Arquivo para Julho, 2008

REAL E A MOEDA MAIS VALORIZADA DO MUNDO

Posted in ECONOMIA com as tags on Julho 27, 2008 by dell22

Real é a moeda mais valorizada do mundo

 

Dólar perde valor para praticamente todas as unidades monetárias. A do Brasil lidera o ranking, com 18,05% de apreciação frente à dos EUA. Juro interno alto explica o fenômeno

  Enfraquecido pela política econômica leniente do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, o dólar está se desvalorizando em praticamente todos os países em que o câmbio flutua ao sabor dos movimentos de mercado. Até mesmo o ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega, antes relutante em reconhecer o fato, admitiu esta semana que a moeda está “derretendo”. Analistas ouvidos pelo Estado de Minas afirmam, entretanto, que a crise é passageira e que o dólar não deixará de ser a unidade monetária de referência nos negócios internacionais e na composição das reservas dos países. Pelo menos não enquanto a economia americana for a maior do mundo.

O dólar perde valor principalmente para as moedas dos países emergentes, que estão sendo inundados por investimentos neste momento de turbulência no mercado americano. Mas o efeito se estende para quase todas as moedas importantes do mundo (veja quadro acima). Nos últimos 12 meses, o dólar perdeu 18,05% diante do real, desvalorização acima dos 17,93% para a nova lira. Não à toa, Brasil e Turquia têm as maiores taxas de juros reais do mundo, o que funciona como um espetacular atrativo para investimentos especulativos. O dólar também está caindo diante do euro (12,82%), da rúpia (12,34%), da libra esterlina (9,43%), do iene (6,72%) e do iuan (5,47%), entre outros.

Desde que tomou posse no primeiro mandato, em 2001, o republicano Bush desestruturou completamente o equilíbrio fiscal herdado do democrata Bill Clinton. Ao mesmo tempo em que concedeu benefícios fiscais para as empresas e as camadas mais ricas da população, aumentou o orçamento militar. Com a explosão nas importações, impulsionadas pela elevação do nível de vida dos trabalhadores decorrente da prosperidade dos anos Clinton, os saldos negativos no comércio exterior aumentaram significativamente. O resultado, catastrófico para a saúde do dólar, foi o que os economistas vêm chamando de “déficits gêmeos” (fiscal e nas transações externas).

PROBLEMA CONJUNTURAL PODE VIRAR ESTRUTURAL

“O dólar está pagando o preço da política econômica frouxa do governo americano. Mas essa queda é cíclica e não estrutural. As cotações podem até cair um pouco mais adiante, mas devem se recuperar no médio prazo”, acredita o economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas. Ex-diretor do Banco Central (BC), Freitas lembra que o valor da moeda despencou nos anos 70, durante a administração do democrata Jimmy Carter. A recuperação veio nos anos 80, quando o então presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Paul Volcker, subiu a taxa de juros, salvando o presidente Ronald Reagan de um fracasso econômico. “Os Estados Unidos têm a moeda do mundo e abusam disso. Mas o dólar não vai ser substituído como padrão dos negócios e reserva de valor. Não há nenhuma moeda no mundo que lhe possa fazer frente”, diz.

Para o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, o problema era nitidamente conjuntural, mas pode estar se tornando estrutural. Na sua visão, as correções de rumo na economia dos Estados Unidos estão sendo feitas muito lentamente. O que mais ajudaria neste momento seria uma eventual decisão do governo chinês de fortalecer o iuan, o que diminuiria as exportações de produtos chineses para o mercado americano, reduzindo o déficit comercial e o desequilíbrio externo. “A China está valorizando o iuan, mas muito devagar. Eles vão ter que fazer algo mais forte por pressão dos Estados Unidos e da União Européia”, aposta.

O economista Antônio Correa de Lacerda, professor da PUC-SP, acha que a desvalorização do dólar faz parte de um processo natural de correção dos déficits gêmeos. Para ele, a moeda deve perder sua importância no mundo e ver crescer a relevância de concorrentes, como o euro e o iuan. Ainda assim, não será ultrapassada nas próximas décadas. “Cerca de 70% das reservas internacionais do mundo eram em dólar. O euro abocanhou 10% e a tendência é aumentar. Uma reversão é difícil, mas não impossível no longo prazo. No século XIX, a moeda dominante era a libra esterlina e ela encolheu”, recorda. As reservas internacionais dos países são hoje equivalentes a US$ 6,5 trilhões.

Para Lacerda, o real está tão forte por dois motivos: as altas taxas de juros internas, que atraem muito capital, e a “passividade” do BC, que resiste em tomar medidas mais fortes para conter a queda do dólar. “O país está quase num regime de câmbio flutuante puro, com poucas intervenções do BC no mercado. Os juros têm que cair e o governo poderia pensar em algum mecanismo de controle de capital, como uma tributação ou uma quarentena para investimentos especulativos”, defende. Guido Mantega já descartou várias vezes a adoção desse tipo de instrumento, sob o argumento de que ele só pode ser utilizado em momentos de emergência, o que não seria o caso.


 

 

 

 

 

 

 

 

SISTEMA DE DEFESA ANTIAEREA DO IRã

Posted in HISTORIA com as tags on Julho 24, 2008 by dell22

 O Irã deve receber até o fim deste ano um novo sistema de defesa antiaérea produzido pela Rússia, que ajudaria a defender as instalações nucleares do país no caso de um eventual ataque, disseram nesta quarta-feira fontes importantes da Defesa israelense.

A primeira entrega das baterias de mísseis S-300 deve chegar no começo de setembro, segundo uma fonte, apesar de levar mais 12 meses para que sejam instalados e comecem a operar.

O Irã, que já comprou mísseis terra-ar TOR-M1 da Rússia, anunciou em setembro que tinha encomendado mísseis S-300, mas não especificou quantos. Mas Moscou negou a transação.

Washington lidera os esforços diplomáticos para impedir o acesso do Irã às tecnologias nucleares que sirvam para produzir bombas, enquanto afirma que o uso da força é a última opção a ser considerada caso o Irã não colabore. Israel, cujos aviões de guerra têm treinado para missões de longo alcance, fez ameaças parecidas.

Mas os aliados parecem divergir sobre quando o Irã, que nega querer produzir armas atômicas, pode receber o S-300. A versão mais sofisticada do sistema pode rastrear 100 alvos de uma vez e atirar em aviões a 120km de distância.

“Baseado no que sei, é extremamente improvável que aqueles mísseis contra aviões cheguem ao Irã tão cedo”, disse o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, em um informe, no dia 9 de julho.

Uma autoridade da Defesa israelense disse que o contrato do Irã com a Rússia exigia que os S-300 fossem entregues no fim de 2008. Uma segunda fonte disse que as primeiras unidades chegarão no começo de setembro.

A autoridade concordou com a avaliação de especialistas independentes que acreditam que os S-300 aumentam os desafios que o Irã ofereceria a Israel, caso este o atacasse. As instalações nucleares iranianas são numerosas, distantes e fortificadas.

