Arquivo para Setembro, 2008

O BRASIL SAIRA EXTREMAMENTE FORTALECIDO COM A CRISE DOS USA

Posted in ECONOMIA com as tags on Setembro 30, 2008 by dell22

    O equilibrio entre poder de compra e a oferta, elevara a economia Brasileira para ser a mais competitiva do mundo.O Brasil sera o pais que mais lucrara com a crise financeira dos USA, basta levar em conta a economia da União, dos Estados e dos municípios para pagar os juros da dívida pública (o chamado superávit primário) bateu novo recorde nos primeiros oito meses do ano.

O superávit primário acumulado entre janeiro e agosto ficou em R$ 108,4 bilhões, o equivalente a 5,78% do PIB (Produto Interno Bruto) do período, segundo dados do Banco Central.

O número já supera a economia feita durante todo o ano de 2007, que foi de R$ 101,6 bilhões. Apesar do recorde, houve desaceleração no resultado, que até julho estava em 6,01% do PIB.

Nos oito primeiros meses de 2008, o pagamento de juros foi de R$ 119,3 bilhões. Descontado o superávit primário de R$ 108,4 bilhões, houve um déficit de R$ 10,9 bilhões nas contas públicas, equivalente a 0,58% do PIB.

Meta

A meta de superávit primário para o ano é de 3,8% do PIB, mais R$ 14,2 bilhões (0,5% do PIB) para o Fundo Soberano do Brasil, totalizando 4,3% do PIB.

Nos últimos 12 meses, o governo fez um superávit de R$ 122,4 bilhões (4,42 % do PIB). Nessa comparação, houve aceleração do resultado, que estava em 4,38% até junho.

As contas públicas continuam apresentando resultados positivos neste ano. A arrecadação de impostos e contribuições acima do previsto pelo governo é a principal responsável pelo aumento do superávit primário neste ano em relação ao mesmo período de 2007.

Agosto

Na comparação entre julho e agosto, o superávit primário passou de R$ 12,109 bilhões para R$ 10,184 bilhões. O pagamento de juros caiu de R$ 18,777 bilhões para R$ 12,527 bilhões). Com isso, o déficit nominal do setor público recuou de R$ 6,668 bilhões em julho para R$ 2,343 bilhões em agosto.

No mês passado, o governo central (Tesouro, Previdência e Banco Central) teve um superávit de R$ 7,253 bilhões nessa comparação. As estatais economizaram R$ 464 milhões. Estados e municípios deram uma contribuição de R$ 2,32 bilhões.

BRASIL JA E HUM PAIS RICO

Posted in ECONOMIA com as tags on Setembro 25, 2008 by dell22

A arrecadação de impostos e contribuições cresceu 10,33% nos oito primeiros meses de 2008 e atingiu novo recorde. Mesmo com o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), a Receita Federal arrecadou R$ 452 bilhões entre janeiro e agosto.

Somente no mês passado, foram R$ 53,93 bilhões, aumento de 4,27% em relação ao mesmo mês de 2007 e valor recorde para meses de agosto, considerando dados corrigidos pelo índice oficial de inflação (IPCA).

Em termos relativos, o imposto cuja arrecadação mais cresceu no ano foi o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que teve suas alíquotas elevadas para compensar o fim da CPMF. A arrecadação subiu 152% e chegou a R$ 13,45 bilhões no acumulado do ano. A maior parte desse valor (R$ 4,7 bilhões) foi pago pelas pessoas físicas que fizeram empréstimos no período.

Em valores absolutos, o principal responsável pela arrecadação recorde foi o Imposto de Renda (pessoa física, empresas e retido na fonte), que respondeu por 28,6% do total. Foram arrecadados R$ 129,3 bilhões, sendo R$ 61 bilhões somente das empresas.

A Receita vem justificando os sucessivos recordes alcançados neste ano com base no aumento do lucro das empresas e no crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).

A segunda maior arrecadação ficou com a Cofins (R$ 79,9 bilhões), aumento de 17,7% sobre o ano passado.

CPMF

Nesse ano, já foram arrecadados mais de R$ 40 bilhões a mais em relação ao mesmo período de 2007. Esse valor equivale à previsão de receitas da CPMF para este ano, caso ela não tivesse sido extinta pelo Congresso.

Nos oito meses do ano, o governo deixou de arrecadar R$ 25 bilhões de CPMF. Em compensação, houve um aumento de R$ 20 bilhões em pagamento de Imposto de Renda, R$ 9 bilhões em Cofins, R$ 7 bilhões em CSLL (Contribuição Social Sobre Lucro Líquido) e cerca de R$ 8 bilhões em IOF.

Desaceleração

Apesar de recorde, o dado de agosto representa uma desaceleração em relação aos valores arrecadados até julho, quando a arrecadação estava crescendo a uma taxa de 11,2%.

A Receita também divulga os dados sem correção pela inflação. Nesse caso, a taxa de crescimento acumulada até agosto é de 9,5%, abaixo dos 10,4% verificados até julho.

Houve também desaceleração em relação ao primeiro quadrimestre do ano (janeiro-abril), quando a arrecadação crescia a taxas entre 20% e 12%. Entre maio e agosto, os percentuais ficaram entre 10,6% e 9,5%.

Carga tributária

A Receita também atribui a arrecadação recorde à cobrança judicial de dívidas tributárias e às ações de fiscalização realizadas no ano. Foram R$ 11,9 bilhões em multas e juros, um aumento de 35% no ano. O Fisco também estima mais R$ 10 bilhões, pelo menos, em impostos atrasados relacionados a essas cobranças.

O governo também cita a unificação da Receita com a arrecadação previdenciária, como responsável pela melhora. As receitas da Previdência, que respondem por cerca de 25% da arrecadação, cresceram 11,6% no ano e chegaram a R$ 113,8 bilhões.

A Receita sempre nega que haja aumento da carga tributária, apesar da elevação das alíquotas do IOF e também da CSLL para instituições financeiras neste ano.

Segundo o Fisco, o governo já promoveu quase R$ 60 bilhões em desonerações tributárias neste ano, além da perda estimada de cerca de R$ 40 bilhões na CPMF, que no ano passado respondia por cerca de 6% da arrecadação.

A Receita cita também a redução na alíquota da Cide (tributo dos combustíveis) para compensar o aumento da gasolina e do diesel. Houve uma queda de 20,44% na arrecadação desse tributo neste ano, para R$ 4,45 bilhões.

O PROBLEMA NAO E TER A RIQUEZA! O PROBLEMA ESTA EM MANTER A RIQUEZA!

Posted in NEWS com as tags on Setembro 20, 2008 by dell22

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) considerou “um erro diplomático” o fato de os Estados Unidos posicionarem a 4ª Frota da marinha americana em águas do Atlântico, próximas à América Latina, fato que gerou protestos do governo brasileiro. Ele disse que a opinião pública nacional, alertada para possíveis ações visando à internacionalização da Amazônia, teme que a aproximação daquela força naval configure mais uma afronta à soberania nacional, o que pode reacender a hostilidade aos Estados Unidos.

Para o senador, no entanto, o foco dos norte-americanos ao deslocar uma frota para o mar territorial próximo dos países da América do Sul estaria ligado a um possível interesse daquele país nas reservas de petróleo descobertas pela Petrobras em áreas marítimas distantes e profundas do Atlântico, cuja camada denominada pré-sal é considerada de domínio internacional.
- É uma camada difícil de penetrar e atinge uma área considerada internacional do Oceano Atlântico. Quem penetrar primeiro nessa camada terá o direito a levar o petróleo – advertiu o parlamentar pelo Distrito Federal.
O episódio internacional, por outro lado, é visto por Cristovam também como um alerta ao governo brasileiro da necessidade de investimentos nas Forças Armadas, cuja Marinha, por exemplo, sequer teria como disponibilizar navios para guardar o mar territorial e limites de exploração de petróleo pela Petrobras, conforme afirmou.
Domingos Mourão Neto / Agência Senado
LEIA ABAIXO, O DISCURSO NA ÍNTEGRA, INCLUINDO OS APARTES:
O SR. CRISTOVAM BUARQUE (PDT – DF. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) – Muito obrigado, Sr. Presidente.Boa tarde, Srªs Senadoras e Srs. Senadores.Sr. Presidente, ontem eu estive junto com três outros Senadores – Pedro Simon, João Pedro e Eduardo Suplicy – fazendo uma visita ao embaixador dos Estados Unidos, para levar uma preocupação da Comissão de Relações Exteriores, em função do noticiário de que a chamada Quarta Frota norte-americana se dirigirá em exercício pelo Atlântico Sul.Lamentavelmente, não pude ficar em toda a reunião com o embaixador, porque tinha uma audiência com o Presidente em exercício, José Alencar, para discutir aquilo, Senador Duque, que considero o maior problema de todos nós, que é o risco da inflação.Então, como tinha audiência com o Presidente em exercício, não pude ficar em toda a audiência com o embaixador, figura que conheço, pela qual tenho profundo respeito. Acho que é um dos embaixadores mais competentes que há no Brasil, dos mais competentes que os Estados Unidos já enviaram para cá e dos mais modestos. Uma figura de facílimo acesso.Não fiquei todo o tempo. Por isso quero dar a minha posição sobre esse assunto, que é um pouco diferente da de muita gente.Creio, Senador Duque, que a gente devia estar preocupado hoje não é pelo fato de que virá uma frota americana, mas é que o Brasil não tem uma frota para mandar para nenhum lugar.Nós estamos preocupados, mas não fazemos o que é preciso, ao longo dos últimos vinte, trinta anos, Senador Wellington, que era desenvolver a nossa Marinha com a força que é preciso para um país do tamanho do Brasil, com a riqueza brasileira, com o território brasileiro. Como não fizemos com a Aeronáutica, nem com o Exército.O País que tem, talvez, o maior espaço aéreo não tem uma Aeronáutica no nível, no tamanho do nosso espaço aéreo; que tem um dos maiores litorais não tem uma Marinha do tamanho do litoral; e que tem um dos maiores territórios não tem Forças Armadas territoriais ou Exército do tamanho do território.Nós não estamos com as nossas Forças Armadas recebendo o apoio necessário para que elas sejam do tamanho do Brasil.Sinceramente, apesar de ver com preocupação essa idéia de Quarta Frota, eu quero agradecer aos americanos, que estão permitindo que a gente desperte. Vamos despertar para a nossa fraqueza, em vez de ficarmos aqui indignados com a força dos outros.Enquanto essas frotas todas – russas, chinesas e americanas – passarem pelo mar internacional, eu acho que a gente tem que estar de olho, mas eu não ficaria tão indignado.O que me preocupa – e isso, sim, eu queria dizer ao embaixador e não tive tempo – é o erro diplomático dos Estados Unidos. Para mim, não é um problema militar. Os americanos, no dia em que quiserem tomar um pedaço ou invadir, o que for, não precisam mandar frota agora: mandam no dia. Está tudo pronto para irem a qualquer lugar do mundo, como superpotência que são.Agora, estão cometendo um gravíssimo erro diplomático. Sabem qual é? É que, hoje, há no Brasil uma sensação de indignação com as notícias sobre internacionalização da Amazônia. E fico feliz de ter aqui como Presidente um representante do Estado do Amazonas. Há uma sensação de que nossa soberania está ameaçada. Quando vem uma frota americana, aumenta o temor dos brasileiros. Cria-se uma consciência ainda mais acirrada de que talvez seja verdade que há livros nos Estados Unidos em que, no lugar da Amazônia, está escrito “território internacional”.Quero dizer que já procurei esse livro por todos os lugares, mas nunca o encontrei. Chega na Internet todos os dias para mim, quase, com cobrança: “O que você, Senador, está fazendo contra isso?’ Já pedi à nossa Biblioteca, que é muito competente, que tentasse localizar esse livro. Já escrevi para diversos setores. Nunca achei esse livro. Tenho dúvidas se ele existe. Mas, na opinião pública brasileira, ele existe. Na opinião pública brasileira, há uma conspiração internacional para tomar a Amazônia.Neste momento, a vinda da tropa americana acirra os ânimos. Esse é um erro diplomático. Minha preocupação não é militar nesse fato de a Quarta Frota vir para cá. Minha preocupação é diplomática, porque o Brasil não pode acirrar suas relações com nenhum País, ainda mais com os Estados Unidos. E essa frota pode acirrar.Isso gostaria de ter dito ao embaixador, e vou dizer em algum momento. Hoje quero dizer ao povo brasileiro. O que me preocupa, isso sim, é a frota zero do Brasil. Não é a Quarta Frota americana. Por quê? Não é tanto pela Amazônia, porque aí não será com Marinha apenas entrando pelo rio. Não! Serão outros instrumentos.O que me preocupa, Senador Duque, são outras riquezas. Por exemplo, as reservas recentemente descobertas pela Petrobras. Essas reservas – e eu fui lá conversar –, segundo soube, uma parte delas está debaixo do mar territorial brasileiro, mas uma parte do poço vai além do mar territorial brasileiro e chega à área internacional do Oceano Atlântico, e aí não teremos direito de exigir a nossa soberania. Aí, o explorador que chegar, que for capaz de furar poços de petróleo em altas profundidades, que for capaz de perfurar o solo, de ir através da chamada camada de sal – e por isso se chama “pré-sal”, porque está abaixo de uma fortíssima, duríssima camada de sal, que pensamos que é fácil de penetrar, mas não é; é difícil, como fui informado na Petrobras -, quem chegar aí terá o direito de levar o petróleo.O mais grave é que, colocando um poço aí, ele estará na área internacional, mas irá “chupar”, como se fosse um canudinho ligado no copo do vizinho, e com todo o direito legal. É aí que está a necessidade de termos uma Marinha forte. Sem uma Marinha forte e uma Petrobras fortíssima tecnologicamente, esse petróleo pode ir embora.Por isso, estou quase agradecendo aos americanos de mandarem a Quarta Frota para despertar o Brasil para o fato de que precisamos ter a nossa quarta frota também.Mas eu vou mais longe. Dentro de mais algum tempo, talvez não em anos, ou em décadas, vai haver pirataria para roubar petróleo, gente. Na medida em que o petróleo ficar escasso e não houver uma revolução tecnológica, que ninguém está vendo, para que o petróleo fique obsoleto, como fonte energética, haverá pirataria. Nenhum supertanque, nenhum supernavio desses que transportam petróleo, daqui a mais vinte, trinta anos, vai poder andar sem comboio militar ao redor. Os piratas vão voltar, como houve no começo da colonização do Brasil: pirataria para roubar ouro; pirataria para roubar pau-brasil; pirataria para roubar até escravos. Vai haver pirataria para roubar recursos naturais escassos. E nós brasileiros não estamos preparados para proteger os nossos navios que vão carregar recursos escassos.Daí, para mim, a importância de despertarmos para a necessidade, mais uma vez, de que o Brasil precisa ter Forças Armadas democráticas, respeitosas das instituições como elas são hoje. Mas competentes, poderosas, capazes de enfrentar aqueles que tentarem vir aqui, ou aqueles que tentarem ir aonde a gente tem interesses.Os americanos cometem um erro gravíssimo do ponto de vista diplomático ao mandar essa frota. Mas eles têm direito de mandar para Marte; eles têm direito de mandar para a Lua; eles têm direito de mandar aonde for área internacional. Nós é que não temos direito de não estarmos preparados para enfrentar o futuro. E hoje nós estamos.Nós temos que desafiar a nós próprios, brasileiros, para a tarefa de termos Forças Armadas preparadas para levar adiante as exigências do futuro.E aí, para não estranharem que eu não falei ainda de educação, eu quero dizer algo e peço um tempinho a mais ao Sr. Presidente…O SR. PRESIDENTE (Jefferson Praia. PDT – AM) – Permita-me interrompê-lo, Senador, apenas para prorrogar a sessão por mais trinta minutos. Pode continuar.O SR. CRISTOVAM BUARQUE (PDT – DF) – Asseguro que eu não falarei mais trinta minutos, mas que vou voltar muitas vezes aqui para falar deste assunto. E convoco os Srs. Senadores a trazer este assunto para cá.Por isso tenho insistido tanto, Senador Wellington, que cada Senador devia ser pré-candidato a Presidente da República, para vir aqui falar como se fosse candidato a um dia ser Presidente, para poder levar os grandes temas e debatermos entre nós qual é a linha que cada um pensa, quais são os erros que eu estou dizendo, quais são os equívocos estratégicos, e como fazer tudo isso.Pois bem, eu estava dizendo que, no fim, eu sempre termino encontrando uma forma de falar de educação. Sabe por quê? Não há Força Armada forte sem educação forte. Houve um tempo em que, para um soldado, bastava ter coragem, valor e, de peito aberto, enfrentava, com sua espada, os inimigos que estivessem em frente. Depois, até um que bastava ter uma pontaria certeira e, com seu fuzil, enfrentava quem estivesse na frente.Hoje, para usar as armas, é necessário um conhecimento de diversas técnicas que exigem uma boa educação de base. Hoje, uma arma não é apertar o gatilho. As armas são computadorizadas. Os tanques de guerra hoje funcionam com base em computadores GPS, radares, tecnologia, eletrônica. Hoje, o soldado é uma espécie de engenheiro eletrônico, que maneja uma arma inteligente. As armas inteligentes exigem operadores altamente preparados.Não há como investir numa boa Força Armada no Brasil apenas nas três Forças, apenas no Ministério da Defesa. Não há como! Tem de ser algo conjugado com a educação e com a ciência e a tecnologia, sem o que não haverá Ministério da Defesa que consiga fazer defesa.Por isso, Sr. Presidente, concluo, dizendo que estamos lendo diferente o problema da Quarta Frota. Se é um direito dos Estados Unidos, que eles mandem suas frotas para onde quiserem, desde que não entrem em água territorial. Usemos isso para despertar não para a força deles, mas para a nossa fraqueza. Percebamos que o erro que eles estão cometendo é diplomático. Estão mexendo na cabeça dos brasileiros, estão mexendo no imaginário dos brasileiros, que vêem nisso uma ameaça para algo que já sentíamos como se estivesse ameaçado, que é a soberania da Amazônia.Percebamos que não é por aí, com frotas, que a Amazônia vai ser tomada um dia, se for – Deus queira que não, assim como os brasileiros juntos queiram que não. Mas o petróleo, sim; mas as riquezas minerais, sim; mas a pesca, sim; mas outros recursos que serão descobertos no solo do oceano, sim, serão tomados pelas Forças Armadas não só dos Estados Unidos, mas também de outros países que serão potências, como é o caso da China, como é o caso da Índia, como é o caso da Rússia, que, não há dúvida, voltará a ser uma grande potência, como é o caso da Comunidade Econômica Européia, que será uma grande potência, inclusive com Forças Armadas unificadas de todos os seus 27 países. E nós aqui nos lamuriando, reclamando das forças dos outros.Finalmente, essa idéia de que Forças Armadas hoje exigem forças armadas e inteligentes. Devia mudar de nome para Forças Armadas Inteligentes; senão, não funciona. E a inteligência vem do conhecimento que tem o soldado, vem do conhecimento que têm os oficiais.Antes de conceder o aparte ao Senador Wellington, que, certamente, vai enriquecer o meu pronunciamento, quero dizer que, se algum país quisesse invadir o Brasil, se essa Quarta Frota fosse para invadir o Brasil, o que melhor seria feito estrategicamente por inimigos brasileiros nós, brasileiros, já estamos fazendo, que é abandonar a educação do nosso povo.Mais importante do que soltar bombas atômicas no Brasil, para destruir o Brasil, é não fazer as escolas de que o Brasil precisa. E a gente não está fazendo. Nós somos os invasores do Brasil pela omissão, pela omissão de não fortalecer as Forças Armadas e pela omissão de não dar uma base educacional a todo brasileiro, para que sirva nas Forças Armadas com competência, com inteligência, com o conhecimento que os tempos de hoje exigem.Esse era o meu discurso, Presidente Jefferson Praia, mas eu gostaria de usar o tempo a que ainda tenho direito para ouvir o aparte do Senador Wellington Salgado.O Sr. Wellington Salgado de Oliveira (PMDB – MG) – Professor Cristovam, Senador Cristovam, V. Exª sabe muito bem que o grande mestre é aquele que, quando fala, faz com que aquele que o está ouvindo pense sobre o que foi dito. Aí, então, o mestre fez um grande trabalho. Ouvindo a sua fala, começo a pensar em V. Exª falando nos 27 países da Europa que acabam criando um outro país com esses 27, com força única, com uma economia e uma moeda igual para todos. Eu me pergunto por que isso não acontece na América Latina. Outro dia eu conversava com um grande economista, o Professor Paulo Guedes, e ele me falava que vamos ter que ter o Peso Real. O Peso Real terá que ser nossa moeda, de toda a América Latina ou da América do Sul. Precisamos fazer aqui um outro país, embora tenhamos a dificuldade da língua, pois só a Guiana e o Brasil falam outra língua, o resto fala castelhano. Mas vamos ter que criar nossa regiãozinha aqui para poder administrar tudo o que temos e fazer como faz o Mercado Comum Europeu, assim como a Ásia e os Estados Unidos. Por quê? Porque acaba criando um grande mercado. O grande segredo é esse. É como se fosse um único país, por onde as mercadorias passam, onde as fábricas vendem, sem precisar ficar atravessando fronteiras, com impostos e tudo mais. Essa é a saída da América Latina ou da América do Sul. Não sei se V. Exª concorda.O SR. CRISTOVAM BUARQUE (PDT – DF) – Concordo plenamente. Sou, há muito tempo, defensor da idéia de moeda única, de um Banco Central único e talvez, um dia, de um exército único da América Latina. É claro. Temos que caminhar para isso, como a Europa caminhou. Mas não estamos conseguindo fazer isso nem com os 27 Estados, incluindo o Distrito Federal, quanto mais com os países. Mas, de qualquer maneira, estamos caminhando.E sobre o idioma, quero dizer que já pensei nisso. Divididos, não vamos ser grandes. Cheguei a ter uma idéia, mas ela é muito absurda do ponto de vista cultural. Por isso, já começo dizendo que não aceito a idéia. Não seria difícil fazer no Brasil o que a Indonésia fez. Poucos sabem que a Indonésia, quando ficou independente, criou um idioma. O idioma falado na Indonésia não existia, porque havia muitos idiomas. Eles juntaram tudo, graças a lingüistas, e criaram um idioma que se chama idioma indonésio. Não dá, embora pudesse ser uma idéia tentadora, para criar um “portunhol” que fosse falado lá e cá. Isso rompe a tradição.Acho que o que a gente pode fazer é conseguir que todo brasileiro fale espanhol e todo latino-americano fale português também. Não é difícil, são idiomas tão parecidos! É capaz de não falarmos perfeitamente, mas falaremos. Estou levando para o Mercosul, de que sou Parlamentar, a idéia de que sejamos uma região bilíngüe. E quanto à Guiana, todo mundo vai ter o inglês como segundo idioma no futuro. Mas este continente precisa ser bilíngüe, com uma moeda só, seja o Peso Real, seja o Real Peso, seja outro nome, mas creio que a gente deve caminhar, sim, um dia, para ter uma só moeda, uma cooperação não apenas comercial, mas, sobretudo, cultural e também militar.Se não fizermos isso, ficaremos para trás, porque Índia e China já têm dimensões planetárias pelas suas populações. A Europa encontrou o seu caminho. Os Estados Unidos já são fortes demais e, além disso, têm suas alianças com o Nafta. Nós temos, sim, de consolidar essa aliança latino-americana cada vez mais, sem certos ranços de que alguns ficam falando, olhando para trás, para quando acabou a colonização.Precisamos ter uma identidade moderna, porque houve um tempo em que se falou muito em integração latino-americana, inclusive nos anos sessenta, mas com uma visão sobretudo ideológica. Hoje tem que ser com uma visão também ideológica, cultural, mas, sobretudo, técnica. Precisamos ser quase que um país eu não diria único, porque nem o Brasil consegue ser único em seu território: o Rio de Janeiro é o Rio de Janeiro, Minas Gerais é Minas Gerais, o Distrito Federal tem suas características, o Amazonas tem suas características. A diversidade é boa, desde que não seja contraditória e divisora. Nós temos que caminhar para sermos diversos e unidos.Mas, agradecendo o aparte, quero concluir voltando ao tema sobre o qual falei, para que ele não fique esquecido.Vamos despertar, graças a essa operação da Quarta Frota. Vamos cobrar dos Estados Unidos, sim, que não cometam gestos antidiplomáticos. O problema aí não é militar, mas de diplomacia. O erro não é de intervenção, porque vai ser no mar internacional, mas de diplomacia, de passar a idéia da arrogância no momento em que o Brasil está fragilizado, assustado, temeroso de perder a soberania.Eu, com todo o respeito que um Senador deve ter, diria que é uma burrice, do ponto de vista diplomático, o que os Estados Unidos estão fazendo. Mas é uma burrice, do ponto de vista de segurança, o Brasil ficar apenas reclamando, em vez de fortalecer suas Forças Armadas para as exigências que nós vamos ter nas próximas décadas, não só pela Amazônia, mas por outros recursos que serão escassos, inclusive o petróleo, que, além de ficar em mar profundo e distante, em território brasileiro que nem todos os países reconhecem, que são os trezentos quilômetros, ele atravessa o mar territorial brasileiro e vai ao mar internacional.Finalmente, a idéia de que não há Forças Armadas só com armas, porque as armas de hoje são inteligentes e, portanto, exigem uma população bem formada, uma população bem educada.Talvez um dia a gente agradeça por esse movimento do Governo americano de mandar uma frota para cá e diga que foi ali que a gente despertou.

Era o que eu tinha a dizer, Sr. Presidente.

BRASIL: pense num país que esta vacinado contra a crise dos USA

Posted in ECONOMIA com as tags on Setembro 16, 2008 by dell22

A crise nos bancos americanos não irá contaminar as instituições bancárias brasileiras, afirmou o ex-ministro da Fazenda, Luiz Carlos Bresser-Pereira. Nesta segunda-feira, o sistema financeiro mundial foi abalado com o pedido de concordata do banco de investimentos Lehman Brothers, a venda do Merrill Lynch ao Bank of America e o pedido de empréstimo de US$ 40 bilhões feito pela seguradora AIG ao Federal Reserve (Fed, o BC americano).

Entenda a crise financeira que atinge a economia dos EUA

“O Sistema Financeiro Nacional está sólido e não entrou na especulação imobiliária [americana]. Nenhum banco brasileiro está sofrendo qualquer de ameaça”, afirmou Bresser, que descarta qualquer crise no país causada pelo sistema financeiro.

A opinião de Bresser é compartilhada pelo atual ministro da Fazenda, Guido Mantega, que também não acredita na migração da crise bancária americana para o Brasil. “É uma problema circunscrito daqueles que entraram no sistema de subprime. Até agora eu não vi nada que pudesse interferir nos bancos brasileiros”, afirmou.

Para Mantega, as ações dos bancos brasileiros podem sofrer algumas quedas por conta da repercussão do mercado, “mas nada mais do que isso”.

Até as 16h20 desta segunda-feira, as ações dos três principais bancos do país listados na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) estavam em queda. Os papéis ordinários do Banco Brasil caiam 8,24%, as ações preferenciais do Bradesco estavam em queda de 8%, e os papéis preferenciais do Itaú depreciavam 7,7%.

Estados Unidos

O anúncio do pedido de concordata do Lehman Brothers é mais um episódio da crise dos créditos “subprime”, que abala o sistema financeiro americano há cerca de um ano e está na origem da desaceleração das economias centrais. Há semanas, o mercado segue o “drama” do Lehman à procura de um comprador e ainda sob expectativa de uma operação de resgate do governo dos EUA, em moldes semelhantes ao ocorrido com a Fannie Mae e a Freddie Mac, gigantes do setor hipotecário.

As duas expectativas, no entanto, foram frustradas: a “solução de mercado” se perdeu, com a desistência dos potenciais compradores –primeiro, o banco coreano KDB, e depois, o britânico Barclays e neste final, a derradeira “pá de cal” foi jogada, com a indicação do governo americano de que não resgataria o banco de investimentos.

Analistas lembram, com algum alívio, de que a mais provável e próxima “bola da vez” já foi equacionada: o banco Merrill Lynch foi vendido ao Bank of America por US$ 50 bilhões.

Com a aquisição, o Bank of America –o maior grupo bancário dos EUA– consolida ainda mais sua posição de gigante reforçada já por uma série de compras anteriores que incluem o banco hipotecário Countrywide Financial.

DEPOIS DA BRAHMA COMPRAR A BUDWEISER, O ITAU COMPRA OUTRA EMPRESA AMERICANA

Posted in ECONOMIA com as tags on Setembro 16, 2008 by dell22

A unidade brasileira do banco Merrill Lynch pode ser absorvida pelo Itaú, enquanto o Unibanco deve aumentar sua participação na representação brasileira da AIG, informa Toni Sciarretta, em reportagem publicada nesta terça-feira na Folha de S.Paulo (a íntegra da reportagem está disponível somente para assinantes do jornal ou do Uol).

A reestruturação das operações brasileiras da Merrill Lynch e da AIG, com a possível absorção pelos parceiros locais, faz parte dos desdobramentos da crise internacional que atingiu as matrizes do banco de investimentos e da seguradora.

O Merrill Lynch já foi adquirido, por US$ 50 bilhões, pelo Bank of America, acionista do Itaú (detém 7,5% de participação). Outra alternativa prevê o escritório brasileiro da ML –que emprega 300 profissionais no Rio e em São Paulo– permaneça independente e se reporte diretamente ao Bank of America.

Nenhum dos dois bancos brasileiros comentou as especulações que circularam pelo mercado. O Unibanco se limitou a informar que a Unibanco AIG –a parceira mantida desde 1997 na área de seguros e previdência– “não sofre interferência dos resultados da AIG” e que suas reservas técnicas são constituídas de “títulos do mercado nacional”.

EMPREGOS COM CRTEIRA ASSINADA BATEU NOVO RECORD EM 2008

Posted in ECONOMIA com as tags on Setembro 15, 2008 by dell22

O aumento do emprego com carteira assinada bateu novos recordes em agosto deste ano. Foram geradas 239.123 vagas no mês passado, o melhor resultado para meses de agosto desde 2004.

Com isso, o emprego formal alcançou o número inédito de 1,803 milhão de vagas em oito meses, um aumento de 33% em relação ao mesmo período de 2007. O recorde anterior era também de 2004 (1,466 milhão).

Os dados fazem parte do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho, e representam a diferença entre contratações e demissões no período.

O resultado levou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, a revisar para 2,1 milhões o número de vagas previstas para este ano.

Também foi recorde a criação de 2,065 milhões de vagas em 12 meses.

São Paulo

No ano, o maior número de contratações foi registrado no setor de serviços (585 mil), seguido pela indústria (410 mil), construção civil (268 mil), agricultura (267 mil) e comércio (211 mil).

Por região, destaca-se o Sudeste, com a geração de 1,151 milhão de vagas. Somente em São Paulo, foram 725 mil vagas em 2008.

As outras regiões tiveram os seguintes resultados: Sul (304 mil), Centro-Oeste (168 mil), Nordeste (122 mil) e Norte (56 mil).

Em agosto, a exceção por setores foi a agricultura, que perdeu cerca de 5 mil vagas, devido à entressafra. Em relação aos Estados, houve queda no emprego somente em Roraima (apenas 72 vagas), por causa da sazonalidade na área agrícola.

PIB

Lupi afirmou que o PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país) deve crescer acima de 6% neste ano, “contrariando a maioria dos economistas”, o que irá ajudar no aumento do emprego formal. A previsão do ministro também contraria as estimativas feitas pela área econômica, que prevê um avanço de até 5,5%.

O ministro disse também que o desemprego medido pelo IBGE deve ficar na casa dos 7%, abaixo dos 8,1% verificados em julho (último dado divulgado).

“O emprego está crescendo em todas as regiões do país em todos os setores”, afirmou Lupi.

FAMILIA BARBOSA DEIXA GOVERNO DE CASSIO E VOLTA PARA O PMDB

Posted in POLITICA com as tags on Setembro 15, 2008 by dell22

Vou lá desmentir você.
- Do mesmo jeito que não tive medo de deixar a liderança, não tenho medo de deixar a Assembléia Legislativa.
O diálogo acima foi travado nesta segunda-feira 15 entre o governador Cássio Cunha Lima e o seu ex-líder na Assembléia Legislativa, Ricardo Barbosa (PSDB), e expõe a extensão da crise instalada na bancada aliada na AL.

E a extensão é quilométrica: chega a Cajazeiras, onde neste final de semana Barbosa confirmou apoio a oposição e fez críticas ao Governo do Estado.

Do palanque de Léo Abreu (PMDB, aliado do senador José Maranhão), o ex-líder teria detonado as obras de recapeamento asfáltico realizadas pelo Estado na cidade.

“Ele disse que o asfalto não oferece segurança nem para bicicleta. E afirmou ainda que vai entrar com uma ação no Ministério Público contra a referida obra por irregularidades no tipo de serviço”, revala matéria divulgada hoje no portal Diário do Sertão.

“Vou desmentir”, reagiu hoje o governador, na solenidade em que sancionou o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração dos servidores do Detran, em Mangabeira.

Para Barbosa, a rispidez do governador não significa rompimento. “Da minha parte não. Se tem da parte dele, o tempo vai dizer”, declarou o deputado, que credita a manifestação de Cunha Lima ao desafeto José Ademir.

“Eu estive em cajazeiras ontem, como havia prometido, e o deputado José Ademir certamente trouxe para o governador o desconforto da minha presença, porque ele apostava, batia na mesa que eu não iria, e eu fui. Aí paciência: o preço disso eu sei mensurar”, disse Barbosa.

Detalhe: o deputado assumiu a vaga na AL na condição de suplente

CHEGA!!! O BRASIL NAO PODE MAIS DEPENDER DO GAS BOLIVIANO

Posted in Uncategorized com as tags on Setembro 11, 2008 by dell22

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, informou que o governo brasileiro montou um plano de contingenciamento de emergência para evitar uma possível falta de gás. A medida foi adotada depois da interrupção do fornecimento de gás da Bolívia para o Brasil em 5 milhões de m³.

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Edison Lobão disse que o plano, que será colocado em prática em seu tempo, consiste na suspensão do funcionamento das térmicas operadas pela Petrobras; no aproveitamento do gás das térmicas da Eletrobrás e de outras empresas privadas, que poderão funcionar a diesel; e em última hipótese aproveitar o gás que a Petrobras usa para injetar nos poços para produção de petróleo.

As medidas, segundo Lobão, visam garantir o volume diário de cerca de 31,74 milhões de m³ de gás boliviano. O ministro de Minas e Energia disse que está em contato permanente com o governo boliviano e não quis se manifestar sobre a crise política no país vizinho. Segundo Lobão, “o fato é que haverá grande prejuízo para a Bolívia e obviamente alguma dificuldade para o Brasil”.

A interrupção de parte do fornecimento foi causada após uma explosão em um gasoduto que leva gás ao mercado brasileiro. O presidente da empresa estatal boliviana YPFB, Santos Ramírez, e o ministro da Presidência, Juan Ramon Quintana, afirmaram em La Paz que o impacto no abastecimento do gás ao Brasil será de cerca de 10% do envio diário.

De acordo com os bolivianos, deverá haver uma diminuição diária de 3 milhões de m³. Por contrato, a Bolívia tem que enviar 31 milhões de m³ de gás todos os dias ao país e tem cumprido o envio. Segundo Ramírez, a reparação do gasoduto será realizada num prazo de 20 dias e que vai custar mais de US$ 100 milhões, referentes às multas e danos causados no gasoduto.

CASSIO CUNHA LIMA ESTA MUITO DOENTE

Posted in Uncategorized com as tags on Setembro 10, 2008 by dell22

O governador Cássio Cunha Lima (PSDB) deu entrada na Clínica Santa Clara, no bairro da Prata, em Campina Grande, no final da manhã de hoje. As informações iniciais foram de que Cássio teria sentido tonturas e mal estar.

De acordo Sandra Nísia Machado, cardiologista que atendeu o governador, ele chegou por volta das 12h30 apresentando um mal estar de natureza leve, foi medicado e deixou a clínica cerca de 40 minutos depois.

A secretaria de Comunicação Institucional do Governo disse que Cássio passa bem e que ele estaria em casa, em Lagoa Seca, descansando. A reportagem tentou contato com o governador, mas seu telefone estava desligado.

como voce pode ver o rosto do Governador esta completamente inchado, com os olhos vermelhos.

ECONOMIA BRASILEIRA CRESCE 6.1% NO SEGUNDO TRIMESTRE DE 2008

Posted in ECONOMIA com as tags on Setembro 10, 2008 by dell22

A economia brasileira teve expansão de 6,1% no segundo trimestre de 2008, na comparação com igual período no ano passado. No acumulado do semestre, o incremento do PIB (Produto Interno Bruto) foi de 6% em relação ao período de janeiro a junho de 2007, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira. Em relação ao primeiro trimestre de 2008, o PIB trimestral cresceu 1,6%.

Ao todo, a economia movimentou R$ 716,9 bilhões de abril a junho e R$ 1,3 trilhão no primeiro semestre. Trata-se do melhor semestre desde os primeiros seis meses de 2004, quando o PIB cresceu 6,6%. A taxa acumulada dos últimos 12 meses (encerrados em junho) indica alta de 6% do PIB em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

Entenda o que é o PIB e como é feito seu cálculo

Também hoje, o IBGE revisou para cima o PIB do primeiro trimestre, que foi de 5,8% para 5,9%, por conta do crescimento do setor agropecuário, cujo dado foi revisado de 2,4% para 3,0%.

O resultado ficou acima do que previam economistas e analistas de mercado ouvidos pela Folha Online, que estimaram a variação do PIB no segundo trimestre entre 5% e 5,3%.

O PIB, que mostra o comportamento de uma economia, é a soma das riquezas produzidas por um país –é formado pela indústria, agropecuária e serviços. O PIB também pode ser analisado a partir do consumo, ou seja, pelo ponto de vista de quem se apropriou do que foi produzido. Neste caso, é dividido pelo consumo das famílias, pelo consumo do governo, pelos investimentos feitos pelo governo e empresas privadas e pelas exportações.

O investimento, medido pela chamada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), cresceu 16,2% no segundo trimestre, se comparado a igual período no ano anterior, atingindo R$ 134,295 bilhões –é o maior incremento verificado para um trimestre, desde o início da série histórica. Na comparação com o primeiro trimestre, houve incremento de 5,4%. De janeiro a junho, o investimento aumentou 15,7% em relação ao período de janeiro a junho de 2007, ficando em R$ 255,976 bilhões.

A taxa de investimento (FBCF/PIB), por sua vez, ficou em 18,7% no segundo trimestre, a maior para o período desde o início da série da pesquisa. No primeiro semestre, a taxa de investimento também bateu recorde, ficando em 18,5%, e em 12 meses, ficou em 15,5%.

O consumo das famílias, por sua vez, aumentou 6,7% no segundo trimestre, ficando em R$ 429,627 bilhões, e acumulou alta de 6,7% de janeiro a junho (R$ 841,985 bilhões), sempre na comparação com iguais períodos em 2007. Em relação ao primeiro trimestre, constatou-se crescimento de 1%.

Já o consumo do governo registrou alta de 5,3% no segundo trimestre deste ano (para R$ 134,113 bilhões), se comparado a igual período em 2007. No primeiro semestre, essa elevação ficou em 5,6%, atingindo R$ 258,971 bilhões. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, o consumo do governo aumentou 0,3%.

Pelo lado da demanda externa, as exportações de bens e serviços cresceram 5,1% no segundo trimestre, após uma queda no trimestre anterior. Em relação ao primeiro trimestre, a alta foi de 8,5%. No acumulado do semestre, as exportações aumentaram 1,6% e, em 12 meses, 2,8%.

Setores

O destaque principal da economia brasileira no início de 2008 foi o setor agropecuário, que cresceu 7,1% em relação ao segundo trimestre de 2007 e 5,2% no semestre. Na comparação com o primeiro trimestre, a agropecuária teve expansão de 3,8%.

O setor de serviços registrou incremento de 5,5% frente ao segundo trimestre de 2007 e de 5,3% de janeiro a junho. Em relação ao primeiro trimestre, o segmento aumentou 1,3%.

O setor industrial cresceu 5,7%, na comparação com o período de abril a junho do ano passado. No semestre, essa expansão chegou a 6,3%. Em relação ao primeiro trimestre de 2008, a indústria teve alta de 0,9%.