TOMA POSSE NOVA DIRETORIA DA “CTIB – USA”

Nova Diretoria da CTIB - USA

Nova Diretoria da CTIB - USA

 

Formada em sua diretoria, por uma maioria de pessoas que já tiveram experiências comunitárias no Brasil, a entidade registra num primeiro momento, de acordo com seu Presidente Márcio Porto, “a preocupação de trabalharmos para aprovação de uma reforma imigratória urgente, mas de uma forma a mostrar aos líderes desta nação a necessidade da mão-de-obra imigrante, de forma organizada e bem articulada”.
“Queremos um diálogo com a sociedade norte-americana”, disse Márcio Porto.
O representante do Partido dos Trabalhadores nos Estados Unidos, Jorge Costa, marcou presença e salientou a importância da nova entidade: “Unidos temos mais forças para lutar pelos trabalhadores.” Jorge ainda abordou a necessidade de representação dos brasileiros residentes no exterior na Câmara e no Senado. “O imigrante precisa ter representantes que conheçam a sua realidade e possam falar dela na Casa do Povo”.
 
 
Na ocasião foram empossados também os seguintes membros:
Presidente: Márcio Porto, fundador da CUT na Paraíba.
Vice-Presidente; José Eduardo Vieira, ex-prefeito do PPS de Minas Gerais.
Secretários: Paulo Teixeira
                  Arlindo Amorim
Tesoureira: Lucineide Elias Pereira
Diretor de articulacao Politica: Jorge Costa Presidente do PT – USA
Relações Públicas: André Abreu, membro da United Way de Acton
Secretaria da Mulher: Creonecy Silva, ex-militante da Pastoral da Criança no Espírito Santo.
Secretaria da Juventude: Tarcio Porto
Conselho da Saúde: Dr. Percy Andreazi, médico com mais de 20 anos de atuação na PUC de São Paulo. 
 
 
Texto e fotos: André Abreu
Publicado em: on Maio 12, 2009 at 5:47 pm Deixe um comentário
Tags:

ABERTA NOS ESTADOS UNIDOS A MAIOR CENTRAL SINDICAL DE BRASILEIROS FORA DO BRASIL

MANIFESTO DE LANÇAMENTO DA CITB

Uma CTIB (CENTRAL DOS TRABALHADORES IMIGRANTES BRASILEIROS NOS ESTADOS UNIDOS) para uma nova fase do Trabalador Brasileiro nos Estados Unidos

 

A CTIB Trabalhista e Democrática – CTIB é a mais nova central dos Trabalhadores Imigrantes nos Estados Unidos – CTIB. Nasce em 2009 para contribuir com o esforço coletivo de tornar o Trabalhador Imigrante Brasileiro visivel e com ferramenta mais eficaz na nova fase da luta por melhores dia nos USA. A tarefa é ainda mais urgente porque a disputa de rumos dos Trabalhadores Brasileiros está, novamente, na ordem do dia. A força do Trabalhador Brasileiro têm chances reais de conquistar mais direitos nos Estados Unidos e abrir caminhos para a legalizacao.

 

Uma aposta nos trabalhadores Brasileiros

 

A CTIB reúne militantes de igrejas, movimentos sociais, homens e mulheres, de diferentes gerações e etnias, de diversas categorias e dos vários estados do país que buscam resgatar o sentido mais profundo da palavra militância. Pessoas que sentem e agem como parte de um amplo movimento de transformaçãodo direito trabalhista e de vida, maior que o próprio o movimento pessoal. Lutadores e lutadoras sociais que assumem a política Associativa como espaço e tempo para fazer a história.

Pessoas que compartilham valores sem os quais uma utopia fica apenas no plano da retórica. Rebeldia perante o dia-a-dia. Indignação frente à injustiça social e a todas as formas de opressão e discriminação. Solidariedade que faz da luta de cada oprimido a luta de toda uma classe. Generosidade para dedicar sua energia para a emancipação humana. Coragem para assumir e buscar superar os conflitos e contradições presentes na construção de uma nova fase. Pessoas comprometidas com a construção de uma profunda aliança social do Trabalador Brasileiro, como: a Marcha Mundial de Mulheres, movimentos pela legalizacao, com os afrodescendentes, a Central de Movimentos Sociais, a juventude, movimentos culturais, de gays e lésbicas e todos aqueles e aquelas que lutam afavor do bem comum do trabalhador Brasileiro. 

