Arquivo para Setembro, 2007

STRAUSS-KAHN DEVE REDIFINIR O FMI

Posted in ECONOMIA on Setembro 29, 2007 by dell22

28/09/200717h43

 

O francês Dominique Strauss-Kahn assumirá as rédeas de um FMI que passa por uma “crise de meia-idade”, com sua legitimidade e missão questionados por causa da dificuldade em se adaptar aos novos tempos, segundo analistas.

A principal tarefa do ex-ministro francês “será evitar que o Fundo caia na irrelevância”, disse Peter Chowla, do Bretton Woods Project –organização que monitora o funcionamento do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial.

O próprio Strauss-Kahn reconheceu em sua sabatina no Conselho Executivo do FMI, dia 20, que “o próximo diretor-gerente terá que restabelecer a credibilidade e a eficiência do Fundo.”

A instituição nasceu em 1944 no vilarejo de Bretton Woods, em New Hampshire (EUA), como uma espécie de árbitro mundial para manter a estabilidade financeira e reger um sistema de taxa de câmbio fixa baseado no padrão ouro.

Posteriormente, começou a fazer empréstimos a países com problemas na balança comercial.

Em ambas as frentes, a tarefa deu uma reviravolta. O padrão ouro colapsou em 1971 e os mercados e os bancos privados erodiram o poder de decisão sobre assuntos econômicos de governos e instituições públicas.

Como credor, o FMI perdeu seus clientes um a um e só resta a Turquia como grande prestatário.

“Os países em desenvolvimento não querem ter nada a ver com o FMI, devido ao fracasso de suas políticas de ajuste econômico na Ásia, na África e na América Latina”, disse Chowla.

O espanhol Rodrigo de Rato, que entregará o cargo a Strauss-Kahn em 31 de outubro, já reconhecera a situação precária do FMI logo quando tomou posse, em junho de 2004.

Rato elaborou uma “estratégia de médio prazo” para a reforma do Fundo, com a qual quis deixar uma marca, mas até agora houve mais palavras que ações.

O plano prevê, entre outras coisas, que o FMI cuide mais de temas financeiros, busque novas fontes de financiamento e redistribua o poder em favor dos países emergentes.

Em sua sabatina no Conselho Executivo, Strauss-Kahn expressou seu apoio a grande parte do projeto, mas falta ver se mudará de ênfase.

“Ninguém concorre à eleição dizendo que ‘tudo está ruim e eu vou resolver’”, disse Edwin Truman, ex-diretor do departamento de finanças internacionais do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) durante mais de 20 anos.

“Você não vai dizer às pessoas que vão te escolher que elas estão enganadas e que adotaram políticas errôneas”, acrescentou.

Uma das pessoas que deram aval a essas políticas foi Timothy Adams. Como subsecretário do Tesouro dos EUA, ele era encarregado de assuntos internacionais e, hoje, disse esperar que Strauss-Kahn retome a estratégia iniciada por Rato.

“Ele pode querer fazer alguns ajustes aqui e e ali, talvez queira ser mais ousado, mas acho que todos os ingredientes adequados estão presentes. A estratégia simplesmente tem que ser posta em prática, que é sempre a parte mais difícil”, disse Adams.

Um dos aspectos mais controvertidos dessa estratégia é a redistribuição de votos nos órgãos de governo do FMI. A repartição atual responde a uma equação complexa que dá a maioria do poder aos aliados da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Ao outorgar grande peso à abertura comercial e financeira, os pequenos países europeus estão exageradamente representados, enquanto países emergentes que cresceram muito nos últimos 60 anos, como a China e a Coréia do Sul, têm muito menos peso de voto que sua fatia na economia mundial.

Atualmente, os membros do FMI trabalham na criação de uma nova fórmula, mas Adams reconheceu que o processo “está um pouco atolado”, diante da resistência dos países que deveriam ceder poder a fazer concessões.

Strauss-Kahn disse que resolver este tema “é absolutamente necessário”, embora não especificou qual seria uma solução aceitável. A partir de 1º de novembro terá que abandonar as declarações genéricas e sujar-se com os detalhes.

