Arquivo para Agosto, 2008

Corrupção Eleitoral na PARAIBA

Posted in POLITICA com as tags on Agosto 31, 2008 by dell22

O lobista Eduardo Bonifácio Ferreira, acusado de negociar as licitações do Senado, não só cumpria expediente no gabinete do senador Efraim Morais (DEM-PB). Ele também se apresentava como seu assessor, inclusive com um cartão de visita. É o que revela o relatório nº 064/06 do serviço de inteligência da Polícia Federal anexado ao inquérito da Operação Mão-de-Obra.

O documento mostra que, em julho de 2006, ao realizar buscas autorizadas pela Justiça, a polícia encontrou um cartão de visita entre os papéis apreendidos com Ferreira. “Durante as buscas foram encontrados os cartões de visita de apresentação do alvo (lobista), sendo que em um deles se diz assessor do senador Efraim Morais”, afirma o texto da PF.

Essa é mais uma citação do nome do senador na investigação que foi juntada à ação protocolada em março deste ano pelo Ministério Público na Justiça Federal sob o número 2008.34.00.009164-8. Outros relatórios de inteligência policial, incluídos nesse processo, mostram o lobista abrindo com a própria chave o gabinete de Efraim entre junho e julho de 2006, além de ter sido flagrado trabalhando no local. Na época, Ferreira não era funcionário do Senado.

A investigação monitorou encontros entre o lobista e os donos das empresas Conservo e Ipanema para tratar das licitações destinadas ao fornecimento de mão-de-obra terceirizada no Senado. Houve até reunião, segundo a PF, nas imediações do Congresso Nacional. Ferreira teria garantido a vitória dessas empresas nas concorrências. Os contratos, que somam R$ 35 milhões, estavam sob responsabilidade de Efraim, primeiro-secretário, que os prorrogou até o ano que vem.

MAIS PETROLIO DESCOBERTO NO BRASIL: DESTA VEZ NA PARAIBA E PERNAMBUCO

Posted in ECONOMIA com as tags on Agosto 30, 2008 by dell22

Uma bacia terrestre Pernambuco-Paraíba, incrustada na Zona da Mata que se espalha pelos dois estados nordestinos, estão sendo estudadas pelo Conselho Nacional de Políticas Energéticas (CNPE) para inclusão na próxima rodada de licitação de petróleo, a X.

A informação, segundo matérias divulgadas nesta sexta-feira (29) pelo Jornal do Comércio, do Recife, e pela Gazeta Mercantil, foi dada pelo Secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho, na abertura do I Seminário Internacional de Petróleo, Gás e Fontes de Energias Alternativas, realizado em Recife.

Os pernambucanos comemoram, ainda, a possibilidade de prospecção de petróleo na Chapada do Araripe, que abrange territórios do estado, e, ainda, do Ceará.

À Gazeta Mercantil, o diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Nelson Narciso, disse que as áreas só serão confirmadas com a décima rodada da ANP que está para ser definida na reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) marcada para setembro.

“Há estudos de novas fronteiras com elementos suficientes para incluir essas áreas no leilão da ANP. Mas depois da reunião, teremos que batalhar pelo parecer dos órgãos ambientais a fim de participarmos da próxima rodada”, afirma.

O Jornal do Comércio veicula opinião do professor Mário Lima Filho, do curso de Geologia da UFPE e pesquisador da área. Lima considera quehá poucos indícios de petróleo nessas áreas. Um poço chegou a ser furado no Cupi, em 1980, mas não apresentou óleo.

Mesmo que não tenha petróleo, o Nordeste desponta para o refino como uma forma de reduzir custos de logística para o mercado interno e de viabilizar as exportações. Com três refinarias da Petrobras em construção, a Abreu e Lima, em Pernambuco, e a Premium I e Premium II, no Maranhão e no Ceará, respectivamente, a região vai produzir querosene, diesel, nafta petroquímica, óleo bunker (combustível marítimo) e coque, além do Euro 5, um diesel especial que será destinado ao mercado europeu, e Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).

“A produção de diesel das refinarias Premium será 100% para exportação, mas poderá atender também o Nordeste se a Abreu e Lima não der conta da demanda”, revelou a gerente de empreendimento da refinaria Premium, Sandra Oliveira, garantindo que será feito todo o esforço logístico para que a produção possa competir com o Oriente Médio.