 

Militantes Sociais de diferentes tradições e que compartilham uma identidade programática que se expressa numa visão comum, mas não fechada, sobre os impasses estratégicos vividos pelo Trabalhador Brasileiro na sua construção e em sua orientação política e sobre como responder aos desafios rumo a construcao de melhores dias neste pais, horando os principios constitucionais e a leis dos USA.

 

Os impasses vividos pelos trabalhadores Brasileiros nos USA resultaram de sua incapacidade para responder a essa nova condição de sua base social e intervir na questão do poder no marco da nova institucionalidade. A crise hora vivida, revelou insuficiências dos movimentos pro imigrantes nos Estados Unidos anterior das diversas correntes e, também, a aposta em perspectivas estratégicas erradas por parte do setores representativos dos Brasileiros.

Nessa fase de atuação defensiva a tarefa prioritária foi organizar a resistência às pressões de adaptação à ordem. Foi nesse contexto que construímos a CTIB junto com outras correntes políticas e movimentos sociais.

Nossa aposta para que a CTIB se constitua como uma corrente orgânica, baseada em acordos programáticos vai ser vitoriosa. O reconhecimento consensual de seus limites levou a uma redefinição de seu projeto original , a CTIB passou a ser a uma frente de alianças prioritárias.

A aposta numa corrente social só se justifica quando ela combina concepção socialcom concepção política trabalhista; quando tem capacidade de propor, intervir e atuar de forma coletiva; quando sua identidade se expressa em uma prática e em posições políticas comuns; quando as diferenças internas não levam a um imobilismo.

As dificuldades para cumprir esse papel e as divergências políticas entre os setores que a compunham levaram-nos a avaliar que o projeto da CTIB  seria o melhor caminho para o trabalhador Brasileiro.

Publicado em: on Abril 22, 2009 at 2:26 am Deixe um comentário
Tags:

BRASIL SERA O CANAL DO INVESTIMENTO INTERNACIONAL POS-CRISE

diverso7O presidente do BC (Banco Central), Henrique Meirelles, afirmou nesta quarta-feira que o Brasil será um dos principais destinos de investimento de empresas pelo mundo ao fim da crise.

Ele disse que essa entrada de dinheiro permitirá ao país manter o crescimento sustentável que vinha sendo observado antes do agravamento da crise mundial.

“Um grande número de investidores dão indicações de que estão preparados não só pra continuarem seus processos de investimentos no Brasil, em andamento, mas já observam oportunidades de voltarem a investir no Brasil. O país, certamente, será um dos destinos mais importantes de investimento no mundo na saída da crise”, afirmou no Fórum Econômico Mundial para países da Améria Latina.

Para Meirelles, poucos países no mundo são vistos como oportunidades para investidores estrangeiros como é o Brasil.

O presidente do BC avaliou ainda que o movimento de retomada da economia deverá se intensificar no segundo semestre. “Deverá haver uma recuperação importante na economia que dará impulso forte para 2010.”

Sobre a recuperação da economia, Meirelles exaltou hoje a criação de quase 35 mil emprego formais em março, conforme divulgado hoje pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Mesmo admitindo que o nível de criação de vagas está abaixo da média histórica recente, Meirelles ressaltou que os dados apontam para uma direção positiva.

“A criação desses empregos já reforça a sinalização de uma recuperação do crescimento. Isso confirma o que muitos analistas estão prevendo, que o Brasil sairá da crise mais rápido do que a média do mundo.”

Publicado em: on Abril 15, 2009 at 8:19 pm Deixe um comentário
Tags:

A MORTE ANUCIADA DO PLANETA POR DEUS

Deus ja havia dito a Jo ( ha mais de 6.000 mil anos atraz ), onde voce estava quando eu coloquei o gelo nas extremidade da terra, que eu retenho para o tempo das calamidades ( ou seja para o final dos tempos ), veja bem, Deus ja havia dito a Jo a 6000 mil anos atraz que a terra era redonda e que tinha neve em sua extremidades, coisa que a Igreja Catolica so vei acreditar a bem pouco tempo.

O HOMEM E O CULPADO PELO O APOCALIPSE E NAO DEUS!

O HOMEM E O CULPADO PELO O APOCALIPSE E NAO DEUS!