INDUSTRIA BRASILEIRA CRESCE E ATINGE RECORDE

Posted in ECONOMIA on Setembro 28, 2007 by dell22

28/09/200708h37

 

 

A indústria de transformação manteve ritmo aquecido de atividade no terceiro trimestre e a expectativa para o fim deste ano é otimista, segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas). O ICI (Índice de Confiança da Indústria) subiu 1% neste mês –passando de 121,9 para 123,1– e atingiu novo recorde na série iniciada em 1995.

Na comparação com setembro de 2006, no entanto, o ICI subiu 11,9% –abaixo dos 14,2% apurados em agosto na mesma comparação.

Neste mês, o ISA (Índice da Situação Atual) subiu para 126,9, contra 124 no mês passado. O resultado de setembro foi o maior desde abril de 1995 (128,7). Já o Índice de Expectativas apresentou recuou para 119,2, contra 119,8 um mês antes (nos últimos 12 meses, a variação nos dois índices foi de 14,5% e 9,2%, respectivamente).

O destaque dentro dos itens do índice de confiança referentes à situação atual foi o nível da demanda, influenciada principalmente pelo mercado interno: entre este mês e setembro do ano passado, a proporção de empresas que avaliam o nível atual de demanda como forte aumentou de 16% para 28%; já as que o cenário atual como fraco caiu de 10% para 4%.

Para os próximos três meses, o destaque positivo é a previsão para a contratação de pessoal: das 1.109 empresas consultadas, 37% prevêem aumento do contingente de mão-de-obra e 6%, redução –em setembro de 2006, os índices eram 35% e 13% respectivamente.

BOVESPA SOBE E CAMINHA PARA QUARTO RECORDE, DOLAR RECUA

Posted in ECONOMIA on Setembro 27, 2007 by dell22

27/09/200714h59

 

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) caminha para emendar o quarto recorde consecutivo nesta quinta-feira. O mercado brasileiro opera relativamente “descolado” das Bolsas americanas, refletindo tanto a entrada de dinheiro novo quanto pespectivas mais positivas para os EUA, o principal fator de risco das Bolsas.

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa brasileira, tem ganhos de 0,82%, aos 60.202 pontos. O volume financeiro é de R$ 3,23 bilhões.

O dólar comercial é negociado a R$ 1,844 para venda, com declínio de 0,27%. A taxa de risco-país marca 174 pontos, número 3,57% superior à pontuação final de ontem.

A aposta que o Federal Reserve (banco central dos EUA) deve cortar novamente os juros básicos em sua reunião de outubro é fator que anima as Bolsas de Valores pelo mundo. Com o cenário externo mais tranqüilo, e a economia doméstica “em ordem”, a Bolsa brasileira encontra espaço para antecipar as projeções que apontavam a marca dos 62 mil pontos para o final deste ano.

“A economia brasileira está num bom ritmo e as empresas devem apresentar balanços muito positivos no próximo trimestre. Além disso, a Bolsa foi muito castigada em agosto e várias ações ficaram muito baratas”, avalia o professor Ricardo Rocha, do Ibmec-SP.

O especialista em mercado financeiro alerta, no entanto, que há um risco não desprezível que o Fed não atenda “os desejos do mercado” desta vez. “Bancos Centrais, por definição, são muito cautelosos e não gostam de variações muito exageradas, nem para baixo, nem para cima. Se o Ben Bernanke avaliar que a situação está mais calma, pode ser que o corte [dos juros] seja muito menor do que muita gente espera”, acrescenta.

PIB americano e inflação brasileira

Entre as principais notícias do dia, o governo americano divulgou que a economia teve crescimento de 3,8% no segundo trimestre deste ano, maior desde o primeiro trimestre de 2006, mas abaixo das previsões de 4% dos analistas do mercado.

No front doméstico, o Banco Central informou que espera um crescimento de 4,7% para o PIB (Produto Interno Bruto) do país neste ano. Em seu relatório trimestral, a autoridade brasileira também revisou, para cima, sua projeção de inflação, de 3,5% para 4%.

Ainda sobre inflação, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) elevou-se 1,29%, em setembro, taxa superior à de agosto, de 0,98%. Foi o maior índice desde julho de 2004, quando houve alta de 1,31%.

BOVESPA OPERA EM NIVEL RECORDE, E DOLAR CAI PARA R$ 1,84

Posted in ECONOMIA on Setembro 26, 2007 by dell22

26/09/200714h39

 

O retorno dos estrangeiros às compras têm puxado a recuperação da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) nesta quarta-feira, também sustentada pelo cenário externo positivo nos demais mercados.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa, ganha 0,71% e marca 59.276 pontos, em marca histórica. O volume financeiro é de R$ 2,96 bilhões, às 14h36.