PRE-SAL: ESSA FURTUNA PERTENCE AO POVO BRASILEIRO

Posted in ECONOMIA com as tags on Agosto 28, 2008 by dell22

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira que o governo não pode dar início aos gastos dos recursos de petróleo e gás da camada pré-sal sem definir como será sua exploração.

“Se os recursos do pré-sal forem aquilo que imaginamos, o Brasil dentro de alguns anos se transformará em um grande produtor de petróleo. Não podemos nos dar ao luxo de desperdiçar essa imensa riqueza. Não é porque tiramos bilhete premiado que vamos sair por aí gastando dinheiro que ainda não temos. O pré-sal é o passaporte para o futuro”, afirmou, durante reunião do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social).

Lula disse que vai receber, em setembro, sugestões elaboradas pela comissão do governo que analisa o pré-sal com diferentes modelos para sua exploração. “O Brasil não quer ser um mero exportador de óleo cru. Ao contrário, queremos construir no país uma indústria produtiva que agregue valor aqui dentro e exporte os derivados”, disse.

Jamil Bittar/Reuters
Presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, disse que investimentos não incluem pré-sal
Presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, disse que investimentos não incluem pré-sal

Está marcada para hoje a última reunião de análise de modelos de exploração de outros países. Sobre isso, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que pediria a Lula uma prazo maior para apresentar relatório. “Será um leque de opções. Estamos pensando em fazer uma lista para entregar. E a decisão caberá a ele”, disse o ministro, que afirmou precisar de pelo menos mais dez dias. O previsto era encerrar os trabalhos em 16 de setembro e entregar o relatório dia 19.

Lula voltou a dizer que a prioridade dos gastos do governo com os recursos extraídos do pré-sal serão a educação e o combate à pobreza.

“Nossa Constituição diz que as reservas de petróleo são da União. Não podemos perder isso de vista. Seu fruto deve beneficiar, em primeiro lugar, o povo brasileiro. Sua prioridade deve ser a educação e a miséria ainda existente nesse país. Trata-se de debate muito importante que interessa de perto todos os brasileiros”, defendeu.

Na mesma reunião, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, informou que a estatal vai investir US$ 112,4 bilhões entre 2008 e 2012 dentro e fora do país. Tal montante não considera, no entanto, o dinheiro que será necessário para explorar a camada pré-sal, que vai exigir “muito mais investimentos”.

Modelo híbrido

A tendência é adotar um “modelo híbrido” entre o norueguês e o brasileiro, segundo um ministro que participa das discussões sobre o tema.

As áreas do pré-sal já leiloadas, localizadas na bacia de Santos, ficariam sob as regras atuais, mas os poços vizinhos seguiriam o novo modelo –com maior participação do Estado– e sua exploração efetiva ficaria para segunda etapa.

 A idéia é manter, na distribuição das áreas ainda nas mãos do Estado, o sistema de leilão existente atualmente para escolha das empresas. A diferença é que o governo definiria a parcela desses campos que ficaria com a União.

VEJA O PRIMEIRO CARRO MOVIDO A HIDROGERNIO

Posted in NEWS com as tags on Agosto 28, 2008 by dell22

Ecovia. Este é o nome que pesquisadores da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) deram ao modelo que estão desenvolvendo, movido a hidrogênio. A apresentação oficial acontecerá em três meses. Mas já foram antecipados que o veículo terá sistema propulsor com células-combustível, que, ao entrarem em contato com o gás, vão gerar energia elétrica para movimentar o automóvel.

A Unam antecipou ainda que o Ecovia terá espaço para motorista e um passageiro, com o espaço na traseira sendo reservado para outros usos, como vigilância, transporte de suprimentos médicos, serviço de entregas e correio.
 
Além do uso movido a hidrogênio, o automóvel desenvolvido na Unam também vai contar com baterias para armazenar a energia produzida para uso posterior, caso o combustível acabe.
Com as baterias, o usuário também poderá realizar a recarga do veículo por meio de uma tomada, quando não houver hidrogênio disponível, informou a Unam.
 
O Ecovia mede 3,4 m de comprimento, 1,5 m de altura e 1,4 m de largura. Abastecido com hidrogênio, o veículo tem autonomia em torno de 300 km. Já movido apenas com as baterias, o automóvel poderá rodar cerca de 70 km, disse a universidade.