 Com 5ºC a mais na região oeste da Antártida, o manto de gelo que existe lá provavelmente entra em colapso, como já ocorreu no passado, o que pode fazer aumentar em até 5 metros o nível médio do mar.

A afirmação, que emerge da biografia do manto da Antártida Ocidental publicada na última edição da revista “Nature”, se baseia em um modelo matemático (com suas incertezas) e também em análise do sedimento marinho da região.

Esta última, feita pelo grupo liderado por Tim Naish, da Universidade Victoria (Nova Zelândia), mostra que no passado, principalmente entre 3 milhões e 5 milhões de anos atrás, quando a temperatura na Antártida esteve mais alta, ocorreu o colapso do manto de gelo, que pode voltar a ser real no futuro -ainda mais num cenário de aquecimento global.

Sem catástrofe

Segundo Robert DeConto, da Universidade de Massachusetts (EUA), que produziu o modelo matemático, a quebra do manto de gelo é rápida –em termos geológicos, pelo menos. Em 5.000 anos o gelo marinho no oeste do continente pode sumir, para em 7.000 anos, aproximadamente, reaparecer.

O modelo criado pelos cientistas conseguiu detalhar o comportamento das massas de gelo que ficam sobre o mar e também sobre o continente.

O que prova, segundo Philippe Huybrechts, da Universidade Vrije (Bélgica), que escreveu um comentário para ‘Nature’, ser remota a possibilidade de um colapso catastrófico ocorrer em uma escala ainda mais curta, de uma ou algumas centenas de anos, como alguns grupos de pesquisa estimam.

Para o glaciologista brasileiro Jefferson Simões, o estudo ajuda a acumular evidências, de novo, que a Antártida Ocidental pode sofrer colapsos, contribuindo rapidamente para o aumento do mar’. Mas isso, diz o pesquisador, ‘nem chega a ser uma novidade’ para os grupos que estudam a região.

O ponto importante do trabalho, ressalta Simões, é reforçar a ideia de que ‘além do derretimento em si do manto, podemos jogar muito gelo diretamente para o mar’.

Publicado em: on Abril 7, 2009 at 1:35 pm Deixe um comentário
Tags:

China e Brasil lideram a lista de preferência dos invetidores

amanhecerChina e Brasil lideram a lista de preferência dos fundos de investimento entre os mercados emergentes para os próximos anos, segundo pesquisa da Empea (Associação de Fundos de Investimento para Mercados Emergentes, na sigla em inglês) e da consultoria britânica Coller Capital, divulgada nesta segunda-feira.

A China liderou o ranking pelo segundo ano consecutivo, como o destino mais atrativo para investimentos nos próximos 12 meses. O Brasil, por sua vez, subiu da quarta para a segunda posição, diz a pesquisa.

A Índia ficou em terceiro e a Rússia ficou em nono lugar, ao lado de outros países que formavam o antigo bloco soviético.

A pesquisa ouviu 156 fundos de investimentos; desses, 78% planejam destinar mais recursos para investir em economias emergentes nos próximos cinco anos. Outros 49% informaram ter planos de elevar seus investimentos nesses mercados nos próximos dois anos.

“Os investidores reconhecem que as economias emergentes são as únicas que ainda estão crescendo, e sabem também que, uma vez que os negócios dos fundos de investimentos não estão lastreados em dívidas, o colapso dos mercados financeiros não impedirá seu fluxo”, disse a presidente do Empea, Sarah Alexander.

Publicado em: on Abril 6, 2009 at 7:55 pm Deixe um comentário
Tags:

“LUTO” MORRE GM ( GENERAL MOTORS )

A GM PODERA PEDIR CONCORDATA

A GM PODERA PEDIR CONCORDATA

A montadora americana GM (General Motors) está preparada para uma declaração de concordata, se for necessário, mas sairá com novo vigor de sua crise, disse neste domingo o novo presidente da companhia apoiado pelo governo, Fritz Henderson.

“Preferimos fazer isto sem recorrer ao processo de quebra”, disse Henderson ao canal NBC, no momento em que o primeiro fabricante americano de carros aplica uma dolorosa reestruturação com o apoio financeiro do governo.

Leia a cobertura completa da crise nos EUA
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
Entenda como a crise financeira global afeta o Brasil

“Mas seria prudente assegurar que estamos planejando [uma quebra sob controle judicial], se precisar recorrer a isso”, afirmou.

