A HISTORIA DO PETROLIO BRASILEIRO

A história do petróleo no Brasil começou no ano de 1858, quando o Marquês de Olinda concedeu a José de Barros Pimentel o direito de extrair betume em terrenos situados nas margens do rio Marau, na Bahia.

Em 1930, depois de vários poços perfurados sem sucesso em alguns estados brasileiros, o engenheiro agrônomo Manoel Inácio Bastos tomou conhecimento que os moradores de Lobato, na Bahia, usavam uma “lama preta”, oleosa, para iluminar suas residências.

A partir desta informação, realizou várias pesquisas e coletas de amostras da lama oleosa, contudo não obteve êxito em chamar a atenção de pessoas influentes, sendo considerado
“maníaco”.

Manoel Inácio Bastos não desistiu e, no ano de 1932, foi recebido pelo presidente Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. Na ocasião, o engenheiro agrônomo entregou ao presidente da Republica um relatório sobre a presença da substância em Lobato.

CONSELHO NACIONAL DO PETRÓLEO

Durante essa década de 30, a questão da nacionalização dos recursos do subsolo entrou na pauta das discussões indicando uma tendência que viria a ser adotada. Em 1938, toda a
atividade petrolífera passou, por lei, a ser obrigatoriamente realizada por brasileiros.

Ainda nesse ano, em 29 de abril de 1938, foi criado o Conselho Nacional do Petróleo (CNP), para avaliar os pedidos de pesquisa e lavra de jazidas de petróleo.
O decreto que instituiu o CNP também declarou de utilidade pública o abastecimento nacional de petróleo e regulou as atividades de importação, exportação, transporte, distribuição e comércio de petróleo e derivados e o funcionamento da indústria do refino. Mesmo ainda não localizadas, as jazidas passaram a ser consideradas como patrimônio da União. A criação do CNP marca o início de uma nova fase da história do petróleo no Brasil.

PRIMEIROS POÇOS: PETRÓLEO EM TERRAS DA BAHIA

Outro acontecimento marcante foi o descobrimento de petróleo em Lobato, na Bahia, em 1939, realizado pelos pioneiros Oscar Cordeiro e Manoel Inácio Bastos, sob jurisdição do recém-criado Conselho Nacional do Petróleo.

A perfuração do poço DNPM-163, em Lobato, foi iniciada em 29 de julho do ano anterior. Somente no dia 21 de janeiro de 1939 o petróleo veio à tona. Mesmo sendo considerada subcomercial, a descoberta incentivou novas pesquisas do CNP na região do Recôncavo Baiano.

Em 1941, um dos poços perfurados deu origem ao campo de Candeias, o primeiro a produzir petróleo no Brasil. As descobertas prosseguiram na Bahia, enquanto o CNP estendia seus trabalhos a outros estados. A indústria nacional do petróleo dava seus primeiros passos.

MONOPÓLIO

Após as descobertas na Bahia, as perfurações prosseguiam em pequena escala, até que, em 3 de outubro de 1953, depois de uma campanha popular, o presidente Getúlio Vargas assinou a Lei intensa 2004, que instituiu o monopólio estatal da pesquisa e lavra, refino e transporte do petróleo e seus derivados e criou a Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras.

No ano de 1963, o monopólio foi ampliado, abrangendo também as atividades de importação e exportação de petróleo e seus derivados.

ÁGUAS PROFUNDAS

Um marco na história da Petrobras foi a decisão de explorar petróleo no mar. Em 1968, a companhia iniciou as atividades de prospecção offshore. No ano seguinte, era descoberto o campo de Guaricema, em Sergipe.

Entretanto, foi em Campos, no litoral fluminense, que a Petrobras encontrou a bacia que se tornou a maior produtora de petróleo do país. O campo inicial foi o de Garoupa, em 1974, seguido pelos campos gigantes de Marlim, Albacora, Barracuda e Roncador.

Dos poços iniciais às verdadeiras ilhas de aço que procuram petróleo no fundo do mar, a Petrobras desenvolveu tecnologia de exploração em águas profundas e ultraprofundas – O Brasil está entre os poucos países que dominam todo o ciclo de perfuração submarina em campos situados a mais de dois mil metros de profundidade.

