Arquivo para Março, 2008

GOVERNO LULA LEVA BRASIL PARA JUNTO DOS GRANDES

Posted in ECONOMIA on Março 31, 2008 by dell22

lulafaixa.jpgO presidente Lula disse nesta segunda-feira que o Brasil vive um momento “mágico” na economia.

Ele comparou a atual situação do país ao início dos anos 70, quando a economia apresentava forte expansão. Lula ressaltou, no entanto, que politicamente a situação é completamente diferente –já que naquela época o país passava por uma ditadura, enquanto que agora trata-se de um país democrático.

“É um momento especial, mágico. O Brasil está voltando a ser o que deveria ter sido há 30 ou 40 anos”, disse o presidente, durante a cerimônia de inauguração das obras de terraplanagem do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), localizado em Itaboraí (RJ).

Lula exaltou as pesquisas que demonstram que 12 milhões de brasileiros saíram da linha de pobreza e entraram na classe C. O presidente destacou também que a economia vêm crescendo a 24 trimestres e que o consumo tem apresentado expansão a 16 trimestres consecutivos.

“Está tudo certo. Mas não vamos resolver tudo de uma hora para outra. Há um descaso social de 100 anos que precisamos reverter”, ponderou.

O presidente disse ainda que, se o Brasil souber aproveitar o atual momento favorável, poderá figurar entre as maiores economias do planeta. “Durmo e me levanto todo dia pensando nisso.”

Lula ainda destacou que o Comperj é o maior investimento público-privado da América Latina. Ele disse não ter conhecimento de projeto semelhante na região.

O presidente, ao elogiar o processo de liberação ambiental do Comperj, disse ainda que a legislação para o meio ambiente é “muito dura e talvez necessária”.

CRESCE NUMERO DE IMIGRANTES EM BUSCA DO ‘ SONHO BRASILEIRO ‘

Posted in ECONOMIA on Março 27, 2008 by dell22

Cresce número de imigrantes em busca do ’sonho brasileiro’

 

Dados da Polícia Federal (PF) e do ministério do Trabalho mostram que o Brasil tem sido um destino escolhido por um número cada vez maior de imigrantes em busca de oportunidades. O perfil dos que chegam é variado. É crescente o total de sul-americanos legais ou clandestinos no Brasil, como também o de estrangeiros das mais diferentes nacionalidades, que entram como investidores individuais ou funcionários de grandes empresas.

De 2004 a 2007, houve um aumento de 51% no total novos registros de estrangeiros no país. Em 2004, a PF cadastrou 29.770 estrangeiros. Em 2007, 44.954. A PF não divulgou dados anteriores a 2004.

Quando se consideram apenas países sul-americanos, o percentual de aumento foi bem mais expressivo. Em 2004, a PF havia cadastrado 4.594 argentinos, bolivianos, uruguaios e paraguaios. Em 2007, 11.252, um aumento de 144% em quatro anos.

Segundo Paulo Sérgio Almeida, coordenador geral de Migração do Ministério do Trabalho, a nova fase de estabilidade e de crescimento da economia brasileira explica, em parte, o fenômeno.

Outros motivos citados por especialistas no tema para o aumento nos números são a desvalorização do peso argentino (destino importante de imigrantes regionais) e a decisão da Espanha de endurecer o controle de suas fronteiras, o que deslocou a rota de muitos latino-americanos para o Brasil.

Além disso, o Brasil assinou recentemente um acordo de regularização de imigrantes com a Bolívia e outro que permite que argentinos e uruguaios trabalhem no país.

Clandestinos

A imigração, no entanto, muitas vezes passa longe das vias oficiais. Os bolivianos – que, desde o ano passado, precisam de visto para entrar na Espanha – formam o grupo mais expressivo de ilegais, com cerca de 75 mil pessoas, segundo a Pastoral do Imigrante.