O secretário do Tesouro, Timothy Geithner, disse que o governo de Barack Obama contempla todas as alternativas para a GM após a substituição semana passada de Rick Wagoner por Henderson por ordem da Casa Branca.

Henderson indicou que também existia a perspectiva de novas demissões e fechamento de fábricas, em momentos em que a GM luta por sobreviver e antecipa que no futuro só fabricará quatro marcas principais.

Publicado em: on Abril 5, 2009 at 8:02 pm Deixe um comentário
Tags:

AGORA E A VEZ DO BRASIL PEDIR O FIM DO DOLAR

specimen_brazil_fO Brasil não quer continuar dependendo apenas do dólar americano como moeda de referência para suas reservas cambiais e o comércio, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos jornalistas no trem que o levou de Paris a Londres, onde participará da reunião do G20 (grupo dos países ricos e principais emergentes) que começa amanhã.

“Me interessa que tenhamos mais de uma moeda de referência e que não continuemos dependendo apenas do dólar”, afirmou Lula, consultado sobre a posição da China.

Leia a cobertura completa da crise nos EUA
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
Entenda como a crise financeira global afeta o Brasil

O governo chinês pediu recentemente que se adote uma nova moeda de reserva internacional para substituir do dólar, estabilizar o clima monetário mundial e proteger suas gigantescas reservas cambiais.

Lula disse que vai esperar para ver a proposta do presidente chinês Hu Jintao a respeito disso na cúpula do G20. Ele deu como exemplo os acordos que o Brasil fez com a Argentina para realizar intercâmbios comerciais em moeda local.

Além disso, Lula afirmou que o Brasil está disposto a reforçar o FMI (Fundo Monetário Internacional). “Se for necessário dar dinheiro (ao FMI) e se isso não diminuir nossas reservas, não vemos problema algum”, disse.

Consultado sobre a nova linha de crédito de US$ 47 bilhões que o México solicitará ao Fundo, o presidente esclareceu que o “Brasil não precisa [de uma linha de crédito do FMI] porque tem reservas suficientes.”

O ministro da Fazenda Guido Mantega, que acompanha Lula, declarou que é preciso discutir ainda a quem o FMI emprestará dinheiro e sob que condições o Brasil concederá esses fundos. O Brasil acha que esses recursos devem ser concedidos preferencialmente aos países emergentes.

Publicado em: on Abril 1, 2009 at 8:28 pm Deixe um comentário
Tags:

INDUSTRIA BRASILEIRA BATE MAIS UM RECORDE

CREISE! ONDE? NAO NO BRASIL.

CREISE! ONDE? NAO NO BRASIL.

O recorde de vendas de veículos obtido pela indústria automotiva brasileira em março – o número final deve ficar entre 240 mil e 250 mil unidades – reduziu os estoques nos pátios das montadoras e pode provocar a falta de veículos nas concessionárias em abril, aumentando a fila de espera pelo carro novo, caso os fabricantes não aumentem a produção.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, até a sexta-feira passada o setor havia vendido 240 mil veículos, o que já supera os resultados de janeiro (189.729) e fevereiro (191.343) deste ano e também de março do ano passado (220.991).
 
Os balanços de vendas e de produção devem ser divulgados nos próximos dias pela Fenabrave (que representa os distribuidores) e Anfavea (fabricantes de automóveis).

Para o jornal Valor Econômico, o primeiro trimestre deste ano deverá superar também os primeiros três meses de 2008. A previsão é que o setor feche o período com um total de 653 mil veículos vendidos, contra 647,9 mil unidades em 2008.

2020 70% DA ECONOMIA MUNDIAL ESTARA NAS MAOS DO BRASIL, RUSSIA, INDIA E CHINA

12384433789311A crise econômica global não impedirá que os países do grupo dos BRIC estejam entre as maiores economias do mundo, segundo afirma o próprio autor do conceito dos BRICs, Jim O’Neill, economista-chefe do banco de investimentos Goldman Sachs.

Para ele, a crise pode até mesmo acelerar as mudanças na economia global que garantirão a Brasil, Rússia, Índia e China ocupar um lugar de destaque entre as potências mundiais já em 2020.

