Arquivo para Junho, 2008

HISTORIA DA POLICIA BRASILEIRA

Postado em HISTORIA com as tags em Junho 28, 2008 por dell22

Polícias Militares, no Brasil, são as forças de segurança pública das unidades federativas que têm por função primordial a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública nos Estados brasileiros e no Distrito Federal (artigo 144 da Constituição Federal de 1988). Eu defendo a urgente criacao da Secretaria Nacional das Policias, orgao Federal que teria a tarefa de zelar pela qualidade dos servicos pretados por as Policias, Zelar por exemplo: a qualidade dos uniformes, aparelhamentos, salarios, disciplinas. Um orgao Governamental capaz de fazer o Policial sentir-se orgulhoso de prestar servicos na Policia ( seja onde for ). Assim como nos paises do primeiro mundo, onde um Policial tem orgulho de ser Policial, e ostentar a Bandeira do seu Pais no seu ombro.

Subordinam-se, juntamente com as Polícias Civis, aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios (art. 144 § 6º da Constituição Federal de 1988) e são, para fins de organização, forças auxiliares e reserva do Exército Brasileiro e integram o Sistema de Segurança Pública e Defesa Social brasileiro.

Seus integrantes são denominados militares estaduais (artigo 42 da CRFB), assim como os membros dos Corpos de Bombeiros Militares. Cada Polícia Militar é comandada por um oficial superior do posto de coronel que é denominado Comandante-Geral.

Já as polícias civis, são forças de segurança pública com estatuto próprio do serviço público civil, dirigidas por delegados de polícia de carreira, as quais incumbe as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, conforme o § 4º, do artigo 144, da mesma Carta constitucional.

 

Índice

[esconder]

 Histórico

As Polícias Militares brasileiras têm sua origem nas Forças Policiais criadas durante o período do Brasil Imperial e que foram, em alguns casos, extintas ou fundidas à outras corporações policiais ostensivas durante o Regime Militar.

O soldado de polícia era aquele militar que integrava as milícias dos estados brasileiros, subordinadas aos presidentes de estado e, posteriormente, governadores, as quais recebiam várias denominações como, brigada policial, brigada militar, força pública, polícia militar etc. A partir do regime militar instalado no Brasil em 1964, todas essas milícias estaduais foram padronizadas pela legislação. Seus respectivos comandos passaram a ser realizados por oficiais do Exército Brasileiro, à excessão de Minas Gerais. E suas respectivas designações foram padronizadas para o termo Polícia Militar.

Objetivando estabelecer rígido controle sobre as corporações policiais armadas, e evitar qualquer possibilidade de sublevação por parte das unidades federativas, o governo militar extinguiu as Guardas Civis e regulamentou as normas fiscalizadoras do Exército sobre as Polícias Militares, inclusive, nomeando oficiais do Exército para comandá-las em todos os Estados.

Porém, o Exército Brasileiro ainda realiza o supervisionamento de tais instituições por meio de seu órgão denominado IGPM – Inspetoria Geral das Polícias Militares, sob o comando de um General de Brigada.

A força militar de patrulhamento, genuinamente brasileira e mais antiga, é a Polícia Militar do Estado de Minas Gerais, que tem a sua origem no “Regimento Regular de Cavalaria de Minas”, em 9 de junho do ano de 1775, no distrito de Cachoeira do Campo, município de Ouro Preto, o qual tinha como missão guardar as minas de ouro descobertas na região de Vila Rica (atual Ouro Preto) e Mariana. O patrono da Polícia de Minas Gerais é o Alferes Tiradentes, herói da Inconfidência Mineira, e que serviu no Regimento Regular de Cavalaria de Minas.

A segunda corporação mais antiga é a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, com origens na Guarda Real de Polícia, criada em 13 de maio de 1809, no reinado de D. João VI quando da vinda da família real portuguesa para o Brasil, a exemplo da similiar que este monarca havia criado na cidade de Lisboa.

As polícias militares em alguns Estados foram criadas em 1831 depois de ato do regente padre Diogo Feijó, sendo que a partir da Constituição Federal de 1946 (Constituição que redemocratizou o país após o Estado Novo) as Corporações dos Estados passaram a ser denominadas Polícia Militar, com exceção do Estado do Rio Grande do Sul que manteve o nome de Brigada Militar em sua força policial.

Atualmente, a maior Corporação policial militar é a Polícia Militar do Estado de São Paulo que conta com cento e trinta mil integrantes (pois o Corpo de Bombeiros Militar de São Paulo é subordinado a PMESP), seguida da Polícia Militar de Minas Gerais, que atualmente conta com aproximadamente 41.000 integrantes, entre homens e mulheres, que atuam nos 853 municípios do Estado de Minas Gerais. A Corporação também possui unidades especializadas como o Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE), a Companhia de Rádio Patrulhamento Aéreo (CORPAER) (que se encontra localizado nas cidades de Belo Horizonte, Uberlândia, Juiz de Fora e Montes Claros), o Batalhão de Polícia de Eventos (BPE), antigo Batalhão de Choque, o Policiamento Montado, que é desenvolvido pelo Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (RCAT), o Policiamento Rodoviário, o Policiamento Ambiental, os Postos Móveis de Policiamento Preventivo (PMPP) e o Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (ROTAM), tendo logo após a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, esta última com cerca de trinta e oito mil integrantes.

 Datas de criação das Polícias Militares

 Estrutura Hierárquica

Nas polícias militares, o maior posto é o de Coronel PM (Cel PM) (veja Hierarquia na Polícia Militar), seguido de Tenente-Coronel PM (Ten Cel PM), Major PM (Maj PM), Capitão PM (Cap PM), 1º Tenente PM (1º Ten PM) e 2º Tenente (2º Ten PM), seguida da graduação das praças-especiais — Aspirante-a-Oficial PM (Asp PM) e Cadete PM (Cad PM) ou Aluno-Oficial PM (Al Of PM)- e das praças – Subtenente PM (Sub Ten PM), 1º Sargento PM (1º Sgt PM), 2º Sargento PM (2º Sgt PM), 3º Sargento PM (3º Sgt PM), Cabo PM (Cb PM), Soldado PM de 1ª Classe (Sd PM 1ª Cl) e Soldado PM de 2ª Classe (Sd PM 2ª Cl).

Cada PM designa de forma diferente a graduação das praças-especiais. O alunos das Academias de Polícia Militar, responsáveis pela formação de oficiais, são denominados Alunos-Oficiais ou então Cadetes. Os alunos dos cursos de formação de praças recebem a denominação de Aluno-Soldado, Soldado de 2ª Classe ou Soldado de Classe C.

O Comandante-Geral é escolhido pelo Governador do Estado ou do Distrito Federal, dentre os oficiais do posto de Coronel. No entanto, os nomes e o número de patentes podem variar entre Estados.

A Polícia Militar da Bahia não possui o posto de 2º Tenente PM e as graduações de Aspirante a Oficial PM, 2º Sargento PM, 3º Sargento PM, Cabo PM e Soldado PM de 2ª Classe.

 

 Áreas de Atuação

Oficiais do Choque em Curitiba

Oficiais do Choque em Curitiba

Eis algumas modalidades de policiamento exercidas pelas polícias militares:

  • motorizado;
  • montado (à cavalo, búfalo, etc);
  • com cães;
  • de trânsito;
  • motocicletas;
  • rodoviário;
  • ferroviário;
  • de choque;
  • de guarda;
  • escolta;
  • custódia;
  • ambiental;
  • aéreo;
  • de bicicleta;
  • ostensivo a pé
  • lacustre,
  • marítimo e outros.

 Habitantes por Policial Militar

A análise da Razão entre População Residente e Número de Oficiais da Polícia Militar por Unidade da Federação mostra que, em 2003, a proporção no número de habitantes por policial militar é bastante variada entre as Unidades da Federação. Os Estados de Roraima, do Amapá, do Acre, de Rondônia, do Rio Grande do Norte e do Rio de Janeiro, mais o Distrito Federal, são os locais que apresentam uma menor proporção de população por Policial Militar. Neste sentido, destaca-se o Distrito Federal, onde, para cada policial militar, há 137 habitantes. No caso de São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia e Rondônia, é importante ressaltar-se que a Polícia Militar destes Estados agregam também os Corpos de Bombeiros.

No extremo oposto, as Unidades da Federação que aparecem como as que concentram um maior número populacional por policial militar são o Pará, o Maranhão, o Piauí, o Ceará, o Mato Grosso do Sul, o Paraná e o Rio Grande do Sul. O Maranhão é o Estado onde apresenta-se a maior desproporção, sendo 822 habitantes para cada policial militar.

fonte: SENASP

 

 Força Nacional

Segundo alguns pesquisadores, sob aspectos de eficiência, eficácia e efetividade, as atuais Polícias Militares poderiam ser repensadas. Poderiam ser agrupadas em uma instituição maior e mais abrangente, dentro da concepção de uma Guarda Nacional, a exemplo das Guardas Nacionais do Chile, Espanha, Alemanha, Portugal, Argentina, Colômbia.

