais como sustentar-se a si próprios e suas famílias. A maioria das residências destas famílias, por sua vez, eram alugadas ou, ainda estavam sendo pagas através de prestações. Como consequência, milhares de famílias eventualmente foram expulsas de suas residências, por não terem como pagar os aluguéis ou as prestações de sua casa. Além disso, o desemprego fez com que a subnutrição tornasse-se comum entre a população dos países mais atingidos. Milhares de pessoas morreram por causa da subnutrição.

Algumas pessoas e famílias sem fonte de renda mudaram-se para a residência de parentes, quando perdiam suas residências. A maioria destas famílias, porém, instalaram-se em favelas. Abrigos rústicos feitos com telas de metais, madeira e papelão tornaram-se comuns em áreas vadias das grandes cidades dos países mais atingidos. As condições de vida nestas favelas eram precárias.

A indústria agropecuária de diversos países – especialmente os Estados Unidos e o Canadá – foi duramente atingida pela Grande Depressão. Nos Estados Unidos, muitos fazendeiros endividaram-se pesadamente, e vários foram forçados a cederem suas terras para instituições bancárias. Na Califórnia, no centro-norte dos Estados Unidos e no centro-oeste do Canadá, grandes períodos de seca, invernos rigorosos e pestes agravaram a recessão econômica já existente nestas regiões. Muitos dos jovens das áreas rurais abandonaram suas fazendas e suas famílias, e buscaram a sorte nas cidades. Estas pessoas, juntamente com muitas das pessoas desempregadas nas cidades, viajavam de cidade a cidade, pegando carona em trens de carga, em busca de emprego. Esta foi uma cena muito comum nos Estados Unidos e no Canadá.

Os chefes de estado e outras pessoas importantes dos países atingidos passaram a ser frequentemente considerados diretamente culpados pelo início da Grande Depressão por muito da população atingida pela recessão. As favelas dos Estados Unidos foram apelidadas de Hoovervilles, em uma sátira da população americana ao presidente Herbert Hoover. No Canadá, muitos donos de automóveis apelidaram seus veículos de Bennett Buggies – Carroças Bennett – em uma sátira ao Primeiro-Ministro Richard Bennett. Isto porque estas pessoas não tinham como adquirir o combustível necessário para abastecer seus veículos, ou cortaram a compra de combustível por considerarem um gasto supérfluo. Estes veículos passaram a serem usados como carroças, puxados por cavalos ou outros equinos.

Nem todos as pessoas sofreram igualmente com a Grande Depressão. Paras pessoas que conseguiram manter seus empregos os países mais afetados pela recessão, ou que dispunham de uma poupança considerável, o padrão de vida não mudou muito. Apesar que muitos trabalhadores sofreram de cortes consideráveis em seus salários, a deflação fez com que os preços de produtos em geral caísse drasticamente. Ao longo da Grande Depressão, os preços da maioria dos produtos de consumo manteve-se muito baixo nos países mais afetados.

Por outro lado, muitos afro-americanos nos Estados Unidos não conseguiam emprego, especialmente no sul americano, por causa de discriminação racial. Empregos eram dados primariamente aos brancos. Por isto, em todo os Estados Unidos, a taxa de desemprego entre a população afro-americana foi muito maior do que o da população branca. Mulheres com famílias para sustentar também dificilmente encontravam empregos, uma vez que a prioridade era dada para trabalhadores do sexo masculino, e que a discriminação contra mulheres trabalhadoras aumentou.

Grupos étnicos minoritários – especialmente imigrantes – dos países mais atingidos passaram a serem discriminados por muito da população dos países mais afetados. Estes grupos étnicos eram discriminados porque, na visão de várias pessoas dos países afetados pela Grande Depressão, estes grupos étnicos competiam com a “população nativa” dos países atingidos por empregos. Isto, aliado à forte recessão econômica da década de 1930, fez com que as taxas de imigração caíssem sensivelmente no Canadá e nos Estados Unidos.

[editar] Legado

Após o fim da Grande Depressão, muitos dos países mais severamente atingidos passaram a fornecer maior assistência social e econômica aos necessitados. Por exemplo, o New Deal dava ao governo americano maior poder para fornecer esta ajuda para estes necessitados, bem como para aposentados.

