Arquivo para Dezembro, 2008

Os preços de imóveis nos EUA caíram 18%, em um só mês

Postado em ECONOMIA com as tags em Dezembro 30, 2008 por dell22

A economia Norte Americana preocupa,

esse e o resultado da crise

esse e o resultado da crise

os preços de imóveis nos EUA caíram 18% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo o influente índice Standard & Poor’s/Case-Shiller, divulgado nesta terça-feira. Trata-se da pior queda registrada por esse indicador desde 2000, que leva em conta os preços coletados em 20 áreas metropolitanas: Atlanta, Boston, Charlotte, Chicago, Cleveland, Dallas, Denver, Detroit, Las Vegas, Los Angeles, Miami, Minneapollis, Nova York, Phoenix, Portland, San Diego, San Francisco, Seatlle, Tampa e Washington.

A queda é ainda mais dramática se considerado o índice mais restrito, que abrange somente dez áreas metropolitanas: 19,1%, o pior índice em 21 anos.

“O ‘bear market’ [mercado de baixa] continua, e os preços dos imóveis voltaram para os níveis de março de 2004. Ambos os índices e 14 das 20 áreas metropolitanas atingiram taxas recordes de declínio. Em outubro deste ano, o índice para dez cidades já caiu 25% se comparado com o pico registrado em meados de 2006, enquanto o índice para 20 cidades está 23,4% abaixo daquele nível. E em outubro, três novos mercados entraram para o clube dos três dígitos [de queda]: Atlanta, Seatlle e Portland, onde os preços dos imóveis caíram 10,5%, 10,2% e 10,1%, respectivamente”, comentou o autor do relatório, o analista David Blitzer.

CRISE NOS USA PODE LEVAR MILHARES AO SUICIDIO

Postado em NEWS com as tags em Dezembro 25, 2008 por dell22

foto20irmaos20precipicioComo em 1929, crise pode aumentar número de suicídios


A atual recessão pode fazer com que aumente o número de suicídios, temem os especialistas da saúde americanos, que evocam o fantasma da crise dos anos 1930 e seus subseqüentes dramas humanos.“Em períodos de recessão, o índice de suicídios tende a aumentar. Isso se viu em 1929 e nos anos que se seguiram”, observou Ron Maris, ex-diretor do Centro sobre Suicídios da Universidade da Carolina do Sul. As linhas de telefone “SOS suicida” foram reforçadas nos últimos meses.

“Comprvamos um aumento do número de ligações”, afirmou Marshall Ellis, da Associaçao CrisisLink que cobre a região de Washington e recebe cerca de 2.300 consultas por mês.

Em outubro, logo depois do início da crise causada pela falência do banco Lehman Brothers, o número de ligações para a CrisisLink sofreu um aumento de 132% com relação a outubro de 2007. Sobre os cinco últimos meses, o aumento alcançou 81%.

“As pessoas estão angustiadas pelo que acontece. Estão desconectadas (da sociedade) e expressam seu medo”, observa Ellis. “Certas pessoas dizem que têm medo de perder o emprego e outras explicam que se sentem cada vez pior quanto à pouca possibilidade de encontrar trabalho”.

Em 1929, a quebra da bolsa, a chamada “quinta-feira negra”, o dia 24 de outubro, deu lugar ao mito do investidor que pulava de um arranha-céu para pôr fim a sua vida. Os jornais da época mostram, de fato, que apenas dois deles se mataram em Wall Street nos últimos meses de 1929.

Hoje, como naquela época, pular de um prédio fica, no entanto, em segundo lugar entre as modalidades de suicídio em Nova York, com 40% do total, segundo Maris.

O próprio Winston Churchill contribuiu para a lenda. O futuro primeiro-ministro britânico, que se encontrava em Nova York no momento da quebradeira geral, disse ao Daily Telegraph em dezembro de 1929 que viu um homem se jogar do 15º andar. “O pobre coitado se espatifou em pedacinhos”, relatou.

É, no entanto, verdade, que o índice de suicídios explodiu nos anos 1930, na época em que a crise deixou 25% dos americanos sem emprego. Este índice alcançou um pico em 1932, com 21,3 desempregados em cada 100.000 americanos, quase o dobro de 1920 (12,3 em cada 100.000).

O índice de suicídios, calculado de outro modo hoje, era de 11 em cada 100.000 em 2005 (última estatística disponível, segundo o Centro Nacional de Prevenção das Doenças), uma cifra globalmente estável desde o início da década e que coloca os Estados Unidos na média mundial, segundo Maris.