A necessidade residiria no fato de que suas ações são desenvolvidas apenas localmente, ou, no máximo, regionalmente, havendo uma perda do sentido de segurança em caráter nacional, uma vez que os crimes, doravante praticados em uma área, direta ou indiretamente, têm ligações com organizações ou facções de outros estados (em redes intercorrelacionadas nacionalmente, ou até mesmo transnacionalmente).

Havendo somente um “pensar local”, deixa de haver um “pensar nacional”, com conseqüentes perdas informativas e de gerenciamento de missões, apesar da existência do Serviço Nacional de Informações, coordenado pela ABIN.

Em caráter embrionário à proposta da Guarda Nacional emerge a Força Nacional de Segurança Pública, criada pelo governo federal e formada por militares estaduais. A FNS é acionada sempre que situações de distúrbio público, originadas em qualquer ponto do território nacional, requerem sua presença. Para tanto, é necessária que exista a aquiescência do governador do estado na sua utilização.

 Designações populares

Meganha, samango (abrev. “mango”) e gambé são designações populares (por vezes pejorativa) para policial em alguns estados brasileiros, a duas primeiras designações são mais frequentes no Rio de Janeiro, enquanto a outra em São Paulo.

Mike também é utilizado, e deriva de papa mike, que no código internacional de comunicação significa as letras “P” e “M”, iniciais de Polícia Militar. Para designação de policiais civis, utiliza-se o charlie, que representa a letra “C”.

Há outros termos usados principalmente no âmbito institucional como Steve, comum principalmente nos estados de São Paulo e Goiás. Pompeu é mais conhecido entre policiais militares do Rio de Janeiro. No Rio Grande do Sul, a designação pé de porco ou brigadiano são amplamente utilizadas pela população.

 

[editar] Ligações externas

Polícias Militares do Brasil
BMRS PMAC PMAL PMAP PMAM PMBA PMCE PMDF PMES PMGO PMMA PMMT PMMS PMMG
PMPA PMPB PMPR PMPE PMPI PMRJ PMRN PMRO PMRR PMSC PMESP PMSE PMTO

A TAXA DE DESEMPREGO NO BRASIL, TEM QUEDA HITORICA

Postado em ECONOMIA com as tags em Junho 26, 2008 por dell22

A taxa de desemprego no Brasil, de 7,9% em maio, atingiu o menor nível para o mês e o segundo menor índice de toda a série iniciada em 2002, acima apenas do verificado em dezembro de 2007 (7,4%), segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira. O índice caiu 0,6 ponto percentual em relação a abril (quando ficou em 8,5%) e de 2,2 p.p. em relação a maio do ano passado (10,1%).

Foi a primeira queda da taxa de desemprego no ano. Responsável pela Pesquisa Mensal de Emprego, Cimar Azeredo destacou que a redução aconteceu antes do que normalmente acontece. No ano passado, por exemplo, a primeira queda da taxa de desemprego foi verificada em junho.

“Os dados são extremamente positivos e mostra a força do mercado de trabalho em 2008. Já havíamos percebido essa tendência, e isso se dá pelo cenário econômico positivo, cujos indicadores são positivos”, afirmou.

Para Azeredo, a tendência é que o mercado de trabalho continue positivo, a não ser que algum fator econômico, como a alta da inflação e a taxa de juros, prejudique esse bom momento.

“A situação do mercado de trabalho em 2008 é favorável em relação ao que foi notado nos último anos”, observou.

O rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 1.208,20) caiu 1% na comparação mensal, mas subiu 1,5% no ano. O rendimento médio real domiciliar per capita (R$ 784,73) caiu 1,3% no mês e subiu 5,6% no ano. A massa de rendimento real habitual dos ocupados (R$ 26,2 bilhões) ficou estável no mês e cresceu 7,1% no ano.

“A queda no rendimento médio real se deve à inflação mais alta. É o efeito imediato sobre a renda”, comentou Azeredo. “A inflação já começa a deteriorar o rendimento do trabalhador.”

O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que é utilizado na pesquisa, verificado nas seis regiões metropolitanas pesquisadas, teve alta de 0,97% em maio. As maiores elevações foram verificadas em Recife (PE), 1,26%; e em São Paulo (SP), 1,13%.

A população desocupada diminuiu em 7,5% em maio (ficando em 1,8 milhão de pessoas) em relação a abril e 20,4% em relação a maio do ano passado. A população ocupada (21,5 milhões) não registrou alteração significativa na comparação com abril, mas cresceu 4,6% em relação a maio de 2007.

O número de trabalhadores com carteira assinada, 9,5 milhões de pessoas, não se alterou em relação a abril, mas teve alta de 9,5% na comparação com maio de 2007.

PETROBRAS REGISTRA MEGA AUMENTO NA PRODUCAO DE PETROLIO E GAS

Postado em ECONOMIA com as tags em Junho 24, 2008 por dell22

 

 

 

A produção média de petróleo e gás natural da Petrobras no país, em abril, foi de 2,157 milhões de barris de óleo equivalente por dia, um aumento de 2% em relação a março e de 5,1% em relação a abril do ano passado. Esse foi o primeiro aumento depois de três meses consecutivos de queda.

Os dados constam de nota divulgada nesta quarta-feira, dia 14, pela Petrobras e indicam que a produção de petróleo, separadamente, nos campos nacionais, registrou um aumento de 3,6% em relação a abril de 2007 e de 2,3% quando comparado ao mês anterior.

Já a produção de gás natural atingiu 50,64 milhões de metros cúbicos de média diária, em abril, o que representou aumento de 15,4% sobre os 43,375 milhões de metros cúbicos produzidos em abril de 2007.

As informações da Petrobras indicam que o resultado de 42 mil barris/dia de petróleo produzidos a mais em abril foi proporcionado pela entrada em operação de novos poços na Bacia de Campos – nas plataformas P-52 e P-54, ambas no campo de Roncador; na P-35, em Marlim; e na PPM-1, em Pampo.

Também contribuiu a produção da plataforma FPSO Cidade de Rio das Ostras (uma unidade de produção, estocagem e escoamento de petróleo e gás), que entrou em operação no dia 31 de março, no campo de Badejo, também na Bacia de Campos.

Segundo informou a empresa, a capacidade diária de produção da Petrobras vai ser acrescida de 950 mil barris em 2008, “com a entrada em operação de mais quatro plataformas – sendo três na Bacia de Campos e uma no mar do Espírito Santo”.

Considerados os campos da estatal no Brasil e no exterior, os dados divulgados indicam que a produção total de petróleo e gás natural da companhia atingiu, em abril deste ano, a média diária de 2,381 milhões de barris de óleo – resultado que é 3,7% superior à produção registrada no mesmo mês de 2007 e 1,8% maior que a produção total da Petrobras em março de 2008.

Quando levado em conta apenas a produção da Petrobras nos oito países onde a empresa mantém trabalhos de extração, o volume de petróleo e gás natural, em barris de óleo equivalente, chegou a 223,819 mil barris/dia em abril

TUDO SOBRE A FORCA AEREA IRANIANA

Postado em HISTORIA com as tags em Junho 23, 2008 por dell22

Pois não é que os israelenses andaram se aventurando pelo espaço aéreo da síria? O motivo, ninguém sabe direito, mas certamente ninguém acreditou no “bombardeio de instalações nucleares mantidas por técnicos da Coréia do Norte” – principalmente agora que os norte-coreanos parecem ter cansado de seus buscapés nucleares.

O mais provável é que estivessem mesmo testando alternativas para uma special op contra o Irã, cuja melhor rota passa pelo espaço aéreo sírio – visto que provavelmente nem Iraque nem Turquia abririam seus espaços aéreos para os aviões israelis, já que ambos não querem problemas com o Irã.

Caso tentem, o que encontrarão pela frente os judeus? A aviação síria não se revelou, em diversas oportunidades, páreo para a Hel´ha´Avir, a força aérea de Israel. A Síria tem recebido alguns MIG29 e sistemas de defesa anti-aérea TOR M1, mas sua capacidade de usá-los eficazmente é uma incógnita. No caso do Irã, a coisa é diferente. Desde a época do Xá, este país desenvolveu uma enorme força aérea, e dispõe de alguns dos itens mais letais do arsenal norte-americano, além de pilotos com grande experiência de combate – contra os iraquianos – e mais recentemente, contra os russos, embora atualmente tenham boas relações com os rapazes de Putin.