A Grande Depressão gerou grandes mudanças na política econômica em vários dos países envolvidos. Anteriormente à Grande Depressão, por exemplo, o governo dos Estados Unidos da América pouco intervinha na economia do país. Executivos financeiros e grandes magnatas comerciantes eram vistos como líderes nacionais. A Grande Depressão, porém, mudou as atitudes de diversas pessoas em relação ao comércio. Muitos passaram a favorecer maior controle da economia do país por parte do governo. Outras grupos, mais extremistas, favoreciam a instalação de um regime comunista de governo.

CRISE MUNDIAL DE 1929 LEVOU A HITLER

Posted in HISTORIA com as tags on Outubro 5, 2008 by dell22

 
Ministro alemão afirma que crise de 1929 levou a Hitler
    
 
 
O ministro alemão do Interior, Wofgang Schaeuble, lembrou à imprensa alemã neste sábado que a crise econômica mundial que começou em 1929 levou Adolf Hitler ao poder – e que a atual pode apresentar riscos políticos tão graves quanto.

“Sabemos, graças à crise econômica mundial dos anos 20, que uma crise econômica pode produzir uma ameaça incrível para o conjunto da sociedade. As conseqüências dessa depressão levaram a Adolf Hitler, e indiretamente, à Segunda Guerra Mundial e à Auschwitz”, afirmou Schaeuble à revista alemã Der Spiegel. A entrevista será publicada na edição da próxima segunda-feira.

Segundo o ministro, a atual crise constitui uma “quebra histórica que depois será relatada nos livros de História, como o 11 de setembro de 2001″.

PROVA HISTORICA DA EXISTENCIA DE JESUS

Posted in HISTORIA com as tags on Agosto 25, 2008 by dell22
  1. Documentos de escritores romanos (110-120):
    • Tácito por volta do ano 116, falando do incêndio de Roma que aconteceu no ano 64, apresenta uma notícia exata sobre Jesus, embora curta: “Um boato acabrunhador atribuía a Nero a ordem de pôr fogo na cidade. Então, para cortar o mal pela raiz, Nero imaginou culpados e entregou às torturas mais horríveis esses homens detestados pelas suas façanhas, que o povo apelidava de cristãos. Este nome vêm-lhes de Cristo, que, sob o reinado de Tibério, foi condenado ao suplício pelo procurador Pôncio Pilatos. Esta seita perniciosa, reprimida a princípio, expandiu-se de novo, não somente na Judéia, onde tinha a sua origem, mas na própria cidade de Roma” (Anais XV,44).
    • Plínio o Jovem, Governador romano da Bitínia (Asia Menor), escreveu ao imperador Trajano, em 112: “…os cristãos estavam habituados a se reunir em dia determinado, antes do nascer do sol, e cantar um cântico a Cristo, que eles tinham como Deus” (Epístolas, I.X 96).
    • Suetônio, no ano 120, referindo-se ao reinado do imperador romano Cláudio (41-54), afirma que este ?expulsou de Roma os judeus, que, sob o impulso de Chrestós (forma grega equivalente a Christós), se haviam tornado causa frequente de tumultos? (Vita Claudii, XXV). Esta informação coincide com o relato de Atos 18,2 (?Cláudio decretou que todos os judeus saíssem de Roma?); esta expulsão ocorre por volta do ano 49/50. Suetônio, mal informado, julgava que Cristo estivesse em Roma, provocando as desordens.
  2. Documentos Judaicos:
    • O Talmud dos judeus apresentam passagens referentes a Jesus. Coletânea de leis e comentários históricos dos rabinos judeus posteriores a Jesus. Combatem Jesus histórico: “Na véspera da Páscoa suspenderam a uma haste Jesus de Nazaré. Durante quarenta dias um arauto, à frente dele, clamava: “Merece ser lapidado, porque exerceu a magia, seduziu Israel e o levou à rebelião. Quem tiver algo para o justificar venha proferí-lo!” Nada, porém se encontrou que o justificasse; então suspenderam-no à haste na véspera da Páscoa.” (Tratado Sanhedrin 43a do Talmud da Babilônia).
    • Flávio Josefo, historiador judeu (37-95), escreveu: “Por essa época apareceu Jesus, homem sábio, se é que há lugar para o chamarmos homem. Porque Ele realizou coisas maravilhosas, foi o mestre daqueles que recebem com júbilo a verdade, e arrastou muitos judeus e gregos. Ele era o Cristo. Por denúncia dos príncipes da nossa nação, Pilatos condenou-o ao suplício da Cruz, mas os seus fiéis não renunciaram ao amor por Ele, porque ao terceiro dia ele lhes apareceu ressuscitado, como o anunciaram os divinos profetas juntamente com mil outros prodígios a seu respeito. Ainda hoje subsiste o grupo que, por sua causa, recebeu o nome de cristãos” (Antiguidades Judaicas, XVIII, 63a).
  3. Documentos Cristãos:
    • Os Evangelhos: narram detalhes históricos, geográficos, políticos e religiosos da Palestina.