FIM DO MONOPÓLIO

A flexibilização do monopólio foi outro fato importante da história recente do petróleo no Brasil. No dia 6 de agosto de 1997, o presidente Fernando Henrique Cardoso sancionou a lei 9478 que permitiu a presença de outras empresas para competir com a Petrobras em todos os ramos da atividade petrolífera.

AUTO-SUFICIÊNCIA

A partir de 2002, a Petrobras ampliou sua área de prospecção, buscando novas frentes exploratórias nas bacias de Santos e Espírito Santo e bacias ainda pouco exploradas em suas águas profundas, como as da costa sul da Bahia, Sergipe, Alagoas e da margem equatorial brasileira.

O ano de 2003 é considerado um marco na história da Petrobras. Além do expressivo volume de petróleo descoberto, foram identificadas novas províncias de óleo de excelente qualidade, gás natural e condensado, permitindo que as reservas e a produção da Companhia começasse a mudar para um perfil de maior valor no mercado mundial de petróleo.

A produção doméstica de petróleo atingiu a marca de 1,54 milhão de barris por dia em 2003, representando cerca de 91% da demanda de derivados do país. A meta de produção nacional estabelecida no Plano Estratégico Petrobras 2015 é de 2,3 milhões de barris por dia em 2010. Para isso, serão implantados 15 grandes projetos de produção de petróleo até o ano de 2008.

O ano de 2006 marca a auto-suficiência sustentável do Brasil na produção de petróleo. Com o início das operações da FPSO (Floating Production Storage Offloading) P-50 no campo gigante de Albacora Leste, no norte da Bacia de Campos (RJ), a Petrobras alcançará a marca de dois milhões de barris por dia. É o suficiente para cobrir o consumo do mercado interno de 1,8 milhões de barris diários.

A Companhia já alcançou o patamar mais de uma vez. A diferença é que a P-50 consolida o processo sem risco de reversão. É a chamada sustentabilidade. Ao atingir o pico de produção, no terceiro trimestre de 2006, irá sobrar petróleo para exportar. A previsão é que dos 16 poços produtores – todos eles dispersos de forma milimétrica no campo de 225 quilômetros quadrados e em lâmina d’água que varia de 955 metros a 1.665 metros – jorrem 180 mil barris de petróleo e seis milhões de metros cúbicos de gás por dia.

A P-50 tem lugar garantido na história petrolífera brasileira. Ela não vai apenas extrair riqueza de um reservatório generoso o bastante para guardar mais de meio bilhão de barris de óleo e 6,9 milhões de metros cúbicos de gás, mas também estampa o selo de excelência da Petrobras num projeto grandioso responsável pela geração de 4.200 empregos diretos e 12.600 indiretos; da operação de gestão de cinco contratos de construção – que incluíam desde a transformação do petroleiro Felipe Camarão, em Cingapura, até a integração do casco convertido em uma plataforma com os módulos montados em diversas partes do mundo (Itália, EUA, Malásia e Brasil) no estaleiro Mauá-Jurong, em Niterói – à exuberância visual da unidade.

1. O que são bacias sedimentares e qual a origem do petróleo?
Indispensáveis para o processo de formação do petróleo, as bacias sedimentares são depressões na crosta terrestre, para onde são carreados e acumulados os detritos (sedimentos) de rochas mais antigas, substâncias químicas e matéria orgânica, de origem animal e vegetal. À medida que mais sedimentos se acumulam na bacia, aumentam a pressão e a temperatura sobre a matéria orgânica depositada. O petróleo é o resultado da ação da pressão e temperatura exercida pelas camadas de rochas ao longo do tempo geológico (milhões de anos) sobre a matéria orgânica depositada. O carbono é o principal elemento constituinte da matéria orgânica. O petróleo resulta das combinações de moléculas de hidrogênio e carbono – daí a denominação científica genérica de hidrocarbonetos para o petróleo e o gás natural. A origem orgânica está fundamentada, entre outras evidências, pelas análises geoquímicas, por estudos de paleontologia e pela ocorrência de compostos orgânicos nitrogenados.