Um desses itens é o Grumman F14A. Trata-se de um osso duro de roer, no entender de todos os analistas. Vamos ser apresentados a ele em seguida…

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Na primeira metade dos anos 1970, o Império do Irã era um confiável aliado do Ocidente, considerado como uma “primeira linha” da Guerra Fria. Desde os anos 1950, um dos maiores produtores de petróleo do mundo, o país beneficiou-se indiretamente da crise do petróleo de 1973, aderindo tardiamente ao boicote comandado pela Arábia Saudita. Segundo exportador mundial de petróleo e primeiro fornecedor dos EUA, o Irã não chegou a diminuir suas exportações, mas praticou os aumentos de até 300 por cento no preço do barril, determinados pela OPEP. O resultado foi um fluxo de dinheiro nunca antes imaginado, que o tornou cliente preferencial das indústria norte-americana de armamentos.

Compartilhando extensa fronteira com a então URSS, além de responsabilidades localizadas no Golfo Pérsico, no Oriente Médio e no Oceano Índico. O dinheiro do petróleo permitiu que o Irã, até então cliente de sistemas de armas “tipo exportação” (por exemplo, Sabres F86, F5A Freendom Fighters em 1965 e, a partir de 1967, um pequeno número de F4E Phantom). Com os petrodólares fluindo, o Xá, embora fosse considerado um aliado instável, passou a merecer atenção dos EUA, uma vez que a proximidade da União Soviética, e a inexistência de sistemas defensivos de última geração constituíam, indiretamente, ameaça aos interesses norte-americanos na região.

Dois fatores apressaram a possibilidade da aquisição, pela então Nirouyeh Havaiyeh Shahanshahiye Iran, ou Imperial Força Aérea do Irã, de aeronaves de última geração. Por um lado, a entrada em serviço, no final dos anos 1960, de uma nova geração de aeronaves soviéticas, da classe do MIG23 Flogger e MIG25 Foxbat. Essas aeronaves passaram a sobrevoar o território iraniano freqüentemente, em missões de reconhecimento. Equipadas com radares Lookdown-shotdown, e mísseis de longo alcance (“beyond visual range”), os Flogger se revelaram bem superiores aos F4E iranianos, que eram entregues pelos EUA com sensores e armamento de segunda linha. O território do Irã, muito montanhoso, exigia uma complexa cobertura de radar articulada a sistemas de mísseis de defesa aérea de grande altitude, que vinha sendo reivindicada pelos iranianos desde os anos 1960, até então sem resposta. No final da década, os norte-americanos já tinham manifestado simpatia às solicitações iranianas (em 1971, a venda de 1811 mísseis superfície-ar Hawk foi aprovada), o que abriu ao Irã a possibilidade de aquisição de quase todos os sistemas norte-americanos de última geração. O aval oficial, dado pelo presidente norte-americano Richard Nixon em maio de 1972, foi o passo inicial para que o Xá e seus comandantes começassem a planejar a criação da maior força aérea da região.

Por outro lado, também contribuiu para a decisão norte-americana de abrir ao Irã seu arsenal a aproximação, nos anos 1960, do Iraque com a União Soviética, bem como as manifestações de hostilidade aos EUA, por parte do regime ba´athista. Embora a partir de 1969, o presidente iraquiano Saddam Hussein fizesse uma política pendular, aproximando-se tanto dos EUA quanto da URSS, as fortes aquisições armamentos, combinadas com uma política externa independente e de caráter terceiro-mundista, e uma política econômica agressiva apressaram a decisão norte-americana de favorecer o Irã. Os dois países não tinham problemas aparentes, mas, havia uma disputa não resolvida na região do canal Shat-el-Arab, estuário dos rios Tigre e Eufrates, fronteira territorial mas reivindicado por ambas as nações.

Desde 1971 os iranianos vinham avaliando a aquisição de um novo interceptador para sua força aérea, decisão apressada pelas freqüentes provocações da Força Aérea da URSS, que se tornaram constantes após a entrada em serviço do MIG25 Foxbat. O MIG25 voava muito alto e muito rápido, e os Phantom e F5E Tigers iranianos sequer conseguiam aproximar-se dos incursores soviéticos.

Os motivos pelos quais os F14 foram escolhidos pelos iranianos foram diversos, mas o principal deles é que a geometria variável (que o MIG23 também tinha), uma tecnologia considerada revolucionária, permitia o uso de pistas curtas (tanto que os Tomcat eram aeronaves projetas para uso em navios-aeródromos) e relativamente pouco preparadas. Os sensores dos F14, centrados no radar pulso-Doppler, que utiliza o chamado “efeito Doppler”, uma característica das ondas que distorce sua recepção pelo observador, em relação ao emissor. Esse efeito é muito útil para determinar a distância a que se encontra um alvo. Adicionalmente os radares pulso-Doppler, conseguem determinar a distância a que se encontra um alvo que está em movimento. Os F14 estavam equipados com um radar AN/AWG9, fabricado pela Hughes, capaz de rastrear 24 alvos e operar até 6 mísseis Phoenix AIM54 simultaneamente. Até então, os F14 e seus sistemas de armas ainda não haviam sido testados em combate, mas exercícios extensivos feitos no Pacífico pela Marinha dos EUA indicavam que a combinação F14/ AN/AWG9/AIM54 indicavam ser a combinação letal.

Inicialmente, a Imperial Força Aérea Iraniana adquiriu 30 F14A, diversos kits de sobressalentes e 454 AIM54. Esse contrato, conhecido como Persian King e fechado em janeiro de 1974, se afigurava como a maior venda de armamento da história dos EUA, no valor de 320 milhões de dólares. No final do ano, os iranianos manifestaram interesse em adquirir mas 50 F14A e quase 300 mísseis, bem como um sistema de radar terrestre no valor de cerca de 600 milhões de dólares. Toda a encomenda alcançava os 2 bilhões de dólares e era, de fato, a maior venda de armas feita para um único pais, até então.

O Grumman F-14 Tomcat é uma aeronave de geometria variável projetado para operação em navios-aeródromos de esquadra. Trata-se de uma história de sucesso tipica da Guerra Fria. Testado diversas vezes em combate, revelou-se, quando bem operado, um sistema de armas eficiente e altamente confiável.
O F14 foi projetado partir do conceito introduzido nos EUA pelo mal-sucedido F111, introduzido em serviço em 1967 pela General Dynamics. Originalmente, havia a proposta de se criar uma versão navalizada do F111, que evoluiu para a o conceito de um caça de defesa de esquadra, desenvolvido junto com a Grumman.

Como o F111, o F14 aplica o conceito de “geometria variável”, estudado pela primeira vez pelos alemães, em 1944, e extensivamente pesquisado tanto por norte-americanos quanto por soviéticos, ao longo dos 30 anos seguintes. A possibilidade de variar o enflechamento das asas possibilita a aeronave aumentar o arrasto aerodinâmico durante a decolagem e o pouso, o que implica emu ma maior sustentação em baixa velocidade, tornando possível o aumentodo peso do conjunto e o uso de pistas menores – conceito ideal para o uso em navios-aeródromos.

O fracasso do F111, que logo foi relegado à funções de guerra eletrônica, fez com que a GD abandonasse o projeto. Vendo-se sozinha na empreitada, a Grumman resolveu por alterar todo o conceito. Na época (1968), o surgimento do míssil AIM54 e de um radar multi-modo funcional levou a que a companhia modificasse o desenho da aeronave para ser preferencialmente um vetor dessa nova arma. A complexidade do conjunto radar-míssil e o estágio ainda relativamente rudimentar dos computadores de bordo tornou necessária a manutenção de um segundo posto de tripulante, na parte traseira do cockpit,ocupado por um especialista em controle de armas. Posto em serviço em 1971, o F14A mostrou alguns problemas, mas estava claro que o desenvolvimento do conjunto acabaria resultando num sistema de armas de alta confiabilidade.

O F-14A alcançou plena operabilidade por volta dos meados dos anos 1970, chegando, após essa data, a registrar algumas vitórias contra aeronaves líbias e iraquianas. Deve-se destacar que boa parte do desenvolvimento do tipo deveu-se às observações feitas nas operações da versão vendida aos iranianos, que chegou a ser testada contra aeronaves soviéticas de primeira linha.