      São Lucas, que não era apóstolo e nem judeu, fala dos imperadores Cesar Augusto, Tibério; cita os governadores da Palestina: Pôncio Pilatos, Herodes, Filipe, Lisânias, Anás e Caifás (Lc 2,1;3,1s);

      São Mateus e São Marcos falam dos partidos políticos dos fariseus, herodianos, saduceus (Mt 22,23; Mc 3,6);

      São João cita detalhes do Templo: a piscina de Betesda (Jo 5,2), o Lithóstrotos ou Gábala (Jo 19, 13), e muitas outras coisas reais.

    • Outros argumentos:
      • Os apóstolos e os evangelistas não podiam mentir.
      • Os apóstolos e evangelistas nunca teriam inventado um Messias do tipo de Jesus: Deus-homem, crucificado (escândalo para os judeus e loucura para os gregos – (1Cor1,23).
      • Os relatos dos Evangelhos mostram um Jesus bem diferente do modelo do Messias ?libertador político? que os judeus aguardavam.
      • Homens rudes da Galiléia não teriam condições de forjar um Jesus tão sábio, santo, inteligente, desconcertante…
      • A doutrina que Jesus pregava era de díficil vivência. O romano Tácito, classificava o cristianismo como “desoladora superstição?, e Minúcio Felix, falava de doutrina indigna dos gregos e romanos.
      • O zelo da Igreja pela verdade – rejeitou textos apócrifos.
      • Será que poderia um mito ter vencido o poderosíssimo Império Romano?
      • Será que um mito poderia sustentar os cristãos diante de 250 anos de martírios e perseguições? Tertuliano (?220), de Cartago : ?o sangue dos mártires era semente de novos cristãos?.
      • Será que um mito poderia provocar tantas conversões?
      • No século III já haviam cerca de 1500 sedes episcopais.
      • Será que um mito poderia sustentar uma Igreja, que começou com doze homens simples, e que já tem 2000 anos; já teve 264 Papas, tem hoje mais de 4000 bispos e 410 mil sacerdotes?

Eis agora a conclusão de grande importância:

Se tudo isto que Jesus disse e acreditou, fosse mentira, então ele seria um paranóico, um visionário, um farsante, um delirante como tantos que já houve. Se Jesus não acreditou no que dizia, ameaçando até de perda eterna quem não cresse nele, então ele seria o mais refinado vigarista, embusteiro e impostor, digno de cadeia, pois o que ele ensinava e exigia era sério demais para a vida das pessoas. Das duas uma, então, ou Jesus era Deus, ou era um impostor, um louco varrido.

Logo, Jesus não se enganou e nem enganou ninguém; era de fato Deus encarnado, perante a lógica da própria ciência racionalista.

?Quem dizem os homens que eu sou?…E vós, quem dizeis quem eu sou?…Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!? (Mt 16,14-16) .

SISTEMA DE DEFESA ANTIAEREA DO IRã

Posted in HISTORIA com as tags on Julho 24, 2008 by dell22

 O Irã deve receber até o fim deste ano um novo sistema de defesa antiaérea produzido pela Rússia, que ajudaria a defender as instalações nucleares do país no caso de um eventual ataque, disseram nesta quarta-feira fontes importantes da Defesa israelense.

A primeira entrega das baterias de mísseis S-300 deve chegar no começo de setembro, segundo uma fonte, apesar de levar mais 12 meses para que sejam instalados e comecem a operar.

O Irã, que já comprou mísseis terra-ar TOR-M1 da Rússia, anunciou em setembro que tinha encomendado mísseis S-300, mas não especificou quantos. Mas Moscou negou a transação.

Washington lidera os esforços diplomáticos para impedir o acesso do Irã às tecnologias nucleares que sirvam para produzir bombas, enquanto afirma que o uso da força é a última opção a ser considerada caso o Irã não colabore. Israel, cujos aviões de guerra têm treinado para missões de longo alcance, fez ameaças parecidas.