2. Que fatores determinam a presença de petróleo numa bacia sedimentar?
A existência de acumulações de petróleo depende das características e do arranjo de certos tipos de rochas sedimentares no subsolo. Basicamente, é preciso que existam rochas geradoras, que contenham a matéria-prima que se transforma em petróleo, e rochas-reservatório, ou seja, aquelas que possuem espaços vazios, chamados poros, capazes de armazenar o petróleo. Essas rochas são envolvidas em armadilhas, chamadas trapas, que são compartimentos isolados no subsolo, onde o petróleo se acumula, e de onde não tem condições de escapar. A ausência de qualquer um desses elementos impossibilita a ocorrência de uma acumulação petrolífera. Logo, a existência de uma bacia sedimentar não garante, por si só, a presença de jazidas de petróleo.

3. Qual a primeira referência às atividades de procura de petróleo no Brasil?
As primeiras referências de que se tem notícia de procura de petróleo no Brasil foram as concessões outorgadas pelo Imperador D. Pedro II, em 1858, para a exploração de carvão, turfa e folhelho betuminoso às margens do Rio Maraú e Acaraí, área hoje conhecida como Bacia de Camamu, no sul da Bahia. Nessa região, já eram conhecidas algumas exsudações de óleo e a ocorrência de folhelho betuminoso. Os primeiros concessionários foram José de Barros Pimentel e Frederico Hamiltom Southworth. Em 1864, Thomas Dennys Sargent requereu e recebeu concessão do Imperador para pesquisa e lavra de turfa e “petróleo”, na mesma região de Ilhéus e Camamu.

4. Quando foi perfurado o primeiro poço para procurar petróleo no Brasil?
As primeiras concessões e os primeiros poços – sempre rasos – eram mais escavações, que tinham por objetivo procurar material para iluminação. A primeira sondagem profunda de que se tem notícia foi realizada no final do século 19, entre 1892 e 1897, na localidade de Bofete, no Estado de São Paulo, pelo fazendeiro de Campinas, Eugênio Ferreira de Camargo. Este, considerado o primeiro poço perfurado para a exploração de petróleo no Brasil, atingiu quase 500 metros de profundidade e deixou uma grande dúvida: relatos da época dizem que o poço teria recuperado dois barris de petróleo, fato que nunca foi confirmado.

5. Quando foi descoberto o primeiro campo realmente comercial de petróleo no Brasil?
Foi em 1941, o campo de Candeias. Depois vieram os campos de Aratu e Itaparica em 1942, e o de Dom João, em 1947, todos na Bacia do Recôncavo, no Estado da Bahia. Porém, a primeira descoberta de petróleo no Brasil ocorreu em 1939, em Lobato, na Bahia, realizada pelos pioneiros Oscar Cordeiro e Manoel Inácio Bastos. Mesmo considerada subcomercial, a descoberta incentivou o prosseguimento das pesquisas na região do Recôncavo Baiano.

6. Quando começaram as pesquisas na Bacia Amazônica?
Em 1888, foram requeridas e concedidas cerca de dez concessões para carvão-de-pedra e outros minerais, no Baixo e Médio Amazonas. No último decreto referente à pesquisa/exploração e lavra de carvão, turfa, betume e petróleo, firmado no Império em 1889, foi outorgada concessão a Adam Benaion, no Municipio de Prainha, Estado do Pará, na Bacia do Amazonas. Mas quase 90 anos depois é que se chegou à descoberta de gás em volumes comerciais no Vale do Rio Juruá e de óleo no Rio Urucu, na Bacia do Solimões, no Alto Amazonas.