Alguns dos sistemas instalados no F14 eram muito novos e foram efetivamente testados nas aeronaves entregues ao Irã. Um dos melhores exemplos é o interrogador de IFF (identification, friend or foe) APX82A. Tratava-se de um sistema que, na época, era ultra-secreto, e visava identificar o sinal IFF emitido pelas aeronaves adversárias, possibilitando sua localização precisa em distâncias de até 200 quilômetros. Até então, os sistemas IFF baseavam-se num sinal criptografado, enviado por uma aeronave e captado conforme um radar iluminava essa aeronave. O APX82A permitia que o sinal IFF fosse identificado sem que o radar de bordo tivesse de ser ligado. Esse sistema tinha sido desenvolvido em função do surgimento de mísseis chamados “anti-radiação”, que eram atraídos por emissões de rádio. A versão iraniana desse sistema era programada para identificar apenas sinais com características soviéticas, mas incapaz de decifrar sinais norte-americanos, ingleses ou franceses.

Os norte-americanos também modificaram diversos outros sistemas dos F14A, que se tornaram menos eficazes ou simplesmente foram omitidos: sistemas de navegação inercial, sistemas de orientação por satélite, sistemas de contra-medidas eletrônicas simplesmente desapareceram da versão iraniana. O grupo propulsor, formado, na versão norte-americana, por duas turbinas Pratt and Whitney TF30-PW412 foram substituídas por duas TF30-PW414, um pouco menos potentes. O motivo era que as PW412 apresentavam problemas de manutenção, enquanto as 414 eram mais robustas e adequadas para as condições encontradas no Irã.

A ativação das primeiras unidades de F14A iranianas foram cercadas por problemas de todos os tipos. Apesar da permissão para que a aeronave fosse entregue, o acordo de venda continha diversas cláusulas que virtualmente faziam dos norte-americanos “sócios” dos iranianos. Como os sistemas da aeronave, ainda que simplificados, eram extremamente avançados, a manutenção não era feita no Irã, mas nos EUA, e tanto fornecedores quanto os militares norte-americanos não permitiam a presença de iranianos durante o processo. A maioria das partes componentes (inclusive turbinas e atuadores de enflechamento das asas) tinha de ser enviada aos EUA sob responsabilidade de técnicos norte-americanos, que trabalhavam nas bases da RFAI (a principal delas situada na cidade de Esfahan, aproximadamente 400 quilômetros ao sul de Teerã, e a meio caminho entre o Golfo Pérsico e o Mar Cáspio) pagos pelo governo iraniano. Essa situação criava tensão entre iranianos e norte-americanos, além de manter mais da metade dos F14 o chão, a maior parte do tempo. O mesmo acontecia – e de certa forma, de modo ainda mais restritivo – com os AIM54.

Os iranianos adquiriram também mísseis de guiagem IR AIM9P Sidewinder, e também o AIM7 Sparrow, na versões E4 e E2, de guiagem a radar, que não eram versões de último tipo, mas eram compatíveis com o radar AN/AWG9, e também podiam ser usados nos F4E.

Gostaram? Pois os F14A continuam em operação, e, segundo dizem, melhores do que antes.

JOHN McCAIN, CANDIDATO REPUBLICANO NOS USA, TEM DINHEIRO INVESTIDO NO IRã

Postado em POLITICA em Junho 22, 2008 por dell22

O provável candidato republicano à Presidência dos EUA, John McCain, mantinha dinheiro investido em empresas que atuam no Irã até o início deste mês, apesar de suas propostas para a segurança nacional se basearem em um discurso duro contra aquele país. Um dos fundos que contavam com aplicações do senador tem a Petrobras como carro-chefe, informa o jornalista Sérgio Dávila em reportagem publicada neste domingo na Folha de S. Paulo (íntegra disponível apenas para assinantes da Folha e do UOL).

Segundo a reportagem, os investimentos de McCain fazem parte do relatório de bens do senador de 2006 e tornado público por uma ONG que mapeia o dinheiro na política americana.

Os investimentos do senador –que podem variar entre US$ 315 mil e US$ 650 mil– estavam em três fundos mútuos do JP Morgan destinados aos filhos dele com Cindy McCain.

Os maiores investimentos, segundo a reportagem de Dávila, são em uma empresa petrolífera com atuação no Irã. No caso da Petrobras, o fundo em questão é o Emerging Markets Equity Fund, especializado em empresas dos chamados mercados emergentes.

Nem a assessoria do candidato nem o escritório da Petrobras no Rio de Janeiro responderam aos questionamentos da reportagem da Folha. McCain defende uma legislação mais dura para empresas e pessoas físicas que tenham negócios com o Irã.

A HISTORIA DO PETROLIO BRASILEIRO

Postado em HISTORIA com as tags em Junho 18, 2008 por dell22

A história do petróleo no Brasil começou no ano de 1858, quando o Marquês de Olinda concedeu a José de Barros Pimentel o direito de extrair betume em terrenos situados nas margens do rio Marau, na Bahia.

Em 1930, depois de vários poços perfurados sem sucesso em alguns estados brasileiros, o engenheiro agrônomo Manoel Inácio Bastos tomou conhecimento que os moradores de Lobato, na Bahia, usavam uma “lama preta”, oleosa, para iluminar suas residências.

A partir desta informação, realizou várias pesquisas e coletas de amostras da lama oleosa, contudo não obteve êxito em chamar a atenção de pessoas influentes, sendo considerado
“maníaco”.

Manoel Inácio Bastos não desistiu e, no ano de 1932, foi recebido pelo presidente Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. Na ocasião, o engenheiro agrônomo entregou ao presidente da Republica um relatório sobre a presença da substância em Lobato.

CONSELHO NACIONAL DO PETRÓLEO

Durante essa década de 30, a questão da nacionalização dos recursos do subsolo entrou na pauta das discussões indicando uma tendência que viria a ser adotada. Em 1938, toda a
atividade petrolífera passou, por lei, a ser obrigatoriamente realizada por brasileiros.

Ainda nesse ano, em 29 de abril de 1938, foi criado o Conselho Nacional do Petróleo (CNP), para avaliar os pedidos de pesquisa e lavra de jazidas de petróleo.
O decreto que instituiu o CNP também declarou de utilidade pública o abastecimento nacional de petróleo e regulou as atividades de importação, exportação, transporte, distribuição e comércio de petróleo e derivados e o funcionamento da indústria do refino. Mesmo ainda não localizadas, as jazidas passaram a ser consideradas como patrimônio da União. A criação do CNP marca o início de uma nova fase da história do petróleo no Brasil.

PRIMEIROS POÇOS: PETRÓLEO EM TERRAS DA BAHIA

Outro acontecimento marcante foi o descobrimento de petróleo em Lobato, na Bahia, em 1939, realizado pelos pioneiros Oscar Cordeiro e Manoel Inácio Bastos, sob jurisdição do recém-criado Conselho Nacional do Petróleo.

A perfuração do poço DNPM-163, em Lobato, foi iniciada em 29 de julho do ano anterior. Somente no dia 21 de janeiro de 1939 o petróleo veio à tona. Mesmo sendo considerada subcomercial, a descoberta incentivou novas pesquisas do CNP na região do Recôncavo Baiano.

Em 1941, um dos poços perfurados deu origem ao campo de Candeias, o primeiro a produzir petróleo no Brasil. As descobertas prosseguiram na Bahia, enquanto o CNP estendia seus trabalhos a outros estados. A indústria nacional do petróleo dava seus primeiros passos.

MONOPÓLIO

Após as descobertas na Bahia, as perfurações prosseguiam em pequena escala, até que, em 3 de outubro de 1953, depois de uma campanha popular, o presidente Getúlio Vargas assinou a Lei intensa 2004, que instituiu o monopólio estatal da pesquisa e lavra, refino e transporte do petróleo e seus derivados e criou a Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras.

No ano de 1963, o monopólio foi ampliado, abrangendo também as atividades de importação e exportação de petróleo e seus derivados.

ÁGUAS PROFUNDAS

Um marco na história da Petrobras foi a decisão de explorar petróleo no mar. Em 1968, a companhia iniciou as atividades de prospecção offshore. No ano seguinte, era descoberto o campo de Guaricema, em Sergipe.

Entretanto, foi em Campos, no litoral fluminense, que a Petrobras encontrou a bacia que se tornou a maior produtora de petróleo do país. O campo inicial foi o de Garoupa, em 1974, seguido pelos campos gigantes de Marlim, Albacora, Barracuda e Roncador.

Dos poços iniciais às verdadeiras ilhas de aço que procuram petróleo no fundo do mar, a Petrobras desenvolveu tecnologia de exploração em águas profundas e ultraprofundas – O Brasil está entre os poucos países que dominam todo o ciclo de perfuração submarina em campos situados a mais de dois mil metros de profundidade.

FIM DO MONOPÓLIO

A flexibilização do monopólio foi outro fato importante da história recente do petróleo no Brasil. No dia 6 de agosto de 1997, o presidente Fernando Henrique Cardoso sancionou a lei 9478 que permitiu a presença de outras empresas para competir com a Petrobras em todos os ramos da atividade petrolífera.