A VIRADA BRASILEIRA

Posted in ECONOMIA com as tags on Julho 22, 2008 by dell22

EXAME Em sua trajetória rumo à elite do desenvolvimento, todos os países hoje líderes viveram um momento considerado decisivo para a virada econômica. São períodos raros na história, em que uma combinação especial de fatores permite à sociedade desatar antigas amarras do passado e adentrar a modernidade. A transformação da economia japonesa em potência tem como marco o Tratado de Kanagawa, firmado com os Estados Unidos em 1854. A partir daí, os portos foram abertos ao comércio e iniciou-se um processo de intensa industrialização. Foi também nessa época que os Estados Unidos se fortaleceram, com a vitória do norte do país na Guerra de Secessão, a acumulação crescente de capital, uma revolução nos transportes e a expansão territorial, a ponto de, no início do século 20, já terem ultrapassado o Reino Unido como a maior economia mundial. Num caso mais recente, o da China, as reformas econômicas iniciadas por Deng Xiaoping em 1978 promoveram a arrancada que hoje impressiona — e assusta — o mundo. O Brasil, ao longo da história, flertou algumas vezes com o crescimento sustentado, sem nunca ter conseguido dar o salto decisivo. A coleção de notícias positivas vindas da economia brasileira neste início de ano, em meio a uma das mais sérias crises financeiras internacionais dos últimos tempos, começa a intrigar homens e mulheres de negócios, economistas e analistas. O investimento estrangeiro bate sucessivos recordes. O país avança rapidamente como mercado consumidor em escala global e já possui o maior mercado acionário emergente. A economia mantém o ritmo forte e cresce sem parar há 24 trimestres. A geração de empregos em 2007 foi a maior em quatro décadas. Grandes empresas, como a Vale, são protagonistas (do lado comprador) de alguns dos maiores negócios mundiais. Nos últimos dias, o frigorífico Friboi anunciou três aquisições internacionais, num total de 1,3 bilhão de dólares. Diante desses fatos, uma questão que costumava fazer parte do anedotário dos brasileiros começa a ser mais uma vez levantada: terá chegado, enfim, a vez do Brasil?

O país continua a ter uma série de problemas — todos velhos conhecidos –, e eles não desaparecerão da noite para o dia. Alguns são hereditários. Outros foram criados ou reforçados por governos recentes. Há inúmeras travas. Mas a boa notícia é que elas não têm sido suficientemente fortes para barrar o crescimento da economia real — aquela que aparece no movimento das linhas de montagem, nos classificados de empregos, no comércio internacional, nas safras recordes do agronegócio. Estamos colhendo hoje o resultado de anos de estabilidade e ortodoxia monetária. O que era visto como heresia pelo partido do atual presidente da República ironicamente se tornou seu grande trunfo de governo.

O resultado da inflexibilidade de Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao controle da inflação é uma economia vibrante e promissora como não se viu durante três décadas. Uma pesquisa exclusiva feita por EXAME com 136 presidentes de empresas de capital estrangeiro instaladas no país mostra que o humor das matrizes em relação ao Brasil mudou — para melhor. A maioria desses executivos considera que a economia brasileira está bem melhor do que há cinco anos. Quase 90% deles afirmam que os investimentos na operação local aumentaram nesse período. Olhando para o futuro, as expectativas são de mais crescimento e ampliação dos negócios no país. Tal percepção é materializada, por exemplo, no distrito industrial de Santa Cruz, subúrbio do Rio de Janeiro onde toma forma o maior investimento privado em curso no Brasil. Lá, mais de 14 000 operários trabalham 24 horas por dia para erguer a CSA, siderúrgica de 3 bilhões de euros do grupo alemão ThyssenKrupp. Montadoras como GM, Fiat e Peugeot se sucedem no anúncio de novas fábricas. A previsão é que, até 2012, o Brasil seja responsável pela montagem de 5 milhões de carros por ano. O quinto maior parque de computadores do mundo é um pólo de atração para grandes empresas de tecnologia. “O Brasil é uma das prioridades da Microsoft. O país não apenas está crescendo rapidamente como tem se desenvolvido muito na área de tecnologia e modernizado a infra-estrutura”, disse a EXAME Steve Ballmer, presidente mundial da Microsoft. “É uma equação perfeita.”

 

Cada vez mais forte
A dimensão e o crescimento de alguns setores de consumo no Brasil (tamanho do mercado em dólares)
Alimentos industrializados
2002 34 bilhões
2007 67 bilhões
Crescimento de 97%
Automóveis
2002 24 bilhões
2007 38 bilhões
Crescimento de 58%
Roupas e calçados
2002 22 bilhões
2007 33 bilhões
Crescimento de 50%
Cosméticos e higiene pessoal
2002 7,6 bilhões
2007 20,5 bilhões
Crescimento de 70%
Bebidas
2002 8 bilhões
2007 18 bilhões
Crescimento de 125%
Móveis e artefatos domésticos
2002 10 bilhões
2007 17,5 bilhões
Crescimento de 75%
Computadores
2002 10 bilhões
2007 16 bilhões
Crescimento de 60%
Ferramentas e reparos domésticos
2002 8,4 bilhões
2007 13,6 bilhões
Crescimento de 62%

A MUDANÇA EM CURSO NÃO ESCAPOU DO RADAR de um dos mitos do mercado financeiro internacional. Em sua tradicional carta anual aos acionistas, publicada em 29 de fevereiro, o americano Warren Buffett surpreendeu os investidores ao anunciar que sua companhia, a Berkshire Hathaway, havia lucrado 2,3 bilhões de dólares no ano passado apostando no real contra o dólar. Ninguém imaginava que Buffett, que nunca investiu um centavo por aqui, tivesse familiaridade com os movimentos da moeda brasileira. Discretamente, ele comprava reais desde 2002. “Só tínhamos uma posição cambial em 2007. Ela era em — segurem a respiração — reais brasileiros”, disse Buffett. E arrematou: “Até bem pouco tempo atrás, trocar dólares por reais era impensável. Cinco versões da moeda brasileira viraram confete no século passado. Mas, de 2002 para cá, o real subiu e o dólar caiu todos os anos.”

 

Onde o Brasil já é grande
O mercado consumidor brasileiro coloca o país entre os que mais consomem vários produtos
Pisos e azulejos 2º maior do mundo
Cosméticos 3º maior do mundo
Celulares 3º maior do mundo
Chocolate 3º maior do mundo
Computadores 3º maior do mundo
Refrigerantes 2º maior do mundo
Bebidas alcoólicas 1º maior do mundo
Automóveis 3º maior do mundo
Fontes: Euromonitor, Anfavea, IDC, Abicab e Anfacer

Mais uma vez, o real estável (e forte) e suas conseqüências. Foi a moeda preservada que, em boa medida, fez o mercado consumidor se transformar num dos pilares do crescimento. O consumo brasileiro se expandiu 7% no ano passado, enquanto o produto interno bruto cresceu perto de 5,5%. Boa parte dessa evolução se deve ao crédito, ampliado de 336 bilhões para 1 trilhão de reais nos últimos sete anos — resultado de uma das mais importantes reformas econômicas do governo Lula. Foi o crédito o motor do espetacular aumento das vendas de bens como automóveis e eletrodomésticos nos últimos dois anos. É daí também que vem o impulso para a explosão em andamento no mercado imobiliário. O Brasil começa, assim, a se aproximar do modelo das grandes economias capitalistas, fartamente irrigadas por crédito. Mesmo com o custo real do dinheiro ainda elevado, a queda dos juros e a ampliação do número de prestações dos crediários já aumentaram sensivelmente o consumo das classes C, D e E, iniciando um processo de inclusão. O movimento de absorção de 20 milhões de pessoas no mercado nos últimos cinco anos está levando o Brasil a ocupar posições cada vez mais relevantes no plano mundial em diversos setores. Esse incremento da demanda gera um subproduto: certo descolamento do país em meio à crise internacional.

“Estou entusiasmado por viver aqui neste momento”, afirma Horácio Lafer Piva, um dos sócios da Klabin e ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). “Passei muitos anos vendo empresários atrás de dinheiro para pagar bancos e presenciando negócios quebrarem. Hoje, vejo as pessoas à procura de dinheiro para investir mais, empresas comprando outras ou se fundindo, tornando-se maiores e mais fortes.” Empresários e executivos sabem que há muito mais por fazer — a maioria dos quase 200 milhões de brasileiros permanece excluída de várias categorias de consumo. “As oportunidades no Brasil são imensas”, afirma Jeff Fettig, presidente mundial da Whirlpool, fabricante das marcas Brastemp e Consul. Apenas um em cada quatro lares brasileiros tem microondas, e um terço conta com lavadoras. De 2004 para cá, o mercado de eletrodomésticos praticamente dobrou, subindo da oitava posição mundial para a quarta. A Whirlpool vendeu no Brasil um total de 7 milhões de geladeiras, fogões, lavadoras e outros aparelhos no ano passado, um recorde histórico. “O país tem hoje inflação baixa, juros em queda, aumento de renda e baixo endividamento externo. Isso tudo indica um caminho de forte crescimento”, diz Fettig.

 

O que eles pensam do Brasil
Alguns dos homens de negócios mais importantes do planeta disseram a EXAME como vêem a nova fase da economia brasileira
Peter Y. Solmssen
Presidente da Siemens para as Américas
“Na última década, o Brasil deixou de ser um mercado regional para ser um jogador global de grande futuro. As reformas econômicas ajudaram a potencializar o crescimento econômico. As vendas no país dobraram de 2003 a 2006 e esperamos que dobrem novamente até 2010.”
Friedrich Berschauer
Presidente da Bayer CropScience
“O Brasil mostra sua importância internacional todos os dias. Nos últimos 15 anos, o mercado brasileiro de defensivos agrícolas cresceu 10% ao ano, em média. É um dos três mercados mais importantes para a companhia.”
Alberto Weisser
Presidente mundial da Bunge
“O país será cada vez mais importante no cenário mundial e deve trilhar o caminho do desenvolvimento sustentável. Pretendemos concentrar no Brasil a maior parte dos investimentos globais da Bunge nos próximos anos, algo em torno de 1,3 bilhão de dólares. Entretanto, é necessário que os entraves burocráticos, que muitas vezes dificultam os investimentos, sejam reduzidos.”
Steve Ballmer
Presidente mundial da Microsoft
“O Brasil é uma das prioridades de crescimento da Microsoft, devido, principalmente, à forte densidade demográfica, à estabilidade econômica e ao crescimento da base de computadores. Não é somente um grande país crescendo rapidamente, é também um país que tem se desenvolvido muito na área de tecnologia e modernizado sua infraestrutura. Essa é realmente uma equação perfeita.”
William Burns
Presidente mundial da divisão farmacêutica da Roche
“O tamanho da população e as atuais taxas de crescimento da economia brasileira são muito atraentes, principalmente se comparadas às baixas taxas dos países desenvolvidos. Há ainda muito espaço no Brasil para melhorias em proteção a patentes e tempo de registro, mas uma prova concreta de nossa confiança no país são os investimentos de 70 milhões de dólares na fábrica do Rio de Janeiro.”

A VIA PARA OS FABRICANTES DE COMPUTADORES também é ampla. Mesmo com os 11 milhões de unidades vendidos no ano passado, apenas 23% das residências do país contam com PCs. O Brasil atingiu o posto de quinto maior mercado mundial do setor, mas até 2010 deve se tornar o terceiro — atrás apenas de China e Estados Unidos. A expansão do mercado motivou a americana Dell em 2007 a inaugurar uma nova fábrica, em Hortolândia, no interior de São Paulo, e a passar a vender no grande varejo. Um caminho seguido pela chinesa Lenovo. “Espero atender o varejo ainda neste ano”, diz Marcelo Medeiros, gerente-geral da Lenovo no Brasil. “Isso pode nos garantir uma taxa de crescimento de três dígitos ao ano.” São perspectivas desse tipo que colocam o país ao lado de Rússia, Índia e China para formar o Bric — o bloco das grandes economias do futuro cobiçadas por empresas do mundo inteiro. Na sede mundial da alemã Nivea, os países emergentes são a chave para o crescimento da companhia desde 2005. “O Brasil, maior mercado da empresa entre os Bric, é um dos países mais importantes para nossa estratégia global”, diz Thomas Quass, presidente mundial da Nivea. As vendas no país cresceram 22% em 2007. “Minha missão é continuar crescendo à média de 15% nos próximos anos”, afirma Nicolas Fischer, presidente da subsidiária brasileira. Pode não ser uma expansão como a vista nos relatórios chineses, mas é uma enormidade para um grupo acostumado a lidar com mercados maduros, como o europeu.

É verdade que o Brasil contou com uma grande ajuda externa para avançar até esse novo estágio — o fator China. O país cresce há 15 anos à taxa de 10% e chegou a 2002 com tamanho suficiente para transformar a economia mundial. O Brasil foi um dos grandes beneficiados pela alta dos preços de matérias-primas, provocada pela voracidade de seu consumo. O volume espetacular de compras da China mais que dobrou o preço das commodities nos últimos seis anos. Foi esse fenômeno que catapultou as exportações brasileiras do agronegócio e de minérios, tornando a balança comercial e de pagamentos positiva a ponto de estabilizar o câmbio e permitir que o país acumulasse 200 bilhões de dólares em reservas internacionais. Nada faz pensar que a China estancará. A Vale acaba de reajustar em 65% o preço do minério de ferro que fornece aos chineses. O superciclo das commodities e o crescimento da economia mundial foram duplamente benignos para o Brasil. Por um lado, o país recebeu forte estímulo ao crescimento. Por outro, deixou de ser devedor internacional ao deter créditos superiores aos de sua dívida externa. Exageros na comemoração à parte, esse é um marco importante. “A história da economia brasileira é a história da falta de dólares”, afirma o economista Sérgio Vale, da consultoria MB Associados. Antigamente, quando ocorria uma crise internacional, o Brasil sofria fuga de capitais, dada a desconfiança de que o país não conseguiria honrar dívidas. A moeda brasileira se desvalorizava e o resultado era o aumento da inflação, ao que o Banco Central tinha de reagir com elevação da taxa de juro. Como conseqüência, a economia esfriava, provocando os famosos “vôos de galinha” — um recuo no crescimento logo após a decolagem. “O grande mérito da política econômica foi interromper os mecanismos de auto-alimentação de crises que existiam no passado”, diz Henrique Meirelles, presidente do Banco Central. “Hoje, estamos livres desse padrão e por isso a economia cresce, sem gerar desequilíbrios, há 24 trimestres.” Segundo Meirelles, a estabilidade monetária e cambial faz também com que as empresas se abram para buscar fornecedores globalmente e invistam mais em equipamentos modernos. Isso, por sua vez, torna a economia mais competitiva e capaz de crescer a taxas mais elevadas e consistentes.

Tantas mudanças não costumam escapar dos especialistas internacionais — muitas vezes mais ágeis para enxergar cenários. “Sem negar os inúmeros problemas que ainda precisam ser enfrentados, o Brasil deixou de ser visto como um experimento de laboratório, uma caixa de sustos, para ser percebido como um país que pratica uma economia moderna”, afirma o economista Tom Trebat, diretor do Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade Columbia. O bom humor com o Brasil é visível em editoriais das principais publicações do mundo. Para a revista inglesa The Economist, o país jamais esteve tão preparado para enfrentar turbulências. Para o jornal Financial Times, a economia brasileira parece hoje imune à crise americana.

A mudança de imagem se reflete em diversas situações vividas por quem faz negócios no país. Uma história pessoal de Stefano Bridelli, presidente da subsidiária da consultoria de estratégia Bain & Company, mostra a descoberta do Brasil pelos fundos estrangeiros de private equity, especializados em comprar participações em empresas. Todo ano, Bridelli bate à porta de grandes fundos nos Estados Unidos e na Europa para tentar vender serviços de consultoria a quem queira investir no Brasil. “Há cinco anos, eles me recebiam educadamente, perguntavam como tinha sido minha viagem e me desejavam uma boa volta”, diz. “Nas últimas visitas que fiz, tomei um susto com o nível de informação e interesse no Brasil.” Segundo Bridelli, atualmente a Bain trabalha para fundos em quatro projetos, todos de investimentos acima de 100 milhões de dólares.

A saída para eles está na Bolsa de Valores de São Paulo, a maior e mais estruturada entre os países emergentes. Em 2007, foram realizadas 64 aberturas de capital na Bovespa. Juntas, representaram uma captação de 56 bilhões de reais — dinheiro na veia para empresas em busca de musculatura. A bolsa é uma fonte de capitalização que praticamente não funcionava para a maioria das companhias brasileiras até cinco anos atrás. Entre as maiores aberturas de 2007 está justamente a das duas bolsas brasileiras: a Bovespa, de ações, e a BM&F, de futuros. As duas agora negociam uma fusão que pode criar a segunda maior bolsa das Américas.

Um dos principais indicadores da mudança de percepção é a iminência de o Brasil receber o selo de grau de investimento — um atestado de que o país não oferece mais risco de dar calote na dívida. “Há mais de um ano o mercado financeiro trabalha com essa possibilidade”, diz Mauro Leos, vice-presidente da agência de classificação Moody’s. “Portanto, não será nenhuma surpresa quando acontecer.” Outra agência, a Standard & Poor’s, prevê que o grau de investimento pode vir ainda em 2008. Muitos investidores já se antecipam. O fluxo de investimento direto estrangeiro no país bateu recorde, quase dobrando no ano passado. Considerando o que entrou em janeiro, o patamar do investimento agora subiu para 37 bilhões de dólares em 12 meses. Mais que quantidade, é um investimento de qualidade. Na média do mundo, dois terços do dinheiro que entra como investimento direto são direcionados a fusões e aquisições, e um terço segue para novos empreendimentos. No Brasil, a maior parte vem sendo alocada em ampliação ou início de operações. “O maior investimento que nosso grupo está fazendo hoje se encontra aqui”, afirma Franklin Feder, presidente da subsidiária da americana Alcoa, fabricante de alumínio. De acordo com ele, 5,5 bilhões de dólares devem ser aplicados até 2010 em minas de bauxita, ampliação de fábricas e construção de hidrelétricas. O agronegócio, setor que já representa 30% do PIB, tem atraído grandes volumes de recursos estrangeiros. A americana John Deere está inaugurando uma fábrica de tratores e colheitadeiras no Rio Grande do Sul, orçada em 250 milhões de dólares. “O Brasil se tornou um líder na produção agrícola de alimentos, biocombustíveis e fibras”, diz Robert Lane, presidente mundial da John Deere.

O crescimento — que muitos analistas consideram sustentável — da economia brasileira é um processo que se desenrola há anos. “Não estamos falando de uma revolução, mas de uma fase de amadurecimento sem paralelo iniciada no Plano Real”, diz o americano John Williamson, considerado o idealizador das políticas econômicas reunidas sob o selo do Consenso de Washington. O controle da inflação, alcançado em 1994, foi a base para as inúmeras transformações. Ajudou, por exemplo, a aumentar o poder de compra do brasileiro. Só nos dois últimos anos, a renda das famílias no país cresceu quase 20%, o que impulsionou o consumo. Já descontada a inflação, o aumento correspondeu a 194 bilhões de reais a mais no ganho das famílias em relação a 2005. O resultado disso tudo é um crescimento econômico de 4,5%, em média, nos últimos quatro anos. Desde o milagre econômico, nos anos 70, o país não crescia tanto por anos seguidos. “A diferença é que o crescimento atual é mais saudável”, afirma o consultor Vale, da MB. Trata-se de uma expansão muito menos impelida pelo Estado, e com forte contribuição do setor privado, que se abriu para a competição mundial nos últimos 30 anos.

 

Mais crescimento e investimento. Mas ainda com cautela
EXAME realizou uma pesquisa com os presidentes de 136 das maiores empresas de capital estrangeiro instaladas no país para verificar a percepção sobre a evolução da economia brasileira e suas perspectivas. Eis os resultados:
Momento atual
Em relação a cinco anos atrás
47% A economia está melhor, mas a matriz mantém cautela
46% O Brasil está muito melhor e inspira total confiança
7% Só com reformas o país irá inspirar mais confiança
Em comparação com outros países
49% O Brasil já é um dos maiores mercados do grupo no mundo
46% A subsidiária ainda não é tão grande, mas deve crescer
5% A operação local está perdendo posições
No que diz respeito a investimentos
86% A empresa investe hoje no Brasil mais do que há cinco anos
10% A empresa mantém a média de investimentos
4% A empresa reduziu investimentos nos últimos cinco anos
Perspectivas
A expectativa da empresa em relação ao futuro do país
51% Há risco de o país voltar aos “vôos de galinha”
47% A economia tende a ser cada vez mais sólida
2% O Brasil deve sofrer muito com a crise mundial
No plano dos investimentos futuros
76% A empresa deve aumentar os investimento
18% A empresa quer investir apenas para manter a posição no país
6% A empresa pode diminuir a operação no Brasil
O cenário vislumbrado para o setor em que opera
60% O mercado tende a crescer fortemente
39% O mercado deve crescer a taxas modestas
1% O mercado não tem perspectiva de expansão

OTIMISMO EXAGERADO? UFANISMO? Preste atenção nas palavras do economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, dono da gestora de investimento Quest, ex-ministro do governo Fernando Henrique Cardoso e um dos mais contundentes críticos da gestão Lula. “O Brasil está finalmente no caminho para deixar de ser o eterno gigante adormecido e se tornar uma das economias mais importantes do mundo”, afirma ele. Diante dos recentes resultados da economia, até mesmo a ala mais radical do PT se calou. Quando se olha para o futuro, parecem reduzidas as chances de sucesso eleitoral de alguém à esquerda de Lula. Ou seja, o Brasil pode ter se livrado do populismo que ainda assola o continente e impede o surgimento de uma economia madura de mercado. “No futuro, os anos 2000 serão vistos como aqueles em que o Brasil mudou de rumo”, afirma o economista Trebat, de Columbia. “Não há projeto político nem opinião pública favoráveis à mudança desse rumo, que é claramente no sentido de um país democrático politicamente, estável e cada vez mais globalizado.”

Um teste importante que está por vir será a convivência com déficit em conta corrente e superávit comercial menor. Projeta-se um déficit em conta corrente no ano de 4 bilhões de dólares, o primeiro resultado negativo desde 2002. É algo a ser acompanhado com atenção, mas especialistas consideram que por ora não há luz amarela. “É saudável que um país como o Brasil tenha um pequeno déficit”, diz o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga. Além disso, é preciso considerar que o câmbio flutuante jogaria a favor de um reequilíbrio caso o déficit começasse a crescer demais. E há ainda o fato de que o déficit hoje tende a ser financiado pela entrada de investimentos — e não por endividamento, como ocorria no passado. É uma poupança externa que o país está absorvendo — e necessita absorver, porque a taxa de poupança doméstica é baixa. “A luz vermelha acenderia se voltássemos a nos financiar com endividamento”, diz Fraga.

Hoje, o maior risco de o país não aproveitar o bom momento está no próprio Brasil. “No curto prazo, vamos bem”, diz Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central e economista-chefe do banco ABN Real Amro. “Mas os níveis de gastos do governo, que são altos e continuam crescendo, não são sustentáveis no longo prazo.” O crescimento real do gasto federal tem sido de 7% ao ano, o que está sendo absorvido com o aumento de arrecadação tributária. Porém, em dez anos, isso exigiria que a carga subisse dos atuais 38% para mais de 50% do PIB. A reforma tributária é considerada fundamental para reverter essa situação (veja quadro ao lado). Para Armínio Fraga, outras frentes a ser atacadas são a regulação dos setores de infra-estrutura e a melhoria do ambiente de negócios. Sem isso, fica difícil sonhar em ser uma economia capitalista de primeiro time. “Estamos classificados no 121o lugar no ranking do Banco Mundial que mede a qualidade do ambiente de negócios”, diz Fraga. “Deveríamos fixar como meta chegar aos 30 primeiros do ranking. Isso aumentaria a eficiência da nossa economia e os investimentos.”

São obstáculos que precisam ser encarados, sob pena de reverter uma tendência auspiciosa que o Brasil começou a experimentar. Na história, alguns países atrasados souberam tomar as decisões corretas e conseguiram subir a um patamar mais alto. Assim foi recentemente com a Coréia. É o que estão tentando agora a China e a Índia. Há diferenças entre todos os casos, claro. Mas é certo que o Brasil está diante de uma oportunidade única de escolher em que degrau pretende estar mais à frente. O presente nunca foi tão promissor para o país do futuro.

BRASIL: POVO MAIS RICO, POVO MAIS FELIZ.

Posted in ECONOMIA com as tags on Julho 22, 2008 by dell22

Sempre foi assim, mas hoje parece mais assim ainda, a economia explicando e guiando o Brasil no século 21 enquanto nossa prática política, parada no século passado, só explica o nosso atraso.

Assim lemos na mesma semana (no caderno de economia, claro) que o número de milionários cresceu 19,1% no Brasil no ano passado e que o desemprego recuou ao seu menor registro em maio (7,9%), puxado pelo emprego de menor rendimento.

Para um país avançar é preciso que ricos fiquem mais ricos e pobres fiquem mais ricos. Uma das inúmeras dádivas do fim do socialismo classista, ilusão que tanto atrasou o século passado, é a percepção geral de que os diferentes setores sociais avançam juntos, não um contra o outro, para a verdadeira criação de riqueza.

É o que acontece mesmo na ainda politicamente comunista China, por exemplo, onde o número de milionários cresceu 20,3% em 2007, atrás só da Índia, onde a quantidade de pessoas com mais de US$ 1 milhão aumentou 22,7%, segundo o estudo global do banco Merrill Lynch e da consultoria Capgemini.

Os dois países que mais crescem no mundo e tiram centenas de milhões da pobreza extrema não por coincidência são os que mais geram novos milionários.

O país de Lula é o terceiro desse ranking criador, com nossos 23 mil novos milionários de 2007 levando o total nacional a 143 mil.

O presidente Lula, dada a sua origem e o seu destino, compreende bem esse baião-de-dois. É a ponte precária e possível até aqui, dado o nosso atraso político, entre os descamisados do Bolsa Família e os que compram camisas Ermenegildo Zegna no chique shopping Cidade Jardim, recém-inaugurado em São Paulo.

Moldada numa trajetória política sempre mais efetiva quando mais pragmática, Lula acabou percebendo o óbvio: que é preciso jogar com o mercado e com a elite econômica do país, não contra eles.

Assim, as empresas brasileiras têm seus maiores lucros, os empresários estão confiantes como não se via há décadas, a população de baixa renda avança com mais emprego e a de baixíssima renda come mais, embora pareça não avançar, com mais assistencialismo garantido pelo aumento da arrecadação de impostos produzida pelo maior crescimento econômico.

Pai dos pobres e mãe dos ricos, Lula teve também sorte cronológica, pegou o país mais estável após anos de política econômica mais ortodoxa e uma economia global em forte expansão, dependente de produtos básicos aqui produzidos, como ferro, soja e carne.

Os crescentes lucros das empresas brasileiras permitem o aumento consistente da massa salarial que fortalece o mercado interno que viabiliza investimentos privados vigorosos que podem levar o Brasil a um ciclo de crescimento virtuoso que não se vê desde os anos 1970.

E desta vez no regime democrático, embora nossa democracia ainda seja uma farsa calcada no crime original do financiamento de campanhas via caixa 2 e da composição de forças guiada exclusivamente pelo fisiologismo e pelas oportunidades de corrupção.

Por mais que a renda cresça e os índices macroeconômicos melhorem, o Brasil ainda é, para milhões e milhões de brasileiros miseráveis, um país a ser feito.

Ao lado do opulento shopping Cidade Jardim tem uma favela. As torres de apartamentos de luxo que compõem o investimento de R$ 1,5 bilhão da construtora JHSF ainda estão sendo finalizadas. Alguns operários descansam numa murada, olhando abaixo o luxuoso shopping a céu aberto onde os consumidores gastam numa bolsa ou num sapato seu salário do mês.

Mas, pelo que mostra o avanço do capitalismo, a riqueza de um não aumenta em detrimento da do outro, mas caminham na mesma direção, por mais desproporcional e injusta que possa ser essa relação.

O paraíso socialista não existe, vamos desenvolver nosso capitalismo.

CASSIO CUNHA LIMA, O CERCO ESTA SE FECHANDO

Posted in POLICIAL com as tags on Julho 20, 2008 by dell22

A partir das descobertas da Operação Sufrágio, da Polícia Federal, pode-se dizer que o episódio do dinheiro voador no Edifício Concorde, da Avenida Epitácio Pessoa (Capital), evitou o que seria um novo derrame de dinheiro em João Pessoa na véspera do segundo turno de 2006.

As gravações dos telefonemas trocados entre envolvidos no esquema de compra de votos nas eleições daquele ano mostram, ainda, que assessores e as chamadas lideranças de bairro ligadas à campanha do governador Cássio Cunha Lima (PSDB) ficaram extremamente irritados quando souberam que o dinheiro do Concorde – cerca de R$ 400 mil – fora apreendido.

Até então, vê-se pelos trechos que vão reproduzidos a seguir, a muitos desses cabos eleitorais os comandantes da campanha governista alegavam que não havia dinheiro para sustentar as chamadas bocas de urna. O dinheiro voador deu motivos a essas pessoas para acreditar que estavam sendo enganadas e enroladas, enquanto trabalhavam pela reeleição do governador.

BARROS X BABU - 07:40:13h – Duração: 00:01:06h

Terminal Alvo – 83-8866-4188

Terminal Interlocutor – ———-

BARROS fala sobre o escritório que encontraram 300 mil e 5.000 camisas…. (IRRITADO) E eles dizem que não tem dinheiro.

MNI X BARROS - 09:32:07h – Duração: 00:00:39h

Terminal Alvo – 83-8866-4188

Terminal Interlocutor – ———-

MNI LIGA PARA BARROS E PERGUNTA PELO NEGOCIO. BARROS DIZ QUE ESTA INDO PARA AÍ, E PERGUNTA SE ELA NÃO ESTA VENDO NA TELEVISÃO A PF PRENDENDO TODO MUNDO POR CAUSA DESSE NEGÓCIO. BARROS DIZ QUE NÃO PODE FALAR POR TELEFONE NÃO, E QUE CHEGA AÍ JÁ. MNI DIZ QUE ESTA ESPERANDO.

RAMILSON X BARROS - 09:42:50h – Duração: 00:01:16h

Terminal Alvo – 83-8866-4188

Terminal Interlocutor – ———-

RAMILSON LIGA PARA BARROS. BARROS DIZ QUE ESTA NA PRAIA E QUE NA CASA DO PESSOAL PARA VER O QUE ACONTECE. BARROS DIZ QUE AGORA É QUE NÃO VAI ACONTECER MAIS NADA. RAMILSON PERGUNTA POR QUE. BARROS DIZ QUE ELE PEGUE O JORNAL CORREIO DA PARAÍBA PARA VER, PEGARAM 302 MILHÕES, E JOGARAM DINHEIRO PELA JANELA. BARROS DIZ NO EDF CONCORDE DO PESSOAL QUE ESTAVA NO APARTAMENTO. RAMILSON DIZ – TAVENDO QUE TINHA DINHEIRO, E SÓ QUE ESTAVA COM OS CABRA LÁ-, E VOCES TRABALHARAM DE GRAÇA. BARROS DIZ QUE ELES SÃO TODOS SAFADOS, QUE ESTÃO COM OS DINHEIROS TODOS GUARDADOS. RAMILSON PERGUNTA ONDE FOI ISSO. BARROS DIZ QUE NO EDFÍCIO CONDORDE NA EPITACIO PESSOA, FOI UMA DANAÇÃO DE DINHEIRO E CAMISA. RAMILSON DIZ ESTÁS VENDO. BARROS DIZ QUE ESTA NA PRAIA E QUALQUER COISA LIGA PARA ELE.

BARROS X GILVANISE - 17:17:40h – Duração: 00:02:07h

Terminal Alvo – 83-8866-4188

Terminal Interlocutor – ———-

BARROS DIZ QUE ESTAVA NA CASA DE FABIANO E AGORA ESTÁ EM DR DAMIÃO. BARROS DIZ QUE NÃO TEM “PORRA” NENHUMA LIBERADO E QUE ESTÁ ESPERANDO UM TELEFONEMA AINDA DO PESSOAL, PARA VER SE AINDA VAI LIBERAR ALGUMA COISA. BARROS DIZ QUE FABIANO ESTAVA EM CASA DE BERMUDÃO E CONVERSANDO “MERDA” DIZENDO QUE A MAJORITÁRIA NÃO LIBEROU NADA AINDA. BARROS DIZ QUE O PESSOAL ESTAVA NA CASA DE CÍCERO LUCENA, AÍ RECEBERAM UM TELEFONEMA DE QUE A FEDERAL ESTAVA INDO LÁ, ENTÃO FOI TODO MUNDO EMBORA. (IRRITADO) BARROS DIZ QUE SE BRINCAR CÁSSIO PERDE. FALAM SOBRE A REPORTAGEM DO JORNAL CORREIO DA PARAÍBA SOBRE O DINHEIRO DO CONCORDE.. RECLAMA QUE APESAR DO DINHEIRO DIZEM QUE NÃO TEM DINHEIRO PARA ELES. GILVANISE DIZ QUE LIGA.

BARROS X NEIDE - 21:42:00h – Duração: 00:00:39h

Terminal Alvo – 83-8866-4188

Terminal Interlocutor – ———-

NEIDE DIZ QUE TEM DEZ PESSOAS AQUI PARA VOTAR EM CÁSSIO, MAS SÓ VOTAM SE SAIR ALGUMA COISA, DEZ, VINTE REAIS. (BRINCANDO) BARROS PERGUNTA SE CADA UM QUER UM REAL. NEIDE PERGUNTA SE NÃO SAI NADA. BARROS DIZ QUE ESTÁ ESPERANDO UMA PESSOA CHEGAR AQUI. NEIDE DIZ QUE QUALQUER COISA LIGUE PARA ELA.

FÁTIMA X BARROS - 08:53:37h – Duração: 00:00:46h

Terminal Alvo – 83-8866-4188

Terminal Interlocutor – ———-

BARROS AO RECEBER LIGAÇÃO DE FÁTIMA DIZ QUE CÍCERO LUCENA NÃO LIBEROU NADA, MAS ACREDITA QUE AINDA SAIA ALGUMA COISA ATÉ AMANHÃ. BARROS COMENTA SOBRE AS APREENSÕES E DIZ QUE AQUILO ACABOU COM ELES, COM O ESQUEMA QUE ESTAVA FEITO. FÁTIMA DIZ QUE SIM. BARROS DIZ QUE A PF ESTA DE OLHO EM TODO CANTO, MAS EU TENHO CERTEZA QUE EU CONSIGO O TEU NEGÓCIO. FÁTIMA DIZ QUE ESTA BOM. BARROS DIZ QUE ESTA CERTO.

PAULO X BARROS - 09:36:40h – Duração: 00:01:24h

Terminal Alvo – 83-8866-4188

Terminal Interlocutor – ———-

PAULO LIGA PARA BARROS. BARROS DIZ QUE AQUELE NEGÓCIO DE QUE A POLÍCIA ESTAVA ATRÁS DE MIM AQUI NO BAIRRO DO NOVAIS, É VERDADE. BARROS DIZ QUE É POR CAUSA DAQUELAS COISAS QUE EU DISTRIBUÍA NO PRIMEIRO TURNO, AÍ EU ESTOU INDO AGORA PARA LÁ E ANTES DE MEIO DIA EU CHEGO NA SUA CASA, PARA VER SE TRAGO ALGUMA COISA. PAULO DIZ QUE ESTÁ COM 40 E POUCAS PESSOAS BATALHANDO PARA VOTAR NO HOMEM (EM CÁSSIO). BARROS DIZ -EU VOU LA NA PRAIA, NA CASA DE CÍCERO LUCENA, PARA VER O QUE ELE VAI DIZER, MAS LIGARAM PARA CASA E ME AVISARAM QUE ESTÃO DE OLHO EM MIM, PORQUE EU DISTRIBUÍ MUITA COISA NO PRIMEIRO TURNO, MAS EU PASSO POR AÍ.

BARROS X SEU CÍCERO - 10:47:48h – Duração: 00:00:23h

Terminal Alvo – 83-8866-4188

Terminal Interlocutor – ———-

BARROS DIZ QUE ONTEM FOI SÓ COMEMORAÇÃO, MAS QUE ESTÁ NA CASA DE CÍCERO LUCENA TENTANDO LIBERAR OS NEGÓCIOS.

 

BRASIL BATE RECORDE HISTORICO DE EMPREGOS COM CARTEIRA ASSINADA EM 2008

Posted in ECONOMIA com as tags on Julho 18, 2008 by dell22

A contratação de trabalhadores com carteira assinada bateu recorde histórico no mês de junho e no primeiro semestre de 2008.

Segundo dados do Ministério do Trabalho, foram abertas 309.442 vagas em junho, o que representa o melhor resultado para um mês na histórica do país. O recorde anterior era abril de 2007 (301.991 vagas).

“Nós tivemos o maior número de empregos formais no Brasil conquistados em um mês. É um recorde de toda a história do Caged”, disse o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostram ainda que nos seis primeiros meses do ano foram gerados 1,361 milhão de novos postos de trabalho, um aumento de 24,3% em relação ao primeiro semestre de 2007.

O número acumulado em 12 meses também foi recorde e chegou a 1,883 milhão de empregos.

Previsão revista

O ministro revisou para cima sua previsão de aumento na geração de novas vagas neste ano, que anteriormente era de 1,8 milhão. “Eu acredito que nós vamos passar de 2 milhões. Todos os dados da economia nos levam a esses números e eu estou muito otimista”, afirmou Lupi.

No semestre, o setor da economia que mais gerou vagas foi o de serviços, com a criação de 438.813 novos postos. Em seguida vem a indústria de transformação, com 317.901 postos. A agricultura gerou 227.030 vagas, e a construção civil, 197.153 postos.

“Estamos crescendo em todos os setores e isso é bom porque não temos uma bolha de crescimento. São todos crescendo de forma homogênea e em todo o Brasil”, disse o ministro.

No mês de junho, especificamente, as maiores contratações foram feitas pelo setor agrícola. Foram 92.580 vagas, um saldo recorde e 40% superior ao registrado em junho de 2007. Os destaques foram o cultivo de café em São Paulo e Minas e de frutas cítricas na região paulista.

Regionalmente, houve aumento no número de vagas em todos os estados no semestre, com exceção de Paraíba (- 6.042 vagas), Pernambuco (- 4.430) e Alagoas (- 39.980). Os destaques de contratação ficaram com São Paulo (577.745) e Minas (218.490).

No total, o número de trabalhadores com carteira assinada passou de 28,9 milhões no final de 2007 para 30,3 milhões em junho deste ano. Os setores com mais trabalhadores formais são o de serviços (11,8 milhões), a indústria de transformação (7,3 milhões) e o comércio (6,6 milhões).

BRASIL ACORDA PARA A EDUCACAO

Posted in NEWS com as tags on Julho 17, 2008 by dell22

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira o projeto de lei que cria o piso nacional do magistério destinado aos professores da educação básica, no valor de R$ 950. Lula sancionou também propostas de criação de 49 mil cargos em universidades e escolas técnicas públicas federais, além das mudanças na LDB (Lei de Diretrizes e Bases) que determina a integração do ensino profissional e tecnológica à educação básica.

O ministro Fernando Haddad (Educação) disse que a sanção do piso é resultado de “uma luta” que busca resgatar a “missão histórica” dos professores. A cerimônia contou com a presença dos presidentes da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), além de ministros, parlamentares, representantes dos professores e dos prefeitos, no Palácio do Planalto.

Pela lei sancionada, o piso deve estar valendo em todo país até 2010. O valor passa a valer a partir de janeiro de 2009. Ao longo de pouco mais de um ano os governantes dos Estados e municípios deverão buscar alcançar o valor, que também será adotado para o pagamento dos benefícios dos aposentados.

“É um momento muito importante para o Brasil. Eu só tenho a agradecer a luta de todos que estão aqui [que resultaram no projeto que institui o piso]“, disse Gumercindo Milhomen, que representou os professores.

“Este é um momento ímpar na história do Brasil. O presidente Lula está fazendo uma revolução social no país e hoje significativamente pela educação”, afirmou o prefeito de Recife (PE), João Paulo, da Frente Nacional dos Prefeitos.

Segundo o governo, a fixação de um do piso nacional do magistério atenderá cerca de 800 mil professores da educação básica pública, que recebem menos de R$ 950 por mês. Estados e municípios terão 18 meses, até 2010, para pagar o valor integral de R$ 950, a partir de reajustes anuais.

Durante a cerimônia, o presidente assinou ainda os projetos que instituem 38 institutos federais de educação, ciência e tecnologia e o que cria a UFFS (Universidade Fronteira do Sul). Também foi assinada a portaria que cria o novo Catálogo Nacional de Cursos Técnicos de Nível Médio –que servirá de fonte de consultas.

Cargos

A proposta –que cria os 49 mil cargos de professores e técnicos em universidades e escolas técnicas públicas federais– faz parte do Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais) e à expansão da rede federal da educação profissional e tecnológica. Serão instituídos 3.400 cargos no âmbito do MEC, destinados à redistribuição para as instituições federais de ensino superior.

Segundo o Ministério da Educação, as universidades federais também farão concursos públicos para preencher 13.300 vagas de professores e 10.600 de técnicos administrativos. Para as instituições federais de educação profissional e tecnológica, a previsão é de abertura de mais 9.400 cargos de técnico administrativo e 12.300 cargos de professor de ensino fundamental e médio.

Sul

A partir da criação da UFFS, cuja proposta será enviada pelo governo federal ao Congresso, a expectativa é oferecer 30 novos cursos e atender cerca de 10.000 estudantes de graduação, mestrado e doutorado do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná. Para o custeio e o pagamento dos salários dos funcionários, a estimativa de investimento anual é de R$ 194, 5 milhões.

A UFFS deve reunir cursos nas áreas de tecnologia, agricultura familiar, licenciatura e saúde popular. A futura universidade deverá funcionar com uma estrutura denominada de multicampi: a sede será em Chapecó (SC) e inicialmente terá quatro campus –em Cerro Largo e Erechim, no Rio Grande do Sul, e em Laranjeira do Sul e Realeza, no Paraná.

EMPREGO CRESCE 6,48 NA INDUSTRIA BRASILEIRA EM 2008

Posted in ECONOMIA com as tags , on Julho 15, 2008 by dell22

O nível de emprego da indústria de transformação do Estado de São Paulo avançou 0,21% em junho na comparação com o mês anterior, nos dados sem ajuste sazonal, segundo levantamento da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgado nesta terça-feira.

No mês passado, 5.000 postos de trabalho foram abertos, segundo a entidade. Em maio, a alta sobre abril tinha sido de 0,35%, com abertura de 8 mil vagas.

Considerando os dados com ajuste sazonal, que elimina características específicas de cada período, a alta no emprego no mês passado foi de 0,19%. Na comparação com junho do ano passado, a elevação foi de 4,72%.

No acumulado do primeiro semestre, o nível de emprego está 6,48% maior que no mesmo período do ano passado, com 141 mil novas vagas abertas. O setor que mais contratou foi o sucroalcooleiro, com 34.002 vagas.

Junho

Dos 21 setores que fazem parte da pesquisa, 14 tiveram desempenho positivo no mês passado, quatro setores mais demitiram do que contrataram e três ficaram estáveis.

De acordo com o levantamento, junho foi um mês mais favorável para o setor Máquinas de Escritórios e Equipamentos de Informática, que apresentou alta de 10,75%, seguido por Móveis e Indústrias Diversas, com alta de 2,65%.

Na outra ponta, com as maiores quedas, estão Artigos e Couro, com queda de 4,88%, e Coque, Petróleo, Combustíveis nucleares e Álcool, com perda de 2,84%.

A PIZZA ESTA ASSANDO NO TSE, A QUASE HUM ANO

Posted in POLITICA com as tags on Julho 15, 2008 by dell22

O deputado federal Manoel Júnior (PSB) replicou as declarações feitas nesta segunda-feira pelo governador Cássio Cunha Lima (PSDB), que defendeu o julgamento de processos contra o senador José Maranhão (PMDB) antes dos que estão movidos contra ele. Para Manoel Júnior, a reação de Cássio denota desespero e a constatação de que o governador admitiria ser culpado dos crimes eleitorais.

“Se Cássio tem medo do julgamento é porque sabe que cometeu os crimes. Seria, sem dúvida, uma atitude decente dele a de procurar o TSE e pedir o julgamento, para sair dessa situação vergonhosa de governar o Estado de forma irregular, com uma espada sobre a cabeça”, argumenta.

Manoel Júnior diz que ouviu a entrevista dada por Cássio e entendeu que o governador “surpreende ao tentar mudar o foco do problema, achando que o povo da Paraíba é descerebrado”.

“Se a ação contra o senador José Maranhão fosse procedente, o TRE na Paraíba já teria cassado o seu mandato. Quando uma ação não tem fundamento, ela se perde no tempo. Aquele caso da suspeita de fraude nas urnas de 2002, apesar das constatações, como a tese não foi elucidada, o processo desapareceu”, ilustrou.

O parlamentar chamou a atenção para o fato de que, além das denúncias, houve apresentação de provas e o parecer favorável à cassação pelo Ministério Público Eleitoral e o julgamento no TRE paraibano.

“O TRE analisou em mais de um ano esse processo do caso FAC e julgou condenando-o por emitir mais de 35 mil cheques a eleitores, dinheiro de uma instituição pública. Agora tem outros três extremamente graves: o de A União, o do dinheiro voador do Edifício Concorde e o dos envelopes amarelos apreendidos na Polícia Rodoviária”, relatou.

Os processos, no TSE, aguardam o julgamento pelos ministros que compõem a Corte Eleitoral.

A GIGANTE BRASILEIRA BRAHMA COMPRA BUDWEISER AMERICANA

Posted in ECONOMIA com as tags on Julho 15, 2008 by dell22

A cervejaria brasileira-belga ( 75% brasileira, 25% belga ) InBev comprou a rival americana Anheuser-Busch (dona da marca Budweiser) por US$ 52 bilhões (US$ 70 por ação). A nova companhia irá se chamar Anheuser-Busch InBev e a proposta foi aprovada por unanimidade pelas diretorias das duas empresas, segundo comunicado conjunto de ambas divulgado nesta segunda-feira.

A empresa resultante da combinação de ambas deve criar uma das cinco principais empresas de bens de consumo mundiais e a principal do setor de cervejarias. Com base nos dados de 2007, a produção combinada de ambas teria chegado a 460 milhões de hectolitros, receita de US$ 36,4 bilhões e um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) de US$ 10,7 bilhões.

Divulgação
Sites americanos protestam; músico compõe canção contra a venda
Sites americanos protestam; músico compõe canção contra a venda e a InBev

O executivo-chefe da InBev, Carlos Brito, será o executivo-chefe da nova empresa e a diretoria será composta pelos atuais diretores da InBev, pelo presidente e executivo-chefe da Anheuser-Busch, August Busch 4º e um outro membro da diretoria da empresa americana.

“Estamos muito satisfeitos de anunciar essa transação histórica”, disse Brito. “Essa combinação vai criar uma companhia global muito mais forte e competitiva, com um catálogo de produtos com grande potencial de crescer no mundo todo.”

August Busch disse que o negócio representa novas oportunidades para a empresa. “Esse acordo oferece valor adicional para os acionistas da Anheuser-Busch ao mesmo tempo em que amplia o acesso ao mercado global para a Budweiser”, disse.

O negócio ocorreu depois de a InBev ter concordado em elevar o valor a ser pago pela empresa americana; na sexta-feira, a InBev aumentou a oferta de US$ 46,3 bilhões para US$ 50 bilhões.

Ofensiva

No final de junho, a fabricante da Budweiser rejeitou a oferta da InBev por considerá-la “inadequada e em desacordo com os interesses dos acionistas”. “A proposta da InBev subestima significativamente os ativos excepcionais e as perspectivas de nosso grupo”, disse Patrick Stokes, presidente do conselho administrativo da Anheuser-Busch.

Jose Manuel Ribeiro/Reuters
InBev reitera oferta por fabricante da Budweiser, ante possöel fusão com Modelo
InBev reitera oferta por fabricante da Budweiser, ante possível fusão com Modelo

O executivo-chefe da InBev, Carlos Brito, disse que considera o valor oferecido por ação o preço justo e afirmou que o financiamento da oferta está assegurado. “Nossa oferta apresenta certeza em um contexto de enfraquecimento da bolsa”, afirmou.

A Inbev fez a oferta à direção de Anheuser-Busch em 11 do mês passado, para formar a maior cervejaria do planeta, reiterando-a em 16 de junho, advertindo posteriormente a Anheuser-Busch contra uma aliança defensiva da cervejaria americana com o mexicano Grupo Modelo.

“A proposta da InBev se apóia em uma firme trajetória de expansão internacional, assim como em um crescimento e rentabilidade consistente”, acrescentou o principal responsável da cervejaria. A fusão criará uma companhia “mais forte, mais competitiva no mercado mundial, com uma pasta de marcas imbatível e uma boa rede de distribuição”, ressaltou Brito.