É sempre difícil estabelecer a causa de um suicídio. “São múltiplas”, recorda o especialista, que enfatizou que os fatores econômicos tendem a debilitar as pessoas, já vulneráveis por outras razões (alcoolismo, toxicomania, enfermidades).

Mas uma queda súbida de rendas também pode ter um papel importante.

“O dinheiro permite cuidar da depressão”, explicou Maris. “Podemos viajar e temos mais relações com toda uma série de coisas e pessoas porque somos ricos”.

“Podemos suspeitar que as pessoas que perderam muito dinheiro apresentam um sério risco”, concluiu.

 

A morte na terça-feira de Thierry de la Villehuchet, um investidor francês que se matou em Nova York depois de se ver arruinado pela fraude de Bernard Maddoff, voltou a gerar medo de uma onda de suicídios em Wall Street em conseqüência da ”quinta-feira negra”, que, por sua vez, é mais mito que realidade.  

FRANCA DEFENDE ENTRADA DO BRASIL NO COSELHO DE SEGURANCA DA ONU

Postado em ECONOMIA em Dezembro 22, 2008 por dell22

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, defendeu nesta segunda feira a entrada do Brasil no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).

Com elogios ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Sarkozy defendeu que o mundo precisa do Brasil na governança global.

“Eu e Lula nos entendemos. Ele diz algo que faz sentido. Muitos falam muito e não dizem nada. Precisamos do Brasil para a regulamentação do fluxo financeiro mundial”, afirmou.

Rafael Andrade/Folha Imagem
Acompanhado da mulher, Nicolas Sarkozy chega ao Rio para cúpula da União Européia
Acompanhado da mulher, Nicolas Sarkozy chega ao Rio para cúpula da União Européia

O presidente da França também afirmou que a crise financeira mundial faz com que o mundo entre de forma definitiva no século 21. Para o chefe de Estado francês, o mundo não poderia continuar aplicando regras ultrapassadas na economia.

“O ano de 2008 vai ficar marcado na história como o ano em que o mundo entrou no século 21″, afirmou Sarkozy durante o 2º Encontro Comercial de Brasil e União Européia, no Rio.

Fazendo coro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Sarkozy observou que a crise amplia a importância do papel da política do mundo. Para ele, a voz da Europa não vinha sendo ouvida devidamente pelos chefes de Estado.

“Os mesmos que diziam que o mundo seria ótimo em 2008 e que agora dizem que será ruim em 2009 vão me dizer o que eu tenho que fazer?”, criticou Sarkozy ao comentar as expectativas dos analistas de economia.

Sarkozy lembrou ainda que os países precisam sentar e discutir o comércio mundial, citando o impasse da Rodada Doha da Organização Mundial de Comércio.

Em julho, ministros de 35 países tentaram durante nove dias salvar a Rodada Doha, lançada no final de 2001 e que devia ser concluída em 2004. Ela, no entanto, esbarrou nos interesses contraditórios dos países exportadores agrícolas e dos países exportadores de produtos industrializados.

As negociações da Rodada Doha têm como objetivo liberalizar o comércio mundial através do corte das tarifas e da redução dos subsídios à agricultura.

Sarkozy acrescentou que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, terá que tomar iniciativas para a retomar o diálogo com outros países, depois do que considerou um distanciamento do presidente George W. Bush.

E DE HOMENS COMO JOAQUIM BARBOSA, QUE O BRASIL PRECISA

Postado em NEWS com as tags em Dezembro 18, 2008 por dell22
este e um homen serio, barabens Ministro

este e um homen serio, barabens Ministro

Revoltado com a decisão de suspender o julgamento dos embargos do governador da Paraíba, o ministro Joaquim Barbosa não voltou ao plenário do TSE depois do intervalo e, com isso, o Tribunal teve que adiar para esta quinta 18, o julgamento do recurso do governador do Maranhão, Jackson Lago.
É que, sem Barbosa, faltou quorum e em casos de cassação de mandato, o tribunal só pode julgar se estiverem presentes seus sete titulares. Na sessão dos embargos do governador cassado Cássio Cunha Lima Barbosa externou sua revolta diante do adiamento do processo para fevereiro: “É uma escândalo um julgamento com este. Este governador está no cargo há 14 meses sustentado por duas liminares. No dia 20 de novembro determinamos a remoção dele do cargo e, em seguida, numa decisão estapafúrdia, esta Corte rejulgou e reformou o acórdão antes mesmo de sua publicação”.