AUTO-SUFICIÊNCIA

A partir de 2002, a Petrobras ampliou sua área de prospecção, buscando novas frentes exploratórias nas bacias de Santos e Espírito Santo e bacias ainda pouco exploradas em suas águas profundas, como as da costa sul da Bahia, Sergipe, Alagoas e da margem equatorial brasileira.

O ano de 2003 é considerado um marco na história da Petrobras. Além do expressivo volume de petróleo descoberto, foram identificadas novas províncias de óleo de excelente qualidade, gás natural e condensado, permitindo que as reservas e a produção da Companhia começasse a mudar para um perfil de maior valor no mercado mundial de petróleo.

A produção doméstica de petróleo atingiu a marca de 1,54 milhão de barris por dia em 2003, representando cerca de 91% da demanda de derivados do país. A meta de produção nacional estabelecida no Plano Estratégico Petrobras 2015 é de 2,3 milhões de barris por dia em 2010. Para isso, serão implantados 15 grandes projetos de produção de petróleo até o ano de 2008.

O ano de 2006 marca a auto-suficiência sustentável do Brasil na produção de petróleo. Com o início das operações da FPSO (Floating Production Storage Offloading) P-50 no campo gigante de Albacora Leste, no norte da Bacia de Campos (RJ), a Petrobras alcançará a marca de dois milhões de barris por dia. É o suficiente para cobrir o consumo do mercado interno de 1,8 milhões de barris diários.

A Companhia já alcançou o patamar mais de uma vez. A diferença é que a P-50 consolida o processo sem risco de reversão. É a chamada sustentabilidade. Ao atingir o pico de produção, no terceiro trimestre de 2006, irá sobrar petróleo para exportar. A previsão é que dos 16 poços produtores – todos eles dispersos de forma milimétrica no campo de 225 quilômetros quadrados e em lâmina d’água que varia de 955 metros a 1.665 metros – jorrem 180 mil barris de petróleo e seis milhões de metros cúbicos de gás por dia.

A P-50 tem lugar garantido na história petrolífera brasileira. Ela não vai apenas extrair riqueza de um reservatório generoso o bastante para guardar mais de meio bilhão de barris de óleo e 6,9 milhões de metros cúbicos de gás, mas também estampa o selo de excelência da Petrobras num projeto grandioso responsável pela geração de 4.200 empregos diretos e 12.600 indiretos; da operação de gestão de cinco contratos de construção – que incluíam desde a transformação do petroleiro Felipe Camarão, em Cingapura, até a integração do casco convertido em uma plataforma com os módulos montados em diversas partes do mundo (Itália, EUA, Malásia e Brasil) no estaleiro Mauá-Jurong, em Niterói – à exuberância visual da unidade.

1. O que são bacias sedimentares e qual a origem do petróleo?
Indispensáveis para o processo de formação do petróleo, as bacias sedimentares são depressões na crosta terrestre, para onde são carreados e acumulados os detritos (sedimentos) de rochas mais antigas, substâncias químicas e matéria orgânica, de origem animal e vegetal. À medida que mais sedimentos se acumulam na bacia, aumentam a pressão e a temperatura sobre a matéria orgânica depositada. O petróleo é o resultado da ação da pressão e temperatura exercida pelas camadas de rochas ao longo do tempo geológico (milhões de anos) sobre a matéria orgânica depositada. O carbono é o principal elemento constituinte da matéria orgânica. O petróleo resulta das combinações de moléculas de hidrogênio e carbono – daí a denominação científica genérica de hidrocarbonetos para o petróleo e o gás natural. A origem orgânica está fundamentada, entre outras evidências, pelas análises geoquímicas, por estudos de paleontologia e pela ocorrência de compostos orgânicos nitrogenados.

2. Que fatores determinam a presença de petróleo numa bacia sedimentar?
A existência de acumulações de petróleo depende das características e do arranjo de certos tipos de rochas sedimentares no subsolo. Basicamente, é preciso que existam rochas geradoras, que contenham a matéria-prima que se transforma em petróleo, e rochas-reservatório, ou seja, aquelas que possuem espaços vazios, chamados poros, capazes de armazenar o petróleo. Essas rochas são envolvidas em armadilhas, chamadas trapas, que são compartimentos isolados no subsolo, onde o petróleo se acumula, e de onde não tem condições de escapar. A ausência de qualquer um desses elementos impossibilita a ocorrência de uma acumulação petrolífera. Logo, a existência de uma bacia sedimentar não garante, por si só, a presença de jazidas de petróleo.

3. Qual a primeira referência às atividades de procura de petróleo no Brasil?
As primeiras referências de que se tem notícia de procura de petróleo no Brasil foram as concessões outorgadas pelo Imperador D. Pedro II, em 1858, para a exploração de carvão, turfa e folhelho betuminoso às margens do Rio Maraú e Acaraí, área hoje conhecida como Bacia de Camamu, no sul da Bahia. Nessa região, já eram conhecidas algumas exsudações de óleo e a ocorrência de folhelho betuminoso. Os primeiros concessionários foram José de Barros Pimentel e Frederico Hamiltom Southworth. Em 1864, Thomas Dennys Sargent requereu e recebeu concessão do Imperador para pesquisa e lavra de turfa e “petróleo”, na mesma região de Ilhéus e Camamu.

4. Quando foi perfurado o primeiro poço para procurar petróleo no Brasil?
As primeiras concessões e os primeiros poços – sempre rasos – eram mais escavações, que tinham por objetivo procurar material para iluminação. A primeira sondagem profunda de que se tem notícia foi realizada no final do século 19, entre 1892 e 1897, na localidade de Bofete, no Estado de São Paulo, pelo fazendeiro de Campinas, Eugênio Ferreira de Camargo. Este, considerado o primeiro poço perfurado para a exploração de petróleo no Brasil, atingiu quase 500 metros de profundidade e deixou uma grande dúvida: relatos da época dizem que o poço teria recuperado dois barris de petróleo, fato que nunca foi confirmado.

5. Quando foi descoberto o primeiro campo realmente comercial de petróleo no Brasil?
Foi em 1941, o campo de Candeias. Depois vieram os campos de Aratu e Itaparica em 1942, e o de Dom João, em 1947, todos na Bacia do Recôncavo, no Estado da Bahia. Porém, a primeira descoberta de petróleo no Brasil ocorreu em 1939, em Lobato, na Bahia, realizada pelos pioneiros Oscar Cordeiro e Manoel Inácio Bastos. Mesmo considerada subcomercial, a descoberta incentivou o prosseguimento das pesquisas na região do Recôncavo Baiano.

6. Quando começaram as pesquisas na Bacia Amazônica?
Em 1888, foram requeridas e concedidas cerca de dez concessões para carvão-de-pedra e outros minerais, no Baixo e Médio Amazonas. No último decreto referente à pesquisa/exploração e lavra de carvão, turfa, betume e petróleo, firmado no Império em 1889, foi outorgada concessão a Adam Benaion, no Municipio de Prainha, Estado do Pará, na Bacia do Amazonas. Mas quase 90 anos depois é que se chegou à descoberta de gás em volumes comerciais no Vale do Rio Juruá e de óleo no Rio Urucu, na Bacia do Solimões, no Alto Amazonas.

7. As descobertas de petróleo realizadas pela Petrobras estão dentro de parâmetros internacionais?
As descobertas de petróleo realizadas pela Petrobras, especialmente nos três últimos anos, encontram-se acima da média, superiores aos parâmetros internacionais. Dois são os indicadores mais utilizados pela indústria do petróleo para mostrar o desempenho da empresa neste particular: o Índice de Sucesso (%), que é o percentual de poços exploratórios bem-sucedidos em relação ao total de poços perfurados, e o Custo de Descoberta (US$/barril), que significa o quanto a Companhia gastou em exploração para cada barril de petróleo descoberto. O Índice de Sucesso médio de poços exploratórios da Petrobras no período 2002-2004 foi de 34%, patamar superior à média internacional. Já em 2004, o Índice de Sucesso de poços exploratórios chegou a 49%, muito superior à média internacional da indústria. Os Custos de Descobertas foram respectivamente de 0,59 US$/barril em 2002, de 0,3 US$/barril em 2003 e de 0,42 US$/barril em 2004, patamar que coloca a Companhia entre as primeiras do mundo. Indiretamente, existe ainda o Índice de Reposição de Reservas, que significa o quanto a Companhia repôs de reservas em relação à sua produção anual. Esse índice, no período 1998-2001, foi de 158%, enquanto a média das cinco maiores companhias internacionais, no mesmo período, foi de 106%. No ano de 2003, o Índice de Reposição de Reservas provadas da Petrobras alcançou 356%, o que significa afirmar que, para cada barril produzido, foram incorporados 3,56 novos barris de óleo e gás e no ano de 2004 o IRR foi de 170%, o que significa afirmar que, para cada barril produzido foram incorporados 1,7 novos barrís, índices significativamente superiores à média mundial.