7. As descobertas de petróleo realizadas pela Petrobras estão dentro de parâmetros internacionais?
As descobertas de petróleo realizadas pela Petrobras, especialmente nos três últimos anos, encontram-se acima da média, superiores aos parâmetros internacionais. Dois são os indicadores mais utilizados pela indústria do petróleo para mostrar o desempenho da empresa neste particular: o Índice de Sucesso (%), que é o percentual de poços exploratórios bem-sucedidos em relação ao total de poços perfurados, e o Custo de Descoberta (US$/barril), que significa o quanto a Companhia gastou em exploração para cada barril de petróleo descoberto. O Índice de Sucesso médio de poços exploratórios da Petrobras no período 2002-2004 foi de 34%, patamar superior à média internacional. Já em 2004, o Índice de Sucesso de poços exploratórios chegou a 49%, muito superior à média internacional da indústria. Os Custos de Descobertas foram respectivamente de 0,59 US$/barril em 2002, de 0,3 US$/barril em 2003 e de 0,42 US$/barril em 2004, patamar que coloca a Companhia entre as primeiras do mundo. Indiretamente, existe ainda o Índice de Reposição de Reservas, que significa o quanto a Companhia repôs de reservas em relação à sua produção anual. Esse índice, no período 1998-2001, foi de 158%, enquanto a média das cinco maiores companhias internacionais, no mesmo período, foi de 106%. No ano de 2003, o Índice de Reposição de Reservas provadas da Petrobras alcançou 356%, o que significa afirmar que, para cada barril produzido, foram incorporados 3,56 novos barris de óleo e gás e no ano de 2004 o IRR foi de 170%, o que significa afirmar que, para cada barril produzido foram incorporados 1,7 novos barrís, índices significativamente superiores à média mundial.

8. Quais as regiões petrolíferas do Brasil?
Em terra, os estados do Amazonas, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Bahia e Espírito Santo produzem petróleo. No mar, a produção é proveniente dos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. O Paraná também produz óleo de xisto, que é um óleo semelhante ao petróleo. Esse óleo é extraído de uma rocha denominada informalmente de “xisto pirobetuminoso”, que, na realidade, é uma rocha sedimentar chamada folhelho betuminoso, ou seja, um folhelho com altíssimo teor de matéria orgânica.

9. O que é reserva de petróleo ?
Reserva de petróleo é o volume que se pode extrair, comercialmente, de uma jazida, pelos métodos de recuperação e produção conhecidos, sob condições econômicas e regulamentares vigentes na época da avaliação.

10. Quais as perspectivas de aumento de produção de petróleo?
A Petrobras tem como meta produzir no país 1,78 milhão de barris de óleo e líquido de gás natural (LGN) por dia em 2005, elevando esse volume para 2,3 milhões de barris/dia em 2010, o que representa um crescimento médio anual de 5,9% ao ano até 2010.

11. Os municípios e os estados produtores de petróleo têm algum benefício pela produção?
Além do desenvolvimento econômico e social que as atividades da Petrobras proporcionam, por meio de novas oportunidades empresariais, abertura de empregos diretos e indiretos, crescimento do mercado consumidor local e aumento da arrecadação municipal e estadual, a Petrobras paga, anualmente, royalties sobre o valor da produção de petróleo e gás natural aos municípios e aos estados produtores. Além disso, a Petrobras realiza investimentos sócio-culturais e esportivos nas comunidades vizinhas às suas unidades, reformando e apoiando escolas, hospitais e instalações esportivas, restaurando e conservando monumentos históricos e ambientes naturais.

12. Quais são as fases de pesquisa relacionadas com a exploração de petróleo em águas profundas?
Da mesma forma que em águas rasas, a exploração de petróleo em águas profundas começa pelas pesquisas geofísicas, entre elas os levantamentos sísmicos. As informações geológicas e geofísicas permitem aos geólogos reconstituir as condições de formação e acumulação de petróleo em determinada região, há milhões de anos. Os dados sísmicos são obtidos por meio de emissões controladas de ondas sonoras, que se propagam através das rochas e são captadas por sensores (hidrofones) na superfície do mar. Os dados são processados em computador, dando origem às seções sísmicas (uma verdadeira radiografia do subsolo), que são analisadas por geólogos e geofísicos, resultando em mapas que, integrados com outras informações geológicas, indicam áreas com potencial para ocorrência de petróleo. A existência comercial de petróleo em uma determinada área somente pode ser confirmada por meio da perfuração de poços exploratórios.

13. Quantas plataformas petrolíferas operam no Brasil?
Atualmente, a produção da Petrobras conta com 95 unidades marítimas de produção.

14. Qual a finalidade e os benefícios das plataformas flutuantes?
As plataformas flutuantes podem ser de dois tipos básicos, perfuração e produção. As plataformas de perfuração têm como finalidade perfurar os poços exploratórios e os de desenvolvimento da produção, definidos segundo as prioridades estabelecidas pela área de negócios de Exploração e Produção da Petrobras. As plataformas de produção são posicionadas nos campos já descobertos e têm como finalidade abrigar os equipamentos para extração de petróleo e separação do gás e da água, que são produzidos juntos com o petróleo. Entre as vantagens está a capacidade de antecipar a produção dos campos, que demandaria muito mais tempo se fosse preciso aguardar a construção de uma plataforma fixa. Outra vantagem é a de permitir a produção de petróleo em águas cujas grandes profundidades impedem a instalação de plataformas fixas.