O BRASIL ESTA CERTO! USA E NOSSO GRANDE PARCEIRO ECONOMICO.

Postado em ECONOMIA com as tags em Dezembro 17, 2008 por dell22

Nos nao podemos bricar de fazer economia, os Estados Unidos e o nosso grande parceiro economico, e a grandeza dessa parceria nao pade e nem deve ficar a reboque de romanticos socialistas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que a América Latina deve dar ao presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, a oportunidade de desenhar a própria política para a região, antes de adotar represálias. “Eu sou mais cauteloso do que o Evo Morales”, disse Lula no encerramento da 1ª Cúpula da América Latina e do Caribe, que aconteceu entre terça-feira (16) e esta quarta, na Costa do Sauípe, na Bahia.

Antonio Lacerda/Efe
Morales ao lado do chanceler boliviano, David Choquehuanca, e o paraguaio Fernando Lugo
Morales ao lado do chanceler boliviano, David Choquehuanca, e o paraguaio Fernando Lugo

Horas antes, Morales havia conclamado os países latino-americanos e caribenhos a estipular um prazo para a retirada do embargo americano contra Cuba e, em caso de recusa, encerrar as relações diplomáticas com a potência. Para Lula, no entanto, é necessário “ter prudência e democracia” e esperar que Obama desenhe sua política para, daí, “aprová-la ou criticá-la”.

Lula disse que também irá observar como Obama agirá com o Oriente Médio. “Depois, vamos saber o que se passa com o muro que eles estão construindo no México.”

Para o presidente, há esperanças de que Obama irá mudar a política de Washington porque “não é possível que os EUA não se dêem conta de que a América Latina mudou, que acabou a luta armada –e que todos os que pensavam em chegar ao poder pela luta armada, salvo as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), já chegaram ao poder”.

Mesmo contrário à pressão proposta por Morales, Lula reforçou as críticas ao embargo a Cuba e classificou a medida de ato de “malcriados”.

Em seu discurso, Morales havia criticado a Organização dos Estados Americanos (OEA) pela expulsão de Cuba, em 1962, e lido partes da resolução de expulsão na qual há referência ao governo marxista-leninista de Havana. “Este tipo de resolução deve ser levada ao tacho, à lixeira, ao banheiro, porque ofendem um país.”

Para Morales, “continuará crescendo a rebeldia [na América Latina] pelas imposições que vêm do governo dos EUA”.

O hondurenho Manuel Zelaya também defendeu Cuba e ressaltou que a América Latina não deve “ter duas caras”, uma que insere Cuba no Grupo do Rio e e outra que isola a ilha diante da OEA (Organização dos Estados Americanos). “Agora temos uma mesma posição.”

Cuba foi formalmente integrada ao Grupo do Rio nesta terça-feira. O Grupo do Rio é um fórum multilateral agora com 23 países de América do Sul, América Central e o México. Nos últimos 20 anos, Belize, Bolívia, Chile, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Nicarágua, Paraguai e República Dominicana se uniram ao grupo de países, como também fez a Comunidade do Caribe, atualmente representada pela Jamaica.

ENTENDA A MAIOR CRISE DA ECONOMIA MODERNA

Postado em Uncategorized com as tags em Dezembro 11, 2008 por dell22

1 – Como um momento de euforia econômica se transforma em pânico financeiro?

Crises especulativas como a atual –documentadas desde o século 17, com dimensões variadas– são sempre gestadas em momentos de juros baixos e crédito farto, mais comuns em fases de prosperidade. E a economia mundial vivia o melhor momento desde a década de 70.

O acesso mais fácil ao dinheiro reduz a noção geral de risco. Tanto profissionais do mercado quanto cidadãos comuns se tornam mais propensos a investimentos ousados, em busca de lucros mais altos e rápidos.

Nesse cenário, surgem as ‘bolhas’: um tipo de investimento -sejam ações, moedas, imóveis, empréstimos ou, em tempos mais remotos, canais, ferrovias e até tulipas- se torna uma mania e se valoriza muito além das reais possibilidades de retorno. Cria-se um círculo vicioso: quanto mais gente entra no mercado, mais ele se valoriza; quanto mais se valoriza, mais gente entra.

No caso atual, a bolha foi criada no mercado imobiliário americano, antes de se disseminar por outros mercados e países. Casas e apartamentos com preços em alta serviam de garantia para financiamentos imobiliários que ajudavam a elevar os preços. A espiral culminou em financiamentos de altíssimo risco para clientes sem capacidade de pagamento.