Mas os aliados parecem divergir sobre quando o Irã, que nega querer produzir armas atômicas, pode receber o S-300. A versão mais sofisticada do sistema pode rastrear 100 alvos de uma vez e atirar em aviões a 120km de distância.

“Baseado no que sei, é extremamente improvável que aqueles mísseis contra aviões cheguem ao Irã tão cedo”, disse o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, em um informe, no dia 9 de julho.

Uma autoridade da Defesa israelense disse que o contrato do Irã com a Rússia exigia que os S-300 fossem entregues no fim de 2008. Uma segunda fonte disse que as primeiras unidades chegarão no começo de setembro.

A autoridade concordou com a avaliação de especialistas independentes que acreditam que os S-300 aumentam os desafios que o Irã ofereceria a Israel, caso este o atacasse. As instalações nucleares iranianas são numerosas, distantes e fortificadas.

HISTORIA DO IMPERIO NORTE AMERICANO

Posted in HISTORIA com as tags on Julho 12, 2008 by dell22

 

Desde minha infância e passando por minha juventude, não tenho ouvido expressão mais constante, mais perene, sempre rejuvenescida a cada vez que é repetida: o imperialismo norte-americano. Que ninguém ouse duvidar de sua existência. Afinal, não está aí a guerra contra o Iraque que todos estão vendo? Mas como bem observou Tácito, nas guerras, os olhos são os primeiros a serem vencidos. Quanto a mim, nada posso fazer para impedir que uma guerra ocorra, mas posso ao menos tentar impedir que meus olhos sejam vencidos, e proponho-me a enxergar: afinal, o que é e tem sido o pretenso imperialismo norte-americano?

Tomando o sentido da palavra “imperialismo”, tanto o sentido concreto – domínios territoriais e protetorados – quanto o sentido abstrato – ingerência nos assuntos internos de outros países – e examinando a História desde a emergência dos EUA como potência, podemos tirar duas conclusões.

Primeiro, que o imperialismo americano existe, sim. Os EUA já tiveram duas colônias (Cuba e Filipinas) a até hoje mantém Porto Rico. Conta-se também numerosas intervenções menores, sobretudo na América Central.

Segundo, que o imperialismo americano é mais humano. Não pode ser nem remotamente comparado ao imperialismo europeu do século XIX, que dominou boa parte do globo, foi longevo e eventualmente brutal. Tampouco pode ser comparado ao imperialismo nipônico no leste da Ásia durante a primeira metade do século XX, que foi menos duradouro que o europeu, mas especialmente brutal. As intervenções americanas em seu “quintal” foram numerosas, mas também tão breves que apenas um historiador ou jornalista experiente seria capaz de citar todas de cabeça. De fato, há até um site na internet que enumera estas intervenções. Dei uma olhada, e a maioria delas eu nem tinha conhecimento. Mas também cumpre reconhecer que em diversas ocasiões os americanos foram espoliados e tiveram suas propriedades encampadas. E nem todos os que sofreram intervenção ficaram ressentidos, haja visto o caso dos porto-riquenhos, que nem pensam em se tornar independentes e perder a cidadania americana. E o canal do Panamá foi, afinal, restituído.

O fato é que, na imaginação Brasileira, dos nossos políticos e intelectuais, os americanos surgiram como os grandes bodes expiatórios de nossas deficiências e mediocredades, substituindo neste papel a Portugal, a quem costumávamos culpar por nossos males de origem (mesmo aqueles surgidos após a independência). A América Latina não é subdesenvolvida, mas sobreexplorada. Nós somos ricos, eles é que levam a nossa riqueza. Nós somos interessantes e criativos, eles é que impõem pela força seus padrões culturais. Como diz o ditado, engana que eu gosto… Tudo o que ocorre, a explicação é simples: nossas elites são manobradas pelo imperialismo anglo-saxônico. A Guerra do Paraguai teria sido, na verdade, uma guerra da Inglaterra contra uma emergente potência sul-americana, na qual Brasil a Argentina foram meros fantoches. A revolução de 64 foi provocada pela VIIa Frota Americana, que deu ordens aos nossos generais. Acreditar nisso é conveniente, porque magicamente transfere a outros a culpa por tudo de mal que nós fizemos. Mas cultivar uma auto-imagem de fantoche e marionete, evidentemente nos leva a questionar se aquele que não tem dignidade pode sentir indignação…

Já relativizando um pouco o sentido da palavra “imperialismo”, podemos dizer que os EUA o exercem sob duas modalidades: o econômico e o cultural. O imperialismo econômico procura induzir o mercado a comprar produtos americanos, mas nem sempre é bem sucedido, já que outros países os fazem melhores e mais baratos. No imperialismo cultural, contudo, eles são mais bem sucedidos. O modo de vida, os modismos, os valores americanos encontram-se amplamente disseminados por todo o mundo, inclusive pelo Brasil. Como isto é possível?