Até o pregão do dia 21, os investidores estrangeiros deixaram mais de R$ 2 bilhões (diferença entre compras e vendas de ações) na Bolsa brasileira. Para analistas, é justamente esse fluxo de recursos renovado que têm permitido à Bovespa tomar fôlego renovado, mesmo quando as Bolsas americanas, sua principal referência externa, não tem desempenho tão favorável.

O mercado de ações brasileiro é o único no continente americano, até agora, a recuperar as perdas geradas com a crise de crédito imobiliário nos Estados Unidos. Nos EUA, a Bolsa de Nova York avança 0,46%, aos 13.871 pontos.

O dólar comercial é negociado a R$ 1,854 para venda, com retração de 0,37%. A taxa de risco-país bate 167 pontos, número 1,18% inferior à pontuação final de ontem.

Entre as principais notícias do dia, o Departamento de Comércio dos EUA informou que o nível de encomendas de bens duráveis dos EUA caiu 4,9% em agosto, ante expectativa de um declínio de 3,1%. O outro órgão do governo americano, o Departamento de Energia, comunicou que as reservas de petróleo aumentaram em 1,8 milhão de barris, o que representa 0,6% a mais a respeito da semana anterior. Analistas de mercado esperavam um declínio próximo a 2 milhões de barris.

No front doméstico, mais um índice de preços reforçou a idéia de que os alimentos começaram a perder força para pressionar a inflação: o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP) desacelerou e teve alta de 0,18%, na terceira quadrissemana deste mês –período de 30 dias encerrado no último dia 22.

Alguns economistas de bancos já divulgaram relatórios em que apontam uma nova oportunidade para que o Copom (Comitê de Política Monetária) volte a reduzir a taxa básica de juros brasileira.

A GIGANTE BRASILEIRA PETROBRAS COMPRARA REDE DE POSTOS DE GASOLINA `ESSO` ARGENTINA

Posted in ECONOMIA on Setembro 25, 2007 by dell22

25/09/200713h22

O governo argentino não vê com bons olhos a possível compra das operações locais da Esso pela Petrobras, segundo informações dos jornais argentinos nesta quinta-feira.

O diário “Clarín” e o jornal econômico “Ámbito Financiero” divulgaram em suas edições que o ministro do Planejamento argentino, Julio de Vido, interveio na venda da Esso –cujo prazo para a apresentação de propostas de compra encerrou ontem e tinha valor mínimo estipulado em US$ 200 milhões.

Segundo porta-vozes do ministro, ocorreu um “mal-estar” devido à chance da Petrobras vencer a disputa pelo braço argentino da Esso– que controla uma refinaria, três depósitos de combustíveis e 500 postos de gasolina.

“Primeiro, que cumpram com os planos de investimentos prometidos”, disseram os porta-vozes aos dois jornais.

Segundo fontes do setor no país, a mensagem do governo para Petrobras e Esso é clara: este não é um negócio só dois atores (as duas empresas), e sim de três, já que o governo pode autorizar ou não a operação.

Conforme o “Clarín”, apenas dois interessados apresentaram propostas à compra da Esso na Argentina para o banco JP Morgan, que coordena a negociação: a Petrobras e o fundo de investimento argentino Dolphin.

Porém, há especulações de que a PDVSA –estatal petrolífera venezuelana– poderia oferecer à Exxon Mobil uma refinaria nos Estados Unidos em troca destas operações na Argentina.

O governo argentino prefere que as operações da Esso no país fiquem em outras mãos que não as da Petrobras. Além da PDVSA, outra possibilidade seria a estatal petrolífera local Enarsa comprar os ativos, seja sozinha ou em parceria com a própria empresa venezuelana.

Para valer, a compra deve passar pela Comissão de Nacional de Defesa da Concorrência. Mas o “Ámbito Financiero” diz que não há motivos para que a comissão antimonopólio rejeitar a venda para a Petrobras, pois a hispano-argentina Repsol-YPF refina atualmente 50% dos combustíveis argentinos e detém 1.700 postos de gasolina. Ou seja, mesmo com a compra, a Petrobras não teria a maioria do mercado, desqualificando um possível monopólio.