Os participantes do mercado sabem que a festa não vai durar para sempre. Paradoxalmente, isso estimula a corrida à especulação: os investidores querem aproveitar a oportunidade antes do estouro da bolha.

Como se sabe que a situação é insustentável, o primeiro sinal –quebra de banco, disparada de uma moeda, moratória– causa pânico geral, e todos querem fugir ao mesmo tempo e multiplicam as perdas. Decisões individuais racionais, portanto, podem levar a comportamentos coletivos irracionais.

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2 – Se as autoridades culpam os especuladores, por que a especulação não é coibida?

Os especuladores, tratados no coletivo e no anonimato, são bodes expiatórios convenientes quando as crises explodem. Evoca-se a antipatia dedicada aos gananciosos que desejam enriquecer sem produzir, deixando em segundo plano os questionamentos à política econômica ou à atuação dos órgãos reguladores.

Propostas para restringir a especulação são antigas e periodicamente lembradas. A mais famosa, do economista americano James Tobin, é a de criar um imposto sobre todas as transações financeiras, uma espécie de CPMF global, para tornar mais lentos e mais caros os movimentos do mercado. Nas palavras de seu idealizador, jogar ‘um pouco de areia’ nas engrenagens do sistema.

Passadas as crises, no entanto, as ameaças e limites impostos aos especuladores são esquecidos ou contornados. Em parte porque o setor financeiro é influente no mundo das idéias e da política, mas, principalmente, porque a especulação é um dos motores da economia de mercado.

Os especuladores –aqueles unicamente interessados em comprar e vender com lucro- viabilizam e expandem os mercados de ações, de moedas e de títulos. Se não fosse a especulação, só compraria ações, por exemplo, uma meia dúzia de fato interessada em se tornar sócia de uma empresa.

A riqueza financeira se distancia cada vez mais dos valores que enxergamos diariamente. Em 1980, o volume de dinheiro aplicado no mercado financeiro era 20% superior à riqueza produzida no mundo. Em 2006, mais de 200%.

O Produto Interno Bruto global, no período, quase quintuplicou, de US$ 10 trilhões para US$ 48 trilhões. Mais espantoso foi o salto do volume de dinheiro aplicado nos bancos, em títulos e ações, que foi de US$ 12 trilhões para US$ 167 trilhões. Mais dinheiro no mercado significa mais possibilidades de investimento e crescimento -e mais riscos também.

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3 – Por que os bancos quebram? Por que são socorridos?

Uma pessoa ou uma empresa quebrada é a que não consegue pagar suas dívidas. Um banco quebrado é o que emprestou dinheiro a quem não conseguiu pagar as dívidas, como mutuários do subprime americano.

O papel do sistema financeiro é intermediar o encontro entre os que desejam poupar e os que desejam investir. Sua tarefa é selecionar pessoas e empresas mais aptas a progredir e a conseguir pagar com juros o dinheiro recebido. Os menos aptos pagam juros maiores para compensar o risco.

Nos financiamentos imobiliários tradicionais, o banco empresta recursos da poupança. Para os mutuários sem emprego, sem documentos e sem garantias dos EUA, a operação foi muito mais sofisticada.

Os empréstimos serviram de base para títulos que proporcionavam a seus compradores os superjuros cobrados nos financiamentos imobiliários. De pequeno valor unitário e livremente negociáveis, títulos permitem que os credores se tornem múltiplos e anônimos.

Os títulos, por sua vez, serviram de base para derivativos, ou seja, contratos em que as partes perdem ou ganham a partir da variação de um ativo financeiro, muito semelhante a uma aposta num cassino.

A sofisticação não removeu o obstáculo mais prosaico e previsível: os pobres-coitados que habitam a economia real não puderam mais pagar as dívidas.

Administradores de poupança pública, os bancos podem provocar perdas generalizadas ao quebrar. E, quanto maior o erro, maior a chance de socorro por governos que querem evitar ou atenuar uma onda de falências e desemprego.

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4 – De onde os bancos centrais tiram dinheiro para injetar nos bancos?

Os bancos centrais, mesmo os que estão formalmente subordinados a governos, como o brasileiro, têm poder de decisão para movimentar diariamente enormes quantias, necessárias para a execução da política monetária, ou seja, de controle do volume de dinheiro e crédito na economia.

Dos seus superpoderes, o mais usual e importante são as operações de mercado aberto, em que se negociam títulos com bancos. Quando querem elevar a oferta de moeda e reduzir juros, os bancos centrais compram títulos –como fizeram na semana passada os seis principais BCs do mundo.