Em primeiro lugar, porque a imagem que é passada da vida americana é vistosa. Isso ocorre porque o seu principal veículo de disseminação é a indústria do entretenimento, especialmente o cinema. As produções norte-americanas refletem a boa auto-imagem que os americanos tem, e que é exportada nessa embalagem atraente. Mas seria injusto deixar de reconhecer que os desejos e aspirações do resto do mundo tem muito a ver com os desejos e aspirações do americano médio. Isto de modo algum é contraditório: não foram os EUA, afinal, constituídos por imigrantes vindos de todo o mundo?

O lado irônico disso tudo é: se, no imperialismo econômico, que foi intencional e planejado, os americanos não lograram tanto sucesso assim, foram conquistar pleno sucesso justamente naquilo que não foi intencional nem planejado: o “imperialismo” cultural. De fato, a cultura americana originalmente era um produto de consumo interno. Ela foi exportada no rastro do sucesso econômico americano, que permitiu bem-cuidadas produções hollywoodianas, boa música, heróis de revista em quadrinho, computadores pessoais, a internet. Sem contar que o sucesso econômico é por si só uma propaganda. Se os americanos em numerosas ocasiões usaram da força para impor seus interesses econômicos, por outro lado eles jamais procuraram impor pela força seus valores culturais. Na verdade, salvo em raras ocasiões (como aqui na época da Política da Boa Vizinhança) não houve sequer um esforço politicamente motivado em fazer propaganda destes valores. Eles foram aceitos espontâneamente pelas populações, às vezes solapando arcaicas tradições morais e religiosas, para a fúria dos fundamentalistas. No Brasil, isto mal é sentido, pois somos parte do mundo ocidental, mas no oriente, as idéias americanas de democracia, liberdade de credo, emancipação feminina, entretenimento e consumo de massa são revolucionárias e produzem uma forte reação por parte dos tradicionalistas. Na verdade, estes valores “americanos” são de fato valores ocidentais genéricos, mas são taxados de americanos porque quase sempre chegam naquelas paragens em uma embalagem made in USA.

Se o intervencionismo americano em seus vizinhos gerou reações como seqüestro de embaixadores e militares, o imperialismo cultural – não planejado – gerou uma reação milhares de vezes pior, com os atentados do 11 de setembro. Os idiotas que julgam que esses atentados foram protestos contra a exploração econômica do Terceiro Mundo não tem a menor idéia do que se passa na mente de um fanático religioso.

De todos os países que, em alguma etapa de sua história, sentiram de alguma forma o imperialismo norte-americano, não houve nenhum que o sentiu com mais intensidade do que o Japão. Eis a História: o insular Japão logrou manter-se isolado do ocidente durante as Grandes Navegações, mas em 1853 os navios do comodoro Perry surgem na baía de Tóquio. Exigem o livre trânsito de mercadorias, e o Japão não tem como enfrenta-los. Que golpe! Inundado de manufaturas ocidentais, e sem poder taxa-las, o Japão não terá como desenvolver sua indústria. Cinqüenta anos depois, os japoneses tentam um tímido imperialismo no leste da Ásia, no sentido de garantir acesso às matérias-primas de que eram desesperadamente carentes. As potências imperialistas ocidentais não permitem! Estrangulado, o Japão não terá como produzir. Em desespero, partem para a guerra com os EUA. E são combatidos com uma selvageria que chegou ao extremo de lançar em seu solo duas bombas atômicas, a arma mais mortífera já concebida, e que jamais foi usada contra nenhum outro povo! Irreparavelmente batido, totalmente destruído, o Japão jamais terá como reerguer-se…

E o que foi que aconteceu?