“Os ônibus alugados chegam lotados todos os dias aqui em São Paulo com bolivianos. Com as novas exigências da Espanha e a desvalorização do peso argentino, o Brasil passou a ser a primeira opção para muita gente”, disse à BBC Brasil o paranaense Paulo Iles, coordenador do Centro de Apoio ao Migrante, criado pelo Serviço Pastoral do Migrante, ligado à Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Segundo o centro, o Brasil tem, pelo menos, 600 mil imigrantes em situação irregular.

Investidores individuais

O perfil de imigrantes que o Brasil da estabilidade está atraindo inclui também investidores estrangeiros individuais de países como Itália, Espanha, Portugal e Noruega (origens por ordem de recursos investidos no Brasil).

Em 2004, foram concedidos 197 vistos para empreendedores estrangeiros, segundo o ministério do Trabalho. Em 2007, um total quase sete vezes maior: 1336 vistos.

“Em 2008, esta cifra será igual ou maior do que a de 2007″, disse à BBC Brasil Paulo Sérgio Almeida, coordenador geral de Migração do Ministério do Trabalho. Segundo ele, a estabilidade da economia aumenta a previsibilidade dos negócios e torna o Brasil mais atraente para esse tipo de investidor.

Nesse caso, a contribuição do “imigrante” para a economia brasileira é clara, apesar de em pequena escala. Em 2006, esses estrangeiros investiram US$ 86 milhões no país. No ano passado, US$ 103 milhões.

“Eles investem, principalmente, em hotéis, pousadas, restaurantes ou empresas do ramo imobiliário no Nordeste brasileiro. Muitos investem também no eco-turismo”, afirmou Almeida.

O ministério do Trabalho também registrou um aumento nos pedido de visto para trabalhadores em empresas estrangeiras no Brasil. O ministério fez uma lista dos dez países que mais pediram esse tipo de visto. Em primeiro lugar, estão os Estados Unidos com 3601 vistos em 2006 e 4519 no ano passado.

Em seguida, a Grã-Bretanha com 2199 em 2006 e 2474 em 2007. Logo depois, Filipinas com 1542 em 2006 e 2120 no ano passado. Os investimentos americanos e ingleses são registrados em diferentes setores, mas, no caso da Filipinas, tendem a se concentram no ramo do petróleo. A mesma lista dos dez mais inclui ainda Itália, França, Alemanha, Índia, Japão, China e Canadá.

BRASIL TERA 60% DO MERCADO MUNDIAL DE COMMODITIES AGRICULAS EM 2017

Posted in ECONOMIA on Março 26, 2008 by dell22

repubblicadelbrasile.jpg19:41 | 25.03.2008


A principal conclusão do Seminário Legislativo de Portos, Integração Multimodal e Comércio Exterior, realizado nesta terça-feira (25), foi de que há um enorme espaço para o Brasil crescer e se destacar no mercado exportador mundial e de que, ao contrário do que vem sendo divulgado pela imprensa, o país não está próximo de sofrer um apagão na infra-estrutura portuária. O encontro também serviu para comemorar os 200 anos da Abertura dos Portos Brasileiros às Nações Amigas.

Segundo o consultor de logística da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Luiz Antonio Fayet, o Brasil deverá ser detentor, em 2017, de 60% do mercado internacional de commodities (produtos comercializados internacionalmente em grande escala) agrícolas, como açúcar, café, suco de laranja, soja, carne bovina, entre outros. A competitividade brasileira apontada por ele na área, também se estenderia ao etanol, diferenciais que precisam, entretanto, serem bem aproveitados pelo país.

Embora esteja na vanguarda tecnológica e compita em um mercado internacional com preços elevados, o Brasil teria como obstáculo, conforme assinalou o consultor da CNA, a situação de insolvência dos produtores rurais. Fayet observou ainda que o setor privado está ávido por investir em infra-estrutura portuária para escoamento da produção.

Sobre essa questão, o representante da CNA avaliou que a implementação do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), transportando o produto aos portos de Belém (PA) e São Luís (MA) seria um facilitador das exportações. Também defendeu a viabilização das usinas dos rios Madeira (RO), Tapajós (PA) e Teles Pires (MT) para incrementar o escoamento dos 70 milhões de toneladas de grãos previstos para 2017.