Quando se deseja um aperto monetário, como o BC brasileiro vem fazendo para conter a inflação, vendem-se títulos, e há menos dinheiro na praça. Os juros dessas operações servem de base para as demais operações da economia e, por isso, são chamados de “taxa básica”.

Para regular a oferta de crédito, os bancos centrais recolhem parte dos depósitos em contas correntes e aplicações financeiras. Nos últimos dias, o BC brasileiro liberou mais de R$ 100 bilhões desse recolhimento compulsório para tentar conter queda do volume de empréstimos e financiamentos.

Por fim, os bancos centrais têm o papel de atender, a seu critério, bancos que não conseguem obter no mercado recursos para operações diárias. Por maiores que sejam, esses empréstimos à base de emissão de moeda só resolvem problemas momentâneos de liquidez.

Se o banco tem problemas patrimoniais, ou seja, se o dinheiro dos devedores for insuficiente para saldar compromissos, seus donos têm de entrar com mais capital. Se não têm dinheiro, a solução do momento é achar um sócio –o governo, ou, mais exatamente, dinheiro dos contribuintes.

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5 – Se as ações não estão diretamente envolvidas na crise, por que as Bolsas desabam?

Quem compra ações se torna sócio de uma empresa e, portanto, espera lucros com a expectativa de crescimento futuro da economia. Se as expectativas para os próximos meses e anos se tornam sombrias, os investidores se desfazem das ações, e o movimento de venda em massa derruba os preços.

Ainda que a maior parte dos participantes do mercado não queira relações duradouras com as empresas, mas apenas comprar e vender com vantagem suas participações, a valorização das ações depende das perspectivas para a empresa em particular e para o mercado em geral.

Ações de empresas diretamente envolvidas na crise, como as de bancos que se aventuraram no crédito arriscado ou nos derivativos a ele atrelados, tendem a cair mais, mas as demais tampouco estão a salvo.

Os mercados financeiros são interligados em todo o mundo. Um investidor que teve prejuízo com derivativos no Japão, por exemplo, pode ser obrigado a vender ações no Brasil para cobrir as perdas.

Ações são o que se chama de investimento de renda variável. Diferentemente de quem aplica na poupança ou em um CDB, os compradores de ações não sabem quanto nem quando vão ganhar. Sabem apenas que pretendem ganhar mais do que oferecem as opções conservadoras de renda fixa.

Não por acaso, há uma sucessão frenética de compras e vendas nas Bolsas, o que faz o índice geral das ações alternar altas e baixas em questão de minutos. O mercado brasileiro, com grande presença de capital estrangeiro e concentrado nas ações de poucas empresas grandes, como a Petrobras e a Vale do Rio Doce, tende a ser ainda mais volátil –ou seja, apresentar percentuais mais elevados de alta ou de baixa- do que a média das Bolsas de Valores do mundo.

Emoções à parte, quando se observa o comportamento do mercado em períodos mais longos, medidos em décadas, a tendência geral é sempre de alta -porque, afinal, também assim funciona, aos trancos e barrancos, o capitalismo.

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6 – Por que o governo não consegue controlar a cotação do dólar?

O câmbio é o preço mais importante da economia, mais ainda em países, como o Brasil, cujas moedas não são aceitas como pagamento de importações ou pagamento de dívidas com o exterior.

O preço do dólar afeta o comércio, a inflação, as contas do governo, o crescimento econômico e a popularidade dos governantes.

Ainda assim, o governo passou os últimos anos tentando, sem sucesso, segurar a valorização do real -e as últimas semanas tentando, também inutilmente, deter a disparada do dólar. Devido a essa incapacidade, proclama-se oficialmente, desde 1999, que o câmbio é livre no Brasil.

Não é difícil entender: o mercado de câmbio é o maior dos mercados financeiros, com movimento diário de US$ 3 trilhões a US$ 4 trilhões que podem ir de um extremo a outro do planeta em alguns segundos.

Mesmo as nada desprezíveis reservas de US$ 200 bilhões acumuladas pelo Banco Central poderiam virar farelo se o governo tentasse, como no passado, administrar sua taxa de câmbio em um cenário de livre fluxo de capitais.

Para manter o câmbio, o governo precisa atender aos movimentos de compra e venda do mercado: se falta dólar, precisa vender suas reservas para ampliar a oferta e evitar uma disparada das cotações; se sobra, compra o excesso para manter o preço estável.

Nos últimos meses de câmbio administrado, o país precisava paralisar sua economia com juros de 40% ao ano na tentativa de atrair os dólares necessários.