BRASIL, PAIS ONDE OS INVESTIDORES INTERNACIONAIS TEM LUCROS GARANTIDOS

Posted in ECONOMIA on Setembro 25, 2007 by dell22

25/09/200707h33

Brasil seduz “nova onda de investidores”, diz jornal francês

O Brasil possui todas as prerogativas que a economia mudial precisa: terra produtivas de norte a sul, abundancia em agua e minerais, maior produtor de carnes e aves, boas Universidades e um povo trabalhador e inteligente. 

Os estrategistas das empresas multinacionais estão cada vez mais seduzidos pelo Brasil, o que levou a uma entrada recorde de US$ 35 bilhões em investimentos externos diretos no último ano, afirma reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário econômico francês “Les Echos”.

“O crescimento econômico conseguido graças ao dinamismo do mercado doméstico e as boas perspectivas de desenvolvimento explicam esse renovado interesse”, observa o jornal.

Segundo a reportagem, a nova onda de investimentos estrangeiros no Brasil está ao nível da verificada durante a fase de grandes privatizações vivida no fim dos anos 1990.

“Durante os primeiros oito meses do ano, os dados oficiais indicam um aumento de 160% nesses investimentos”, informa o jornal.

Voto de confiança

Segundo a reportagem, o governo brasileiro considera esses números como uma demonstração de um verdadeiro voto de confiança dos investidores, apesar das turbulências nos mercados financeiros internacionais.

O jornal comenta que os números foram em parte inflados pela recompra das ações minoritárias da subsidiária brasileira da siderúrgica Arcelor pela indiana Mittal, no primeiro semestre.

Apesar disso, observa a reportagem, outras aquisições de porte ocorridas nos últimos meses apenas reforçam a percepção de que os investidores estrangeiros estão se voltando ao país, como a venda da Serasa à irlandesa Experian, ou das negociações em andamento para a aquisição da VR pela Sodexho.

BOLSA DE VALORES DO BRASIL OPERA EM NIVEIS RECORDES EM 2007

Posted in ECONOMIA on Setembro 24, 2007 by dell22

Bovespa bate recorde e anula perdas com crise; dólar marca R$ 1,87

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) opera em níveis recordes nesta segunda-feira, favorecida pela cena externa, ainda refletindo a redução dos juros básicos americanos. A Bolsa brasileira conseguiu zerar as perdas acumuladas desde o início da crise dos créditos imobiliários americanos, que arrastam os mercados há meses.

O Ibovespa, índice que acompanha os preços das ações mais negociadas, valoriza 0,78%, aos 58.250 pontos. O volume financeiro é de R$ 1,35 bilhão. O recorde anterior foi registrado no fechamento do pregão do dia 19, quando o índice Ibovespa bateu os 58.124 pontos.

Arte/Folha Imagem
Clique e entenda a crise imobiliária nos EUA que afetou os mercados e derrubou as Bolsas
Clique e entenda a crise imobiliária nos EUA que afetou os mercados e derrubou as Bolsas

Profissionais de mercado notam que a recuperação da Bolsa tem sido auxiliada pelo retorno dos investidores estrangeiros ao pregão brasileiro, após a fuga no pior momento das turbulências financeiras. O saldo de investimentos estrangeiros na Bovespa está positivo em R$ 1,873 bilhão no mês de setembro, até o pregão do dia 19, após três meses consecutivos de resultados negativos (vendas maiores que compras).

Os problemas do mercado de crédito imobiliário americano começaram a derrubar as Bolsas de Valores precisamente a partir do dia 24 de julho. Na véspera, o Ibovespa havia atingido a marca dos 58.036 pontos, a segunda maior pontuação do ano.

O dólar comercial estabiliza a R$ 1,870 (valor de venda). A taxa de risco-país marca 171 pontos, com avanço de 0,58% sobre a pontuação final de sexta-feira.

Apesar de investidores e analistas evitarem decretar o “fim da crise”, é inegável que o mercado passou a respirar mais aliviado com a redução dos juros americanos, decidida pelo Federal Reserve (banco central dos EUA) na semana passada.