Abertura dos portos – Ao participar do evento, a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) destacou a importância da vinda da família real portuguesa ao Brasil, em 1808, quando também foi implementada a abertura dos portos brasileiros.

- O Brasil seria outro se a família real não tivesse desembocado aqui – avaliou.

De acordo com Ideli, a abertura dos portos às nações amigas abriu uma nova perspectiva de comércio e reconhecimento internacional para o Brasil. A parlamentar também avaliou os portos públicos como “sustentáculos para a iniciativa privada” e defendeu um marco regulatório para o setor que dê segurança aos investidores e viabilize a consolidação do comércio com outros países.

O expositor José di Bella, presidente da Autoridade Portuária do Porto de Santos (Codesp), revelou que, atualmente, 50% do Produto Interno Brasileiro (PIB) são movimentados na área de influência do Porto de Santos. Conforme acrescentou, a movimentação de carga no porto de Santos cresceu de 34 milhões de toneladas para 86 milhões entre 1994 e 2004, capacidade triplicada três anos depois, em 2007.

-A previsão é de que a carga contentorizada (transportada em contêineres) continue crescendo num ritmo anual de 15% nos próximos anos – adiantou, observando que o Brasil passou recentemente da 42ª para a 39ª posição mundial em movimentação de cargas em TEUs (unidade equivalente a contentores de 20 metros). Esse crescimento seria justificado pelo arrendamento de terminais dos portos públicos para o setor privado.

Na opinião do presidente do Conselho da Santos Brasil e da Multiterminais, Richard Klein, o Brasil ainda tem muito a avançar na operação privada de portos públicos. Para tanto, recomenda a licitação de novos arrendamentos de terminais, investimentos no programa de outorgas e a manutenção do atual marco regulatório do setor.

O diretor do Departamento de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot, afirmou que o país não pode deixar de explorar sua capacidade hidrelétrica sem complementá-la com a construção de eclusas que viabilizem o transporte hidroviário.

O BRASIL PRECISA DE UMA REFORMA AGRARIA ABRANGENTE

Posted in ECONOMIA on Março 23, 2008 by dell22

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REFORMA AGRÁRIA
Compromisso de todos

 A REFORMA AGRÁRIA NO BRASIL

3.1 Histórico
3.2 O Estatuto da Terra
3.1 Histórico

Para se consolidar como a maior potencia das Americas, o Brasil precisa de uma Reforma Agraria abrangente, capaz de tirar trabalhadores rurais das favelas e remanejar-los para vilas Agrarias com escolas tecnicas e e postos de Saudes, bem como acompanhamento estrutural financeiro. A história da reforma agrária, no Brasil, é uma história de oportunidades perdidas. Ainda colônia de Portugal, o Brasil não teve os movimentos sociais que, no século 18, democratizaram o acesso à propriedade da terra e mudaram a face da Europa. No século 19, o fantasma que rondou a Europa e contribuiu para acelerar os avanços sociais não cruzou o Oceano Atlântico, para assombrar o Brasil e sua injusta concentração de terras. E, ao contrário dos Estados Unidos que, no período da ocupação dos territórios do nordeste e do centro-oeste, resolveram o problema do acesso à terra, a ocupação brasileira – que ainda está longe de se completar – continuou seguindo o velho modelo do latifúndio, sob o domínio da mesma velha oligarquia rural.

As revoluções socialistas do século 20 – russa e chinesa, principalmente – embora tenham chamado a atenção de parcela da elite intelectual brasileira, não tiveram mais do que influência teórica. O Brasil também não passou pelas guerras que impulsionaram a reforma agrária na Itália e no Japão, por exemplo. Tampouco fez uma revolução de bases fortemente camponesas, como a de Emiliano Zapata, no México do começo do século. Na Primeira República ou República Velha (1889-1930), grandes áreas foram incorporadas ao processo produtivo e os imigrantes europeus e japoneses passaram a desempenhar um papel relevante. O número de propriedades e de proprietários aumentou, em relação às décadas anteriores, mas, em sua essência, a estrutura fundiária manteve-se inalterada.