8. Quais as regiões petrolíferas do Brasil?
Em terra, os estados do Amazonas, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Bahia e Espírito Santo produzem petróleo. No mar, a produção é proveniente dos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. O Paraná também produz óleo de xisto, que é um óleo semelhante ao petróleo. Esse óleo é extraído de uma rocha denominada informalmente de “xisto pirobetuminoso”, que, na realidade, é uma rocha sedimentar chamada folhelho betuminoso, ou seja, um folhelho com altíssimo teor de matéria orgânica.

9. O que é reserva de petróleo ?
Reserva de petróleo é o volume que se pode extrair, comercialmente, de uma jazida, pelos métodos de recuperação e produção conhecidos, sob condições econômicas e regulamentares vigentes na época da avaliação.

10. Quais as perspectivas de aumento de produção de petróleo?
A Petrobras tem como meta produzir no país 1,78 milhão de barris de óleo e líquido de gás natural (LGN) por dia em 2005, elevando esse volume para 2,3 milhões de barris/dia em 2010, o que representa um crescimento médio anual de 5,9% ao ano até 2010.

11. Os municípios e os estados produtores de petróleo têm algum benefício pela produção?
Além do desenvolvimento econômico e social que as atividades da Petrobras proporcionam, por meio de novas oportunidades empresariais, abertura de empregos diretos e indiretos, crescimento do mercado consumidor local e aumento da arrecadação municipal e estadual, a Petrobras paga, anualmente, royalties sobre o valor da produção de petróleo e gás natural aos municípios e aos estados produtores. Além disso, a Petrobras realiza investimentos sócio-culturais e esportivos nas comunidades vizinhas às suas unidades, reformando e apoiando escolas, hospitais e instalações esportivas, restaurando e conservando monumentos históricos e ambientes naturais.

12. Quais são as fases de pesquisa relacionadas com a exploração de petróleo em águas profundas?
Da mesma forma que em águas rasas, a exploração de petróleo em águas profundas começa pelas pesquisas geofísicas, entre elas os levantamentos sísmicos. As informações geológicas e geofísicas permitem aos geólogos reconstituir as condições de formação e acumulação de petróleo em determinada região, há milhões de anos. Os dados sísmicos são obtidos por meio de emissões controladas de ondas sonoras, que se propagam através das rochas e são captadas por sensores (hidrofones) na superfície do mar. Os dados são processados em computador, dando origem às seções sísmicas (uma verdadeira radiografia do subsolo), que são analisadas por geólogos e geofísicos, resultando em mapas que, integrados com outras informações geológicas, indicam áreas com potencial para ocorrência de petróleo. A existência comercial de petróleo em uma determinada área somente pode ser confirmada por meio da perfuração de poços exploratórios.

13. Quantas plataformas petrolíferas operam no Brasil?
Atualmente, a produção da Petrobras conta com 95 unidades marítimas de produção.

14. Qual a finalidade e os benefícios das plataformas flutuantes?
As plataformas flutuantes podem ser de dois tipos básicos, perfuração e produção. As plataformas de perfuração têm como finalidade perfurar os poços exploratórios e os de desenvolvimento da produção, definidos segundo as prioridades estabelecidas pela área de negócios de Exploração e Produção da Petrobras. As plataformas de produção são posicionadas nos campos já descobertos e têm como finalidade abrigar os equipamentos para extração de petróleo e separação do gás e da água, que são produzidos juntos com o petróleo. Entre as vantagens está a capacidade de antecipar a produção dos campos, que demandaria muito mais tempo se fosse preciso aguardar a construção de uma plataforma fixa. Outra vantagem é a de permitir a produção de petróleo em águas cujas grandes profundidades impedem a instalação de plataformas fixas.

15. Qual o destino dos fluidos produzidos nos campos de petróleo?
O petróleo é produzido junto com gás natural e água. Na superfície, esses três produtos são separados para finalidades distintas. O óleo bruto (petróleo) vai para as refinarias, onde é transformado nos diversos derivados (gasolina, óleo diesel, óleos combustíveis, gás de cozinha, querosene, nafta petroquímica, asfalto, etc.). O gás natural é utilizado como combustível, como matéria-prima na indústria petroquímica e/ou é reinjetado nos poços, para aumentar a produção de óleo. A água, separada do óleo e do gás, é tratada e descartada ou utilizada, também, para reinjeção no poço, para manter a produção. Alguns poços produzem apenas gás natural e água.

16. Como se processa a produção de petróleo?
Estabelecida a comercialidade de uma jazida de petróleo, inicia-se o trabalho de desenvolvimento da produção, com a definição do número de poços necessários ao melhor aproveitamento do campo produtor. Para um poço produzir, é necessário que ele seja adequadamente preparado e revestido com tubos de aço. Esses são posteriormente perfurados (operação de canhoneio), a fim de possibilitar o escoamento do petróleo contido na rocha-reservatório para o interior do poço. Os poços podem produzir com energia própria da jazida (poço surgente) ou através de ação externa (bombeio mecânico, injeção de fluidos, frente de calor, etc). A elevação do petróleo até a superfície, onde está instalada a árvore-de-natal (conjunto de válvulas de controle e de segurança do poço), dá-se através da coluna de produção, previamente instalada no poço. A partir daí, o petróleo segue até o separador, onde ocorre o seu primeiro tratamento (separa-se o óleo, o gás e a água). Após essa separação, o petróleo é bombeado para as estações coletoras e daí para as refinarias.

17. Quantos litros contém um barril de petróleo? Uma tonelada corresponde a quantos barris? Qual a relação m³/barril?
Um barril de petróleo contém 159 litros. Uma tonelada métrica de petróleo corresponde a cerca de 7,5 barris, em média, dependendo da densidade do petróleo ou do derivado de petróleo. Um metro cúbico de petróleo é igual a 6,29 barris.

18. Quantos e quais são os tipos de petróleo?
De modo geral, os diferentes tipos de petróleo existentes no mundo podem ser classificados em três tipos: parafínicos, naftênicos e aromáticos. Os de base parafínica apresentam como resíduo uma substância cerácea que contém, principalmente, membros da série parafínica. Na destilação dos petróleos naftênicos, o resíduo é asfáltico, enquanto os aromáticos apresentam derivados da cadeia do benzeno.

19. Existem mulheres trabalhando em plataformas da Petrobras?
As mulheres estão representadas em praticamente todas as atividades da Petrobras, inclusive nas plataformas marítimas e na floresta amazônica, onde trabalham profissionais de nível médio e superior, em atividades administrativas e técnicas.

20. Para aumentar a produção de petróleo a Petrobras também teve que aumentar o número de empregados?
As características dos novos projetos de produção de petróleo, principalmente em águas profundas, na Bacia de Campos, com poços de altas vazões, permitiram o aumento de produção, sem a necessidade de aumentar o número de empregados.

22. Quando o Brasil vai atingir a auto-suficiência na produção de petróleo?
Prevê-se que a auto-suficiência seja alcançada em 2006.

23. A intenção do Governo de construir no País as novas plataformas de produção de petróleo pode prejudicar a Petrobras em termos de rentabilidade?
Ao longo de sua história, a Petrobras sempre atuou como um agente indutor do desenvolvimento da indústria nacional. No período de 2003-2007, a Petrobras prevê um índice de nacionalização médio de 65% em suas compras. É evidente que o fortalecimento da indústria jamais deixou de interessar à empresa, que poderá encontrar, cada vez mais, condições de ver atendidas suas necessidades, tanto do ponto de vista de materiais e equipamentos quanto no setor de serviços. Para viabilizar o aumento da participação da indústria nacional na construção das novas plataformas de produção de petróleo, a Petrobras aprovou modificações nos editais de contratação. Foram estabelecidas, entre outras inovações, conteúdos nacionais mínimos que permitam maior participação da indústria brasileira, conciliando questões como garantia de preços e competitividade em nível internacional, sem prejuízo dos interesses empresariais da Petrobras.

24. Qual a definição de campo de petróleo gigante?
São considerados campos gigantes aqueles com reservas superiores a 500 milhões de barris.

25. O que é considerado “águas ultraprofundas”?
São águas a partir da profundidade de 1.500 metros. Entre 300 metros e 1.500 metros de profundidade, as águas são consideradas profundas. Hoje, 5% da produção brasileira está em águas acima de 1.500 metros, 62% está em águas de mais de 300 metros de profundidade; 17% encontra-se em lâminas d’água abaixo que 300 metros e 16% da produção é proveniente de campos em terra. Esses índices posicionam a Petrobras como a maior produtora em águas profundas do mundo.

26. O que é barril de óleo equivalente?
Barril de óleo equivalente (boe) é a unidade que permite comparar (ou converter), em equivalência térmica, um volume de gás natural com um volume de petróleo.

27. Quantos poços produtores existem hoje no Brasil?
Em dezembro de 2004, a produção de óleo e gás natural da Petrobras contava com a operação de 9.364 poços.

28. Quais são as reservas brasileiras de óleo e gás natural?
Em dezembro de 2004, as reservas provadas de óleo e gás natural no Brasil alcançaram 13,02 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), com aumento de 3,3% sobre o ano anterior. Desse total, 85% correspondem às reservas de óleo e condensado (11,05 bilhões de barris de boe) e 15% às reservas de gás natural (313,06 bilhões de metros cúbicos).Caso se considere as reservas da Petrobras no exterior, o total chega a 14,89 bilhões de barris de óleo equivalente, correspondendo a um aumento de 2,7% em comparação com o volume de 2003.

29. Qual é a produção brasileira de óleo e gás natural?
A produção brasileira de óleo e líquido de gás natural (LGN) alcançou, em 2004, a média diária de 1.492,63 mil barris. Já a produção de gás natural foi de 42.146,2 mil metros cúbicos/dia. A produção da Petrobras no exterior, em 2004, somou 168,5 mil barris diários de óleo e LGN e 15.995,8 mil metros cúbicos por dia de gás natural. O total da produção, no Brasil e no exterior, incluindo gás natural em equivalente energético, alcançou 2.020,4 mil barris de óleo equivalente em 2004. Para acompanhar a produção brasileira de óleo e gás natural, mês a mês, clique, neste site, em Relações com o Investidor/Destaques Operacionais e Corporativos/Exploração e Produção.

30. Houve alguma descoberta a uma profundidade superior a 2.000 metros?
Sim, duas descobertas. A primeira, realizada em 2001, pelo poço 1-ESS-99, perfurado na Bacia de Campos (BC-600), numa lâmina d’água de 2.243 metros, e a segunda em 2002, por meio do poço 1-RJS-544, perfurado também na Bacia de Campos (poço BC-200), numa lâmina d’água de 2.741 metros. Para ambas, foram submetidos à Agência Nacional do Petróleo (ANP) Planos de Avaliação, que objetivam, ao seu término, definir a viabilidade econômica das descobertas.

31. Qual o poço mais profundo em produção no Brasil?
O poço mais profundo em produção é o RO-0021, no campo de Roncador, na Bacia de Campos, com profundidade de 1.886 metros.

POLICIA FEDERAL DIZ ” ONDE TIVER UM POLITICO CORRUPTO, NOS VAMOS PEGA-LO”

Postado em POLICIAL com as tags em Junho 17, 2008 por dell22

A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira durante uma operação o prefeito de Toritama, José Marcelo Marques de Andrade e Silva, e outras cinco pessoas envolvidas no desvio de verbas repassadas pelo Ministério da Saúde à Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco.

O dinheiro, segundo a PF, era desviado através da prestação de serviços hospitalares e ambulatoriais, sendo este órgão responsável pelo pagamento às prefeituras municipais para posterior repasse aos hospitais dos municípios e particulares que têm convênio com o SUS (Sistema Único de Saúde).

A operação, batizada de “Gestão Plena”, cumpriu seis mandados de prisão temporária e 16 de busca e apreensão, sendo sete em sedes de Prefeituras de Pernambuco.

Além do prefeito, foram presos os secretários Elizabeth Gonçalves da Silva e Giovany Bezerra Calado; o advogado Alberto Salles de Assunção Santos; e dois ex-funcionários terceirizados da Secretaria de Saúde, Joaquim José do Nascimento e Leonardo Carvalho da Costa.

A Polícia federal informou que o montante desviado é de cerca de R$ 2,5 milhões, entre os anos de 2005 e 2007.

As investigações sobre o esquema tiveram início há cerca de um ano, e cerca de 70 policiais federais participaram da operação.

Os acusados devem responder pelos crimes de formação de quadrilha, inserção de dados falsos em sistema de informação e peculato, entre outros. Os politicos corruptos entre: Governadores, Prefeitos, Deputados, Senadores e Vereadores, seja onde eles estiverem, nos vamos pega-los e so uma questao de tempo, nos estamos de olho em todos eles, diz a Policia Federal do Brasil.

HISTORIA DA ECONOMIA DO BRASIL

Postado em HISTORIA com as tags em Junho 15, 2008 por dell22

A economia brasileira viveu vários ciclos ao longo da História do Brasil. Em cada ciclo, um setor foi privilegiado em detrimento de outros, e provocou sucessivas mudanças sociais, populacionais, políticas e culturais dentro da sociedade brasileira.

O primeiro ciclo econômico do Brasil foi a extração do pau-brasil, madeira avermelhada utilizada na tinturaria de tecidos na Europa, e abundante em grande parte do litoral brasileiro na época do descobrimento (do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Norte). Os portugueses instalaram feitorias e sesmarias e contratavam o trabalho de índios para o corte e carregamento da madeira por meio de um sistema de trocas conhecido como escambo. Além do pau-brasil, outras atividades de modelo extrativista predominaram nessa época, como a coleta de drogas do sertão na Amazônia.

O segundo ciclo econômico brasileiro foi o plantio de cana-de-açúcar, utilizada na Europa para a manufatura de açúcar em substituição à beterraba. O processo era centrado em torno do engenho, composto por uma moenda de tração animal (bois, jumentos) ou humana. O plantio de cana adotou o latifúndio como estrutura fundiária e a monocultura como método agrícola. A agricultura da cana introduziu a modo de produção escravista, baseado na importação e escravização de africanos. Esta atividade gerou todo um setor paralelo chamado de tráfico negreiro. A pecuária extensiva ajudou a expandir a ocupação do Brasil pelos portugueses, levando o povoamento do litoral para o interior.

Durante todo o século XVII, expedições chamadas entradas e bandeiras vasculharam o interior do território em busca de metais valiosos (ouro, prata, cobre) e pedras preciosas (diamantes, esmeraldas). Afinal, já no início do século XVIII (entre 1709 e 1720) estas foram achadas no interior da Capitania de São Paulo (Planato Central e Montanhas Alterosas), nas áreas que depois foram desmembradas como Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, dando início ao ciclo do ouro. Outra importante atividade impulsionada pela mineração foi o comércio interno entre as diferentes vilas e cidades da colônia, propicionada pelos tropeiros.

O café foi o produto que impulsionou a economia brasileira desde o início do século XIX até a década de 1930. Concentrado a princípio no Vale do Paraíba (entre Rio de Janeiro e São Paulo) e depois nas zonas de terra roxa do interior de São Paulo e do Paraná, o grão foi o principal produto de exportação do país durante quase 100 anos. Foi introduzida por Francisco de Melo Palheta ainda no século XVIII, a partir de sementes contrabandeadas da Guiana Francesa.

Em meados do século XIX, foi descoberta que a seiva da seringueira, uma árvore nativa da Amazônia, servia para a fabricação de borracha, material que começava então a ser utilizado industrialmente na Europa e na América do Norte. Com isso, teve início o ciclo da borracha no Amazonas (então Província do Rio Negro) e na região que viria a ser o Acre brasileiro (então parte da Bolívia e do Peru).

O chamado desenvolvimentismo (ou nacional-desenvolvimentismo) foi a corrente econômica que prevaleceu nos anos 1950, do segundo governo de Getúlio Vargas até o Regime Militar, com especial ênfase na gestão de Juscelino Kubitschek.

Valendo-se de políticas econômicas desenvolvimentista desde a Era Vargas, na década de 1930, o Brasil desenvolveu grande parte de sua infra-estrutura em pouco tempo e alcançou elevadas taxas de crescimento econômico. Todavia, o governo muitas vezes manteve suas contas em desequilíbrio, multiplicando a dívida externa e desencadeando uma grande onda inflacionária. O modelo de transporte adotado foi o rodoviário, em detrimento de todos os demais (ferroviário, hidroviário, naval, aéreo).

Desde a década de 1970, o novo produto que impulsionou a economia de exportação foi a soja, introduzida a partir de sementes trazidas da Ásia e dos Estados Unidos. O modelo adotado para o plantio de soja foi a monocultura extensiva e mecanizada, provocando desemprego no campo e alta lucratividade para um novo setor chamado de “agro-negócio“. O crescimento da cultura da soja se deu às custas da “expansão da fronteira agrícola” na direção da Amazônia, o que por sua vez vem provocando desmatamentos em larga escala. A crise da agricultura familiar e o desalojamento em massa de lavradores e o surgimento dos movimentos de sem-terra (MST, Via Campesina).

Entre 1969 e 1973, o Brasil viveu o chamado Milagre Econômico, quando um crescimento acelerado da indústria gerou empregos não-qualificados e ampliou a concentração de renda, o PIB chegou a crescer 14,0%. Em paralelo, na política, o regime militar endureceu e a repressão à oposição (tanto institucional quanto revolucionária/subversiva) viveu o seu auge. A industrialização, no entanto, continuou concentrada no eixo Rio de Janeiro-São Paulo e atraiu para esta região uma imigração em massa das regiões mais pobres do país, principalmente o Nordeste.

Da Crise do Petróleo até o início dos anos 1990, o Brasil viveu um período prolongado de instabilidade monetária e de recessão, com altíssimos índices de inflação (hiperinflação) combinados com arrocho salarial, crescimento da dívida externa e crescimento pífio.

Já na década de 80, o governo brasileiro desenvolveu vários planos econômicos que visavam o controle da inflação, sem nenhum sucesso. O resultado foi o não pagamento de dívidas com credores internacionais (moratória), o que resultou em graves problemas econômicos que perdurariam por anos. Não foi por acaso que os anos 80, na economia brasileira, ganharam o apelido de “década perdida”.

No governo Itamar Franco o cenário começa a mudar. Com um plano que ganhou o nome de Plano Real a economia começa a se recuperar. Pelas mãos do então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, que elegeria-se presidente nas eleições seguintes por causa disso, alija o crescimento econômico do país em nome do fortalecimento das instituições nacionais com o propósito de controlar a inflação e atrair investidores internacionais.

Reconhecendo os ganhos dessa estratégia, o governo do presidente Lula mantém suas linhas gerais, adaptando apenas alguns conceitos ao raciocínio esquerdista moderado do Partido dos Trabalhadores.

A inflação nos Estados Unidos Preocupa.

Postado em ECONOMIA com as tags em Junho 13, 2008 por dell22

A inflação nos Estados Unidos subiu no mês de maio no ritmo mais acentuado dos últimos seis meses por causa dos altos preços dos combustíveis.

Os preços ao consumidor subiram 0,6% no mês passado, o aumento mais significativo desde novembro, segundo dados divulgados pelo governo americano.

O preço da gasolina subiu 5,7% em maio, um aumento provocado pela alta do preço do petróleo que, recentemente, passou dos US$ 139 por barril.

O aumento da inflação é uma preocupação do Federal Reserve, o banco central americano, que vem cortando taxas de juros agressivamente para estimular o crescimento.

Acima das expectativas

O índice de maio ficou acima das expectativas de mercado e representou um aumento brusco em relação à taxa de 0,2% registrada em abril.

Levando em conta os dados anuais, a inflação chegou a 4,2% em maio, também acima do que os analistas esperavam.

O preço da gasolina subiu em suas taxas mensais mais altas neste ano, enquanto o preço dos alimentou subiu 0,3%.

Excluindo tanto o preço dos combustíveis como o preço dos alimentos, o chamado núcleo da inflação subiu 0,2% em maio, comparado ao mês anterior, e 2,3% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Os dados sobre a inflação contribuem para a expectativa de que a próxima decisão do Federal Reserve em relação às taxas de juros será aumentá-las, em vez de baixar.

O Fed cortou as taxas de juro nos últimos oito meses acompanhando a desaceleração da economia, mas ficará atento à evidência de que a pressão inflacionária está aumentando.

No entanto, para muitos analistas, a inflação está, em grande parte, restrita aos combustíveis nesse momento.

“Não é tão ruim como parece”, disse Lindsey Piegza, do FTN Financial, um grupo que fornece serviços financeiros.

“Nós sabemos que o petróleo está lá em cima. Consumidores são forçados a ‘comer’ o preço. Não há nada que eles possam fazer.”

 subiu no mês de maio no ritmo mais acentuado dos últimos seis meses por causa dos altos preços dos combustíveis.

Os preços ao consumidor subiram 0,6% no mês passado, o aumento mais significativo desde novembro, segundo dados divulgados pelo governo americano.

O preço da gasolina subiu 5,7% em maio, um aumento provocado pela alta do preço do petróleo que, recentemente, passou dos US$ 139 por barril.

O aumento da inflação é uma preocupação do Federal Reserve, o banco central americano, que vem cortando taxas de juros agressivamente para estimular o crescimento.

Acima das expectativas

O índice de maio ficou acima das expectativas de mercado e representou um aumento brusco em relação à taxa de 0,2% registrada em abril.

Levando em conta os dados anuais, a inflação chegou a 4,2% em maio, também acima do que os analistas esperavam.

O preço da gasolina subiu em suas taxas mensais mais altas neste ano, enquanto o preço dos alimentou subiu 0,3%.

Excluindo tanto o preço dos combustíveis como o preço dos alimentos, o chamado núcleo da inflação subiu 0,2% em maio, comparado ao mês anterior, e 2,3% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Os dados sobre a inflação contribuem para a expectativa de que a próxima decisão do Federal Reserve em relação às taxas de juros será aumentá-las, em vez de baixar.

O Fed cortou as taxas de juro nos últimos oito meses acompanhando a desaceleração da economia, mas ficará atento à evidência de que a pressão inflacionária está aumentando.

No entanto, para muitos analistas, a inflação está, em grande parte, restrita aos combustíveis nesse momento.

“Não é tão ruim como parece”, disse Lindsey Piegza, do FTN Financial, um grupo que fornece serviços financeiros.

“Nós sabemos que o petróleo está lá em cima. Consumidores são forçados a ‘comer’ o preço. Não há nada que eles possam fazer.”

A PETROBRAS VAI INVESTIR 11 BILHOES DE DOLARES EM UMA NOVA REFINARIA

Postado em ECONOMIA com as tags em Junho 12, 2008 por dell22

A Petrobras vai investir US$ 11 bilhões em uma nova refinaria premium, que poderá ser construída no Ceará, informou nesta quinta-feira o diretor de abastecimento e refino da estatal, Paulo Roberto Costa. Ele explicou que a unidade terá capacidade de produção de 300 mil barris/dia, na qual serão processados vários derivados, como diesel, QAV (querosene de aviação) e nafta. Costa disse que a nova refinaria não vai produzir gasolina.

“O objetivo principal é produzir diesel, que em grande parte, será voltado para o mercado externo. O foco é colocar esse produto exportado no mercado europeu”, afirmou, depois de participar do lançamento da Quattor, nova empresa petroquímica que agrega unidades da Petrobras e da Unipar no Sudeste.

A produção de diesel representará 60% do total processado na refinaria. O executivo ressaltou que, com a entrada do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) e da refinaria Abreu Lima, em Pernambuco, o país terá auto-suficiência na produção do derivado, e exportará o excedente. Costa frisou que a prioridade continuará sendo o atendimento do mercado interno.

Costa acrescentou que se reuniu esta semana com representantes do governo do Ceará, e deu indicações de que a refinaria tem grandes chances de ser erguida naquele Estado. A Petrobras apresentou um mapa de necessidades para a construção da refinaria, que inclui área, condições de fornecimento de água e energia, além da ampliação do porto de Pecém, para escoamento da produção. Foi firmado um protocolo de intenções, e o governo do Ceará tem até 120 dias para apresentar as condições.

“Sobrevoamos a possível área de instalação da refinaria, ao lado do porto, e concluímos que é adequada”, destacou.

O diretor informou ainda que se reunirá com representantes do governo do Maranhão para discutir a construção de outra refinaria Premium, com capacidade de 600 mil barris/dia. O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) já anunciou que o Maranhão abrigaria essa unidade, mas a Petrobras ainda não confirmou a informação.

“Teremos o mesmo procedimento que fizemos no Ceará em relação ao Maranhão. Não tenho muito o que comentar, pois preciso ir lá”, disse.

A refinaria de 600 mil barris/dia que pode ser erguida no Maranhão também não produzirá gasolina. Costa evitou estimar o investimento necessário para essa refinaria.

“Não pode pegar uma refinaria de 300 mil barris que custa ‘x’ e multiplicar por dois, porque não é regra direta de valor”, comentou.

As duas refinarias serão preparadas para processar petróleo pesado e mistura do leve com pesado. Com isso, afirmou Costa, terão capacidade também de processar óleo de Tupi.

“Teremos um esquema de refino que será adequado para uma variedade de petróleo maior, já olhando para o óleo do pré-sal”, completou.