Em entrevista exclusiva à BBC Brasil, O’Neill afirma que em 2020 a China, por exemplo, poderá estar próxima de disputar com os Estados Unidos o posto de maior economia do mundo. Segundo ele, os demais países dos BRIC s poderão ter economias de tamanho equivalente à de países como Alemanha, França ou Reino Unido.

Para O’Neill, até 2020 a grande massa de consumo do mundo estará nas economias dos BRICs.

O’Neill afirma ainda que as previsões que fez em 2001 sobre o crescimento da economia dos países do grupo eram conservadoras e por isso não são afetadas por um eventual período de baixo crescimento, como o atual:

“Nós assumimos que os países BRICs teriam ciclos econômicos, e isso é o que acontece agora. Então, nossa projeção de longo prazo não é afetada de nenhuma maneira”, diz.

Leia abaixo a íntegra da entrevista que O’Neill concedeu à BBC Brasil em Londres:
BBC Brasil: Como a crise global está afetando os BRICs?

Jim O’Neill: A crise é tão grave que está afetando negativamente todo mundo, incluindo os BRICs. Mas entre os BRICs temos que olhar especificamente para cada um, porque os aspectos da crise são diferentes.

Para resumir de maneira simples, quase sem dúvida a Rússia vai sofrer mais, e o Brasil em seguida, por serem produtores de commodities. A China parece estar lidando melhor com a crise, apesar do fato de ser um grande exportador. E a Índia está um pouco atrás. Então, a China parece estar na situação menos grave e a Rússia na mais grave.

BBC Brasil: A crise altera em algo sua previsão inicial de que os quatro países devem se tornar até 2050 economias-chave e juntos ultrapassarem em tamanho o atual G-7?

O’Neill: De maneira nenhuma. Acho interessante que me perguntem tanto sobre isso. Se você olhar com cuidado para as projeções que usamos em 2003 e depois para as atualizações que fizemos depois disso, verão que elas eram muito conservadoras.

Por exemplo, partimos da premissa que no longo prazo a China cresceria 5,8%, e até essa crise a China vinha crescendo o dobro disso. Mesmo com a crise, o consenso sobre o crescimento da China para este ano é de 7%.

Nós estimamos que os países BRICs teriam ciclos econômicos, e isso é o que acontece agora. Então, nossa projeção de longo prazo não é afetada de nenhuma maneira.

Na verdade, creio que se a China já estiver mesmo começando a se recuperar do impacto da crise, pode ser que a crise acelere a velocidade da mudança na economia mundial.

BBC Brasil: Como o senhor vê os BRICs em 2020?

O’Neill: A China já ultrapassou a Alemanha e se tornou a terceira maior economia do mundo, curiosamente no momento exato em que havíamos previsto que isso aconteceria. A grande questão é se na próxima década (a China) vai ultrapassar o Japão e o quão perto vai estar dos Estados Unidos, em 2020. Poderá estar bem perto.

A grande questão para os outros três países será o quanto estarão perto, em 2020, das principais economias européias. Acho que é bem possível que estejam próximos.

Cada um tem algo em seu favor.

A Índia tem essa enorme vantagem demográfica. O Brasil, como tem sido demonstrado por esta crise, conta com uma estrutura macroeconômica que fornece uma ótima base em termos de política econômica. A Rússia é a que parece mais vulnerável, devido à sua excessiva dependência de energia e à ausência de mudanças, ou de qualquer prova de mudanças internas.

Acho que para 2020, a questão para os três países é saber se o tamanho de suas economias vai estar próximo das de Alemanha, França ou Reino Unido. E para a China se estará próxima dos EUA.

BBC Brasil: Estes países precisarão de reformas para chegar a 2020 nessas condições ou podem continuar com seus atuais modelos de desenvolvimento?

O’Neill: Acho que isso precisa ser analisado individualmente.

Acho que o Brasil é possivelmente o que está mais bem posicionado, em termos de mudanças necessárias para cumprir as previsões que fizemos para 2050, ou para o que eu disse sobre 2020. O Brasil tem em muitos sentidos mais atributos de um país desenvolvido em termos de suas políticas e de sua sociedade. Provavelmente o que tem de fazer é tirar o governo do caminho e deixar o setor privado fazer mais.

A Índia precisa parar de pensar que simplesmente merece ser um grande país só porque tem uma população grande, ou porque alguém como eu sonhou com esta sigla BRICs. A Índia precisa continuar com as mudanças, melhorar a eficiência de seu governo, tanto nos Estados quando no nível federal. E quanto mais tempo levar para isso acontecer, mais difícil será para conseguir cumprir as projeções.