A revolução de 1930, que derrubou a oligarquia cafeeira, deu um grande impulso ao processo de industrialização, reconheceu direitos legais aos trabalhadores urbanos e atribuiu ao Estado o papel principal no processo econômico, mas não interveio na ordem agrária. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, o Brasil redemocratizou-se e prosseguiu seu processo de transformação com industrialização e urbanização aceleradas. A questão agrária começou, então, a ser discutida com ênfase e tida como um obstáculo ao desenvolvimento do país. Dezenas de projetos-de-lei de reforma agrária foram apresentados ao Congresso Nacional. Nenhum foi aprovado.

No final dos anos 50 e início dos 60, os debates ampliaram-se com a participação popular. As chamadas reformas de base (agrária, urbana, bancária e universitária) eram consideradas essenciais pelo governo, para o desenvolvimento econômico e social do país. Entre todas, foi a reforma agrária que polarizou as atenções. Em 1962, foi criada a Superintendência de Política Agrária – SUPRA, com a atribuição de executar a reforma agrária.

Em março de 1963, foi aprovado o Estatuto do Trabalhador Rural, regulando as relações de trabalho no campo, que até então estivera à margem da legislação trabalhista. Um ano depois, em 13 de março de 1964, o Presidente da República assinou decreto prevendo a desapropriação, para fins de reforma agrária, das terras localizadas numa faixa de dez quilômetros ao longo das rodovias, ferrovias e açudes construídos pela União. No dia 15, em mensagem ao Congresso Nacional, propôs uma série de providências consideradas “indispensáveis e inadiáveis para atender às velhas e justas aspirações da população.” A primeira delas, a reforma agrária.

Não deu tempo. No dia 31 de março de 1964, caiu o Presidente da República e teve início o ciclo dos governos militares, que duraria 21 anos.

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3.2 O Estatuto da Terra

Logo após assumir o poder, os militares incluíram a reforma agrária entre suas prioridades. Um grupo de trabalho foi imediatamente designado, sob a coordenação do Ministro do Planejamento, para a elaboração de um projeto-de-lei de reforma agrária. O grupo trabalhou rápido e, no dia 30 de novembro de 1964, o Presidente da República, após aprovação pelo Congresso Nacional, sancionou a Lei nº 4.504, que tratava do Estatuto da Terra.

O texto – longo, detalhista, abrangente e bem-elaborado – constituiu-se na primeira proposta articulada de reforma agrária, feita por um governo, na história do Brasil.

Em vez de dividir a propriedade, porém, o capitalismo impulsionado pelo regime militar brasileiro (1964-1984) promoveu a modernização do latifúndio, por meio do crédito rural fortemente subsidiado e abundante. O dinheiro farto e barato, aliado ao estímulo à cultura da soja – para gerar grandes excedentes exportáveis – propiciou a incorporação das pequenas propriedades rurais pelas médias e grandes: a soja exigia maiores propriedades e o crédito facilitava a aquisição de terra. Assim, quanto mais terra tivesse o proprietário, mais crédito recebia e mais terra podia comprar.

Nesse período, toda a economia brasileira cresceu com vigor – eram os tempos do “milagre brasileiro” -, o país urbanizou-se e industrializou-se em alta velocidade, sem ter que democratizar a posse da terra, nem precisar do mercado interno rural. O projeto de reforma agrária foi esquecido e a herança da concentração da terra e da renda permaneceu intocada. O Brasil chega às portas do século 21 sem ter resolvido um problema com raízes no século 16.

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3.3 Os Projetos de Colonização

A partir de 1970, como substitutivos da reforma agrária, o governo Federal lançou vários programas especiais de desenvolvimento regional. Entre eles, o Programa de Integração Nacional – PIN (1970); o Programa de Redistribuição de Terras e de Estímulo à Agroindústria do Norte e Nordeste – PROTERRA (1971); o Programa Especial para o Vale do São Francisco – PROVALE (1972); o Programa de Pólos Agropecuários e Agrominerais da Amazônia – POLAMAZÔNIA (1974); o Programa de Desenvolvimento de Áreas Integradas do Nordeste – POLONORDESTE (1974).