15. Qual o destino dos fluidos produzidos nos campos de petróleo?
O petróleo é produzido junto com gás natural e água. Na superfície, esses três produtos são separados para finalidades distintas. O óleo bruto (petróleo) vai para as refinarias, onde é transformado nos diversos derivados (gasolina, óleo diesel, óleos combustíveis, gás de cozinha, querosene, nafta petroquímica, asfalto, etc.). O gás natural é utilizado como combustível, como matéria-prima na indústria petroquímica e/ou é reinjetado nos poços, para aumentar a produção de óleo. A água, separada do óleo e do gás, é tratada e descartada ou utilizada, também, para reinjeção no poço, para manter a produção. Alguns poços produzem apenas gás natural e água.

16. Como se processa a produção de petróleo?
Estabelecida a comercialidade de uma jazida de petróleo, inicia-se o trabalho de desenvolvimento da produção, com a definição do número de poços necessários ao melhor aproveitamento do campo produtor. Para um poço produzir, é necessário que ele seja adequadamente preparado e revestido com tubos de aço. Esses são posteriormente perfurados (operação de canhoneio), a fim de possibilitar o escoamento do petróleo contido na rocha-reservatório para o interior do poço. Os poços podem produzir com energia própria da jazida (poço surgente) ou através de ação externa (bombeio mecânico, injeção de fluidos, frente de calor, etc). A elevação do petróleo até a superfície, onde está instalada a árvore-de-natal (conjunto de válvulas de controle e de segurança do poço), dá-se através da coluna de produção, previamente instalada no poço. A partir daí, o petróleo segue até o separador, onde ocorre o seu primeiro tratamento (separa-se o óleo, o gás e a água). Após essa separação, o petróleo é bombeado para as estações coletoras e daí para as refinarias.

17. Quantos litros contém um barril de petróleo? Uma tonelada corresponde a quantos barris? Qual a relação m³/barril?
Um barril de petróleo contém 159 litros. Uma tonelada métrica de petróleo corresponde a cerca de 7,5 barris, em média, dependendo da densidade do petróleo ou do derivado de petróleo. Um metro cúbico de petróleo é igual a 6,29 barris.

18. Quantos e quais são os tipos de petróleo?
De modo geral, os diferentes tipos de petróleo existentes no mundo podem ser classificados em três tipos: parafínicos, naftênicos e aromáticos. Os de base parafínica apresentam como resíduo uma substância cerácea que contém, principalmente, membros da série parafínica. Na destilação dos petróleos naftênicos, o resíduo é asfáltico, enquanto os aromáticos apresentam derivados da cadeia do benzeno.

19. Existem mulheres trabalhando em plataformas da Petrobras?
As mulheres estão representadas em praticamente todas as atividades da Petrobras, inclusive nas plataformas marítimas e na floresta amazônica, onde trabalham profissionais de nível médio e superior, em atividades administrativas e técnicas.

20. Para aumentar a produção de petróleo a Petrobras também teve que aumentar o número de empregados?
As características dos novos projetos de produção de petróleo, principalmente em águas profundas, na Bacia de Campos, com poços de altas vazões, permitiram o aumento de produção, sem a necessidade de aumentar o número de empregados.

22. Quando o Brasil vai atingir a auto-suficiência na produção de petróleo?
Prevê-se que a auto-suficiência seja alcançada em 2006.

23. A intenção do Governo de construir no País as novas plataformas de produção de petróleo pode prejudicar a Petrobras em termos de rentabilidade?
Ao longo de sua história, a Petrobras sempre atuou como um agente indutor do desenvolvimento da indústria nacional. No período de 2003-2007, a Petrobras prevê um índice de nacionalização médio de 65% em suas compras. É evidente que o fortalecimento da indústria jamais deixou de interessar à empresa, que poderá encontrar, cada vez mais, condições de ver atendidas suas necessidades, tanto do ponto de vista de materiais e equipamentos quanto no setor de serviços. Para viabilizar o aumento da participação da indústria nacional na construção das novas plataformas de produção de petróleo, a Petrobras aprovou modificações nos editais de contratação. Foram estabelecidas, entre outras inovações, conteúdos nacionais mínimos que permitam maior participação da indústria brasileira, conciliando questões como garantia de preços e competitividade em nível internacional, sem prejuízo dos interesses empresariais da Petrobras.