A China tem a questão do regime de partido único, mas curiosamente, eu diria, de maneira provocativa, que a emergência desta crise mostrou que (o regime de partido único) parece permitir à China lidar com muitos dessas questões complexas de maneira mais fácil do que muitas democracias. Acho que em algum ponto no futuro a China terá que mudar, mas não estou seguro de que o sistema chinês imponha qualquer limitação no que se refere à economia.

E, finalmente, a Rússia terá que mudar. Esta crise demonstrou que a Rússia é de longe muito dependente de um grande produto, que é o petróleo. A Rússia precisa se afastar disso.

BBC Brasil: O senhor afirmou que a China precisa resolver a questão do regime de partido único. O senhor acredita que exista uma relação entre os sistemas políticos desses quatro países e sua capacidade de crescimento?

O’Neill: Desde o início eu disse que era muito duvidosa a idéia de que a China não poderia atingir nossas previsões sem mudar radicalmente seu sistema político. Se você observar, na metade de 2009, sete anos após eu ter criado o termo BRICs, verá que a China tem conseguido lidar muito bem com muitos choques que a acometeram.

Então, apesar de muitos de nós no Ocidente não gostarem do sistema político da China, não está claro para mim que a população chinesa não esteja feliz com ele. É uma coisa muito polêmica de se dizer, mas os chineses parecem capazes de manter esse sistema e manter um caminho de desenvolvimento com o qual a maioria parece estar satisfeita.

Estou seguro de que isso não vai ser assim para sempre, mas se considerarmos 2020, é perigoso esperar que aconteçam grandes mudanças, ou que exista necessidade de grandes mudanças.

BBC Brasil: O senhor acha que a democracia está atrasando o desenvolvimento do Brasil ou da Índia?

O’Neill: Se você comparar o modelo da China ao da Índia e observar que a China tem crescido nos últimos 20 anos mais do que a Índia, apesar de a demografia da Índia ser muito mais favorável, verá claramente que há algo na China mais bem sucedido do que na Índia.

Apesar de a democracia indiana ser uma coisa maravilhosa, que todos amamos e da qual os indianos têm tanto orgulho, suspeito que ela não funcione muito bem em termos de mudanças de política econômica. A Índia precisa manter sua democracia, mas também precisa encontrar uma maneira para fazer com que ela funcione de forma mais eficiente. É quase como se em determinados momentos a democracia indiana sufocasse a Índia.

Eu comumente brinco com autoridades indianas sobre esta eleição que está a caminho. Digo que enquanto eles estiveram esperando a vinda dessa eleição, ao longo de um ano ou mais, a China efetivamente produziu o equivalente a meia Índia.

Então, a menos que eles consigam sair desta eleição com um sistema de governo mais eficiente, vai haver cada vez mais sinais de que a democracia indiana é de fato boa demais, porque efetivamente impede a tomada de decisões.

Não acho que poderíamos dizer o mesmo sobre o Brasil, mas se olharmos a China e a Índia, há contrastes muito interessantes sobre sua forma de governo e sobre sua capacidade de crescer.
BBC Brasil: Os países do BRIC podem ser o motor da recuperação e do crescimento da economia mundial no futuro próximo?

O’Neill: Acho que se olharmos o que vem acontecendo nos últimos seis meses veremos que há uma grande desaceleração em todo lugar. Mas se olharmos as contribuições para o consumo global, veremos que os BRICs foram as únicas economias significativas que fizeram uma contribuição positiva.

Meu grupo tem analisado dados que mostram que o chamado descolamento entre os Estados Unidos e as economias dos BRIC está ocorrendo. O consumo nos Estados Unidos ficou negativo, muito negativo, mas ainda há crescimento no consumo na maioria dos BRICs.

De acordo com dados de fevereiro, o consumo na China, a economia mais importante do grupo, está crescendo em termos reais em 15,5% ao ano. Então há uma contribuição significativa (da China) para o crescimento do resto do mundo.

E acho que isso vai crescer conforme chegarmos mais próximos a 2020. Vai se tornar claro, quando entrarmos na próxima década, que a grande massa de consumo no mundo estará nas economias BRICs.