O PIN e o PROTERRA foram os programas que mereceram maior atenção e aos quais foi destinada uma soma significativa de recursos. Com o propósito de ocupar uma parte da Amazônia, ao longo da rodovia Transamazônica, o PIN era baseado em projetos de colonização em torno de agrovilas e, segundo a versão da época, buscava integrar “os homens sem terra do Nordeste com as terras sem homens da Amazônia.”

Na prática, verificou-se que a maior parte das cerca de 5.000 famílias deslocadas para a região eram procedentes do extremo Sul do país, principalmente, dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, e não do Nordeste. Estudos posteriores demonstraram que os custos do programa foram altos, o número de famílias beneficiadas reduzido e o impacto sobre a região insignificante.

O desempenho do PROTERRA também deixou a desejar: o programa desapropriava áreas escolhidas pelos próprios donos, pagava à vista, em dinheiro, e liberava créditos altamente subsidiados aos fazendeiros. Apenas cerca de 500 famílias foram assentadas depois de quatro anos de criação do programa.

REMESSAS DE DOLARES PARA O BRASIL DESPENCA EM 2007

Posted in ECONOMIA on Março 11, 2008 by dell22
A valorização do real em relação ao dólar influiu para que as remessas de dinheiro de imigrantes brasileiros no exterior caíssem 4% no ano passado, segundo um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Segundo o relatório, publicado nesta terça-feira pelo diário financeiro Financial Times, cerca de 350 mil brasileiros que vivem no exterior mandaram para casa US$ 7,08 bilhões em 2007, contra US$ 7,4 bilhões enviados no ano anterior, diz a reportagem.

A queda das remessas para o Brasil contrasta com o crescimento nos anos anteriores – em 2001, essa cifra somava US$ 2,1 bilhões, segundo os dados do BID.

O envio de recursos para a América Latina continuou aumentando no ano passado, alcançando US$ 66,5 bilhões ou 7% a mais que em 2006, afirma o texto.

Esta é a menor taxa (de crescimento) em uma década, resultado da desaceleração econômica dos Estados Unidos e do combate à imigração ilegal, combinado com o fortalecimento da economia brasileira.

O Brasil é o segundo maior receptor de remessas de dinheiro feitas por imigrantes na América Latina, embora fique bem atrás do México, que só no ano passado recebeu US$ 23,9 bilhões.

As remessas para o Brasil representam apenas 1,1% do PIB nacional, enquanto em países africanos, como Eritréia e Guiné Bissau, essa proporção beira os 40% ou 50%.

CASSIO CUNHA LIMA PAGA OCULOS USADOS PARA “COMPRA DE VOTOS”

Posted in POLITICA on Março 10, 2008 by dell22

Política

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Segunda, 10 de Março de 2008 – 07h37

Rômulo Gouveia

O empresário Salomão Augusto Medeiros, que teria fornecido  óculos ao deputado Rômulo Gouveia (foto), disse nesta segunda-feira (10) que o governador Cássio Cunha Lima (PSDB) foi quem pagou parte da dívida da compra dos óculos.

Ele concedeu entrevista por telefone na manhã de hoje ao programa Correio da Manhã, da Correio Sat.

Segundo Salomão, dos R$ 90 mil da dívida, Rômulo só saldou R$ 10 mil, através do então prefeito de Campina Grande, Cássio, que efetuou o pagamento em cinco parcelas de R$ 2 mil.

Na época, Rômulo era presidente da Câmara Municipal de Campina e candidato a deputado estadual. Sobre as eleições, Salomão afirma não ter dúvida de que os óculos foram usados para fins eleitoreiros, tanto que os produtos eram remetidos para endereços de cabos eleitorais e a entrega ocorreu de julho até pouco tempo depois das eleições, parando a pedido do próprio Rômulo, alegando que já tinha vencido as eleições e não precisava mais distribuir os óculos. O empresário disse também que a Polícia Federal chegou a ouvir alguns cabos eleitorais.