A injeção de bilhões de dólares no sistema bancário e surpreendente redução dos juros em 0,50 ponto percentual, somente esperada pela parcela mais otimista dos analistas, ajudou os mercados a tomarem novo fôlego. A agenda econômica desta semana, no entanto, pode reservar novos sobressaltos. Amanhã, por exemplo, o mercado passa por novo teste, com a divulgação do índice de Confiança do Consumidor dos EUA, pelo Conference Board, além da venda de imóveis usados.

Hoje, a ausência de indicadores econômicos dos EUA mais relevantes, combinada com a falta de más notícias sobre problemas de bancos com os créditos “subprime” impulsiona as Bolsas de Valores, junto com a Bovespa.

Na semana passada, o mercado brasileiro “comemorou” o lançamento das ações da Satipel Industrial, o primeiro desde o “furacão” da crise dos “subprime”. E hoje, o diário britânico “Financial Times”, que já trouxe artigo questionando a valorização recente da Bolsa brasileira, aponta que os ativos domésticos devem bater novos recordes nesta semana.

BANCO CENTRAL DO BRASIL ELEVA OTIMISMO PARA INVESTIMENTOS EM 2007

Posted in ECONOMIA on Setembro 21, 2007 by dell22

21/09/200711h10

BC eleva previsão para investimentos estrangeiros em 2007

O Banco Central divulgou hoje as revisões das projeções para as contas externas para este ano e as previsões para 2008. A principal delas indica que os investimentos estrangeiros diretos irão chegar a US$ 32 bilhões em 2007 –contra US$ 25 bilhões esperados anteriormente– e US$ 28 bilhões no ano que vem.

No acumulado do ano até agosto, esses ingressos somam US$ 26,488 bilhões, já acima do registrado no ano passado (US$ 18,782 bilhões). Em agosto, eles ficaram em US$ 2,040 bilhões, número 72,6% maior que o US$ 1,182 bilhão registrado no mesmo mês do ano passado.

Esses investimentos são importantes para sustentar e ampliar o crescimento da economia, já que ajudam as empresas a oferecerem uma maior quantidade de bens e serviços.

De acordo com o BC, do total ingressado em agosto, US$ 1,117 bilhão foi participação no capital. Foram contabilizadas também entradas líquidas de US$ 923 milhões em empréstimos intercompanhias.

O BC revisou também a projeção para o saldo de transações correntes, ele foi reduzido de US$ 10,7 bilhões para US$ 7,8 bilhões, principalmente devido ao maior déficit na conta de serviços e renda, que passou de US$ 33,8 bilhões para 36,3 bilhões.

A previsão para o saldo da balança comercial foi mantido em US$ 40 bilhões, mas as projeções de exportações e importações foram elevadas para, respectivamente, US$ 155 bilhões e US$ 115 bilhões. Anteriormente, os números esperados eram vendas externas de US$ 152 bilhões e compras de US$ 112 bilhões.

Para o ano que vem, a expectativa de saldo na conta corrente é de US$ 3,2 bilhões, co saldo comercial de US$ 34 bilhões (exportações de US$ 167 bilhões e importações de US$ 133 bilhões) e déficit na conta de serviços e rendas de US$ 35,3 bilhões.

A previsão de remessa de lucros e dividendos deste ano foi ampliada de US$ 15,7 bilhões para US$ 16,5 bilhões. Para o ano que vem, o BC aposta em saídas de US$ 16,8 bilhões.

Em relação ao saldo das receitas e despesas com viagens internacionais, a expectativa é que o saldo fique negativo neste ano em US$ 2,8 bilhões, contra US$ 1,8 bilhão esperado anteriormente. Para o ano que vem, é de US$ 2,5 bilhões.

BRASIL BATE RECORDE EM ARRECADACAO

Posted in ECONOMIA on Setembro 20, 2007 by dell22

Arrecadação soma R$ 48 bilhões em agosto e bate recorde

A Receita Federal do Brasil voltou a bater mais um recorde no mês passado. A arrecadação de impostos e contribuições foi a maior já registrada em um mês de agosto, somando R$ 48,653 bilhões. O episódio tem sido comum nos últimos meses, o que ajuda a explicar o resultado dos oito primeiros meses do ano, R$ 381,487 bilhões, também recorde.

Em agosto, a arrecadação apresentou um crescimento real –já descontada a inflação– de 12,16%. Na comparação com o mês anterior, foi registrada uma queda de 3,92% –o mês de julho, como cabeça de trimestre, concentra um grande vencimento de impostos recolhidos trimestralmente.