Hoje, apenas Tóquio mais suas três prefeituras vizinhas detém o terceiro PIB do mundo. Os soldados japoneses não invadiram os EUA, mas seus produtos invadiram. As indústrias americanas não sentiram o peso das bombas, mas sentem o peso da concorrência. E no entanto, foi feito com o Japão tudo aquilo que, conforme nos ensinaram, as potências imperialistas fazem para inibir o crescimento dos países periféricos. O Japão foi impedido, pela força, de adotar medidas protecionistas ou reserva de mercado. Ainda assim a indústria nasceu. O Japão foi impedido, pela força, de garantir para si a posse de recursos minerais. Eles os adquiriram pelo comércio. Por fim, o Japão foi militarmente ocupado, teve sua constituição outorgada pelos americanos, tal como fizeram com Cuba, e lá como no Japão, havia um humilhante artigo que explicitamente garantia aos americanos o direito de intervir no país para assegurar sua neutralidade. Melhor para os japoneses, que ficaram dispensados de gastos militares… Enfim, a conclusão é uma só: o Japão foi o único país que enfrentou com sucesso o “imperialismo” americano. E para cúmulo da ironia, os americanos ainda ajudaram-nos a se reerguer após a guerra. Isto tudo aconteceu porque os japoneses, ao contrário dos demais, tiveram a hombridade de reconhecer aqueles aspectos em que a cultura estrangeira era superior à sua própria, bem como a humildade de aprende-los. Eles não se fecharam em uma reação histérica de condenação ao “imperialismo” que viola a sua “soberania”, como é de praxe em nosso nacionalismo de fancaria. Os japoneses são nacionalistas de fato. Por isso eles são grandes, e nós ainda patinamos na mediocridade.

Mas antes que comecem a afirmar que eu estou apoiando a guerra contra o Iraque, apresso-me a dize-lo, não apóio esta guerra, como não apóio guerra nenhuma. Só não posso é levar a sério este anti-americanismo histérico, que enxerga um novo Hitler onde só há um arrogante xerife caipira, que coloca o conservantismo do “Bible Belt” americano em pé de igualdade com o fanatismo dos fundamentalistas. E sobretudo, incomoda-me saber que estes pacifistas que desfilam pelas ruas do mundo a condenar a guerra contra o Iraque serão os mesmos que aplaudirão uma intervenção americana na amazônia…

HISTORIA DA POLICIA BRASILEIRA

Posted in HISTORIA com as tags on Junho 28, 2008 by dell22

Polícias Militares, no Brasil, são as forças de segurança pública das unidades federativas que têm por função primordial a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública nos Estados brasileiros e no Distrito Federal (artigo 144 da Constituição Federal de 1988). Eu defendo a urgente criacao da Secretaria Nacional das Policias, orgao Federal que teria a tarefa de zelar pela qualidade dos servicos pretados por as Policias, Zelar por exemplo: a qualidade dos uniformes, aparelhamentos, salarios, disciplinas. Um orgao Governamental capaz de fazer o Policial sentir-se orgulhoso de prestar servicos na Policia ( seja onde for ). Assim como nos paises do primeiro mundo, onde um Policial tem orgulho de ser Policial, e ostentar a Bandeira do seu Pais no seu ombro.

Subordinam-se, juntamente com as Polícias Civis, aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios (art. 144 § 6º da Constituição Federal de 1988) e são, para fins de organização, forças auxiliares e reserva do Exército Brasileiro e integram o Sistema de Segurança Pública e Defesa Social brasileiro.

Seus integrantes são denominados militares estaduais (artigo 42 da CRFB), assim como os membros dos Corpos de Bombeiros Militares. Cada Polícia Militar é comandada por um oficial superior do posto de coronel que é denominado Comandante-Geral.

Já as polícias civis, são forças de segurança pública com estatuto próprio do serviço público civil, dirigidas por delegados de polícia de carreira, as quais incumbe as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, conforme o § 4º, do artigo 144, da mesma Carta constitucional.

 

Índice

[esconder]

 Histórico

As Polícias Militares brasileiras têm sua origem nas Forças Policiais criadas durante o período do Brasil Imperial e que foram, em alguns casos, extintas ou fundidas à outras corporações policiais ostensivas durante o Regime Militar.

O soldado de polícia era aquele militar que integrava as milícias dos estados brasileiros, subordinadas aos presidentes de estado e, posteriormente, governadores, as quais recebiam várias denominações como, brigada policial, brigada militar, força pública, polícia militar etc. A partir do regime militar instalado no Brasil em 1964, todas essas milícias estaduais foram padronizadas pela legislação. Seus respectivos comandos passaram a ser realizados por oficiais do Exército Brasileiro, à excessão de Minas Gerais. E suas respectivas designações foram padronizadas para o termo Polícia Militar.