Acrescentou ainda que só entrou na Justiça para cobrar o restante da dívida em 2004, pois até aquele momento não tinha condições financeiras de arcar com despesas judiciais. O juiz responsável pelo caso teria entendido que se tratava de crime eleitoral e encaminhou o processo para o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).

Esta dívida do deputado Rômulo Gouveia pode custar seu mandato, uma vez que a Polícia Federal instaurou inquérito para investigar o caso. Além disso, Rômulo responde a uma Ação Penal no Supremo Tribunal Federal (STF) por “crime eleitoral” e “comércio de votos” e pode ser julgado em breve. Caso seja condenado, o deputado pode perder o mandato e ficar inelegível.

RELATORIO DA CIA APONTA BRASIL COMO POTENCIA

Posted in NEWS on Março 8, 2008 by dell22

Um relatório da CIA que aponta o Brasil como potência emergente mexeu com a cabeça de meio mundo. Esses estudos indicam que o crescimento do Brasil a taxas de 7% ao ano poderão transformar esse país em uma potência mundial, num prazo de 20 anos.

O relatório é procedente. A capacidade de crescimento do Brasil é inquestionável, porém é necessário combinar com os políticos que há anos impedem o desenvolvimento do país. Algumas medidas precisam ser adotadas, pois o Brasil convive com vícios culturais característicos de países subdesenvolvidos.

A corrupção é um dos mais graves. Essa praga instalou-se em todas as esferas de poder sendo protegida por uma impunidade sem par, haja vista a recente descoberta pela Polícia Federal da quadrilha que atuava no cerne do Tribunal de Contas da União ? TCU. Como os investigados pertencem a uma elite política, as investigações foram traduzidas por perseguição política e estamos combinados.

Outro fator de grande relevância é o descaso crônico com relação ao meio-ambiente. O potencial econômico da biodiversidade brasileira já foi avaliado em 3 trilhões de dólares e esses recursos estão sendo destruídos pela miopia produtiva que substitui essa riqueza por campos de soja e pastos para alimentar os habitantes da Europa e Ásia com grãos e carne.

Um quilômetro quadrado qualquer da floresta amazônica tem mais biodiversidade do que toda a Europa. Mesmo assim, estão destruindo com as queimadas legais e ilegais 300 hectares de floresta por hora, isso equivale a cinco campos de futebol por minuto. Até aqui, enquanto você lê esse artigo, o equivalente a mais de dez campos de futebol virou fumaça, onde havia uma riqueza que era patrimônio da civilização. Em muitos casos foram destruídas espécies endêmicas que nunca foram catalogadas pela ciência. Não podemos continuar trocando essa rica biodiversidade por um punhado de soja.

Também precisamos adotar uma postura moderna quanto ao desenvolvimento tecnológico. Em 2004, o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas ?Ipea, fez um levantamento entre 72 mil empresas brasileiras e constatou que apenas 1,7% delas se relacionam com inovação. O relatório da Inventiva Nacional, único documento produzido pelo Governo Federal, no âmbito do MDIC, destaca que 70% das incubadoras instaladas no Brasil não têm critérios de seleção quanto à propriedade industrial, o que é um paradoxo.

Para ser potência, o Brasil precisa mais que imediatamente criar mecanismos desburocratizados que não obriguem a quem desenvolve tecnologia, para receber apoio institucional para desenvolver projetos de interesse nacional, a pedir favores políticos sob o risco de suas tecnologias não serem a adotadas pelo país.

Essa dependência da criação tecnológica por solicitações políticas é absolutamente inadmissível para um país que pretende ser potência mundial. O ex-ministro de Ciência e Tecnologia Roberto Amaral declarou em conferência no 55ª Reunião Anual da SBPC que o MCT já financiou até bares e funerárias.

O SONHO AMERICANO, ESTA MAIS FACIL DE SE TORNAR REALIDADE NO BRASIL

Posted in ECONOMIA com as tags , on Março 1, 2008 by dell22

O empresário Jerônimo Brum, 47, passou 11 anos nos Estados Unidos e chegou mais longe que a maioria dos imigrantes: conquistou a cidadania americana e criou uma companhia de revestimentos em mármore e granito na Flórida. Mas o sucesso do capixaba foi interrompido pela crise econômica do outro lado da América. Ele, assim como tantos outros brasileiros, decidiu voltar para casa. Surpreso, o empresário descobriu que o sonho americano, hoje, está mais próximo de se tornar realidade no Brasil.

“Nos últimos seis meses o volume de trabalho foi declinando e tive que dispensar trabalhadores. Além disso, meus filhos já estavam morando aqui (no Brasil) e o dólar está baixo. Decidi voltar”, diz. Agora, ele só quer saber de recomeçar. “Estou trazendo minhas máquinas e equipamentos para continuar atuando. O mercado imobiliário está valorizado demais no Espírito Santo. Mas tenho medo, acho que corremos o risco de passar por uma crise. É preciso ter critério antes de conceder crédito habitacional”, alerta.

Ele lembra que, no início, ninguém reclamava. O financiamento imobiliário era concedido sem embaraço para americanos, estrangeiros e até para imigrantes ilegais. Muitos investiram o que ganharam em imóveis, e hoje, vêem o valor do seu patrimônio despencar.

Novo cenário
Com a crise, funções até então valorizadas nos Estados Unidos, como as da construção civil, passaram a pagar baixos salários – assim como no Brasil. Demissões aconteceram. Para lidar com a situação, o Centro do Imigrante Brasileiro, nos Estados Unidos, há duas semanas criou um serviço até então improvável: o Banco de Empregos, que já conta com 20 currículos. A “terra das oportunidades” passou a não ser mais tão acolhedora. O drama dos 1,2 milhões de brasileiros que moram nos Estados Unidos ficou ainda maior com a valorização do real frente ao dólar. Mandar dinheiro para casa já não tem mais o mesmo valor.

Novo mercado
Pablo Maia, brasileiro e dono de uma imobiliária na Flórida, acompanhou de perto a formação da crise. “Nos últimos dois anos vendemos mais de 500 casas e apartamentos e 90% dos compradores eram brasileiros. Com a crise, só na minha empresa a inadimplência chegou a cerca de 70%”, conta. Mas Pablo está otimista e diz que seu público agora é outro. “Tenho certeza que isso vai passar. A hora de comprar imóvel é agora, porque o preço caiu muito. Estou vendendo mais para americanos e chineses”, explica.

Crise na América

” Com o dólar desvalorizado e a crise, as pessoas estão voltando em massa para o Brasil, sem alcançar seus objetivos. O sonho americano está acabando”
Celiomar Pereira de Oliveira 33 anos, eletricista

“Avalio essa crise como uma locomotiva que vai parando aos poucos. Ela ainda vai declinar até parar completamente. Depois irá recuperar a velocidade aos poucos”
Jerônimo Brum 47 anos, empresário

Menos ilegais

17.910

Esse foi o número de brasileiros que conseguiram o Green Card em 2006. Esse número vem crescendo regularmente: foram 16.664 em 2005; 10.556 em 2004; 6.331 em 2003; 9.439 em 2002; 9.448 em 2001; 6. 943 em 2000

7.028

Esse é o número de brasileiros que se naturalizaram americanos em 2006. Isso representa 1,4% do total de estrangeiros naturalizados, que foi de 1,2 milhão. Em 2005 foram 4.583 e em 2004 esse número foi de apenas 4.074
0800 para imigrante brasileiro

Um número de telefone gratuito pode ser a solução para brasileiros que vivem no exterior, mas sofrem com a falta de informação e com o idioma estrangeiro. O projeto, de autoria do deputado federal Neucimar Fraga (PL-ES), está sendo avaliado pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional. O deputado explica que a intenção é facilitar a comunicação com o imigrante em diversos países, sobretudo, os Estados Unidos. “Isso vai facilitar a vida até de quem não domina a língua estrangeira e precisa de alguma orientação. Acredito que os maiores beneficiados sejam os que estão na ilegalidade, que muitas vezes são presos pela Imigração e não sabem a quem recorrer”, diz.

Aposta no mercado capixaba

O gerente comercial Edson Ferreira, 45, passou 20 anos de sua vida nos Estados Unidos. Ele conta que foi com a intenção de voltar logo, mas mudou de idéia. “Fui para trabalhar, ganhar dinheiro e voltar para casa, como todo mundo. Mas, na época, a situação era tão boa que valia a pena ficar por lá”, conta.

Edson – que começou como imigrante ilegal e só conseguiu o Green Card em 2001 – foi mais longe do que a maioria dos brasileiros naquele país. Ele conseguiu estudar, cursar um MBA em Finanças e ter um bom emprego em solo norte-americano.

Ele trabalhava em um banco, no setor de títulos imobiliários. Foi graças ao contato com o mercado financeiro que Edson previu a crise imobiliária antes de ela se instalar e decidiu voltar para sua terra natal.

De volta ao Brasil, ele se tornou gerente comercial de uma imobiliária e compara as duas realidades. “Provavelmente eu não seria afetado diretamente porque morava no Texas, onde não houve desvalorização imobiliária. Mas uma crise sempre se espalha para vários setores. Eu sabia que se lá o mercado imobiliário não estava bom, no Espírito Santo a situação era diferente”.

“Por aqui, a previsão de crescimento para o setor imobiliário é para os próximos dez anos, ao contrário de lá”
Edson Ferreira 45 anos, gerente comercial, voltou para o Estado e agora trabalha em uma imobiliária

Estado é o terceiro em migração para os EUA
Carla Nascimento
cnascimento@redegazeta.com.br

O Espírito Santo só perde para Minas Gerais e Goiás quando o assunto é migração para os Estados Unidos, segundo o deputado federal Neucimar Fraga, que participa de uma comissão sobre imigração na Câmara. Entre os municípios destacam-se Pancas, Alto Rio Novo, Mantenópolis, Água Doce, Barra de São Francisco e Baixo Guandu. “Cerca de 80% dessas pessoas entram no país de forma ilegal”, estima, já que não há números oficiais sobre o assunto.

O chefe de gabinete da Prefeitura de Mantenópolis, Carlos Almondes, calcula que aproximadamente três mil moradores da cidade estão fora do país. Mas a maioria já não vai mais para os Estados Unidos.

“Antes, era normal ver 15 pessoas por semana indo para lá. Eles saíam de forma ilegal, de todo o jeito. Mas isso diminuiu muito. No último final de semana foram apenas três. Acredito que 70% estão indo para a Europa. O euro está mais valorizado que o dólar e o idioma é mais parecido com o do Brasil”.

A gerente da empresa de intercâmbio World Study, Carol Pandini, confirma que o fascínio exercido pelos Estados Unidos também caiu com a crise. Além da Europa, a dificuldade para conseguir visto tem feito muitas pessoas procurarem o vizinho na América do Norte: o Canadá.

Comunidade
O eletricista Celiomar Pereira de Oliveira, 33, foi para os Estados Unidos pela primeira vez há 11 anos e logo encontrou uma comunidade com moradores da sua cidade natal: Mantenópolis.

“Fui com visto de turista e acabei ficando. Há quatro anos consegui o Green Card. Meu objetivo era voltar após três ou quatro anos, mas quando houve a alta do dólar compensava ficar por lá. Cheguei a comprar dois imóveis. Mas agora, com a crise, é mau negócio vender”.

Ele explica que ainda deve 30% do valor do apartamento e 60% da casa. “Minha sorte é que comprei por um bom preço. Mas conheço pessoas que estão em uma situação muito pior”, diz ele, que por enquanto não pretende voltar.