Mas esse não é um caso de incompetência nacional. Os Estados Unidos e o Japão adotaram o câmbio flutuante na década de 70, e a Europa, nos 90.

Onde houve liberdade, o fluxo de capitais derrubou o sistema de cotações que havia sido acertado entre os países na conferência de Bretton Woods, em 1944 -a última iniciativa de controle das finanças globais, sempre lembrada em tempos de crise e esquecida logo depois.

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7 – O que acontece em uma recessão?

Uma recessão começa quando investidores acreditam que a hora não é boa para investir e consumidores crêem que a hora não é boa para consumir. E, na tentativa de protegerem sua riqueza, todos empobrecem.

O desalento não é um mero estado de espírito. Empresas e famílias afetadas pela crise perderam efetivamente condições de investir e consumir, como os donos de ações e imóveis que perderam valor. Não se trata de um caso em que uns perdem e outros ganham, num jogo de soma zero: essa riqueza simplesmente desapareceu.

Quando não se confia no futuro, o medo toma o lugar da ganância. Evita-se emprestar dinheiro e procura-se poupar para dias difíceis. Mas, com a retração de investimento e consumo, empresas vendem menos; com a queda nos lucros, há mais demissões; com menos renda, as famílias cortam o consumo, e o ciclo recomeça.

Tecnicamente, os economistas consideram que há uma recessão quando o PIB (Produto Interno Bruto) cai por dois ou três trimestres consecutivos. Quando se imagina uma queda profunda e prolongada do PIB, fala-se, mais dramaticamente, em depressão –mas, após a década de 30, nenhum período da história econômica mundial chegou a merecer o termo.

Recessões mundiais são raras: na história recente, não há casos de anos em que o PIB global tenha terminado menor do que começou. Em 1982, em meio à crise da onda de calotes do Terceiro Mundo, a economia mundial cresceu 0,9%, e desde então não houve resultado pior. No Brasil, a pior recessão ocorreu em 1990, quando o Plano Collor confiscou depósitos bancários e o PIB caiu 4,4%.

8 – Por que o Brasil tende a crescer menos?

Depois de dois anos seguidos de expansão econômica na casa dos 5%, o governo já decretava que fazia parte do passado a comparação entre o crescimento brasileiro e um vôo de galinha. Agora, a galinha está prestes a pousar mais uma vez.

Não há, até o momento, previsões de recessão, mas é consensual que os percentuais de crescimento serão mais modestos em 2009. Andar mais devagar não é tão ruim quanto andar para trás, mas os efeitos econômicos e políticos são da mesma natureza.

O Brasil já sofre com a retração mundial do crédito. Boa parte do dinheiro emprestado aqui dentro é obtida lá fora. Com recessão nos Estados Unidos e na Europa, encolhe o mercado para as exportações brasileiras, que também cairão de preço. Multinacionais tendem a cancelar ou adiar planos de expansão no país.

Outra ameaça é a recente disparada do dólar, que não se sabe onde ou quando vai parar. Se o dólar se mantiver alto, importações ficarão mais caras e a inflação tenderá a subir. Nesse caso, o Banco Central, na contramão do resto do mundo, poderá optar por subir ainda mais os juros e conter o consumo, o investimento, o crescimento e os preços.

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9 – Por que as empresas brasileiras que nada têm a ver com as origens da crise tiveram prejuízos milionários?

Empresas entram no mercado de derivativos para se protegerem de perdas, enquanto os especuladores assumem os riscos para ganhar. Sadia, Aracruz e Votorantim –entre muitas outras, teme-se– acabaram participando de uma tentativa de fazer as duas coisas.

Embora o nome cause estranheza, derivativos fazem parte do cotidiano de quem faz, por exemplo, o seguro de um automóvel. O dono do carro não quer sair mais rico do negócio; quer simplesmente uma operação que, se for preciso, renderá dinheiro suficiente para cobrir possíveis prejuízos de sua atividade de motorista. É o que se chama de hedge.

Na outra ponta da operação, está um especulador apostando que o carro não será batido nem roubado, a seguradora. Se a aposta estiver correta, ela ficará com o prêmio pago pelo dono do carro.

Os demais derivativos podem ser mais complexos, mas seguem os mesmos princípios. Empresas exportadoras, com receita em dólar, buscam se proteger de uma desvalorização vendendo a moeda americana no mercado futuro por uma cotação considerada razoável. Se o dólar mudar de patamar, a perda em receita será compensada pelo derivativo.