Objetivando estabelecer rígido controle sobre as corporações policiais armadas, e evitar qualquer possibilidade de sublevação por parte das unidades federativas, o governo militar extinguiu as Guardas Civis e regulamentou as normas fiscalizadoras do Exército sobre as Polícias Militares, inclusive, nomeando oficiais do Exército para comandá-las em todos os Estados.

Porém, o Exército Brasileiro ainda realiza o supervisionamento de tais instituições por meio de seu órgão denominado IGPM – Inspetoria Geral das Polícias Militares, sob o comando de um General de Brigada.

A força militar de patrulhamento, genuinamente brasileira e mais antiga, é a Polícia Militar do Estado de Minas Gerais, que tem a sua origem no “Regimento Regular de Cavalaria de Minas”, em 9 de junho do ano de 1775, no distrito de Cachoeira do Campo, município de Ouro Preto, o qual tinha como missão guardar as minas de ouro descobertas na região de Vila Rica (atual Ouro Preto) e Mariana. O patrono da Polícia de Minas Gerais é o Alferes Tiradentes, herói da Inconfidência Mineira, e que serviu no Regimento Regular de Cavalaria de Minas.

A segunda corporação mais antiga é a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, com origens na Guarda Real de Polícia, criada em 13 de maio de 1809, no reinado de D. João VI quando da vinda da família real portuguesa para o Brasil, a exemplo da similiar que este monarca havia criado na cidade de Lisboa.

As polícias militares em alguns Estados foram criadas em 1831 depois de ato do regente padre Diogo Feijó, sendo que a partir da Constituição Federal de 1946 (Constituição que redemocratizou o país após o Estado Novo) as Corporações dos Estados passaram a ser denominadas Polícia Militar, com exceção do Estado do Rio Grande do Sul que manteve o nome de Brigada Militar em sua força policial.

Atualmente, a maior Corporação policial militar é a Polícia Militar do Estado de São Paulo que conta com cento e trinta mil integrantes (pois o Corpo de Bombeiros Militar de São Paulo é subordinado a PMESP), seguida da Polícia Militar de Minas Gerais, que atualmente conta com aproximadamente 41.000 integrantes, entre homens e mulheres, que atuam nos 853 municípios do Estado de Minas Gerais. A Corporação também possui unidades especializadas como o Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE), a Companhia de Rádio Patrulhamento Aéreo (CORPAER) (que se encontra localizado nas cidades de Belo Horizonte, Uberlândia, Juiz de Fora e Montes Claros), o Batalhão de Polícia de Eventos (BPE), antigo Batalhão de Choque, o Policiamento Montado, que é desenvolvido pelo Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (RCAT), o Policiamento Rodoviário, o Policiamento Ambiental, os Postos Móveis de Policiamento Preventivo (PMPP) e o Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (ROTAM), tendo logo após a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, esta última com cerca de trinta e oito mil integrantes.

 Datas de criação das Polícias Militares

 Estrutura Hierárquica

Nas polícias militares, o maior posto é o de Coronel PM (Cel PM) (veja Hierarquia na Polícia Militar), seguido de Tenente-Coronel PM (Ten Cel PM), Major PM (Maj PM), Capitão PM (Cap PM), 1º Tenente PM (1º Ten PM) e 2º Tenente (2º Ten PM), seguida da graduação das praças-especiais — Aspirante-a-Oficial PM (Asp PM) e Cadete PM (Cad PM) ou Aluno-Oficial PM (Al Of PM)- e das praças – Subtenente PM (Sub Ten PM), 1º Sargento PM (1º Sgt PM), 2º Sargento PM (2º Sgt PM), 3º Sargento PM (3º Sgt PM), Cabo PM (Cb PM), Soldado PM de 1ª Classe (Sd PM 1ª Cl) e Soldado PM de 2ª Classe (Sd PM 2ª Cl).

Cada PM designa de forma diferente a graduação das praças-especiais. O alunos das Academias de Polícia Militar, responsáveis pela formação de oficiais, são denominados Alunos-Oficiais ou então Cadetes. Os alunos dos cursos de formação de praças recebem a denominação de Aluno-Soldado, Soldado de 2ª Classe ou Soldado de Classe C.

O Comandante-Geral é escolhido pelo Governador do Estado ou do Distrito Federal, dentre os oficiais do posto de Coronel. No entanto, os nomes e o número de patentes podem variar entre Estados.

A Polícia Militar da Bahia não possui o posto de 2º Tenente PM e as graduações de Aspirante a Oficial PM, 2º Sargento PM, 3º Sargento PM, Cabo PM e Soldado PM de 2ª Classe.

 

 Áreas de Atuação

Oficiais do Choque em Curitiba

Oficiais do Choque em Curitiba

Eis algumas modalidades de policiamento exercidas pelas polícias militares:

  • motorizado;
  • montado (à cavalo, búfalo, etc);
  • com cães;
  • de trânsito;
  • motocicletas;
  • rodoviário;
  • ferroviário;
  • de choque;
  • de guarda;
  • escolta;
  • custódia;
  • ambiental;
  • aéreo;
  • de bicicleta;
  • ostensivo a pé
  • lacustre,
  • marítimo e outros.

 Habitantes por Policial Militar

A análise da Razão entre População Residente e Número de Oficiais da Polícia Militar por Unidade da Federação mostra que, em 2003, a proporção no número de habitantes por policial militar é bastante variada entre as Unidades da Federação. Os Estados de Roraima, do Amapá, do Acre, de Rondônia, do Rio Grande do Norte e do Rio de Janeiro, mais o Distrito Federal, são os locais que apresentam uma menor proporção de população por Policial Militar. Neste sentido, destaca-se o Distrito Federal, onde, para cada policial militar, há 137 habitantes. No caso de São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia e Rondônia, é importante ressaltar-se que a Polícia Militar destes Estados agregam também os Corpos de Bombeiros.

No extremo oposto, as Unidades da Federação que aparecem como as que concentram um maior número populacional por policial militar são o Pará, o Maranhão, o Piauí, o Ceará, o Mato Grosso do Sul, o Paraná e o Rio Grande do Sul. O Maranhão é o Estado onde apresenta-se a maior desproporção, sendo 822 habitantes para cada policial militar.

fonte: SENASP

 

 Força Nacional

Segundo alguns pesquisadores, sob aspectos de eficiência, eficácia e efetividade, as atuais Polícias Militares poderiam ser repensadas. Poderiam ser agrupadas em uma instituição maior e mais abrangente, dentro da concepção de uma Guarda Nacional, a exemplo das Guardas Nacionais do Chile, Espanha, Alemanha, Portugal, Argentina, Colômbia.

A necessidade residiria no fato de que suas ações são desenvolvidas apenas localmente, ou, no máximo, regionalmente, havendo uma perda do sentido de segurança em caráter nacional, uma vez que os crimes, doravante praticados em uma área, direta ou indiretamente, têm ligações com organizações ou facções de outros estados (em redes intercorrelacionadas nacionalmente, ou até mesmo transnacionalmente).

Havendo somente um “pensar local”, deixa de haver um “pensar nacional”, com conseqüentes perdas informativas e de gerenciamento de missões, apesar da existência do Serviço Nacional de Informações, coordenado pela ABIN.

Em caráter embrionário à proposta da Guarda Nacional emerge a Força Nacional de Segurança Pública, criada pelo governo federal e formada por militares estaduais. A FNS é acionada sempre que situações de distúrbio público, originadas em qualquer ponto do território nacional, requerem sua presença. Para tanto, é necessária que exista a aquiescência do governador do estado na sua utilização.

 Designações populares

Meganha, samango (abrev. “mango”) e gambé são designações populares (por vezes pejorativa) para policial em alguns estados brasileiros, a duas primeiras designações são mais frequentes no Rio de Janeiro, enquanto a outra em São Paulo.

Mike também é utilizado, e deriva de papa mike, que no código internacional de comunicação significa as letras “P” e “M”, iniciais de Polícia Militar. Para designação de policiais civis, utiliza-se o charlie, que representa a letra “C”.

Há outros termos usados principalmente no âmbito institucional como Steve, comum principalmente nos estados de São Paulo e Goiás. Pompeu é mais conhecido entre policiais militares do Rio de Janeiro. No Rio Grande do Sul, a designação pé de porco ou brigadiano são amplamente utilizadas pela população.

 

[editar] Ligações externas

Polícias Militares do Brasil
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