24. Qual a definição de campo de petróleo gigante?
São considerados campos gigantes aqueles com reservas superiores a 500 milhões de barris.

25. O que é considerado “águas ultraprofundas”?
São águas a partir da profundidade de 1.500 metros. Entre 300 metros e 1.500 metros de profundidade, as águas são consideradas profundas. Hoje, 5% da produção brasileira está em águas acima de 1.500 metros, 62% está em águas de mais de 300 metros de profundidade; 17% encontra-se em lâminas d’água abaixo que 300 metros e 16% da produção é proveniente de campos em terra. Esses índices posicionam a Petrobras como a maior produtora em águas profundas do mundo.

26. O que é barril de óleo equivalente?
Barril de óleo equivalente (boe) é a unidade que permite comparar (ou converter), em equivalência térmica, um volume de gás natural com um volume de petróleo.

27. Quantos poços produtores existem hoje no Brasil?
Em dezembro de 2004, a produção de óleo e gás natural da Petrobras contava com a operação de 9.364 poços.

28. Quais são as reservas brasileiras de óleo e gás natural?
Em dezembro de 2004, as reservas provadas de óleo e gás natural no Brasil alcançaram 13,02 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), com aumento de 3,3% sobre o ano anterior. Desse total, 85% correspondem às reservas de óleo e condensado (11,05 bilhões de barris de boe) e 15% às reservas de gás natural (313,06 bilhões de metros cúbicos).Caso se considere as reservas da Petrobras no exterior, o total chega a 14,89 bilhões de barris de óleo equivalente, correspondendo a um aumento de 2,7% em comparação com o volume de 2003.

29. Qual é a produção brasileira de óleo e gás natural?
A produção brasileira de óleo e líquido de gás natural (LGN) alcançou, em 2004, a média diária de 1.492,63 mil barris. Já a produção de gás natural foi de 42.146,2 mil metros cúbicos/dia. A produção da Petrobras no exterior, em 2004, somou 168,5 mil barris diários de óleo e LGN e 15.995,8 mil metros cúbicos por dia de gás natural. O total da produção, no Brasil e no exterior, incluindo gás natural em equivalente energético, alcançou 2.020,4 mil barris de óleo equivalente em 2004. Para acompanhar a produção brasileira de óleo e gás natural, mês a mês, clique, neste site, em Relações com o Investidor/Destaques Operacionais e Corporativos/Exploração e Produção.

30. Houve alguma descoberta a uma profundidade superior a 2.000 metros?
Sim, duas descobertas. A primeira, realizada em 2001, pelo poço 1-ESS-99, perfurado na Bacia de Campos (BC-600), numa lâmina d’água de 2.243 metros, e a segunda em 2002, por meio do poço 1-RJS-544, perfurado também na Bacia de Campos (poço BC-200), numa lâmina d’água de 2.741 metros. Para ambas, foram submetidos à Agência Nacional do Petróleo (ANP) Planos de Avaliação, que objetivam, ao seu término, definir a viabilidade econômica das descobertas.

31. Qual o poço mais profundo em produção no Brasil?
O poço mais profundo em produção é o RO-0021, no campo de Roncador, na Bacia de Campos, com profundidade de 1.886 metros.

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2 Respostas para “A HISTORIA DO PETROLIO BRASILEIRO”

  1. Prezados,

    pq o equipamento de prospecção “Árvore de Natal” tem esse nome? Qual a origem desse termo?
    Marcia

  2. márcio carvalho Diz:

    Observei que em alguns outros documentos de internet a autoria da concessão de 1858 à José de Barros Pimentel e Frederico Hamiltom Southworth fora dada por Marquês de Olinda e não pelo Imperador.
    Alguém poderia me dizer algo sobre isso?
    Há algum documento?
    Ficarei muito grato.

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