Como o dólar caía sem parar, os bancos passaram a oferecer às empresas operações que prometiam ganhos superiores ao necessário para cobrir riscos de perdas. O que era hedge virou especulação. E dava lucro, até a crise provocar uma alta inesperada do dólar -que, se não for revertida, poderá revelar mais empresas no jogo e perdas maiores.

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10 – Quais são as opções do governo brasileiro para lidar com os efeitos da crise?

A primeira reação do governo tem sido tentar evitar ou atenuar a secura de crédito, cuja expansão foi um dos motores da economia brasileira nos últimos anos, embora retórica oficial prefira dar mérito ao PAC.

Mas, como aconteceu em todas as crises recentes, o país pode ser obrigado a escolher entre crescimento e inflação –sacrificar o primeiro para evitar a segunda ou, na alternativa menos conservadora, tentar acelerar um correndo o risco de impulsionar a outra.

No primeiro caso, a receita é conhecida: os juros são mantidos ou até elevados, e o mesmo é feito com a meta de superávit primário (a parcela da arrecadação tributária destinada ao abatimento da dívida pública). As medidas reduzem o consumo público e privado, esfriam a economia e ajudam a impedir que a alta do dólar se transforme em aumento da inflação.

Esse era o cenário traçado antes do agravamento da crise, quando as atenções do governo se voltavam para a rápida piora da balança comercial, efeito colateral do consumo em alta. O projeto de Orçamento de 2009 já contempla a possibilidade de aumentar superávit primário.

Mas a perspectiva de contração econômica acima do esperado levou setores menos ortodoxos da equipe econômica a falar, até aqui no anonimato, em medidas pró-crescimento, de mais gastos públicos, menos impostos e menos juros. É o que os economistas chamam de política anticíclica: quando a economia vai bem, o governo faz mais economia; quando vai mal, gasta-se. No caso brasileiro, já não há mais tempo para a primeira parte do plano.

O DIA EM QUE O MUNDO QUEBROU

O DIA EM QUE O MUNDO QUEBROU

EXCLUSIVO: VEJA O VERDADEIRO ROSTO DE ” JESUS CRISTO “

Postado em Uncategorized em Dezembro 9, 2008 por dell22
o verdadeiro rosto de Jesus Cristo - continui olhando para a foto

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BRASIL CONTINUARA GRANDE

Postado em Uncategorized com as tags em Dezembro 5, 2008 por dell22

0711720Desaceleração econômica no Brasil será menor que na Índia, China e Rússia

O Brasil é a única das economias consideradas grandes analisadas pelo Indicador Composto Avançado (CLI, na sigla em inglês) que, segundo previsão da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), não deve ter uma desaceleração forte da atividade econômica nos próximos seis meses. O índice, elaborado para detectar viradas no ciclo econômico, foi divulgado hoje (5) pela OCDE, segundo informações da BBC Brasil.

Enquanto para o Brasil a organização prevê uma “leve desaceleração”, para países como China, Índia e Rússia as perspectivas de crescimento econômico se deterioram “consideravelmente” e esses países “devem enfrentar uma forte desaceleração”.

Um dos motivos que podem explicar um cenário mais otimista é o fato de que a demanda interna continua forte no Brasil, apesar da redução do crédito, que já é sentida.

Para fazer os cálculos do CLI, a OCDE utiliza diferentes indicadores de movimentos de curto prazo ligados ao produto interno bruto, soma de todas as riquezas produzidas no país. O nível de 100 pontos é a referência para classificar o nível de atividade econômica.

Países que sofrem queda e ficam com CLI abaixo de 100 pontos recebem classificação de “desaceleração”. Dos 35 países analisados pelo índice, o Brasil é o único que escapa da previsão de forte desaceleração, com uma queda de 0,3 ponto em outubro e 0,4 ponto em relação ao registrado há um ano.

No entanto, o índice do Brasil continua em 103,6 pontos, enquanto os de outras economias acompanhadas estão abaixo dos 100 pontos. No caso da China, por exemplo, o indicador diminuiu 1,7 ponto em outubro deste ano e está 7 pontos abaixo do nível verificado há um ano.

A maior queda ocorre em relação à Rússia. Segundo a OCDE, o índice caiu 4 pontos em outubro passado e 10,5 pontos em relação ao ano passado. Os Estados Unidos tiveram uma queda de 1,2 ponto em outubro e de 6,6 pontos no nível registrado há um ano. Já o indicador da zona do Euro revela diminuição de 0,9 ponto em outubro e de 6,3 pontos no último ano.

STF ARQUIVOU PEDIDO DO EX-GOVERNADOR “CASSIO CUNHA LIMA”

Postado em POLITICA com as tags em Dezembro 4, 2008 por dell22
pedido do ex-governador foi negado pelo STF.

pedido do ex-governador foi negado pelo STF.

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou nesta quinta-feira (4) a ação em que o PSDB pedia a realização de novas eleições na Paraíba em função da cassação do ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB), pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No dia 20 de novembro, o TSE cassou o mandato de Cunha Lima e de seu vice, José Lacerda Neto (DEM), por abuso de poder econômico e político e pela prática de conduta vedada a agente público nas eleições de 2006.

Pela decisão da Corte Eleitoral, o segundo colocado nas eleições deveria ser empossado. No caso, José Maranhão (PMDB), que perdeu para Cunha Lima no segundo turno. Contra essa decisão, o PSDB recorreu ao Supremo por meio de uma ação chamada Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 155).

Nela, o partido pedia “respeito ao princípio da maioria” de votos, conforme prevê o artigo 77 da Constituição. Alegava que, em consideração a esse preceito, não se poderia dar posse ao segundo colocado no pleito. O correto seria realizar novas eleições no estado.

Ao arquivar a ação do partido tucano, o ministro Lewandowski argumentou que a ADPF não pode ser utilizada “para a solução de casos concretos, nem tampouco para desbordar os caminhos recursais ordinários ou outras medidas processuais para afrontar atos tidos como ilegais ou abusivos”.

Lewandowski lembra que a ADPF somente pode ser admitida quando inexiste qualquer outro meio juridicamente idôneo capaz de sanar uma lesão. Segundo ele, o próprio PSDB reconhece que ajuizou a ação antes mesmo de o TSE publicar a decisão que cassou Cunha Lima e, portanto, antes que o partido pudesse lançar mão de outro meio jurídico para tentar cassar a decisão do Tribunal Eleitoral.

Outro argumento apresentado por Lewandowski é que o deferimento do pedido de liminar do partido “afrontaria o princípio da segurança jurídica”. Segundo o ministro, “deferir a liminar, nos termos requeridos, implicaria a modificação, por decisão singular, de firme e remansosa jurisprudência do TSE sobre o tema”.

Além disso, decisões judiciais de juízes e cortes eleitorais de todo o país também seriam afetadas. Isso porque a liminar em ADPF pode suspender o andamento de processos ou os efeitos de decisões judiciais que tenham relação com a matéria objeto da ação.

No dia 27 de novembro, o TSE concedeu liminar para manter Cássio Cunha Lima e seu vice no cargo até o julgamento de recursos sobre o caso, em curso na Corte Eleitoral.

CASSIO é filho de RONALDO CUNHA LIMA! A IMPUNIDADE “MARCA REGISTRADA DESTA FAMILIA”

Postado em POLITICA com as tags , em Dezembro 1, 2008 por dell22
impunidade! marca registrada desta familia

impunidade! marca registrada desta familia

O Brasil esta sob o dominio do CRIME! Os delinquentes de todas as matizes fazem o que querem e bem entendem. a Justiça é um antro de asquerosos delinquentes descarados travestidos de “autoridades judiciarias” absolvem assassinos como o promotor de SP. Prendem uma pobre por 4 anos por roubar um pote de margarina, vende sentenças (caso Medina) e agora o TSE se desmoraliza totalmente no caso CASSIO, votam 7 a 0 (unaminidade) pela cassção do delinquente Cássio e depois absurdamente , após misteriosa reunião de Cássio com poderosos gangsters de Brasilia, o TSE descaradamente se amerdalha e da a Cássio uma SOBREVIDA na forma de uma cautelar que irá se estender até o fim do seu expurio mandato, e joga a Paraiba para o caos total, pois simplismente nao existe mais Governo, pois Cássio perdeu a representatividade e a identidade de Governador, enquanto isso, a farra do ex-governador Cássio, que por sinal é filho do ex-Governador Ronaldo cunha Lima, aquele que atirou na boca de Tárcisio Burity e até hoje está impune. A impunidade parece ser uma marca registrada desta família que arrasa o Estado da Paraíba e deixa população paraibana na mendicancia.
Salve! salve! a nossa “Justiça” brasileira…a padroeira e santa protetora de todos os bandidos e marginais que aniquilam este país, sob a égide do lombrosiano presidente “joão-boi” que abençoa toda essa desintegração do estado BRASILEIRO.

fonte: comentário extraido da revista veja online.