Sem levar em conta a receita previdenciária, o Imposto de Renda e a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) são os tributos mais representativos em volume, R$ 11,870 bilhões e R$ 8,742 bilhões, respectivamente, crescimento de 18,83% e 6,12%.

A Receita destaca o crescimento da arrecadação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) vinculado aos automóveis e demais produtos (exceto fumo). O recolhimento apresentou crescimento, respectivamente, de 21,57% e 22,06% em relação ao mesmo mês de 2006.

De acordo com a nota da Receita, esses desempenhos devem-se ao crescimento de 27,9% na venda de automóveis no mercado interno, ao crescimento de 6,8% da produção industrial em julho–com destaque para a arrecadação incidente sobre a fabricação de bens de capital, máquinas e equipamentos, veículos automotores e metalurgia.

Já as contribuições previdenciárias somaram R$ 12,957 bilhões, valor 14,14% superior ao mesmo mês de 2006.

Ano

De janeiro a agosto, entraram nos cofres da União R$ 381,487 bilhões em impostos e contribuições. Levando em conta a inflação do período, o valor fica em R$ 385,837 bilhões, um crescimento real de 10,71%. As contribuições prevideciárias totalizaram R$ 96,029 bilhões, aumento de 12,25%.

A CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) foi responsável em oito meses por uma arrecadação de R$ 23,790 bilhões, um crescimento de 11,19%. O governo trabalha para prorrogar a cobrança do tributo até 2011.

Em 2006, a arrecadação foi de R$ 541,055 bilhões (já corrigido pela inflação), o maior valor já registrado. Todos os meses foram recordes em relação aos mesmos meses de anos anteriores.

BRASIL ‘ A POTENCIA QUE SURGE ‘

Posted in ECONOMIA on Setembro 19, 2007 by dell22

País encontrou seu caminhoNo seu programa de rádio “Café com Presidente”, veiculado nesta segunda-feira, Lula disse que os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostram que Brasil “encontrou o seu caminho”. Divulgada na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há vários indicadores sobre a melhoria da renda e do trabalho do brasileiro. Entre eles, que o rendimento médio mensal dos trabalhadores aumentou 7,2% em 2006, atingindo o mesmo patamar registrado em 1999, estimado em R$ 883,00. Além disso, a taxa de ocupação (57%) foi maior do que as registradas desde 1996.

- Não tem retorno, o Brasil vai crescer, vai se desenvolver, vai gerar emprego, vai melhorar as condições de vida do povo – disse.

Confira infográfico com os principais resultados da PnadLula se disse satisfeito ao dizer que os números sobre o Brasil estão melhorando.

Não tem retorno, o Brasil vai crescer, vai se desenvolver, vai gerar emprego, vai melhorar as condições de vida do povo


- São mais crianças na escola, são mais jovens no ensino técnico, são mais jovens na universidade. Aumenta o número de trabalhadores com carteira profissional assinada, aumenta o número de contribuintes da Previdência Social, a renda do trabalhador aumenta, ele passa a ganhar um pouco mais, ou seja, o consumo aumenta. Tudo isso me deixa satisfeito – afirmou.

O presidente ainda disse que é possível dizer que a riqueza produzida pelo país está chegando a mais gente no país. Ele destacou ainda o crescimento do consumo e da economia em estados que antigamente não cresciam, como os do Nordeste. Segundo ele, isso é complementado pelo crescimento da produção industrial combinado com o crescimento da massa salarial.

A pesquisa do IBGE sobre o Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2007 mostra que a indústria cresceu 1,3% na comparação com o mesmo período de 2006. A renda dos trabalhadores cresceu 7,2% em relação a 2005, segundo a Pnad.

- A gente pode começar a dizer que está havendo um processo de distribuição de renda no Brasil e os números do IBGE demonstram isso claramente – disse.

BiocombustíveisNo programa, Lula também comentou a importância do programa de biocombustíveis que, segundo ele, é uma semente que dará muitos frutos .

O presidente está em viagem oficial à Espanha, onde se encontra nesta segunda-feira com o presidente do Governo, José Luis Zapatero, e com o rei da Espanha, Juan Carlos I.

Leia também: Crescimento médio do PIB no governo Lula é maior do que na era FH