BBC Brasil: Uma questão em comum entre os quatro países é a grande disparidade entre ricos e pobres. É possível ter um alto nível de crescimento e ao mesmo tempo distribuir renda?

O’Neill: Eu também questiono alguns aspectos dessa tese. Se você observar o que aconteceu na China ao longo da última década, ou um pouco mais, verá que eles provavelmente tiraram da pobreza 400 milhões de pessoas.

Então, enquanto na China há um pequeno grupo de pessoas que se tornaram incrivelmente ricas, há sinais de que vimos – pela primeira vez no mundo em décadas – uma queda de fato na diferença entre renda e pobreza.

A Índia tem evidências semelhantes, apesar de menos que a China.

E como o presidente Lula disse sobre o Brasil recentemente, num artigo no Financial Times, há sinais disso por lá também. Isso é muito interessante, porque a percepção comum é de que as diferenças de renda estão aumentando. Mas particularmente na China essa percepção não é verdadeira.

BBC Brasil: No último ano houve alguns sinais da possível formação de um grupo político unindo os quatro países BRICs, com uma reunião ministerial realizada em 2008 e uma possível reunião de cúpula ainda em 2009. A formação de um grupo político como esse ajudaria no crescimento econômico desses países?

O’Neill: Para mim, como criador da sigla, seria fantástico vê-los como um grupo político. Mas de uma perspectiva global, o que é realmente importante é que as economias dos BRICs sejam mais bem representadas na liderança do FMI, no Banco Mundial, e que o G-20 (no qual os quatro países estão representados) se torne o principal ponto focal de decisões políticas e econômicas do mundo, em vez de somente o G-7 ou o G-8.

Acho que se eles não forem inseridos na melhor estrutura possível para tomada de decisões, então se reunirão mais e mais formando seu próprio clube.

Acredito que a reunião de cúpula do G-20 em Londres vai definir uma nova era, na qual esses países estarão no centro das decisões que estão sendo tomadas sobre o mundo. Acho que é um progresso fantástico.

Publicado em: on Março 31, 2009 at 2:50 am Comentários (1)
Tags:

RICARDO COUTINHO E VENEZIANO, DOIS EXCELENTES SENADORES.

Veneziano candidato a Senador pelo PMDB

Veneziano candidato a Senador pelo PMDB

Porque que a Paraiba tem que voltar a traz, com coligacoes que nao servem para o povo Paraibano, os melhores nomes para Senadores sao os de Ricardo Coutinho e o de Veneziano, com isso as cidades de Campina Grande e Joao Pessoa estaria bastante contemplada, e os dois ja provaram que sao

Ricardo Coutinho candidato a Senador pelo PSB

Ricardo Coutinho candidato a Senador pelo PSB

dois grandes parlamentares. Depois se ocorrer que um dois dois perca ( muito pouco provavel ) valta para administracao municipal sem nenhum prejuiso politico. O deputado Leonardo Gadelha (PSB) disse nesta quinta-feira, 26, que a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) interpôs no Supremo Tribunal Federal diz respeito apenas ao caso de cassação do governador do Maranhão, Jackson Vagner. “Sem dúvida, porque ali não houve o trânsito em julgado, ainda não foi publicado o acórdão, se podendo oferecer embargos de declaração e, em função disso, cabe uma ação dessa natureza”, argumentou.

“O caso da Paraíba já houve o trânsito em julgado e é um princípio constitucional bastante claro porque a lei, ou a interpretação da lei, não pode retroagir para prejudicar a coisa julgada e o direito adquirido e, neste caso, o governador José Maranhão tem o direito adquirido a cumprir”, comentou o deputado Leonardo Gadelha.

Ele destacou, ainda, as declarações feitas pelo prefeito Ricardo Coutinho, presidente estadual do PSB, autor da Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a ascensão do segundo colocado nas eleições de 2006 com a cassação do governador eleito. “Ricardo já declarou a imprensa que não compartilha dessa visão e que não subscreve a ação, assim como nenhum dos membros do nosso partido”, acrescentou o parlamentar.

Leonardo garante que não houve o aval do PSB paraibano, sequer houve consulta do partido em nível nacional a respeito do assunto. E reiterou: “A ação diz respeito única e exclusivamente ao caso do Maranhão”.

Publicado em: on Março 26, 2009 at 5:25 pm Deixe um comentário
Tags: