O dólar comercial é cotado a R$ 1,697 para venda, em retração de 0,52% nos primeiros negócios desta terça-feira. Após um dia morno no mercado financeiro ontem, a taxa de câmbio fechou em R$ 1,706, em declínio de 0,05%.
A agenda econômica pesada será um fator decisivo para o mercado testar os patamares históricos registrados tanto no câmbio quanto na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo): enquanto a taxa de câmbio já caiu por alguns momentos abaixo de R$ 1,70 –a exemplo de como começa o pregão nesta terça-feira–, a Bolsa atingiu ontem o patamar dos 65 mil pontos, perdido há mais de dois meses.
A diretora de câmbio da Corretora AGK, Miriam Tavares, aposta que o mercado de câmbio será marcado por volatilidade um pouco maior por conta da disputa para a formação da ptax na próxima sexta-feira, que vai referenciar a liquidação financeira dos contratos de dólar da BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros). A Ptax é a taxa média de câmbio calculada pelo Banco Central.
“Como boa parte dos investidores, principalmente os estrangeiros, estão posicionados na venda em dólar futuro, dada a confiança na solidez dos fundamentos do país, com a proximidade do vencimento do dólar março na BM&F, podem forçar a queda do dólar no mercado à vista”, afirma Tavares.
Para ela, as cotações devem romper de forma mais consistente o patamar de R$1,70 e o Banco Central pode passar a ser mais agressivo em seus leilões diários, na tentativa de impedir quedas muito acentuadas e bruscas.
Os investidores devem acompanhar hoje, no âmbito doméstico, o resultado do IPCA-15, considerado uma prévia do indicador oficial de inflação, o IPCA. Nos EUA, o destaque é outro indicador de inflação, o PPI (preços no atacado), além do indicador de confiança do consumidor, do instituto privado Conference Board.
A temporada de balanços, o Banco do Brasil é o último grande banco brasileiro a apresentar seus resultados de 2007. Nos EUA, a Macy’s e a Home Depot entregam seus números relativos ao ano passado.