MINAS GERAIS ESTA PERTO DE SER O ESTADO MAIS RICO DO BRASIL

Posted in ECONOMIA com as tags on Agosto 26, 2008 by dell22

A produção de aço bruto no país somou 3,2 milhões de toneladas em julho, informou nesta segunda-feira pelo IBS (Instituto Brasileiro de Siderurgia). O volume mensal é recorde, superando a produção de dezembro de 2007. Houve expansão de 9% frente ao volume de junho, e de 11,5% em relação à produção de julho de 2007

De janeiro a julho, a produção de aço bruto no país totalizou 20,6 milhões de toneladas, incremento de 7,6% sobre o volume observado em igual período em 2007.

Do total de aço produzido no país nos sete primeiros meses deste ano, Minas Gerais foi responsável por 36%, ou 7,4 milhões de toneladas. São Paulo teve a segunda maior produção, com 4,2 milhões de toneladas, o equivalente a 20,7% do total. O Espírito Santo registrou produção de 3,9 milhões de toneladas, ou 19,2% do total verificado de janeiro a julho.

As exportações de aço tiveram redução de 5,1% de janeiro a julho deste ano, na comparação com igual período no ano passado. Foram vendidos ao mercado externo 5,4 milhões de toneladas. Apenas em julho, as exportações somaram 858 mil toneladas, crescimento de 29,4%, na comparação com igual período em 2007.

Já as vendas para o mercado interno aumentaram 18,2% nos sete primeiros meses de 2008, chegando a 13,5 milhões de toneladas. Somente em julho, as vendas internas somaram 2 milhões de toneladas, expansão de 17,5% frente ao constatado em julho de 2007. De acordo com o IBS, os setores automotivo, de máquinas industriais e de construção civil

PROVA HISTORICA DA EXISTENCIA DE JESUS

Posted in HISTORIA com as tags on Agosto 25, 2008 by dell22
  1. Documentos de escritores romanos (110-120):
    • Tácito por volta do ano 116, falando do incêndio de Roma que aconteceu no ano 64, apresenta uma notícia exata sobre Jesus, embora curta: “Um boato acabrunhador atribuía a Nero a ordem de pôr fogo na cidade. Então, para cortar o mal pela raiz, Nero imaginou culpados e entregou às torturas mais horríveis esses homens detestados pelas suas façanhas, que o povo apelidava de cristãos. Este nome vêm-lhes de Cristo, que, sob o reinado de Tibério, foi condenado ao suplício pelo procurador Pôncio Pilatos. Esta seita perniciosa, reprimida a princípio, expandiu-se de novo, não somente na Judéia, onde tinha a sua origem, mas na própria cidade de Roma” (Anais XV,44).
    • Plínio o Jovem, Governador romano da Bitínia (Asia Menor), escreveu ao imperador Trajano, em 112: “…os cristãos estavam habituados a se reunir em dia determinado, antes do nascer do sol, e cantar um cântico a Cristo, que eles tinham como Deus” (Epístolas, I.X 96).
    • Suetônio, no ano 120, referindo-se ao reinado do imperador romano Cláudio (41-54), afirma que este ?expulsou de Roma os judeus, que, sob o impulso de Chrestós (forma grega equivalente a Christós), se haviam tornado causa frequente de tumultos? (Vita Claudii, XXV). Esta informação coincide com o relato de Atos 18,2 (?Cláudio decretou que todos os judeus saíssem de Roma?); esta expulsão ocorre por volta do ano 49/50. Suetônio, mal informado, julgava que Cristo estivesse em Roma, provocando as desordens.
  2. Documentos Judaicos:
    • O Talmud dos judeus apresentam passagens referentes a Jesus. Coletânea de leis e comentários históricos dos rabinos judeus posteriores a Jesus. Combatem Jesus histórico: “Na véspera da Páscoa suspenderam a uma haste Jesus de Nazaré. Durante quarenta dias um arauto, à frente dele, clamava: “Merece ser lapidado, porque exerceu a magia, seduziu Israel e o levou à rebelião. Quem tiver algo para o justificar venha proferí-lo!” Nada, porém se encontrou que o justificasse; então suspenderam-no à haste na véspera da Páscoa.” (Tratado Sanhedrin 43a do Talmud da Babilônia).
    • Flávio Josefo, historiador judeu (37-95), escreveu: “Por essa época apareceu Jesus, homem sábio, se é que há lugar para o chamarmos homem. Porque Ele realizou coisas maravilhosas, foi o mestre daqueles que recebem com júbilo a verdade, e arrastou muitos judeus e gregos. Ele era o Cristo. Por denúncia dos príncipes da nossa nação, Pilatos condenou-o ao suplício da Cruz, mas os seus fiéis não renunciaram ao amor por Ele, porque ao terceiro dia ele lhes apareceu ressuscitado, como o anunciaram os divinos profetas juntamente com mil outros prodígios a seu respeito. Ainda hoje subsiste o grupo que, por sua causa, recebeu o nome de cristãos” (Antiguidades Judaicas, XVIII, 63a).
  3. Documentos Cristãos:
    • Os Evangelhos: narram detalhes históricos, geográficos, políticos e religiosos da Palestina.

      São Lucas, que não era apóstolo e nem judeu, fala dos imperadores Cesar Augusto, Tibério; cita os governadores da Palestina: Pôncio Pilatos, Herodes, Filipe, Lisânias, Anás e Caifás (Lc 2,1;3,1s);

      São Mateus e São Marcos falam dos partidos políticos dos fariseus, herodianos, saduceus (Mt 22,23; Mc 3,6);

      São João cita detalhes do Templo: a piscina de Betesda (Jo 5,2), o Lithóstrotos ou Gábala (Jo 19, 13), e muitas outras coisas reais.

    • Outros argumentos:
      • Os apóstolos e os evangelistas não podiam mentir.
      • Os apóstolos e evangelistas nunca teriam inventado um Messias do tipo de Jesus: Deus-homem, crucificado (escândalo para os judeus e loucura para os gregos – (1Cor1,23).
      • Os relatos dos Evangelhos mostram um Jesus bem diferente do modelo do Messias ?libertador político? que os judeus aguardavam.
      • Homens rudes da Galiléia não teriam condições de forjar um Jesus tão sábio, santo, inteligente, desconcertante…
      • A doutrina que Jesus pregava era de díficil vivência. O romano Tácito, classificava o cristianismo como “desoladora superstição?, e Minúcio Felix, falava de doutrina indigna dos gregos e romanos.
      • O zelo da Igreja pela verdade – rejeitou textos apócrifos.
      • Será que poderia um mito ter vencido o poderosíssimo Império Romano?
      • Será que um mito poderia sustentar os cristãos diante de 250 anos de martírios e perseguições? Tertuliano (?220), de Cartago : ?o sangue dos mártires era semente de novos cristãos?.
      • Será que um mito poderia provocar tantas conversões?
      • No século III já haviam cerca de 1500 sedes episcopais.
      • Será que um mito poderia sustentar uma Igreja, que começou com doze homens simples, e que já tem 2000 anos; já teve 264 Papas, tem hoje mais de 4000 bispos e 410 mil sacerdotes?

Eis agora a conclusão de grande importância:

Se tudo isto que Jesus disse e acreditou, fosse mentira, então ele seria um paranóico, um visionário, um farsante, um delirante como tantos que já houve. Se Jesus não acreditou no que dizia, ameaçando até de perda eterna quem não cresse nele, então ele seria o mais refinado vigarista, embusteiro e impostor, digno de cadeia, pois o que ele ensinava e exigia era sério demais para a vida das pessoas. Das duas uma, então, ou Jesus era Deus, ou era um impostor, um louco varrido.

Logo, Jesus não se enganou e nem enganou ninguém; era de fato Deus encarnado, perante a lógica da própria ciência racionalista.

?Quem dizem os homens que eu sou?…E vós, quem dizeis quem eu sou?…Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!? (Mt 16,14-16) .

PETROBRAS CONTRATARA 400.000 MIL NOVOS FUNCIONARIOS

Posted in ECONOMIA com as tags on Agosto 21, 2008 by dell22

Desde janeiro, mais de 40.000 funcionários da Petrobras, todos com cerca de 20 anos de casa, trabalham numa ampla revisão do planejamento da companhia para 2020. Até setembro, eles devem apresentar à cúpula da estatal um plano para torná-la mais ágil e equipada para explorar reservas descobertas nas áreas do pré-sal, como é conhecida a formação geológica a 4 000 metros abaixo do fundo do mar. Mais de 400.000 mil novos funcionários serão contratados e treinados para dar suporte as mudanças.

Especialista em retirar petróleo de grandes profundidades, a Petrobras sabe que está diante de um desafio inédito e gigantesco, capaz de elevá-la a um novo patamar num mundo cada vez mais ávido por petróleo e energia. Por isso, embora oficialmente se fale apenas em uma revisão, as mudanças que estão por vir na maior empresa brasileira são, na prática, uma reinvenção. O ritmo de tomada de decisões terá de ser simplificado e acelerado.

As políticas de manutenção dos melhores profissionais terão de ser mais eficazes. Toda a logística da exploração de petróleo deve ser revista. Os investimentos previstos — que já eram de impressionantes 312 bilhões de dólares até 2012 — serão redimensionados. A maneira de captar recursos também. “Estamos prestes a passar por uma transformação intensa e rápida”, disse a EXAME, em julho, o presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli. A empolgação com o futuro era tanta que, nos bastidores, falava-se que o pré-sal poderia transformar a Petrobras na maior companhia do mundo em reservas e produção de petróleo e gás. Mas, nas últimas semanas, esse ímpeto arrefeceu. A possibilidade de que o governo crie uma nova estatal para administrar as reservas do pré-sal caiu como água fria na fervura. “O clima não é bom. Toda essa incerteza desanimou o pessoal”, diz um dos executivos envolvidos na elaboração do plano.

Em tese, não há motivo para desânimo. O novo planejamento estratégico da Petrobras leva em consideração apenas os 11 blocos do pré-sal já arrematados pela empresa, em parceria com outras sete petrolíferas estrangeiras. Apesar da grita dos acionistas, a Petrobras continua tendo ótimas perspectivas de lucros com o pré-sal. “Não passa pela cabeça de ninguém que a Petrobras possa perder as áreas que já tem”, diz um diretor. Segundo Gabrielli, a estatal começará a retirar óleo e gás para valer do pré-sal em 2015, quando, espera-se, a produção deverá passar do 1,9 milhão de barris diários para 8,1 milhões. Suas reservas, hoje em 24 bilhões de barris, podem mais que dobrar, dependendo da quantidade de óleo disponível no pré-sal. Tudo isso continua como está. O que pode mudar, segundo o que foi dito até agora por membros do governo, é a perspectiva de novos ganhos. Caso seja criada uma estatal para ser dona do novo petróleo — o que, ressalte-se, ainda não passa de uma idéia defendida por setores do governo —, a Petrobras teria menos oportunidades de acrescentar novas reservas a seus ativos. A conta se baseia numa estimativa de que pelo menos três quartos do volume de óleo do pré-sal estão em áreas ainda não licitadas. “Sem novas reservas, a tendência é a companhia se desvalorizar”, diz David Zylberstajn, ex-presidente da Agência Nacional do Petróleo, órgão regulador do setor.

A ironia é que o recente debate sobre um novo modelo para o petróleo decorre dos grandes avanços da Petrobras. Foi graças aos investimentos em pesquisa e tecnologia, por exemplo, que a empresa chegou ao pré-sal. A descoberta levou a Petrobras a atingir, em maio, o terceiro maior valor de mercado entre companhias abertas das Américas, superando a Microsoft. (Parte dessa valorização seria perdida posteriormente devido às oscilações no preço do petróleo, aos temores de um desaquecimento da economia mundial e às incertezas em relação ao futuro da estatal.) O presidente Lula tem dito a seus interlocutores mais próximos temer que a estatal se torne “poderosa demais”, mais até do que o próprio governo, caso detenha o comando da exploração das novas reservas. Esse tipo de afirmação, sempre feita sob anonimato por pessoas próximas ao presidente, irritou profundamente os executivos da Petrobras nos últimos dias. Procurado por EXAME, o presidente da estatal, que havia dado entrevista sobre o pré-sal em julho, não quis comentar as últimas declarações vindas de Brasília. A Lula também não agrada o fato de a Petrobras ter de prestar contas a acionistas no Brasil e no exterior, donos de 68% de seu capital. “Graças a eles, a Petrobras ganhou competitividade e transparência”, diz o consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Estudos de Infra-Estrutura. “São eles que impedem que a companhia seja usada como instrumento político, como acontece com a PDVSA, na Venezuela.”

O fim do monopólio da Petrobras sobre a exploração e a produção do petróleo foi decretado em 1997. Desde então, ela praticamente triplicou sua produção e transformouse em líder mundial em exploração de petróleo em águas profundas. Esse crescimento deu à estatal status de companhia global e transformou-a num dos principais motores da economia brasileira. Seu faturamento de 191 bilhões de dólares em 2007 representou 19,4% das vendas totais das 500 maiores companhias do país, segundo a última edição de Melhores e Maiores, de EXAME (isso sem considerar a BR, seu braço de distribuição de combustíveis). No primeiro semestre deste ano, as ações da Petrobras representaram 20% do volume de recursos movimentados na Bovespa. Seu orçamento para investimentos em 2008, de 40 bilhões de dólares, é metade de tudo o que o BNDES pretende aplicar neste ano. Em 2007, a empresa pagou, sozinha, 13% do total arrecadado com impostos pelo governo federal e 17% do ICMS, pago aos estados. Foram 80 bilhões de reais, ou 2,6 vezes o orçamento do governo para a educação. À estatal cabem 30% dos investimentos previstos no PAC — mais 144 bilhões de reais.
Dez exemplos de grandeza

Todos esses números só reforçam o fato de que mais de cinco décadas de interferências políticas não foram suficientes para imobilizar a capacidade técnica que foi forjada na empresa. E, mesmo que uma nova estatal venha a ser criada, a descoberta dos novos reservatórios tornou um novo salto — de produção, investimentos, tecnologia — um imperativo para a Petrobras. Desde que começou a se aventurar no pré-sal, em 2001, a estatal investiu 1 bilhão de dólares em levantamentos sísmicos, contratação de sondas para perfuração e testes. A empresa ainda não sabe quanto deverá investir para determinar o tamanho das reservas que ela já tem abaixo da camada de sal. Como precisa furar mais 18 poços exploratórios a um valor médio de 60 milhões de dólares cada um, será preciso gastar, por baixo, mais 1 bilhão até o final de 2009. Os primeiros barris começam a ser extraídos do campo de Tupi, em caráter experimental, em março de 2009. Um ano depois começa um projeto piloto, que vai retirar 100 000 barris por dia desse campo. Em 2012, os novos poços começam a produzir comercialmente. Só a partir de 2015, estima Gabrielli, os campos do pré-sal começam a produzir a plena capacidade.
A Petrobras no mundo

QUANDO ISSO ACONTECER, A PETROBRAS terá de ter resolvido algumas questões críticas. A primeira será encontrar, no mundo, equipamentos e serviços para sustentar toda essa atividade. Com a alta do petróleo e a corrida para encontrar novas reservas, esses equipamentos praticamente sumiram do mercado. A estatal pretende contratar 42 navios, 146 barcos de apoio e 40 sondas só para produzir no pré-sal. Para driblar a falta de equipamentos no mercado, a Petrobras já deslocou uma de suas sondas no Golfo do México para o Brasil e diminuiu de 120 para 70 dias o tempo que as sondas permanecem num único campo. Segundo o presidente da Petrobras, a idéia é aumentar a exigência de conteúdo nacional na fabricação desses equipamentos, que hoje é de 50%. “Essa é hoje nossa principal limitação. Alguns fornecedores, como os estaleiros e certas áreas de máquinas e motores, estão no limite da capacidade. A indústria nacional vai precisar correr para atender às nossas encomendas”, diz Gabrielli.

Outra limitação importante é a mão-de-obra. A Petrobras planeja contratar 14 000 engenheiros, geólogos e perfuradores nos próximos três anos só para trabalhar no pré-sal — mais de 12 pessoas por dia. Hoje são 22 000 funcionários em toda a exploração e produção. Para uma companhia que já tem 70 000 funcionários, dos quais 21 000 com menos de sete anos de casa, treinar toda essa gente — e mantê-la depois — será uma tarefa gigantesca. “O aquecimento da atividade no setor só vai aumentar a demanda por profissionais. É natural que o mercado vá buscar gente na Petrobras”, diz um ex-executivo da estatal que hoje trabalha como consultor. Segundo esse consultor, as ofertas de salário para técnicos especializados em exploração chegam a 45 000 reais. O salário médio para esses técnicos na Petrobras varia de 12 000 a 15 000 reais.

Ainda que os funcionários e os equipamentos estejam disponíveis, a Petrobras precisa reformular toda a sua logística, desde o transporte de pessoal até as plataformas e a maneira de trazer o óleo e o gás para a costa. “Muitas coisas no pré-sal serão testadas no Brasil pela primeira vez”, diz Luis Costamilán, presidente da britânica BG, sócia da Petrobras em cinco dos 11 blocos do pré-sal. A exportação do gás é uma dessas “coisas” inéditas. Os gasodutos disponíveis têm capacidade de transportar, no máximo, 10 milhões de metros cúbicos por dia. Embora as reservas não estejam totalmente mapeadas, já se sabe que, só de Júpiter, um dos campos, será possível retirar cerca de 50 milhões de metros cúbicos por dia. Entre as possíveis soluções para aproveitar esse potencial está, por exemplo, a construção de usinas térmicas ao lado das plataformas para transformar o gás em energia em alto-mar e transportá-la via cabo. Outra solução é liquefazer o gás em alto-mar, e uma terceira opção seria reinjetá-lo no subsolo para ajudar na exploração do petróleo. A lista de desafios da estatal segue com a questão do transporte de funcionários e insumos até as plataformas da maneira mais econômica possível. Os helicópteros usados hoje não têm autonomia para fazer, cheios, o percurso de 600 quilômetros de ida e volta das plataformas do pré-sal até a costa. “Ou os helicópteros farão o dobro das viagens ou teremos de construir uma plataforma no meio do caminho para abastecimento”, diz Costamilán. A complexidade dos problemas que a Petrobras precisa resolver para lucrar com a nova fronteira exploratória impõe também uma revisão em seu processo de decisão. Como toda estatal, ela é lenta e, muitas vezes, segue caminhos que não estão alinhados à lógica do mercado. Hoje, por exemplo, todo contrato acima de 20 milhões de dólares deve ser aprovado em diretoria, o que leva tempo e gera atrasos. “Essas reuniões nunca duram menos de 12 horas, e é comum alguns assuntos serem postergados. Isso vai mudar”, diz um dos diretores.

Ninguém deixará de notar a ironia de ver uma estatal do porte da Petrobras buscando ganhos de eficiência e se preocupando em manter seus talentos — duas notórias deficiências de quem tem o Estado como um de seus patrões. Pois existe outra grande ironia, com data marcada. Na sexta-feira 29 de agosto, os conselheiros da Petrobras vão se reunir no Rio de Janeiro para conhecer a versão inicial do novo plano estratégico. Será a primeira vez que eles terão acesso a uma descrição detalhada dos desafios que a companhia precisa superar para dar o maior salto de sua história. Até o fechamento desta edição, estava prevista a presença de Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil e presidente do conselho da estatal, e do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão — dois dos maiores defensores da criação de uma nova estatal para administrar a fortuna escondida no pré-sal.

COMERCIO BRASILEIRO BATE RECORDE HISTORICO EM 2008

Posted in ECONOMIA com as tags on Agosto 14, 2008 by dell22

Vendas no comércio batem recorde no semestre

14/08/2008 às 15:32  Reduzir tamanho da fonte
 
As vendas do comércio varejista do país bateram recorde no primeiro semestre deste ano, com um crescimento de 10,6% no período, na comparação com o mesmo período de 2007. Foi o maior resultado para um semestre desde o início da série histórica iniciada em 2000, informou nesta quinta-feira (14/08) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em junho, as vendas cresceram 1,3% na comparação com o mês anterior. Em relação a junho de 2007, houve expansão de 8,2%. Nos 12 meses terminados em junho, a expansão das vendas do comércio é de 10,1%. Segundo o IBGE, os resultados expressam a manutenção do ritmo de crescimento das vendas pelo quarto mês consecutivo.

A receita nominal das vendas do comércio em junho aumentou 2,5%, na comparação com maio. Em relação a período correspondente em 2007, a alta foi de 15,2%. No semestre, a receita nominal cresce 15,9%, na comparação com o primeiro semestre de 2007.

O setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (segmento que exerce a maior influência entre os itens pesquisados no comércio) registrou alta de 0,4% no volume de vendas, na comparação com maio. Em relação a junho de 2007, houve elevação de 1,5%. No acumulado de janeiro a junho, as vendas do setor cresceram 5,9%, e no acumulado dos últimos 12 meses, a alta foi de 5,9%.

Nove das dez atividades pesquisadas registraram elevação em junho, com destaque para o setor de combustíveis e lubrificantes, que teve alta de 2,1%. Outros setores com alta foram os de veículos e motos, parte e peças e o de tecidos, vestuário e calçados, com crescimento nas vendas de 1,7% cada um frente a maio.

GIGANTE PETROBRAS JA E A TERCEIRA MAIOR DO MUNDO

Posted in ECONOMIA com as tags on Agosto 12, 2008 by dell22

Levantamento da consultoria Economática aponta a Petrobras como a terceira empresa mais lucrativa do MUNDO, considerando os balanços do segundo trimestre divulgados até o momento. 

Ontem, após o encerramento dos negócios, a estatal petrolífera revelou lucro líquido recorde de R$ 8,783 bilhões no segundo trimestre de 2008, volume 29% superior ao obtido no mesmo período do ano passado, impulsionada, principalmente, pelo “aumento dos preços médios de realização de petróleo e derivados e da elevação da produção de óleo e gás natural”.

Convertida pela Ptax (taxa média de câmbio) do final de junho, a estatal petrolífera apurou ganho de US$ 5,518 bilhões no trimestre. A empresa brasileira somente perde para os lucros bilionários da Exxon Mobil (US$ 11,680 bilhões) e da Chevron Texaco (US$ 5,975 bilhões), ambas gigantes americanas do setor de petróleo e gás.

A estatal brasileira supera as americanas ConocoPhillips (lucro de US$ 5,439 bilhões), também do setor de petróleo e gás, e a General Eletric (US$ 5,072 bilhões), do setor de eletroeletrônicos.

No levantamento da Economática, a próxima brasileira a aparecer mais bem colocada na lista é a mineradora Vale do Rio Doce, na 14ª posição, com lucro de US$ 2,873 bilhões.

NIVEL DE POBREZA DESPENCA NO BRASIL

Posted in ECONOMIA com as tags on Agosto 5, 2008 by dell22

O percentual de famílias pobres caiu de 35% para 24,1% da população nas seis maiores regiões metropolitanas do país entre 2003 e 2008, segundo trabalho realizado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão ligado ao governo. Isso representa uma redução de quase um terço no percentual de pobres, ou cerca de 4 milhões de pessoas.

O levantamento, com base nos dados do IBGE, considera como pobres pessoas em famílias com renda mensal per capita de até meio salário mínimo (R$ 207,50).

Já o percentual de indigentes (renda de até R$ 103,75) caiu pela metade no mesmo período, de 13,7% para 6,6%, uma redução de quase 3 milhões de pessoas nessa condição.

Hoje, 27,4% dos pobres são considerados indigentes, ante 38,6%, considerando, nesse caso, dados de 2002.

“As medidas para o combate da indigência estão tendo resultados mais efetivos que as medidas para combate da pobreza”, disse o presidente do Ipea, Marcio Pochmann.

Regiões

Em números absolutos, as duas regiões metropolitanas que registraram as maiores quedas na pobreza foram São Paulo e Rio, com redução de 1,15 milhão e 571 mil no número de pessoas pobre entre 2002 e 2008.

A região que menos reduziu foi Recife, cerca de 300 mil pobres a menos. Além dessas regiões, entraram na pesquisa Porto Alegre e Salvador.

Mais ricos

O estudo do Ipea mostra que, entre 2003 e 2008, o crescimento da economia beneficiou também os mais ricos (indivíduo pertencente a famílias cuja renda mensal é igual ou superior a 40 salários mínimos, ou R$ 16,6 mil).

Em termos percentuais, os ricos passaram de 0,8% da população em 2003 para 1% em 2008. Em números absolutos, cresceu de 362 mil para 476,5 mil.

Segundo o Ipea, o crescimento da economia beneficiou menos os riscos e pessoas de classe média alta.

“O crescimento econômico vem acompanhado de mais empregos, que estão basicamente na base da pirâmide. A expansão do emprego de classe média alta depende da continuidade do crescimento”, disse Pochmann.